Truques Da Vida
4 Por um triz.
Notas iniciais
Pov. Esme Cullen
O som dos meus saltos contra o chão de mármore, ecoavam por todo o corredor. Se sua família não vai até você, vá até ela. Parei de frente a secretaria do meu digníssimo filho, aguardando-a terminar a ligação.
- ... Apenas as 15h da tarde do dia, eu poderia encaixa-lo, tudo bem? – Perguntou aguardando a resposta do outro lado da linha. – Claro, W. Empreendimentos. – Confirmou, anotando algo em uma agenda preta. – Sim senhor. Tenha um bom dia. – Desligou por fim, dando atenção a mim.
- Senhora Cullen, já irei anuncia-la – Informou tirando o telefone do gancho.
- Não há necessidade, só gostaria de saber se ele está com alguém no escritório.
- Sendo assim, pode entrar. Ele está a sós no momento.
Agradeci com um leve aceno e me dirigi em direção ao meu verdadeiro destino. Bati na porta antes de entrar – Será que o digníssimo Edward Cullen teria um tempo para sua mãe?
Ele se levantou. – Você é a única mulher para qual eu sempre terei um tempo e sabe disso.
- Esse é o problema. – Murmurei.
- O que disse? – Perguntou me abraçando, logo afastando uma das cadeiras a frente de sua mesa para mim.
- Nada. – Sorri disfarçando.
Observei-o dar a volta na mesa e sentar-se em sua cadeira. – A que devo a honra de sua visita?
Hora da persuasão. – Queria lhe pedir algo... – Fui interrompida por um Jasper e um Emmett entrando bruscamente pela sala, parando logo em seguida ao ver quem se encontrava com Edward. – Olá meus filhos. – Disse os olhando com repreensão. Cadê a educação que eu dei a esses meninos?
Ambos olharam-me envergonhados – Oi mãe.
Levantei-me para abraça-los. – Posso saber o porquê de tudo isso? — Perguntei sobre o incidente anterior.
- Nada de mais mãe. Oque faz aqui? – Perguntou Emmett tentado disfarçar. Olhei-o com os olhos desconfiados. Mais não disse nada afinal preciso convence-los de algo e posso muito bem usar a culpa ao meu favor.
Oque foi? Não estou fazendo nada de errado.
- Vim falar com Edward. Na verdade com todos os integrantes da minha família. – Disse olhando-os acusadoramente enquanto sentavam-se ao meu lado.
- Sobre?
- Queria lhes pedir algo.
- Pois peça.
Quando ia falar fui interrompida novamente. Isso já está ficando chato.
- Soube que estava acontecendo uma reunião de família aqui. – Logo meu marido atravessava a porta. – Bom dia querida. – Cumprimentou-me com um beijo nos lábios. – O que a traz aqui?
- Era isso o que ia dizer agora. – Olhei-o amorosamente. Ele ficava tão lindo naquele terno cinza escuro. Foco! Foco! Voltei minha atenção ao restante da família. – O que acham de irmos tirar umas férias? Um mês em Forks?
Um silencio pairou no ambiente.
- Está falando sério? – Perguntou Edward em uma tentativa gentil.
- E por que não estaria?
O silencio voltou mais pesado, sendo logo interrompido por uma onda de vozes. Os quatro falavam ao mesmo tempo, enquanto andavam pela sala, enumerando algo nos dedos, passando a mão nervosamente pelo cabelo ou me olhando amorosamente enquanto me faziam mudar de ideia.
- Querida, não tem como abandonar a empresa assim do nada! – Alegou Carlisle, afagado minhas mãos enquanto a vozes dos meninos falavam inúmeras coisas ao fundo. — Temos contratos para fechar, construções pendentes, não podemos largar tudo de uma hora para a outra... – Foi logo interrompido por Jasper que tinha as mãos em meus ombros. – Mãe, eu não posso simplesmente deixar meus projetos em aberto. Principalmente agora que estou prestes a fechar um projeto com as Industrias Stark. Sabe o quão importante e lucrativo será esse contrato?! – Perguntou animado. Engenheiros...
