Try Me

9 It's Like Riding a Bike


Notas iniciais
Demorei, mas cheguei... GENTE EU NÃO AGUENTO MAIS FAZER PROVA DE VESTIBULAR! ALGUÉM ME MATA PLS.

Era noite e fazia um frio glacial. Os pinheiros estavam cobretos de neve, e eu estava apenas com uma manta de lã branca sobre meus ombros. Era uma floresta na qual eu nunca havia estado antes, mas a reconhecia de algum lugar. Eu estava parada, e por algum motivo não conseguia me mover. Aquela sensação de cárcere estava me matando, junto a temperatura extremamente baixa. Quando finalmente consegui me mexer, um garoto chamou minha atenção ao longe. Os cabelos lisos caindo sobre a testa branca, os olhos castanhos que me fitavam, o pequeno corpo completamente indefeso coberto por uma roupa bem agasalhada. Não demorou muito para que eu soubesse quem estava a minha frente; Henry. O chamei para que ele me ajudasse a sair dalí, pois o gelo no chão dificultava minha passagem, e por algum motivo eu estava descalça. A neve fria fazia com que meus pés queimassem, mas eu nada podia fazer. O garoto balançou a cabeça, negando ajuda, e eu não entendi o porquê daquilo. Ele poderia me ajudar se quisesse. O olhar do garoto se perdeu atrás de mim, e eu o acompanhei, virando a cabeça na direção oposta a que estava antes. Uma mulher de estatura de mediana para baixa, olhos cor avelã, e cabelos castanho escuro caindo sobre os ombros. Eu não estava conseguindo ver com exatidão aquelas características, pois a neve insistia em cair e atrapalhar qualquer tipo de nitidez que eu tentasse alcançar. Mas, eu sabia quem ela era, e poderia descrevê-la sem ao menos olha-la. Tentei gritar seu nome e pedir ajuda, mas não encontrei voz para aquilo. Regina caminhava lentamente em minha direção, enquanto eu caía aos poucos, ficando sem forças para ficar de pé. Olhei para a manta sobre meus ombros e encontrei meu nome bordado com uma linha grossa e lilás. Era minha. A única coisa realmente minha naquele lugar. Apertei o pano com força, e vi os nós dos meus dedos ganhando uma cor semelhante ao roxo. Meus dentes batiam uns contra os outros, e minha pele mantinha os pelos eriçados tentando proteger-se. Ela andava lentamente em minha direção, e eu desejava desesperadamente que ela chegasse até mim e me tirasse dalí o mais rápido possível. A cada piscada meus olhos pareciam ficar mais pesados, e abri-los se tornava uma tarefa difícil. Regina finalmente chegou até mim, mantendo um sorriso no rosto, que deixava sua cicatriz em evidência. Minha visão estava turva e eu não suportaria muito tempo mais naquele lugar. Olhei para meu corpo e percebi que estava nua, minha pele completamente pálida estava totalmente exposta ao gelo. Regina me olhava por completo, e eu não sabia o que ela estava esperando para me salvar. Eu estava morrendo, e ela apenas me observava como se eu fosse uma criatura estranha. Quando ela finalmente me tocou, foi como se suas mãos carregassem duas bolas de fogo vivo. Ao mesmo tempo que aquele toque doía, era extremamente prazeroso, e me trazia à vida novamente. Regina, então, posicionou a mão sobre o meu peito, e uma dor terrível tomou conta de mim. Toda sua extensão entrou em meu corpo, e pude sentir que ela se agarrava a algo. Não sabia o que ela estava fazendo, mas aquilo me invadia sem nenhum tipo de permissão. Logo ela retirou o que queria, e eu vi meu coração em suas mãos. Ele possuía uma cor avermelhada, e brilhava pouco. Parecia estar parando de bater aos poucos, e Regina me lançou um olhar vitorioso. Apesar de tudo aquilo, eu não tinha raiva dela. Retribuí o sorriso de uma forma completamente fraca, e ela se levantou com meu órgão vital, caminhando até Henry. O garoto olhou para a mãe e deu um sorriso sincero, e os dois voltaram a atenção para mim. Eles tinham meu coração, e eu estava feliz com aquilo. A medida em que meu corpo morria na neve, eu via que meu coração ganhava mais força e vida nas mãos dos dois. A imagem deles ia ficando cada vez mais desfocada, e senti algo me tirando dalí, e logo eu já não via mais nada.

