Truques Mortais

9 Capítulo 9 - O Mundo Dos Mortos


Notas iniciais
Desculpem pela demora :s
Sou terrível, eu sei.
Mas antes desse mega capítulo queria agradecer pela recomendação da querida da Taty Isa Moreschi, adorei!
Meus queridos, andei lendo mais uns livrinhos e vim aqui recomendar ( caso vocês não tenham lido ainda) o livro As Vantagens de Ser Invisível... Sou super fã também de Rick Riordan por ter escrito Percy Jackson e os Olimpianos... E digo uma coisa para vocês, a continuação da história sobre semideuses está ainda melhor nos Heróis do Olimpo ( haha sou uma Sonserina do Chalé 1 - Zeus)
Agora, chega de blah blah blah e vamos ao capítulo! Espero que gostem.

Lá estava Scott, numa situação que não pensou que estaria algum dia. Além de se encontrar no prédio feminino. Estava no quarto de Jennifer, Juliet e Holly. Ora, o que ele fazia ali? Ele como um idiota completo se deixou levar pela situação. Quis ser cavalheiro e deixar Jennifer em seu quarto, mas isto é claro, ele ficou realmente surpreso quando ela lhe convidou para entrar. Mas o pior, foi quando ele aceitara passar um tempo e se deparara com Holly e as tais gêmeas O'brien de Nova Orleans, Luisiana.

No primeiro Instante. Só foi preciso que Holly o olhasse por três segundos. Ela correu em sua direção e o implorou para que retirasse o tal “monstro” do banheiro. Sem pensar muito Scott deu de ombros e entrou no banheiro. Com as coisas que viu por esses anos, nada mais o assustava... Porém, ele estava enganado...

Assim que Scott fechara a porta do banheiro ás suas costas ele começara a ouvir o chacoalhar familiar da cauda da cascavel estacionada na pia de mármore. Ele não tinha medo de cobras, animais, ou pragas. Mas por alguns instantes ele sentiu o pavor atravessar seus olhos, não pelo fato daquela ser uma das cobras mais venenosas do mundo, mas pelo fato daquela cobra... Simplesmente não pertencer a este mundo. Esta dimensão.

— Tome cuidado, Vitorino... Esta ilha... É um lugar muito forte. Apenas tome cuidado ao usar isto por aqui... Atravessar dimensões é um caso complicado. — Scott se lembrou das palavras de Jonathan quando lhe entregara a pluma. Ele deveria ter ouvido aquele maldito bastardo... Seu maldito irmão bastardo.

Na noite passada depois da festa, após Jonathan partir, Scott se trancou em seu quarto e encarou a pluma por alguns instantes. Suas mãos tremiam e os dois anos de espera e preparo mental para aquele momento pareciam não ser suficientes. Mas ele tinha que ir... Ele sabia que não tinha outra escolha. Seu colar queimava a sua pele agora... Era um chamado. Seu pai o chamava.

Ele se levantou um tanto entorpecido. A pluma nas suas mãos reluzia. E com um leve tremor em suas mãos ele a ergueu para o espelho de corpo inteiro no canto do quarto. Era aí que estava... Ela não parou ao fazer contato com o vidro... Ela se uniu a ele. Como se ele estivesse em um estado líquido. Quando ela já parecia estar lá... Scott a soltou. E após alguns segundos ele não via mais a pluma... E por mais que tentasse identificar aquilo como um espelho... Ele não conseguia, pois ali não havia mais reflexo de nada... Apenas a imagem de um novo mundo... Como uma porta aberta, lhe convidando para entrar.

Hesitou um pouco. Olhou para trás e se certificou de que havia trancado a porta do quarto. Olhou para frente novamente. Respirou fundo... E em seguida atravessou o espelho. A imagem do espelho tremeluziu um pouco. Mas quando Scott abriu os olhos ele simplesmente se viu num pesadelo.

Naquele novo mundo também era noite. O céu tinha um tom negro como um buraco sem fim... As nuvens acinzentadas corriam por ele carregadas por raios e trovões. O vento vinha frio e arrepiante. Olhando a sua frente. Scott podia ver montanhas enormes a distância. A grama verde e escura estava por toda parte. E em algum lugar ao longe os lobos uivavam. A escuridão era imensa mesmo sendo acolhida por uma lua cheia amarelada.