- Mãe eu não posso sair assim, tenho que ajudar a administrar a empresa, sociais e eventos do qual sou obrigado a participar. – Alegou Edward – Além do mais mês que vem será o tal desfile que a Tanya tanto fala. – Informou passando a mão pelos cabelos. – Não tem como eu comparecer. – Disse por fim voltando-se a sentar na sua cadeira. – Além do mais – Interrompeu Emmett – Estou ocupado com a abertura da nova filial e Irinia quer me arrastar para a première do seu novo filme e ela me mata a gritos se eu não for. Não poderei ir.
Como é que é?! Eu dou a vida por essa família. Carreguei Edward por 9 meses, Jasper por 7 e Emmett por 8 para no fim receber essa ingratidão toda?! E Carlisle aquele cínico! Diz que me ama, que faz tudo por mim e agora vem me dizer NÃO. Minha expressão não devia esta uma das melhores já que todos se calaram. E quem liga?! Eu estou brava, indignada, ultrajada.
Me levantei num rompante. — Eu não aceito discussão, eu só vim informa-los para que se organizem. – Avisei seriamente, arrumando minha bolsa. – Não quero desculpas. Se não estiverem lá no dia marcado, iremos ter uma conversa muito séria. – Sim, eu estava muuuuito brava. — Carlisle, em casa conversamos. Até anoite rapazes. – Informei, me retirando em seguida. Eles podem muito bem ter seus vinte e poucos anos, eu posso ser a mãe e esposa mais amorosa que existe. (Modesta nada!) Mais eu sei ser firme quando quero.
Pov. Reneé
- Pensei que fosse persuadi-la – Lembrei-lhe com uma das sobrancelhas arqueadas.
- O melhor convencimento é quando não a brechas para discussão minha cara. – Justificou de forma divertida. – Além do que, ela ia dar um jeito de não comparecer.
Ri levantando-me e pegando minha bolsa.
- Vai almoçar em casa? – Perguntou Billy indo em direção a porta a abrindo. – Pensei que Charlie fosse ao Pentágono hoje.
- E foi. – Disse passando pela porta, vendo-o fecha-la e me acompanhar. – Mais sabe como ele faz parecer que o Pentágono é daqui do lado. Então ele irá almoçar em casa.
Riu. Chegamos rapidamente ao estacionamento. Fui em direção ao meu carro enquanto ele ia até o dele.
- Irei falar com Jacob mais tarde. – Avisou entrando no carro, logo abrindo o vidro do motorista. – Ou melhor, pedirei a Sarah que ligue, é mais fácil ela convence-lo do que eu. Avise ao Charlie que logo anoite estarei lá para estrear sua nova tv de 69 polegadas.
Ri assentindo o vendo dar a ré e logo acelerar. Entrei no carro, aproveitando o caminho para ligar para Rose.
Pov. Rose
- Aqui é India Golf 99, se aproximando do local. – Informei através do rádio.
A visão que eu possuía era de tirar o folego. Um banque protegido por um muro de mais ou menos 1 metro e 98, o qual possuía 2 pilares em cada muro com atiradores com metralhadoras AK-74, tanque de guerra classe A e generoso exército pessoal guardando o local. Mesmo sendo apenas uma noite normal de treino de campo, eles haviam caprichado dessa vez. A missão era clara e objetiva: Invadir um banque fortemente armado e resgatar sabe-se Deus o que e voltar são e salvo antes da outra equipe.
- Entendido India Golf 99, a partir de agora o controle da equipe é sua.
Sorri animada – Ouviram cambada.
- Eu só não rebato essa marra toda por que você é minha superior no momento. – Ouvi Benjamim através do fone de comunicação.
- Plano de ataque Major? – Perguntou Mary, tentando tirar minha atenção de Benjamim.
- 023.
- Entendido.
Todos foram para as suas posições. Espero que isso termine o mais rápido possível, tenho uma causa para advogar amanhã logo cedo. — E já são 18h – Conferi no relógio. Pelo visto não irei dormir hoje.
- Clarck, assuma o controle. – Ordenei ligando o piloto automático. Iria pular assim como os 4 passageiros que haviam no avião.
Não demorei para colocar o paraquedas enquanto via Clark assumir o controle.
- Atenção!
