Notas iniciais
Gente, eu queria pedir desculpas pela demora do capítulo... Eu estava em semana de provas (ainda estou na verdade) e tive que estudar um pouquinho, né? O capítulo novo está aí, espero que gostem. Beijos. BOA LEITURA!!

O despertador tocou dentro da gaveta da sala, mas consegui ouvi-lo do quarto. Aquele barulho de sirene horrível me lembrava das minhas obrigações diárias, e me deixava louca com sua insistência. Levantei da cama, mas não sem antes chamar todos os palavrões possíveis e imagináveis no vocabulário de alguém, e caminhei até o local de onde vinha o som, tirando o celular de dentro da gaveta e desativando o alarme. Eu havia programado para que ele tocasse uma hora mais cedo do que o habitual, pois passaria numa livraria perto do hospital para comprar algo para Henry, e não poderia me atrasar mais uma vez para o trabalho. Eu não sabia que tipo de livro ele gostava, então teria que confiar na sugestão do vendedor. Tomei um banho rápido, para que desse tempo de fazer tudo o que eu havia planejado sem estresse. Abri o meu guarda-roupa e peguei minha típica jaqueta vermelha, calça jeans, uma camisa branca estilo regata e um par de botas extremamente confortáveis. Por um momento pensei se aquilo seria o adequado a se usar num almoço com a “nossa maior fornecedora”, mas logo cheguei a conclusão que: eu não me importava, era assim que eu me vestia e pronto. A ‘’Miss certinha dos terninhos e saias estilo lápis” teria que me receber exatamente como eu era. Não demorou muito para que eu saísse de casa com meu fusca amarelo 1974, rumo à Starbucks. O local era perto, mas eu teria que ir de carro por contra do trabalho. Entrei na cafeteria, e como de costume, Ruby já esperava por mim com meu típico café da manhã, mas nutria uma expressão contrariada no rosto.

– Emma Swan! – Ela praticamente gritou, chegando perto de mim com minha comida. Não fiquei incomodada, pois o lugar estava praticamente vazio e ninguém se deu ao trabalho de olhar para nós. Eu já tinha idéia do motivo pelo qual ela estava irritada, e não poderia culpa-la. Meu intúito ao fazer aquilo era apenas ajuda-la, mas Ruby era muito orgulhosa para aceitar. – Cem pratas de gorjeta? Se eu não soubesse o que você estava fazendo, te acharia no mínimo louca. – Ela depositou o dinheiro sobre a mesa, me devolvendo. O colar que Ruby havia me dado estava em meu pescoço, o que a fez ficar mais calma quando o viu, abrindo um enorme sorriso. – Pegue. Não vou aceitar. – Ele falou por fim, depois de me servir e sentar à minha frente. Como o movimento do local não estava tão grande ainda, minha amiga podia se dar ao luxo de descansar por alguns minutos.

– Não aceito devoluções, Red. – A chamei pelo apelido que havia lhe dado quando nos conhecemos, colocando uma grande porção de Waffles na boca. O apelido se deu pelo fato de que tudo de Ruby era vermelho. Seu carro era vermelho, suas mechas do cabelo, seus brincos, seus acessórios, resumindo, tudo. Ela havia gostado do nome, então não reclamou nem por um instante.

– Bem, só temos uma forma de resolver isso então... – Ela arqueou a sobrancelha em tom de desafio. A olhei curiosa, mas logo depois entendi o que ela queria dizer. Aquela era a brincadeira mais patética de todos os tempos, e eu tinha certeza de que iria perder. Eu era muito ruim naquilo, e ela muito boa. Ruby afastou minha comida para o lado, fazendo com que minha atenção não fosse desviada por nada. Eu teria que encara-la, quem risse primeiro era o perdedor, e ficaria com o dinheiro. – Valendo. – Ela disse, e começou a me encarar. Aquilo não era justo! Dpois de poucos segundos tudo o que ela fazia se tornava engraçado. Eu era péssima naqule jogo, e obviamente perdi. – Acho que alguém terá que levar o dinheiro para casa. – Ruby levantou-se, fazendo a dança da vitória. Revirei os olhos, mas ainda assim não consegui ficar séria.