Scott olhou para trás para ver se ainda teria como voltar. O espelho estava lá ainda. E, deste lado, ele podia ver a pluma flutuando ao centro dele agora. Mas novamente, aquilo era um espelho, refletindo tudo que estava na sua frente... E neste novo mundo, tudo que se tinha na frente dele... Era um vazio sombrio.

Os seus pés se afundavam junto a grama pela terra. Scott passava pelo campo sem fim à procura de algo. Quando parecia não ter nada para se ver naquele lugar... Ele deu mais dois passos e se encontrou no topo de uma colina. E, era lá em baixo que se encontrava a vida... Ou melhor dizendo. Era lá em baixo onde se via o mundo dos mortos.

Scott olhou a volta e encontrou uma escada sob a colina pela qual poderia descer. Ela era longa e cansativa. Formada de pedras cinzentas. Enquanto pisava em cada degrau... Scott podia ouvir o som da sola de seus sapatos ecoando pelo campo vazio. Quanto mais ele descia, mais ele via, mais ele temia.

O local era como um cemitério gigante... Lá estavam lápides e mausoléus. Troncos de árvores secas e sem folhas. Covas vazias e resto de ossos espalhados. Haviam trilhas e muros de espinhos espalhados que formavam um tipo de labirinto. Porém, enquanto descia as escadas, ainda acima do grande cemitério, Scott podia ver uma gigantesca pedra; à sua volta estavam pontos luminosos como estrelas reluzindo ao longe em movimento. E depois de olhar... Ele não planejava ir para qualquer outro lugar, a não ser aquele.

Quando terminou de descer a escadaria de pedra Scott sentia sua pele arder debaixo do pingente de seu cordão. Estava cada vez mais próximo do lugar. Chegando lá... O céu já não era tão negro, era de um azul intenso e luminoso repleto de estrelas. As nuvens prateadas eram tranquilas. Mas isso não queria dizer nada... O lugar estava melhor... Mas isso não deixava menos assustador.

Scott caminhou pelo cemitério pisando em resto de ossos e galhos secos. Passava encarando os altos e vastos mausoléus de granito preto. Anjos de mármore com expressões vazias o encaravam durante sua caminhada para a grande pedra. Algumas lápides com ramos de rosas estraçalhadas. Scott virou a direita e seguiu em frente tentando não esbarrar nas altas paredes de espinhos que o cercavam. O chão agora não tinha mais grama... Apenas terra.

Traçando um caminho pela direita e seguindo em frente com uns sete passos Scott viu os muros abrindo caminho, chegando ao seu fim. Os mausoléus, lápides ou anjos de pedra não eram mais vistos dali.

A grande rocha estava a sua frente agora. Por um instante Scott vacilou ao olha-lá. Seu cordão estaria o incomodando a um nível crítico se ele não sentisse algo o incomodando em sua cabeça e em seu coração... Uma dor leve, um aviso.

Vá embora.

Os pontos luminosos que Scott vira da escadaria na colina não eram estrelas ou sequer velas e lâmpadas. Eram pessoas. Todos eles parados de frente para a grande pedra cujo Scott analisava agora... E sob riscos, lá estava um dos poucos símbolos que Scott conhecia... Grande e visível.

O rapaz puxou a corrente quase que de forma impossível, já que esta estava completamente fria e cortante em seu pescoço. O pingente redondo com a letra V no centro balançou de um lado para o outro na corrente de prata. O V era de Vitorino. E, Scott naquele momento tinha quase certeza que todos aqueles espíritos a sua volta no mínimo tinham algo relacionado com ele mesmo.

Aquela era a pedra Vitorino. A pedra que seu pai lhe dissera uma vez que era a causa de todos os dons da família a qual ele pertence.

Bem no centro. Não tão diferente dos outros, mas destacado estava ele. O homem que cuidara de Scott. Que lhe ensinara tudo que sabe... Seu pai. O homem que retirara toda a inocência de seu corpo e transformara em ódio.

WilliamVitorino tinha cabelos grisalhos. Sobrancelhas unidas e pequenos olhos intimidadores e escuros. Seus lábios eram finos e rígidos. Um nariz curvado e um queixo comprido. Seus ombros eram largos e ele era um pouco mais alto que seu filho. Vestia um terno como quando morrera em um acidente de carro rumo a uma reunião sobre negócios. Sua pele era mais pálida do que de normal... E, agora, sua imagem tremeluzia causando a impressão de que as vezes ele não estava ali.