– Emma! – Uma voz masculina conhecida invadia meus ouvidos, e alguém chacoalhava meus ombros de forma desesperada. Abri meus olhos ainda me recuperando do sonho, ou pesadelo, e encontrei os olhos de Gold. O quarto estava extremamente quente, e eu estava completamente suada. – Vamos! Acorde! – Gold gritava comigo e eu não conseguia entender o que ele tentava falar. Olhei para os lados e vi minhas cortinas em chamas, assim como parte do quarto. Olhei para meu peito, onde Regina havia retirado meu coração, e vi a marca de queimadura. A fumaça fazia com que minha cabeça doesse, e eu não conseguisse respirar direito. Meu chefe me puxou com força e eu consegui sair da cama, me apoiando em seu corpo magro e debilitado. Gold se apoiou em sua bengala e tentou me segurar. Conseguiu, apesar da dificuldade. Como em meu sonho, eu não conseguia me mexer, o que fez com que ele tivesse que me arrastar para me tirar dalí. Eu não sabia o que estava acontecendo, apenas via o apartamento inteiro em chamas, e fumaça por todas as partes. Gold me tirou da minha casa, e eu vi que aquilo acontecia apenas em meu apartamento. Ainda não havia se espalhado para outros. Agradeci internamente por aquilo, ninguém ficaria ferido. – Me ajude com ela. – Gold ordenou à Leroy, que parecia esperar por ele no corredor. O porteiro do meu prédio obedeceu de prontidão, e os dois me colocaram dentro do elevador. Eu nada conseguia dizer, apenas olhava para eles, completamente paralisada.

– Os bombeiros já estão chegando. – Leroy falou, olhando para o meu chefe, que concordou com a cabeça e se permitiu sentar no chão do elevador. – Me desculpe, Doutor, eu não sabia para quem ligar. Você é a pessoa mais próxima dela. — Ele tentava justificar o motivo pelo qual tinha chamado Gold para tentar abrir meu apartamento, e o mais velho apenas levantou a mão para que ele se calasse. Eu olhava para os dois, sem nenhum tipo de reação. O elevador abriu, e Leroy saiu me carregando junto com Gold para fora. Eu ainda não conseguia me mover, não sabia o que estava acontecendo com meu corpo, mas parecia que eu não tinha controle sobre ele. – A ambulância já está alí. – Leroy apontou para uma espécie de van, e os paramédicos chegaram. Me entregaram a eles, que me carregaram numa maca para onde receberia atendimento médico. Vi quando tentaram colocar uma máscara em Gold, para que ele respirasse lá dentro para purificar o ar. Provavelmente ele havia ingerido muita fumaça tentando me salvar, mas ele não permitiu, e seguiu meus paramédicos, entrando na ambulância junto comigo.

– Eu assumo daqui. – Ele deu a órdem aos dois homens que estavam aplicando uma máscara de ar em mim. Eles concordaram com a cabeça, provavelmente seria uma honra observar o Doutor Gold tratando de um paciente, já que aquilo era raro de se ver. Gold retirou minha roupa, observando o que tinha acontecido, e eu senti o cheiro da sopa de carne do orfanato em que morei quando era pequena. Lembro de odiar aquela sopa, e que fazia de tudo para não come-la. Meu chefe me olhava com uma expressão séria e preocupada. Chegamos no hospital, e eu via tudo em flashs. Não lembro do percurso até o quarto, provavelmente apaguei algumas vezes, mas agora sentia meu corpo todo arder e tentei falar. – Não faça esforço. – Ele me alertou, e eu o obedeci. – Você estava trancada no apartamento. Leroy sentiu cheiro de gás e logo depois aconteceu uma pequena explosão. – Ele explicou, e eu não lembro de ter percebido nada daquilo acontecer. Olhei com o canto do olho para a janela, e vi que ainda era madrugada.