– Ele não vai para casa. – Falei, já pensando num ótimo destino para o meu dinheiro. Red me olhou curiosa, e eu apenas sorri para ela. Óbvio que ela ficaria curiosa, então resolvi contar. – Vou comprar um presente para uma pessoa. – Ruby ignorou toda a clientela que estava chegando na cafeteria e sentou-se à mesa novamente. Ela me faria contar tudo o que aconteceu, mas eu não tinha tempo. Tinha que sair dali voando para conseguir chegar à tempo na livraria e depois seguir para o trabalho. – Digamos que é para um rapaz muito inteligente e culto, mas não tenho tempo de explicar agora. – Engoli minha comida, mas Ruby não saiu do lugar. Ela queria mais informações.

– Ele ao menos é bonito? – Eu não consegui segurar o riso ali, nós estávamos falando de um garotinho de oito anos, e minha amiga já pensava no meu possível interesse romântico. Resolvi que não tinha mesmo tempo para explicar, então levantei colocando o dinheiro sobre a mesa.

– Um príncipe. – Respondi, já em pé. Bem, Henry era muito educado e se eu levasse em consideração o apelido que dei a mãe dele, ele realmente era um príncipe. Ele era filho da “Evil Queen”. Ruby bateu palminhas animadas e eu não consegui parar de pensar na reação dela quando eu trouxesse Henry para tomar um café da manhã comigo na Starbucks. Com certeza eu levaria um tapa. Eu estava mesmo fazendo planos de levar o filho daquela mulher para tomar café comigo? Meu deus! Estava começando a me apegar ao garoto. – Até amanhã, Rubs. – Falei, e ela me deu um tchauzinho rápido. Saí da Starbucks e segui o caminho do trabalho, pois havia uma livraria bem perto do hospital. Não era uma livraria muito grande como a central, mas tinham vários livros interessantes ali.

– Posso ajudar em alguma coisa? – Uma atendente de olhos claros, cabelos negros e curtos, e dona de um sorriso lindo, falou comigo. Ela parecia bastante simpática usando um vestidinho florido até os joelhos. Eu realmente precisava de ajuda, não tinha a menor experiência com crianças, então concordei.

– Preciso de um livro para um garotinho de oito anos, mas não pode ser nada idiota, porque eu acho que ele é uma espécie de gênio. – Falei sem pensar a primeira coisa que veio na minha cabeça. Ela apenas deu um sorriso sincero para mim. Ela já deveria estar acostumada com aquele tipo de descrição vinda das mães das crianças.

– Eu acho que tenho exatamente o que você precisa. – Mary Margaret, era o nome dela. Li no crachá quando ela se virou, me deixando sozinha para pegar o livro que ela julgava perfeito para Henry. Não esperei muito tempo para que ela voltasse com um livro bastante grosso e de capa dura nas mãos, me entregando. Observei a capa que continha apenas o título: “Once Upon a Time”, e depois o virei atrás de uma pequena sinopse, mas não encontrei. – Não se preocupe, ele vai gostar. – Algo naquela mulher me fazia acreditar que ele realmente gostaria do livro, então apenas concordei com a cabeça.

– Você pode embalar para presente enquanto eu pago? – Perguntei, e ela concordou. Como de esperado, o livro era bastante caro. Não duvidei nem por um segundo que seria, pois ele tinha todo um toque de antiguidade. Henry realmente iria gostar, mas agora outro problema consumia minha mente: O que levar para Regina? Eu iria almoçar na casa dela, comprar algo era o mínimo que eu poderia fazer. Eu não tinha tempo para passar em outro lugar, e sabia que Regina não tinha tempo algum para ler. Procurei desesperadamente por algo que pudesse servir naquela livraria, e foi então que achei um buquê de flores. Não eram flores comuns, eram de origami, eram lindas, perfeitas. Gastei outra pequena fortuna com aquele presente e segui para o hospital, deixando os presentes no carro. Por incrível que pareça, a minha vaga no estacionamento estava livre, o que me fez pensar que Gold havia feito outro acordo com Robin, e fiquei bastante feliz. Apesar de insuportável, eu amava Gold como um pai. Ele havia sido meu professor na faculdade, e também foi responsável pela minha entrada no hospital. Querendo ou não, eu devia muita coisa a ele. Passei pela recepção recebendo milhares de “bom dia, Doutora Swan.” e entrei em minha sala olhando para a pessoa que estava sentada em minha cadeira.