Scott sentiu medo novamente. Ele sabia que isso era um erro na frente de seu pai... Mas ele temia. Se recompondo aos poucos Scott reprimiu os lábios e controlou suas emoções, tal como fora ensinado. Ele fechou suas mãos em punho para que elas parassem de tremer e sentiu o colar voltar ao normal em suas mãos. Ele agora olhava firme nos olhos de William.

— Olá pai... — Sua voz soou no meio da noite mais alta do que ele esperava.

Seu pai permaneceu calado por uns segundos. O analisou de cima a baixo e como de costume o encarou nos olhos tentando o intimidar ainda mais.

— Pensei que não viria mais. — A voz de William era fria e cautelosa.

— Jonathan encontrou a pluma e a trouxe para mim. Vim assim que a recebi.

— Jonathan tem sido mais útil do que você... As vezes me pergunto se teria sido melhor se ele tivesse herdado o dom dos Vitorinos em seu lugar. — Seu pai deu um passo a frente.

— Desculpe. Estou tentando fazer o meu melhor pai...

— Você não tenta Scott! Já lhe disse isso... Você faz! Custe o que custar.

Scott encarou o chão sério.

— Mas devo parabeniza-lo pelo feito com Melanie Smith. Devo admitir que o seu poder sobre as chamas está perceptível. Não é para menos... Já que este fora o primeiro truque que você viu matar alguém... Foi assim que...

— Chega! — Scott gritou interrompendo seu pai. Os espíritos se remexeram sem sair do lugar. Seu pai inclinou a cabeça e cruzou os braços. — Não vim aqui para ouvir histórias passadas pai. Vim aqui para continuar o meu dever. Vim aqui para provar que eu posso ser ainda melhor do que você pensa...

Scott sentiu a raiva queimar seu rosto. Seu pai sempre o deixava assim. Vivo ou morto.

— Muito bem — Disse William — Se quer mesmo me fazer mudar de ideia... Tem que parar com jogos infantis!

— Do que está falando?

— Você é um Vitorino... Não existe sentimento para você! Não existe culpa ou pena! Faça o que tenha que fazer sem medo...

— Mate por prazer... E viva pela vingança. — Scott terminou o que seu pai diria num tom firme. — Eu sei pai. Você sempre me dizia isso antes de dormir.

William estreitou os olhos... Virou as costas para Scott e encarou a grande pedra.

— Estes que estão a sua volta são membros da nossa família também, Scott. Eles são de tempos antigos.

— Porque estão todos calados? — Scott perguntou.

— Não podem falar... São gerações fracas. Eu ainda falo apenas por você estar vivo... Espero que cumpra o seu dever e me livre deste destino infeliz.

— Quer dizer que esse é o nosso destino? — Scott perguntou. — É por isso que nós matamos? Para conseguirmos adquirir o melhor lugar do mundo dos mortos? Para podermos passar a eternidade zombando dos mais fracos?

William ficou calado.

— Não sei se é isso que eu...

— Basta! — William não o olhou — Eu lhe criei para seguir os meus passos! É assim que tem que ser... Somos amaldiçoados! Esse é o nosso caminho, não existe outra escolha! Para sempre vamos carregar esse fardo!

— Já tentou mudar? — Scott perguntou mesmo sabendo que não deveria.

— Mudar? — Seu pai se virou. Os olhos cintilando de fúria. Sua imagem tremeluzia cada vez mais forte. — Mudar?! Você está vendo todos eles aqui? Me diga!

William apontou para os outros espíritos que permaneciam parados em seus lugares encarando Scott.

— É isso que acontece conosco! É isso que fizeram a nós! Aqueles malditos vermes! E é por isso que nós estamos aqui. O nosso dom é também uma maldição... Mas podemos faze-los pagar por isso também... Porque um condenado não teme a mais nada, garoto.

Scott ficou em silêncio enquanto seu pai se acalmava.

— Sempre te achei um incompetente... Mas agora, vejo que é pior que isso... Não consegue fazer nada sem sentir pena...

— Não é verdade. — Scott falou baixo.

— Você não tem amigos... Sua única família era eu... E veja o que me fizeram...

— Foi um acidente pai...

— Você é um tolo! Quando descobrir a verdadeira causa dos acidentes... Aí venha me confrontar.

— Desculpe.

— Agora, quero que me acompanhe... Quero lhe mostrar algumas coisas...