Todos imediatamente voltaram suas atenções para mim. – Isso é apenas uma simulação, um treino. Estamos aqui para aprender. – Avisei-os olhando cada um nos olhos. – Assim como tudo na vida, deem o máximo de si nessa operação. Quando vir que dá para arriscar, arrisquem. Quando virem que mesmo perigosa, sua ação terá êxito, executem. Se sua vida tiver em risco, recuem. Estamos aqui para aprender, aqui temos permissão para errar por isso digo para se arriscarem assim como quando estamos em campo, por que nos permite saber as habilidades nas quais somos bons e as quais nos faltam aperfeiçoar. Um soldado bom é um soldado versátil seja ele da marinha, aeronáutica ou exército. Todos queremos ser o melhor aos olhos alheios, então façam por merecer. Estamos entendidos? – Perguntei elevando a voz.
- Sim Major!
- Vamos lá! – Incentivei me preparando. – Mary? Benjamim? Prontos? – Perguntei pelo comunicador. Como somos de patentes mais elevadas, ficamos em de ensinar os novos integrantes. Mesmo que o entrosamento seja maior entre nós três, não me preocupo com novas equipes. Gosto de lhe ensinar a verdade para ser alguém digno na escolha que fizeram. E nenhum ex-aluno meu reclamou de mim como professora, pelo contrário. Muitos podem até terem mudado de agencia. FBI, CIA, mais todos eles dizem que as habilidades que ensinei são primordiais para as vidas que seguem agora. Como eu digo: Um soldado bom é um soldado versátil.
- Tudo pronto. – Afirmaram os dois.
- Manobra 023, executar.
Um por um, pulamos do avião. Nossos trajes pretos camuflava perfeitamente na noite. O plano 023 foi elaborado como um plano A, na qual consistia na em que 2 equipes entrariam por 2 das 4 entradas e a 3° ficaria como apoio. Isso claro, foi escolha da nossa equipe nos subdividir. Só espero que os adversários tenham sido menos inteligentes. Com o Riley? Não duvido muito. Mais ele é esperto o suficiente para surpreender.
Nos aproximamos da entrada da qual escolhemos. – Bucky.
- Pra trás. – Disse sorrindo presunçoso, andando a frente.
Nos afastamos um pouco. James Barnes é o tipo de soldado armamentista. Habilidoso com qualquer tipo de arma, sua maior habilidade. Um soldado linha de frente. Foi um pouco tinhoso de se treinar, mais acho que Benjamim fiz um bom trabalho. Já que é mais sua área explorar habilidades, enquanto a minha é digamos que, “ensinar o que se é péssimo”. Mais eu também lhe ensinei uma ou duas coisinhas, sem querer me vangloriar.
Os guardas que guardavam os muros o notaram. Era impossível não notar que eles notaram quando viviam gritando “Intruso, cubram o perímetro”. Através das frestas do muro, rifles surgiram apontando para sua direção.
- Mãos na cabeça. – Gritou um deles, parecia o chefe da guarda.
Bucky parou um pouco distante do muro, não acatando a ordem do Afro-dessedente que parecia ansioso em acertar uma bala no meio do seu peito.
- Eu disse mãos na cabeça – Mandou novamente destravando o rifle.
James começou a acatar a ordem, sorrindo sarcástico. A ação foi rápida a ponto de que se eu desvia-se por apenas 2 segundos eu perderia a ação.
Ao levar sua mão a nuca devagar, puxou rapidamente duas Sig P226, disparando contra os atiradores que estavam por trás das frestas, acertando a todos.
Rapidamente muitos homens apareceram apontando seus rifles em direção ao Bucky. O mesmo correu em direção a eles.
Alguns começaram a atirar com metralhadoras, mais Barnes continuava a correr em direção a eles. Como as metralhadoras seguiam seus passos, ao passar por alguns soldados com rifles, seus operadores acabaram acertando os próprios soldados. James liberou a trava dos cartuchos descartando os das duas armas, substituindo-os por novos em um simples jogar de armas, retirada dos cartuchos do coldre e a recolocação no tempo exato em que as armas caiam em suas mãos. Escalou as grades do muro com velocidade, logo se jogando para o outro lado de costas, voltando logo a disparar nos homens acima do muro, atingindo-os. Pousou no solo prostrado.
Logo levantou para se vangloriar, mais deixei de prestar atenção no mesmo quando o cano do tanque começou a mudar sua mira, para nossa direção.
- Collin o tanque! – Avisei correndo em direção ao mesmo, ultrapassando Bucky.
Ele acompanhou meus passos enquanto o resto da equipe nos cobria. O mesmo driblou o cano do tanque e o escalou.