– Emma, que agradável surpresa. – Gold estava sentado na minha cadeira e com os pés em cima da minha bancada, dentro da minha sala. Quem mais ele esperava encontrar ali que não fosse eu? Apenas dei um sorriso de lado para ele. – Devo dizer que você me deve uma máquina de café. – Ele levantou e passou por mim, sem deixar que eu o questionasse.

– Vai sonhando. – Respondi, e ele apenas sorriu. Droga! Aquele sorriso dizia que eu realmente teria que comprar uma máquina de café para ele. Claro, aquele era o acordo do Robin com ele. Uma máquina de café exclusiva no hospital só para o Gold em troca da minha vaga. Ele havia quebrado o acordo com o troglodita de jaleco e agora eu devia uma máquina de café.

– Com expresso. – Ele completou, e foi para sua sala. O tempo passou rápido no hospital, fazia algumas semanas que a equipe de Gold não era convocada para descobrir nenhuma doença interessante. O que fazia com que a gente atendesse os pacientes “normais”, o que acabava ficando sem graça. Eu gostava de casos complicados, que exigiam de mim, mas tudo o que eu estava recebendo eram mães super preocupadas com seus filhos, que tinham no máximo um resfriado. Saí correndo do hospital quando o relógio marcou onze e quarenta e cinco, eu não queria chegar atrasada e decepcionar o garoto. Dei graças a Deus por ainda não ter engarrafamento nas ruas, o que me fez chegar na casa de Regina faltando dois minutos para o meio dia. Casa era eufemismo para aquilo. Eu estava diante de uma mansão gigantesca. Nem com mil anos de trabalho eu conseguiria manter um lugar daqueles. Peguei os presentes que estavam no banco de trás do meu carro e caminhei até a porta da mansão 108, batendo na argola pendurada na porta. Enquanto esperava que alguém me recebesse, pude perceber o quão silencioso era aquela rua, bem diferente da minha. Deveria ser uma tranquilidade morar ali. Não fiquei fora da casa por muito tempo, pois logo depois de bater na porta um homem de meia idade moreno a abriu.

– Senhorita Swan, o senhor Henry lhe aguarda na sala de visitas. Por favor, me acompanhe. – Falou o homem. Ele vestia aquela roupa típica de pinguin que os mordomos usavam em filme estilo Batman. “Senhor Henry” eu tive vontade de rir com aquilo. Ele era apenas uma criança, não precisava daquilo. Segui o homem e ele me levou até Henry, que estava jogado no sofá, com uma expressão revoltada no rosto. – Sua convidada chegou. – ele falou, dando uma piscada de olho para Henry.

– Obrigado, Sidney. – Henry disse, ainda emburrado, mas logo quando o mordomo nos deixou sozinhos, ele abriu um sorriso enorme para mim e veio correndo em minha direção. – Emma! – Ele abraçou minha cintura, e eu retribuí o abraço com dificuldade por conta dos presentes que segurava. – Que bom que você veio! – Ele disse animado.

– Hey, Kid! Claro que eu vim. – Eu respondi satisfeita por estar ali. Estendi o livro na direção de Henry e seus olhinhos brilharam de alegria. – Trouxe isso aqui para você, espero que goste. – Falei sorrindo, e ele me puxou pela mão para que eu sentasse ao seu lado no sofá. Entreguei o livro para ele, e ele o folheiou, era nítido que ele estava adorando o que via nas páginas ilustradas.

– Obrigado, Emma! – Ele me deu outro abraço apertado. Eu já estava lá tinham alguns minutos e Regina não havia aparecido nenhuma vez, o que achei bastante estranho, já que ela mesma me disse para não atrasar. Henry pareceu perceber a minha confusão e logo tratou de me explicar. — A minha mãe está no quarto trocando de roupa, eu não sei o que deu nela hoje. Ela já veio aqui em baixo com quatro conjuntos diferentes! Acho que ela não consegue se decidir. – Henry entregou Regina sem querer. Seria eu o motivo daquela indecisão sobre o que usar? Regina era a pessoa mais determinada que eu conhecia, não pensei que ela poderia ter esse tipo de problema, até porque tudo cairia bem no corpo dela.

– Eu estou bem aqui, querido. – Regina apareceu atrás do sofá onde nós estávamos sentados, e nós dois demos um pulo, como quem é pego no flagra. Ela estava linda, vestindo um terninho preto básico, salto alto, blusa branca, uma típica empresária de Boston. – Como vai, Miss Swan? – Ela perguntou educadamente olhando para mim, mas fui interrompida por Henry quando ia responder.

