Try Me

8 Reason To Return


Notas iniciais
ONTEM FOI MEU ANIVERSÁRIO UHUL okay, parei de surto. Oi, gente! Espero que gostem do capítulo! Beijos ♥ BOA LEITURA!

Regina havia me deixado entrar em sua vida...E em seu carro. Nós seguimos para a mesma sorveteria na qual eu tinha levado Henry a um tempo atrás. Não era grande coisa, pelo contrário, era um lugar bem pequeno de esquina, mas o sorvete era maravilhoso. Eu a havia guiado até lá, e quando chegamos, Regina me lançou um olhar de “Você realmente está querendo que eu entre aqui, Miss Swan?” e eu me limitei a dar um sorriso amarelo de lado, abrir a porta do passageiro e descer. Regina repetiu os meus gestos, saindo logo atrás de mim, e eu a esperei na frente do carro, tomando sua mão na minha. Eu não fazia a mínima ideia do que estava fazendo, não era acostumada com relacionamentos, nem sabia se aquilo era um relacionamento, não sabia até onde aquilo iria chegar, mas eu gostava de como as coisas estavam seguindo. Regina não soltou minha mão, o que era um ponto positivo, e nós caminhamos até a sorveteria. Ter alguém do meu lado era estranho, e o fato de eu me sentir extremamente bem com aquilo era mais esquisito ainda. Com o tempo eu havia me acostumado a não ter ninguém, a ser um lobo solitário, apesar de muitas vezes sentir falta de contato humano. Sentamos numa mesinha pequena, atraindo vários olhares curiosos, que fizeram com que Regina se sentisse desconfortável, mas que eu não liguei. Fizemos os pedidos e os sorvetes logo chegaram, por incrível que possa parecer, Regina havia pedido um sorvete de morango com calda do mesmo sabor extremamente grande, e aquilo me deixou curiosa. Normalmente eu era a louca desesperada por comida, e pela quantidade de vezes que ela havia me visto comer, nem ligava mais. No início ela ficava espantada, mas logo depois desistiu de me lançar aqueles olhares de reprovação.

– Não sabia que você era tão fã de sorvete. – A olhei sorrindo, e ela lambeu o canto da boca, que estava melado com calda. Meu deus! Aquilo foi extremamente sexy, mas sabia que ela não havia feito aquilo para provocar. Regina despertava coisas em mim que eu não sentia havia séculos. Ela me fazia sentir viva novamente. Era bom que a minha vida não se resumia mais a apenas ir à Starbucks, seguir para o trabalho, voltar do hospital e ver algumas séries no Netflix, agora eu tinha o Henry e ela.

–Eu também não. – Ela sorriu de volta, e aquele havia sido o sorriso mais sincero que ela já havia me lançado. Um sorriso sem qualquer tipo de preocupação ou angústias. Parecia que ela finalmente estava se permitindo levar uma nova vida, sem todo o peso que ela carregava diariamente nas costas, mas logo ele se desfez, e um olhar de preocupação ocupou todo o seu rosto. – Emma, eu preciso de um favor. – Arqueei uma sobrancelha em sua direção e esperei que ela continuasse. Regina não era de pedir nada a ninguém, o que me fez ficar bastante preocupada. – Eu preciso que você atenda duas crianças no hospital. – Eu a olhei incrédula. Aquilo era algo que eu faria sem ao menos um pedido.

– Bem, esse é o meu trabalho. – Ele revirou os olhos para mim, como se eu não tivesse entendido o pedido. – Não se preocupe, não cobrarei nada na consulta. – Dei um sorriso de lado e a encarei, colocando uma colher do meu sorvete na boca. – A mercenária da mesa não sou eu. – Regina deu uma gargalhada forte para cima e depois me encarou de volta.

– Então quer dizer que você me acha uma mercenária, Miss Swan? – Dei de ombros, concordando com a cabeça. Eu não achava que ela era mercenária, apenas que tinha uma mania extremamente forte por controle e que era megalomaníaca, mas aquilo a deixava muito mais interessante. – Bem, e eu acho que a senhorita é extremamente carente de atenção. – Ela me provocou, pegando uma quantidade consideravelmente grande de seu sorvete.