Retirei os pinos e lancei ao Collin — Pega.
Foi questão de cinco segundos. Collin pegou as granadas, abriu a comporta do tanque, jogou as granadas ali e se jogou o mais longe que pode.
- Abaixem-se! – Ordenei.
Todos acataram o comando ao mesmo tempo, sendo acompanhados pela explosão do tanque. O mesmo estava sendo operado por controle remoto.
- Foco!
Com as armas a postos, entramos no banque. Franzi o cenho estranhando o fato do mesmo está vazio.
- Passaram pelas defesas? – Mary perguntou
- Sim, vocês? – Perguntei passando pelos corredores, conferindo cada canto.
- Sim. Está muito quieto aqui...
De repente uma explosão abalou o banque, seguido de outras 2 em pontos diferentes.
— O que é isso? – Gritou Senna com a S75 em punho. Logo ouvimos barulhos de aviões levantando voo.
- Droga – Praguejei. O banque era uma distração! Está no avião... no avião.
- Encontrem a equipe do Benjamim e atrasem as equipes adversarias. – Ordenei já correndo. Lembro-me de ter passado por uma espécie de hangar no qual haviam alguns aviões.
- Mary, está na escuta?
- Rose? Está no avião. – Avisou, algo que foi difícil de ouvir devido a sua respiração ofegante.
- Eu sei, encarregue Benjamim de atrasar as outras equipe da melhor maneira que ele puder. – Mandei correndo em um corredor já conhecido. – Passou por algum avião enquanto entrou? Temos que alcançar aquele avião.
- Já pensei nisso, estou a caminho. – Respondeu ainda ofegante.
Cheguei ao hangar. Haviam apenas 2 aviões disponíveis. Corri em direção ao mais próximo.
- Estão todos bem?
- Sim, mandei-os interceptar todos até acharem Benjamim. – Disse entrando sentando-me e fechando em seguida a capota. – Quanto tempo mais ou menos o primeiro avião decolou?
- 7 minutos. Já estou prestes a decolar. – Informou. — Acha que Rilley, Laurent e Stefan pensaram a mesma coisa?
- Possivelmente. – Avisei começando a decolar. – Temos que ser rápidas.
Quando estava começando a nivelar observei outro avião decolar.
- Acabou de decolar? – Perguntei começando a pegar velocidade. Nada mal para um F-15.
- Não, já estou no ar.
Droga! Comecei a buscar o tal avião pelo radar.
- Ah mais 6 aviões no meu radar. – Informou. – Devo checar?
Olhei novamente no radar. Mary tinha razão, havia 6 aviões no radar. Mais algo me dizia que nenhum era o que eu procurava.
- Possivelmente eles irão caçar uns aos outros, mais é melhor prevenir que remediar.
- Já intendi. – Disse e pude ver ela mudando de direção pelo radar.
Direção...direção. Observei o radar mais um momento. De todos os pontinhos, havia um, apenas um além de mim que seguia em linha reta.
- Te achei. – murmurei.
Mudei a direção, procurando seguir aquele ponto, ao mesmo tempo que um barulhinho interrompia minha concentração. Aceitei a chamada pela conexão por bluetooth.
- Desculpe mais eu estou sem tempo para atender agora, poderia retornar mais tarde?
- Não teria tempo nem para a mulher que te criou?
Oh. merda. – Tia Renee, oi. Não é isso, eu só estou ocupada agora para lhe dar a devida atenção. – Notei mais cinco pontinhos seguirem o mesmo curso que eu. Droga. Tomei mais velocidade, notando que estava próxima. Mais como eu iria fazer aquele avião pousar sem destruí-lo?
- Não precisa de tudo isso, só liguei para lhe intimar. – Disse em tom brincalhão. Já podia observar o avião a olho nú. Um C-5 Galaxy, em velocidade considerada. – Dia 2 do mês que vem, iremos todos nos reunir na mansão em Forkrs e espero que esteja lá.
- Uhum. – Afirmei alheia a sua informação. Pude olhar pelo vidro da capota, 2 aviões se aproximarem, um de cada lado, ao mesmo tempo que o avião cargueiro tomava mais velocidade – Droga, tia pode repetir? – Perguntei tomando mais velocidade. O avião cargueiro mudou seu curso em direção a áreas montanhosas, rodeadas de nevoas. Segui seu curso e meus dois pitbull’s fizeram o mesmo. Cadê os outros 3?