William seguiu andando adiante da pedra... Ele parou na beira de um buraco. Scott parou ao seu lado e olhou. O buraco parecia ser bem fundo... Pois não conseguia enxergar o solo de onde estava. Era um buraco largo e se ele se esforçasse conseguiria ouvir um som semelhante de um chocalho.

— O que estamos fazendo aqui?

— Quero que me prove que está pronto para fazer o que for necessário... Sem hesitar. Sem ter pena...

— Eu já disse que sou capaz. O que mais quer que eu faça? Eu farei...

— Se jogue aí dentro... Volte antes da chuva de meteoros. Encontre o caminho para voltar ao seu mundo.

— O que tem aí em baixo?

William sorriu com metade do rosto iluminado pelos espíritos a distância. Um sorriso frio...

— Eu estarei observando daqui... É bom que me deixe satisfeito... E lembre-se... Você vive pelo ódio!

Dito isto, William encostou sua mão fantasmagórica nas costas de Scott e o empurrou para o buraco.

Ele não teve tempo para nada. E, como em muitos momentos de sua vida... Ele viu sua morte acontecendo. Ele respirou fundo, e tentou não sentir medo enquanto caía na escuridão do buraco. Ele esticou as mãos e deixou que elas passassem correndo pelas paredes de terra. E quando Scott pensou que passaria alguns anos caindo eternamente... Ele se chocou contra o chão... Engolindo seus gritos de dor. Ignorando o som rastejante ao seu redor.

Scott lutou para se manter de pé... As pernas trêmulas eram forçadas uma de cada vez a dar um passo a frente. Ele sabia que teria que seguir... Sem luz, o que seria algo terrivelmente assustador se ele ainda tivesse oito anos. Ele tinha medo da escuridão... Por conta disso seu pai todos os dias o obrigava a dormir no porão, onde não havia lâmpada ou sequer a entrada da luz da lua.

Vitorino esticou as mãos a sua frente e começou a sua caminhada... Sentiu algo pesado rastejar por sua perna. Apertando... Ele reprimiu o rosto e continuou a andar. Aquilo lhe parecia um túnel. O chacoalhar continuou em algo que vinha agarrado à sua perna... Ele seguiu em frente e uma hora suas mãos encontraram terra... Virou para a direita... Havia mais terra, porém, na esquerda ele encontrou um novo caminho e foi por lá que continuou.

Uma luz fraca começou a surgir lá no fim... Era fraca, mas podia incomodar seus olhos... Uma áurea azulada tremeluzia lá no fim do túnel. Como as dos fantasmas que vira lá em cima... Como a de seu pai. Foi então que uma voz soou e rebateu de parede em parede... Sem ter para onde fugir... A não ser sumir aos ouvidos de Scott.

— Scott! Faça alguma coisa! Dylan está em chamas! — A voz chegou como um sussurro. E infelizmente ele reconhecia. E, aquilo o fez parar de andar. O fez lembrar da dor em suas costas e da fraqueza e peso em sua perna.

Mas Scott sabia que aquilo era um teste... Seu pai o observava. E ele sabia também que não era fraco. Sabia que podia ser tão forte quanto o pai... E ele jurou naquele momento que não iria fracassar... Ele fechou os olhos com força e voltou a seguir em direção a luz, em direção a voz... O espírito estava um tanto distante, mas podia iluminar o caminho o suficiente para James ver que carregava uma cascavel enorme enroscada em sua perna. O suficiente para ele começar a ver o passado nas paredes de terra a sua volta... Como se elas fossem um vidro que mostravam o outro mundo... O antigo tempo...

E naquele tempo, ele tinha seus amigos da escola jantando em sua casa. No outro momento... Ele tinha seus amigos de escola gritando de medo... No outro, ele via eles serem pegos pelas chamas de sua maldição. As mesmas que ele usara para matar Melanie Smith na praia... As mesmas chamas que seu pai usara para o mostrar que não precisava de amigos... De amor... Ou de qualquer outra coisa boa que a vida tinha a oferecer.

Ele pode se ver com dez anos novamente... Paralisado. Sem mover um dedo para impedir seu pai de queimar seus amigos em seu antigo apartamento em Londres. Scott impediu as lágrimas de descerem de seus olhos e seguiu pelo túnel... Deixando de olhar para as imagens, e fingindo não ouvir o chamado de Eliza Martins... Sua amiga... Sua primeira vítima.