– O vestido vermelho que você estava antes era mais bonito. – O rosto de Regina ficou da cor do suposto vestido que ela havia colocado antes do terninho. Como eu adorava aquele garoto!

– Querido, por que você não vai até seu quarto guardar o seu presente? – Regina desviou o assunto da roupa, apontando para o livro que eu havia dado à Henry. Ele concordou com a cabeça e seguiu pelas escadas da casa, me deixando sozinha com ela.

– Obrigada pelo convite. – Falei sem graça, entregando as flores de origami para ela. Regina olhou para as rosas com um certo encatamento, como quem as estava admirando. Naquele momento eu soube que havia acertado no presente. A vantagem daquelas flores sobre as de verdade, é que elas nunca murchariam. Regina me olhou por fim, dando um sorriso sincero.

– Obrigada pelas flores. São lindas. – Ela colocou o buquê num vaso da sala, que não continha água dentro. – Obrigada também por não decepcionar o Henry. – Ela me olhou com gratidão, e acho que devolvi o mesmo olhar. Não era todo o dia que me convidavam para alguma coisa. Henry chegou na sala saltitando como uma criança feliz e puxando nossos braços para mesa, o que fez com que eu e Regina nos olhássemos sorrindo. Ela parecia tão leve dentro de casa, nem lembrava a mulher séria e autoritária que eu havia conhecido.

– Estou morrendo de fome! – Ele falou, apontando o lugar onde eu deveria sentar, que era ao lado dele e de frente para Regina. A mesa era grande, mas a casa parecia comportar apenas os dois e o mordomo. – O que você preparou para o almoço, mãe? – A pergunta de henry me assustou um pouco. A própria Regina havia preparado a comida, ela era uma ótima mãe. Tentava se fazer presente na vida de henry todo o tempo, e fiquei maravilhada com aquilo.

– Tenha calma, querido. – Ela não precisou falar mais nada e duas mulheres vestidas com uniformes azuis apareceram, trazendo uma enorme lasanha. Aquele cheiro delicioso invadiu todo o ambiente, fazendo com que meu estômago fizesse barulho. Regina pareceu ouvir e deu um enorme sorriso de satisfação. Eu estava começando a achar que ela era bipolar, pois ontem mesmo ela havia me dispensado de uma simples conversa, e hoje ela estava um poço de sorrisos. Nós comemos em silêncio, rindo de algumas coisas que Henry falava de forma completamente aleatória. Eu já estava completamente cheia quando Regina pediu para que uma de suas empregadas trouxesse uma torta de maçã, que eu não pude negar. O cheiro era incrível, assim como o gosto. Depois que acabamos de comer, Regina pediu para que Henry subisse para se arrumar para o judô, fazendo com que ele fizesse uma careta e subisse as escadas contrariado.

– Estava tudo maravilhoso, não sabia que “nossa principal fornecedora” sabia cozinhar tão bem. – Eu brinquei com ela, e ela me lançou um olhar de reprovação. Com certeza aquela mulher era bipolar.

– Eu nem sempre fui a “sua principal fornecedora”. – Ela rebateu, me fazendo pensar em todas as possibilidades de seu passado. Regina me intrigava bastante, e a cada segundo que passava eu ficava mais curiosa sobre sua vida. Eu poderia ficar horas apenas admirando sua beleza e aqueles olhos castanhos e intensos que me encaravam. Eles diziam tanta coisa e ao mesmo tempo nada. Olhei para o relógio da sala e constatei que teria que voltar para o hospital o mais rápido possível, já estava bastante atrasada, mas eu não queria. Aquele almoço havia sido tão bom. Henry e Regina eram ótimas companhias e eu realmente queria que aquilo se repetisse. Me senti extremamente estranha com meus pensamentos, normalmente eu gostava de fazer tudo sozinha, não gostava muito de pessoas. Henry apareceu correndo na sala usando um Kimono branco e uma faixa cinza amarrada em sua cintura. Eu e Regina nos levantamos e caminhamos até outra parte da mansão, onde continham vários troféus espalhados. Eu já não me incomodava pelo fato de estar atrasada, queria conhecer aqueles dois.