– Aqui estão os resultados, Doutor. – Uma enfermeira entregou uma série de papeis para Gold, que os olhou atentamente, dispensando a mulher sem nem ao menos olha-la. Gold balançava a cabeça em negativa, e por alguns segundos vi que ele deu um pequeno sorriso de alívio. O mesmo sorriso quase imperceptível que ele me lançava quando eu tirava nota máxima nos exames da faculdade. Na época eu achava que estava alucinando, e que ele não sorria, mas depois de alguns anos de convivência percebi que aquele era o sorriso dele, e que aquela era a sua máxima expressão de felicidade. Olhei para meu braço, que estava completamente vermelho, apesar de não apresentar nenhum tipo de queimadura externa, e vi que estava tomando soro. Após acabar de ler a papelada sobre mim, Gold aplicou algum tipo de sonífero, e eu apaguei novamente.

– Doutora Emma? – Alguém me chamou, e eu abri os olhos lentamente. As cortinas estavam abertas, e o sol entrava clareando todo o lugar. Olhei para o relógio de parede, que marcava meio dia em ponto. Observei o ambiente, e sobre a mesa existiam algumas flores com cartões do hospital, provavelmente dos meus colegas de trabalho que eu nem possuía. – São lindas, não são? – A enfermeira reparou que eu olhava para as flores, e eu tentei sorrir, mas todo o meu rosto parecia plastificado e cada movimento doía. – São do Doutor Killian. – Ela falou, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo, e logo em seguida deu um suspiro. Agradeci a Deus por não conseguir me mover, porque senão vomitaria alí mesmo com o rumo que aquele monólogo estava tomando. – Bem, você tem visita. – Ela disse alegre, e eu também fiquei feliz em ouvir aquilo. – Vou avisar que eles podem entrar. – Concordei com a cabeça, mas mesmo os mais sutis dos movimentos me faziam gritar internamente.

– Ems! Eu fiquei tão preocupada! – Ruby entrou pela porta do quarto, com seus sapatos de plataforma vermelhos e seu clássico topete, logo seguida de Leroy. Eu fiquei contente em ver os dois alí, mas devo onfessar que não era aquela visita que eu esperava. – Estranhei que você não apareceu na cafeteria hoje e resolvi ir até seu prédio! Então Leroy me falou o que tinha acontecido. – Ela falava um pouco rápido demais, e eu tentava entender seu desespero. Leroy me olhava com uma expressão apavorada, e eu entendia completamente o motivo daquilo. Como médica, sabia exatamente o que tinha acontecido comigo, e sabia que meu estado não era dos mais bonitos. Ruby falava sem parar e eu não prestava atenção em nada do que ela dizia. — ... E as pessoas estão te chamando de Dra. Camarão. – Ela falou indignada, e eu ri internamente. Eu não havia queimado, e sim cozinhado. Lembrei de um caso bizarro em New York no qual a menina havia morrido por ficar tempo demais na sauna. Como eu, ela havia cozinhado, mas o Gold me salvou a tempo. Claro que eu estava completamente vermelha, e meu corpo doía, mas graças ao Gold nenhum órgão havia sido prejudicado e eu tive apenas algumas queimaduras.

– Acho que ela não consegue falar. – Leroy disse, e eu realmente não conseguia. Talvez se eu fizesse um esforço saísse algo, mas eu não faria, queria ficar um pouco sozinha. Os dois ficaram lá por cerca de uma hora e Ruby me falou que havia perdido seu horário de almoço para me ver, o que me deixou um pouco culpada, apesar de achar que aquela não era a intenção da minha amiga. A tarde passou se arrastando, e perdi a conta de quantas pessoas foram me atender. Eu tentava fazer tudo sozinha, mas era quase impossível. A pior parte foi quando uma das enfermeiras teve que me dar um banho. Aquilo era deprimente, e eu me sentia completamente invadida. Eu tinha que me hidratar constantemente por conta das queimaduras, e aquilo também não era nada agradável.