O espírito de Eliza permanecia parado ao fim do túnel, cintilava mais do que o normal. E ela estava exatamente igual a última vez que Scott a vira. Cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo... Uma blusa branca e uma saia azul acima do joelho... Com seus dez anos... Do jeito que morrera. Os olhos cor de caramelo estavam marejados e a garota ainda parecia estar assustada.

— Porque fez isso comigo Scott? Pensei que fossemos amigos. Você iria cuidar de mim... E eu...

Scott parou na frente do fantasma e tornou a trazer sua expressão fria e vazia. Ele respirou fundo e fechou os olhos ao dizer:

— Nunca fui seu amigo... — Scott abriu os olhos e forçou para que sua voz não falhasse. — Nunca irei te ajudar... Espero que aproveite este túnel... Pois jamais irei me esforçar para tira-la daqui...

Dizendo isto Scott pode ver um lampejo abaixo dos olhos da garota... Eram suas lágrimas. E ele lutou para não se comover com aquilo. E enquanto ela sumia... Ele passou direto, fingindo que ela simplesmente nunca havia existido.

Scott olhou para cima... Havia uma abertura lá no alto... Talvez uns sete metros de altura. A parede era desnivelada e com algumas pedras fincadas nela... Ele teria de usar as mãos e pernas para subir... Ou então passaria a vida no mundo dos mortos.

As mãos doloridas e arranhadas fincavam com força na terra, segurando e puxando seu corpo para cima, enquanto levantava pela perna o peso da cascavel que ainda não o havia soltado. Ele escalou e parou por muitas vezes. Caiu ao chão e voltou a subir. Seus dedos estavam em carne viva e era quase impossível de controlar suas pernas. Foi quando ele finalmente chegou ao topo... Apoiou os braços no chão e se ergueu com eles.

Ao sair do buraco Scott deixou que seu corpo caísse para trás... Não tinha mais forças para se manter de pé... Suas costas doíam e suas pernas estavam dormentes... A cascavel o abandonou e seguiu rastejante pela grama.

Sua respiração estava ofegante e seu cordão vibrava pelo bater de seu coração acelerado.

— Nada mal. — William surgiu lentamente com o vento... Sua imagem reluzente de pé ao lado de Scott. — Não se preocupe com Eliza... Eu cuidarei para que a eternidade desta criança seja bem agradável... Fico feliz que tenha deixado ela no túnel. Lá embaixo você podia retirar o espirito dela de lá... A minha magia a aprisionou, a sua poderia liberta-la.

Scott não disse nada... Apenas permaneceu caído olhando para seu pai.

— Agora... Vamos ao que interessa... Encontre o caminho para casa... Mas antes, deixe-me dizer o que vem pela frente...



Agora, no banheiro das garotas na universidade... Scott se via olhando para a mesma cascavel que carregara na perna esquerda. Seus ferimentos haviam sido curados pelo poder da grande pedra dos Vitorino no mundo dos mortos... Mais uma vez ou outra ele podia sentir o cansaço e a dor daquele momento.

— Está tudo bem aí dentro? — Scott ouviu a voz de Holly vir do outro lado da porta.

— Está! — Ele respondeu — Vou tira-la daqui... Espere um pouco.

A cascavel provavelmente havia encontrado o espelho pelo qual ele entrara na outra dimensão. Agora que a cabeça de Scott funcionava... Ele começou a se questionar o que mais passou por aquele portal enquanto ele esteve por lá...

Ele se aproximou cauteloso da pia e aproximou seu braço esquerdo da cascavel que chacoalhava a cauda. Ela o encarou por um longo momento. Ele sabia que ela poderia estar preparada para um ataque... Mas não se importou... Havia um outro portal naquela dimensão... E ele dava direto para o banheiro das garotas... E tudo que ele conseguia pensar... É que quando ele retornasse ao mundo dos mortos ele iria ter de acha-lo.

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N/A:

Queridos, lembram de quando disse que estava preparando a volta de Masquerade? Sim, eu já postei o primeiro capítulo. É impossível divulgar qualquer coisa aqui no Nyah agora, o que é muito triste, então estou vindo informar aqui. Quem quiser dar uma lida clique no link abaixo... Não existe um Vitorino por lá, mas garanto que o personagem de James também será interessante haha.

http://fanfiction.com.br/historia/353093/Masquerade_-_A_Vinganca_Das_Bruxas/