- Reunião em família em Forks 2 de junho. – Avisou novamente.
O Cargueiro entrou nevoa a dentro. Droga! Estava impossível de se ter uma visão clara, mais me arrisquei a segui-lo assim como os outros.
- Desista Halle, essa missão é minha. – Ouvi Rilley pelo fone enquanto o via adentrar a nevoa comigo junto com outros 2, um deles recuou por conta do labirinto que estava prestes a se meter. Área montanhosa + nevoa = Isso vai ficar interessante.
- Vai nessa. – Disse para ele, voltando logo a tirar a mão do microfone. – Tia, não tem como eu comparecer, estou cheia de trabalho.
Fui forçada a fazer manobras evasivas para desviar dos penhascos que surgiram do nada. Como um avião cargueiro consegue fazer manobras evasivas? Observei 2 aviões me acompanharem e mais um recuar.
- Não é como se eu tivesse lhe dado uma opção de escolha Rosalie Halle. – Informou.
- Aqui é Índia Golf 99, pedindo um mapa da área em que me encontro. – Informei no rádio, tendo o cuidado de tampar o microfone para que minha tia não esquentasse um piu. Imagine se ela descobrisse algo que eu tento esconder a anos? E por um deslize idiota?
Desviei de mais algumas montanhas, perdendo o avião cargueiro de vista.
- Aqui é a central, India Golf 99 não á mapa da área em que está.
Como assim? Notei do outro lado um avião bater em um dos penhascos. Preocupada olhei para o céu em busca do piloto, rezando para que ele tenha puxado o manche da cadeira ejetavel. Pude notar um paraquedas, suspirei aliviada.
- Aqui é India Golf 99, como assim não há mapa da área? Seu avião cargueiro está seguindo pela direção que estou indo.
Fui obrigada a realizar outra manobra evasiva sendo acompanhada por Rilley
- Esquece Halle, esse avião é meu. Devia ir pra base lavar o uniforme que está vestindo. – Debochou Rilley.
Machista Idiota. Logo voltei a visualizar o avião cargueiro. Vamos ver quem ganha essa Rilley.
- Rose? Esta ai? – Droga minha tia.
- Oi tia, estou aqui.
- India Golf 99 aqui é a central, perdemos o controle do avião, repito, perdemos o controle do avião. – Informou pelo rádio. Tive que tampar o microfone que me dava conexão com minha tia. Oque não era nada fácil já que eu tentava evitar bater nos labirintos rochosos. – Inda Golf 99 e Zueny 72, abortar missão. Repito, abortar missão, ordens do General.
Pude ver Rilley reduzir. – Não foi dessa vez Halle.
Você que pensa. – Aqui é India Golf 99 pedindo permissão para proceder com a missão.
Após desviar de dois picos, acabei parando em um local banhado por agua abaixo de mim, mais ainda havia alguns penhascos e desfiladeiros com que me preocupar
- Tia, eu prometo ir nas próximas reuniões mais nessa não dá mesmo. – Tentei faze-la desistir.
O Avião a frente reduziu um pouco, parecia tentar manter a velocidade constante.
-Rose, eu pensei que nunca fosse negar algo a alguém que te criou e mimou até você. – Tentou fazer chantagem emocional
- India Golf 99, Aqui é a central. Não há mais motivos para prosseguir com a missão. Mais o general deu permissão para prosseguir se desejar, mais estará por sua própria conta. Iremos monitorar você já que conseguimos um mapa de onde está no momento.
Abafei o fone da tia – Entendido.
Comecei a ganhar mais velocidade. Desviando de algumas montanhas e penhascos. Estava perto do avião quando me vi entre dois penhascos totalmente estreitos.
- Meidei, mediei, India Golf 99, aborta!
Não havia como eu abortar, já estava muito em cima dos penhascos para isso
- Rose! – Alertou Mary desesperada pelo radio. – Arremete!
Diminui a velocidade do jato, o que eu tinha em mente era simplesmente tentar não acabar virando cinzas. Algo possivelmente suicida, mais pelo menos havia uma remota chance de 0,1% deu sair viva. E eu me pegaria a ela.
- Tia, eu...
- Rose, situação? – Benjamim perguntou aflito.