– Seu horário de visitas acabou. – A diretora do hospital foi me ver, com um sorriso solidário no rosto, que eu não retribuí. Sabia que não era culpa dela, mas eu estava extremamente irritada e frustrada. – Desculpe não ter aparecido antes. – A Doutora Belle falou, colocando algumas flores ao lado da minha cama. Ela era tão gentil, mais do que qualquer outra pessoa que eu já havia encontrado no mundo. Não me impressionava que o Gold era apaixonado por ela, afinal, quem não seria? Sabia que os dois viviam um caso de amor as escondidas desde que eu ainda era da faculdade, mas toda vez que tentava tocar no assunto com meu chefe, ele mudava de assunto, e eu não tinha intimidade com a diretora French para falar sobre isso. – Emma, você vai ficar mais cinco dias no hospital. – Ela me alertou, e eu concordei com a cabeça. – Seu apartamento foi destruído, e você precisará de um lugar para ficar. – Ela continuou, fazendo uma careta. Ficar cinco dias no hospital seria tortura. – Todos sabemos que você não tem parentes por perto, e não tem muitos amigos. – Ela tentou se desculpar pelo que havia dito com o olhar, mas eu dei de ombros mentalmente. – Então se você precisar, pode ficar na minha casa. – Ela falou por fim, dando um sorriso torto. Era muito gentil da parte dela me ceder o apartamento sem ao menos me conhecer direito, mas eu não queria ser um incômodo, ou um fardo.

– Acho que não será preciso, Doutora French. – Gold apareceu na porta do meu quarto, com um sorriso vitorioso, e nós duas prestamos atenção no que ele tinha para falar. Claro que era preciso, eu não teria para onde ir, a não ser que ele me abrigasse em sua casa, o que era bem provável que acontecesse. Afinal, não seria a primeira vez. – Acho que trinta e duas ligações perdidas e quinze mensagens recebidas é sinal de que a Miss Swan sabe exatamente onde ficar. – Ele jogou meu celular em minha direção, e eu o peguei com dificuldade, olhando para a tela. Gold havia ido até minha casa depois do acidente e procurado o celular para me entregar. – Espero que nossa fornecedora consiga o que tanto precisa, Miss Swan. – Ele piscou para mim, e fez sinal para que a doutora French saísse do quarto com ele, e ela o fez. Todas as ligações e mensagens eram de Regina, o que fez com que meu coração apertasse dentro do peito. Já era noite, e eu não poderia receber mais visitas. Meu celular tocou, e eu o atendi colocando no viva voz imediatamente.

– Emma? Por que não veio nos ver hoje? – Era a voz de Henry do outro lado da linha. E ele parecia completamente chateado, ou melhor, decepcionado. Provavelmente não sabia de nada o que havia acontecido. Tirei forças de onde não tinha para respondê-lo. Não poderia dizer que estava internada numa cama de hospital para uma criança de oito anos. Aquilo me fez pensar em Regina, talvez ela não soubesse o que havia acontecido também.

– Me desculpe, Kid. – Minha voz saiu falha, e completamente rouca. Minha garganta estava seca, mas o que eu poderia fazer? Teria que fingir que nada estava acontecendo para ele. Não queria deixar Henry preocupado, ou qualquer coisa do tipo. – Tive que ficar no hospital o dia inteiro. – Menti. Na verdade, não menti completamente. Eu realmente havia ficado o dia todo no hospital, só não da maneira como ele estava imaginando.

– Tudo bem. – Ele deu de ombros. E eu pude imaginar ele fazendo isso. Era engraçado como eu guardava cada expressão do seu rostinho, cada movimento desastrado e cada palavra errada que ele falava com dificuldade. – Acho que foi por isso que minha mãe foi atrás de você então. – Ele sorriu, e desligou o telefone antes que eu pudesse acabar qualquer frase. Regina não tinha aparecido no hospital o dia inteiro, e eu não conseguia ligar para Henry novamente para perguntar a que horas ela havia saído.

– Mas sua mãe não pode vir aqui, o horário de visitas já acabou. – Eu falei, ainda com o celular em mãos, suspirando. Minha garganta doía, e eu senti uma imensa vontade de chorar. Tudo estava doendo, e a frustração de não ver Regina e Henry estava me matando por dentro.