– Kid, você ganhou todos esses troféus? – Passei pelo local das medalhas, seguindo Regina, que caminhava para uma das portas de saída da casa. Henry apenas me olhou balançando a cabeça em negativa, o que me deixou ainda mais curiosa.

– São da minha mãe e de Rocinante. – Ele falou animado. Quem diabos era Rocinante? Foi então que eu passei por uma grande imagem de um cavalo, estampada numa das paredes. Ele era de uma pelagem escura, era lindo. – Terá uma competição nesse fim de semana, e a mamãe vai participar! Você pode ir, Emma! – Henry falava completamente empolgado, eu apenas sorri para ele e olhei para Regina, que já nos esperava à porta.

– Querido, a Doutora Swan tem muitos pacientes para atender. Ela não tem tempo para essas coisas. – Regina tentou explicar para o garoto, mas ele fez beicinho. Regina me olhou como se perguntasse se eu poderia ir. Ela era uma mãe maravilhosa, fazia tudo pelo filho.

– Eu acho que posso dar um jeito nisso. – Falei, e ele me abraçou. Nós saímos da mansão e a partir dali cada um tomaria seu caminho. Eu não queria me separar do garoto, então minha cabeça pensou em qualquer coisa que me fizesse ficar com ele. – Eu posso leva-lo ao judô, se você quiser. É caminho para o hospital. – Eu nem sabia onde ficava a academia onde ele praticava o esporte, mas eu sabia que ela não deixaria se não fosse perto do meu trabalho.

– Nós estamos bem, Miss Swan. – Ela me dispensou mais uma vez, mas Henry juntou as mãos pedindo para ir comigo. Regina olhou para meu fusca e balançou a cabeça em negativa. – Eu não vou deixar meu filho entrar naquela máquina de produzir mortes. – Ela falou séria. Eu deveria me sentir ofendida, mas eu achei engraçada a implicância dela com meu carro, e resolvi desafia-la.

– Então eu tive uma idéia. – Falei, e Regina revirou os olhos. – Eu levo o Henry no seu carro e você vai para o trabalho dirigindo a minha máquina mortífera. – O garoto me olhou completamente animado e o queixo de Regina caiu com minha petulância. – Passo aqui de noite para trazer Henry e deixar seu automóvel. – Eu estava rindo internamente, mas por fora estava completamente séria. As sobrancelhas arquadas de Regina e sua expressão de choque me indicavam que ela não costumava ser desafiada. – A não ser que você não consiga dirigir meu fusca... – Levantei a minha sobrancelha em desafio, e ela abriu a porta de seu carro.

– Esteja aqui às sete da noite. – Ela me entregou a chave do seu Mercedes-Benz e eu a entreguei a chave do meu fusca. Henry entrou completamente satisfeito no carro, depois de dar um beijo demorado na mãe. Esperei que Regina entrasse no fusca e vi a dificuldade em girar o volante que ela teve, não contive a gargalhada. Deixei que Henry sentesse na frente, no banco do passageiro, o que provavelmente Regina não deixaria.

– Você não sabe onde é meu treino, não é? – Ele perguntou, já sorrindo. Era tão óbvio assim que eu não sabia? Trocamos um olhar cúmplice e depois sorrimos. – Eu não queria ir mesmo. – Ele deu de ombros. Eu sabia que ele não queria ir. Eu também não queria voltar para o trabalho, amanhã inventaria qualquer coisa para o Gold.

– Quer sorvete? – Perguntei, e ele concordou com a cabeça. Dei partida no carro e fomos em direção à sorveteria, enquanto eu via Regina dobrar a esquina. – Hey, Kid... não fale isso para sua mãe. – Eu pedi. Com certeza Regina nos mataria se soubesse, ou apenas me mataria.

– Não se preocupe, Emma. Esse é o nosso segredo. – Ele sorriu para mim, e eu retribui. Era fantástica a idéia de ter Henry ao meu lado. Eu adorava aquele garoto, e agora nós tínhamos uma coisa só nossa. Aquele segredo nos uniria, talvez para sempre.

Notas finais
E ai? Continuo mesmo ou tá ficando ruim? Gente, vocês acham que está muito lento? Beijos! Tento atualizar mais rápido da próxima vez, mas enquanto esperam essa... podem ler minhas outras duas fics: You're Not Alone e The Love Biology.