– Eu não sou carente de atenção. – Rebati, fazendo minha melhor expressão de indignada e levando a mão à boca, enquanto ela me encarava com um olhar de provocação. – É, talvez eu seja mesmo. – Dei de ombros, fazendo minha colher virar uma espécie catapulta e jogando sorvete na roupa de Regina, que me olhou furiosa.

– O que... O que você fez, Swan? – Ela levantou, segurando um papel e limpando seu blazer preto. Por um momento eu achei que iria morrer, mas logo o olhar furioso deu lugar a uma expressão engraçada e ela gargalhou. – Você é uma criança, Emma Swan. – Ela deu a volta na mesa, ficando atrás de mim. – Uma criança muito levada. – Ela bateu os dedos em minha cadeira e baixou o rosto, ficando com a boca em meu ouvido. – E por isso, você quem irá pagar a conta. – Ela saiu da sorveteria me deixando sozinha e indo em direção ao carro. Paquei a conta correndo para alcança-la, e ela já me aguardava no volante. Sentei no banco do passageiro e ela pisou no acelerador.

– O acordo era que você iria pagar. – Eu reclamei, apesar de não ter feito a mínima questão de ter pago aquela conta. Ela me olhou de lado, fazendo uma careta e revirando os olhos.

– Melhor a conta do que um blazer novo, Miss Swan. – Concordei com a cabeça. Com certeza um blazer daqueles custaria metade do meu salário. Não que eu ganhasse pouco, eu recebia muito bem no hospital, mas as roupas que ela usava pareciam custar uma fortuna. – Quer que eu te deixe em casa, ou você quer buscar o Henry comigo? – Ela me perguntou, olhando para o transito.

– Vou com você. – Ela nem precisava ter feito aquela pergunta, era óbvio que eu iria com ela, mesmo tendo trabalho no dia seguinte e precisando acordar cedo. Liguei o rádio do carro enquanto Regina continuava a dirigir rumo à academia em que Henry treinava, e uma música brasileira invadiu todo o ambiente.

– “Bossa nova”. – Regina arriscou um português, se saindo até melhor do que eu esperava. Ela aumentou o volume do som e acompanhou a música com as batidas dos dedos no volante. Eu já tinha ouvido aquela música antes, pois era bastante famosa e Frank Sinatra havia feito uma versão em inglês dela. – Garota de Ipanema. – Ela arriscou mais uma vez, e eu ri.

– Como você sabe português? – Perguntei curiosa, pois ela cantarolava algumas partes da música perfeitamente bem. Mais um dos muitos talentos de Regina Mills, pensei. Ela tinha uma voz rouca que deixava tudo mais bonito.

– Minha irmã mora no Brasil, ela manda algumas coisas de lá. – Ótimo, ela tinha uma irmã também. Ela nunca havia mencionado a irmã em nenhuma de nossas conversas, então fiquei com a maior cara de paisagem do universo olhando em sua direção. – O nome dela é Zelena. – Ela completou, e eu apenas concordei com a cabeça.

– Você nunca falou dela. – Eu quebrei o silêncio incômodo que havia ficado depois que Regina falou da irmã. Eu era uma pessoa curiosa, e Regina um pessoa extremamente reservada. Eu a entendia, pois quase ninguém sabia sobre a minha vida também, mas para ela eu era quase que um livro aberto.

– Nós tivemos alguns problemas. – Ela falou séria, e estacionando o carro na frente da academia onde Henry fazia judô, mas ele ainda não havia saído. – Não quero entrar em detalhes agora. Vamos? – Ela pegou a bolsa e saiu do carro, e eu a acompanhei. Andamos até a sala onde estava acontecendo a aula de Henry e sentamos num banco destinado à visitantes. Henry estava lá, sentado no tatame, muito atento a tudo o que o professor falava.