Observei o velocímetro. Ainda estava muito veloz para o que estava tentando fazer.
- Estou muito próxima. – Informei. – E rapida de mais para o que estou prestes a fazer.
- Não tem como forçar o jato a subir? — Benjamim parecia compreender o que eu iria fazer e tentava buscar desesperadamente alguma outra solução.
- Não, mesmo com toda essa nevoa dá para se notar que o penhasco é alto demais. – Avisei forçando o jato a reduzir ainda mais. – Não sei se esse jato conseguiria elevar tanto.
- Á possibilidade de arremeter? – Perguntou Coronel Rhods com esperança.
- Como disse, estou próxima de mais, não há outra solução.
Quando estava bem próxima, nivelei o jato a 90°, forçando-o a permanecer assim. Passei entre os dois penhascos rezando para não tocar em nenhum deles e acabar virando cinzas. Faltava pouco para poder meu estomago voltar ao lugar. Estava quase saindo, faltava apenas fazer o jato voltar a sua nivelação normal vagarosamente, mais no último instante o controle forçou de mais, fazendo o jato voltar a planitude rapidamente, batendo a calda do jato em um dos penhascos, o fazendo me jogar com tudo para fora dos dois, rodopiando mais forte que peão em direção ao mar que se estendia a baixo de mim.
- Tia, eu...
Droga. Não tinha como forçar o jato a subir ou arremeter comigo girando desse jeito, eu iria me chocar contra a agua com tudo.
Tentava não demonstrar e controlar meu desespero. Forcei o controle a nivelar a 0°, mesmo contra sua vontade. Se me chocasse com a agua o impacto seria menor e eu poderia quebrar o vidro acima de mim me permitindo escapar. Se eu tivesse muita sorte, conseguiria nivelar a tempo de ainda ter alguma chance de subir. Mais o controle negava-se a nivelar.
-Eu não quero desculpas, esteja lá no dia. Não me faça ir a Upper East Side busca-la. – Mandou “gentilmente”
Tia, agora não eu estou quase morrendo aqui!
Coloquei mais força na direção oposta na qual o controle estava virado.
- Rose! Não force o controle, puxe a alavanca para 98° e a difusão para 35° — Mandou Rhods preocupado. Ele temia pela filha do amigo.
Não tinha o que perder mesmo, me concentrei em fazer o que ele disse.
- Agora obrigue o jato a subir mesmo estando rodopiando, a difusão e a engrenagem interna o farão nivelar. – Mandou.
Isso era loucura, ao mesmo tempo isso aumentaria a velocidade me jogando para cima como foguete. Não sei até qual altitude a comporta de vidro suportaria. Mais não tenho nada a perder mesmo.
Obriguei o jato a subir, que mesmo “travado” obedeceu meu comando. Como imaginado o jato parou de rodopiar e me impulsionou para cima a uma grande velocidade.
- Desliga! – Mandou Benjamim.
- Oque?!
- Desliga e obrigue o jato a mergulhar, como um dos aviões das acrobacias aéreas. – Lembrou-me ele.
-Benjamim, não sei se você percebeu mais eu estou num F-15 e não em um avião de acrobacias!
- Desliga – Mandou bravo e alterado, com certeza ao notar a quantos pés eu já estava.
Desliguei o motor do jato. Eu posso ter chegado ao meu cargo por correr ricos mais que todos, um risco final não ia matar alguém, ia?
O Jato começou a perder altitude, começando logo a mergulhar. Quando o jato estava a 20.000 pés o forcei a planar e nivelar. O jato manteve-se estabilizado. Suspirei aliviada.
- Rose, eu não estou brincando, não adianta me ignorar. Esteja lá 2 de junho. – Mandou tia Renee desliando em seguida.
- Tia não! Não tem como eu... Alo? Alo tia?
A que ótimo!
Notas finais
Vocês leitores anônimos, podem aparecer, eu não mordo. Juro!
Quero saber uma coisa de vocês: Vocês querem que eu mostre as ligações que faltam eu que eu já pule para 2 de junho?
Oque falta na fic? Ta meio mole? não ta?
Eu queria saber se teria alguém disposto a me ajudar com os Meninos Cullens na fic. Alguém topa?
Quero muitos reviews com criticas que me ajudem a melhorar a fic viu? Vejo vocês na próxima
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