– Seria uma pena se eu já não estivesse aqui. – Ouvi a voz de Regina, e olhei em direção a porta do quarto. Ela estava alí, e me observava com um sorriso no rosto. Não entendi como ela havia conseguido aquilo. A segurança do hospital era muito boa, mas aparentemente não tão boa quanto Regina Mills. Provavelmente Gold havia deixado a porta para funcionários aberta, para que ela conseguisse passar sem ser percebida. – Por um momento eu achei que você havia desistido. – Ela falou com a voz quase tão rouca quanto a minha, e caminhou em minha direção. Usava uma calça jeans básica, e uma camiseta velha, completamente diferente da empresária de sucesso que todos conheciam. Aquela era apenas Regina.

– Regina... – Eu tentei falar, mas minha voz falhou. Eu precisava urgentemente de água. Regina acariciou meus cabelos fazendo com que eu fechasse os olhos, e então fez um carinho em meu rosto. Doeu bastante, mas eu não queria que ela parasse. Era como se ao mesmo tempo que ela me machucasse, ela também curasse todas as minhas feridas. Eu não poderia pedir para que ela parasse, mesmo que ja escorressem lágrimas pelos meus olhos, e aquilo ardesse mais do que tudo.

– Eu não sei fazer isso. – Ela disse, e eu a olhei confusa. Não sabia do que ela estava falando. Então ela deu um sorriso bobo em minha direção, como se ela se achasse a pessoa mais idiota do mundo pelo que iria falar. – Digo, beijar. – Eu não contive um pequeno riso, e ela também não. Ela estava insegura. – Você sabe, Emma... Eu tive apenas um namorado na vida, e isso já faz muito tempo. – Ela falava preocupada, e eu achava tudo aquilo lindo e bobo ao mesmo tempo. Subi a cama com o controle que ficava ao lado e fiquei sentada, olhando para ela.

– Acho que é como andar de bicicleta. – Falei com dificuldade, e ela sorriu para mim, mas ao mesmo tempo me lançou um olhar triste seguido de uma expressão preocupada. Eu sabia que não deveria falar, pois precisava de repouso, mas ao mesmo tempo queria tirar toda aquela insegurança dela. – Você nunca esquece. – Minha voz piorou, e eu senti que tudo dentro de mim queimava.

– Emma...– Ela disse, colocando meus cabelos por trás da orelha. E eu quis dizer que não pararia de falar com ela, mas Regina foi mais rápida do que eu, capturando meus lábios delicadamente para que eu não sentisse dor, mas aquilo era quase impossível. Todo o meu corpo explodia em felicidade, e eu me sentia viva, completa. Nossos lábios se tocavam com ternura, e eu dei espaço para que ela aprofundasse nosso beijo. Por mais que aquilo doesse, era a melhor sensação do mundo. Regina avançou com cuidado, e nossas línguas dançaram em perfeita sincronia. O beijo dela completava o meu, e naquele momento eu tive a certeza de que nunca desistiria dela. Eu não queria que aquilo acabasse nunca, mas o ar se fez necessário e ela se afastou um pouco. Abri os olhos lentamente, e ela me olhava com o sorriso mais lindo do mundo nos lábios. — Não fale mais nada, Miss Swan. – Ela disse, e nós sorrimos uma para a outra.

– Não seja tão mandona, Regina. – Eu disse, desobedecendo a órdem dela. Me desloquei para o lado, deixando um espaço pequeno na cama, mas que cabia um corpo do tamanho do dela. – Vem. – Pedi, e ela me lançou um olhar de dúvida, como quem pergunta se realmente deveria fazer aquilo. Pelas normas do hospital eu não poderia, mas naquele momento eu não estava ligando para aquelas malditas regras. Eu queria ficar com ela, e eu ficaria. Concordei com a cabeça, e Regina se acomodou ao meu lado, abraçando minha cintura de leve. Me juntei ao corpo dela, e nós éramos perfeitas uma para a outra.

– Eu vou cuidar de você. – Ela disse baixinho, e eu sorri, beijando o topo de sua cabeça. Lá estava ela, prometendo cuidar de mim, quando tudo o que eu mais queria era cuidar dela também.

Notas finais
Desculpem a demora! Comentem no capítulo, amores! Me falem o que acharam! Até que enfim beijo, né?