– Ele está alí. – Apontei na direção de Henry, para que Regina o enxergasse. Ela era míope, mas nunca saia com os óculos, o que era um grande erro, pois ela ficava magnífica quando os usava. – Nosso pequeno príncipe. – Comentei, sem preceber que havia dito “nosso” e não “seu”. Regina me olhou com um olhar ciumento, e eu me encolhi no banco. Acho que as coisas estavam indo rápido demais para ela. Regina havia sido mãe solteira por toda a vida, e eu sabia que dividir Henry não era uma coisa fácil para ela. O professor de Henry anunciou que iria escolher dois alunos para fazer a demonstração de uma luta, e para o azar do garoto, ele foi escolhido.

– Emma, ele vai lutar. – Regina falou com um pouco de desespero em sua voz, e eu ri internamente. O que ela achava que acontecia em uma aula de judô? Henry se levantou, e o professor escolheu um oponente que era o dobro de seu tamanho para a luta. – Ele vai esmagar meu filho. – Regina falou, agora completamente desesperada e virou o rosto para não ver o desastre. Henry era esperto, usaria o tamanho do adversário ao seu favor.

– Ele vai ganhar. – Eu falei firme, e segurei na mão dela. – Confie nele. – Ela voltou a olhar para o tatame, mas eu não soltei sua mão. A luta começou, e a cada investida do garoto, Regina dava um pulo ao meu lado e fechava os olhos. O menino levantou Henry no ar, fazendo com que ele desse um giro e caísse, mas Henry conseguiu levantar antes de ser imobilizado. Ele estava estudando o oponente, prestando atenção em cada movimento dele. Quando menos esperei, Henry deu uma espécie de rasteira no outro garoto, que caiu no chão, e Henry o imobilizou, fazendo com que a luta acabasse.

– Isso aí, querido! – Regina levantou gritando para o filho, e eu a companhei. Ele finalmente nos viu, e o professor liberou toda a turma. Eu e Regina fomos ao encontro do garoto. – Você foi fantástico! – Ela pegou Henry no ar e encheu a bochecha dele de beijos.

– Acabou com ele, Kid. – Eu levantei a mão e nós fizemos um high five. – Sabia que você ganharia. – Regina colocou Henry no chão, e ele segurou a mão de cada uma de nós, nos guiando para a saída.

– Eu não queria machuca-lo. – Ele falou um pouco cabisbaixo, e eu ajoelhei à sua frente, assim como Regina. – Preferia ficar em casa lendo meus livros. – Henry falou, e Regina elevou uma sobrancelha para ele.

– Achava que você estava gostando do judô, onde estão seus novos amigos? Aqueles que você me contou? – Regina perguntou e o garoto bufou. Eu e ela nos entreolhamos, sabíamos que havia acontecido algo de errado.

– Eles são idiotas. – Henry falou com raiva, e Regina o lançou um olhar o repreendendo por ter falado aquela palavra. – Eles estavam maltratando um garoto diferente antes da aula começar. – Ele baixou os olhos, e continuou a nos contar o que havia acontecido. – Então eu briguei com eles. – Regina acariciou os cabelos do filho, enquanto eu os observava perdida em meus pensamentos.

– O que você quer dizer com “diferente”? – Eu perguntei, e Henry se limitou a apontar discretamente para o menino que havia sido maltratado pelos colegas da turma. Apertei os olhos para enxergar direito, e vi qual era a “diferença”que o Henry havia comentado, o garoto era portador de síndrome de Down. – Sabe o que eu acho, Kid? Que você fez muito bem em defendê-lo. E é por isso que você tem que continuar no judô. – Eu falei, e ele sorriu para mim.

– Para ajudar os outros, querido, não para machucar ninguém. – Regina completou, e ele abraçou nós duas ao mesmo tempo, e nós retribuímos o abraço apertado. – Agora vamos levar a Emma em casa, que amanhã ela tem que trabalhar cedo. – Eu já havia esquecido de que teria que sair de junto dos dois, voltar a realidade de que eu não poderia ficar com eles me apertou o coração. Nós entramos no carro, deixando Henry no banco de trás e seguimos para o meu apartamento.

– Por que a Emma sempre tem que ir? – Ele perguntou emburrado, e eu sorri. Adorava quando ele pedia para que eu ficasse, mesmo sempre dizendo que não poderia ficar. – Se ela sempre volta no dia seguinte, por que não dorme logo conosco? – Vi quando Regina deu um pequeno riso de lado e deixou para que eu respondesse.

– E o que eu faço com a minha casa, Kid? Ela precisa que alguém more lá. – falei de uma forma didática. Na maior parte do tempo eu esquecia que Henry tinha apenas oito anos, pois ele tinha uma inteligência fora do comum.

– Casas não tem sentimentos, eu tenho. Queria que você ficasse. – Parecia que haviam atirado de metralhadora no meu coração. Henry não poderia ter apenas oito anos, havia alguma coisa errada ali. – Você poderia dormir no quarto da mamãe, lá tem uma cama gigante. – Regina engasgou com a própria saliva, e eu fiquei completamente sem reação. É claro que ele não sabia o que estava falando, mas havia tocado num ponto delicado.

– Quem sabe numa próxima vez, querido? – Foi a vez de Regina se pronunciar, me tirando daquela situação. – A Emma sabe que sempre será bem vinda em nossa casa. – Ela completou, dessa vez olhando para mim, e eu sorri para ela.

– Tudo bem. – Ele bufou, e eu ri internamente. Henry era um garoto extremamente mimado, mas não era do tipo de criança chata. – Mas eu acho que vocês esqueceram que o fusca da Emma está em nossa casa. – Regina pisou fundo no freio, e meu corpo foi jogado para frente, sendo preso pelo cinto de segurança.

– Não se preocupe, eu pego o carro amanhã. – Nós nos entreolhamos, e acho que ficamos tempo demais fazendo aquilo, pois Henry chamou nossa atenção. – Afinal, eu preciso de uma desculpa para voltar à “mansão Mills” amanhã, não é? – Eu brinquei, mas nenhum dos dois riu da minha brincadeira. Às vezes Henry e Regina eram iguais, e aquilo me deixava completamente perturbada. Chegamos na frente do meu prédio depois de um tempo de silêncio e eu desci do carro, indo em direção a porta, mas Regina baixou sua janela, o que me fez voltar.

– Você sabe que não precisa de carro algum para ir nos visitar, não é? – Ela perguntou, e eu concordei com a cabeça. Henry estava cochilando no banco de trás o que faria com que eu não conseguisse me despedir dele. – Boa noite, Miss Swan. – Ela chegou mais perto de mim e eu me inclinei em sua direção.

– Boa noite, Regina. – Eu segui no movimento em que estava antes, e meus lábios alcançariam os dela, se ela não tivesse virado o rosto para mim, me fazendo revirar os olhos e beijar sua bochecha.

– Até amanhã. – Ela disse, pisando o pé no acelerador e me deixando sozinha no meio da calçada. Eu não desistiria tão fácil, subi até meu apartamento e tirei a roupa rápidamente, me jogando em cima da cama. Peguei o celular e digitei uma mensagem para Regina.

– “por que você virou?” – Enviada. Não demorou nem meio segundo para que a resposta brilhasse em minha tela, fazendo com que meu coração apertasse.

– “Para você ter um motivo para voltar amanhã.” – Dei um sorriso idiota ao ler a mensagem, e virei na cama, colocando o celular dentro da gaveta. Minha vida fianlmente estava mudando, e era para melhor.

Notas finais
Desculpem qualquer erro! Estou morrendo de sono! Gente, deixem comentários, viu? Comentem comigo! Favoritem e recomendem a fic, por favor haha presente de aniversário! Beijos ! Ah tem fic Swan queen nova na área! https://fanfiction.com.br/historia/656599/-67903-/