Truques Da Vida

5 Por baixo dos panos.


Notas iniciais
Oi gente bonita!
Estava morrendo de saudades de vocês e de postar. Sem mais delongas, aqui está um cap. Fresquinho,

Pov. Bella

Quando completei 14 anos participei da minha primeira missão.

Passei por várias funções na agencia, mas foi em uma delas que me destaquei, me aperfeiçoei e fiz meu nome, me tornei espiã, mais também cumpria a boa função de atiradora de elite. Precisava de apenas uma bala, uma torção no pescoço ou um veneno bem administrado para tirar uma vida e de verdade, não me importava em tirá-las. Minha missão era matar a escória da sociedade, os “caras maus”. Sempre tomei o devido cuidado pra não matar nenhum inocente e na maioria das vezes era bem sucedida.

O que um atirador faz?

Ah! Claro, bom eu atiro nas pessoas. Sou aquela agente que se posiciona em cima de prédios ou em qualquer lugar que dê para ter uma visão do alvo, depois é só mirar e atirar. Simples, rápido e fácil.

O que um espião faz?

Se infiltra na vida de seu alvo com elegância e de uma forma despercebida. Usa de estratégia para alcançar o objetivo e geralmente suportar a dor com destreza. Já foram torturados? Não é nada legal.

Aos 9 anos fui embora de Forks, deixei pra trás a minha história e fui obrigada a recomeçar uma vida nova, graças aos meus adoráveis pais. Afinal, viver em um interato, longe da minha família, poderia me fornece oportunidades únicas. Ô, até me empolgo em lembrar das “oportunidades”. Porém nada me deixou mais, digamos: Indignada, do que o fato de os obrigarem a fazer uma viagem pelo mundo. Por que de acordo com eles, não “vivíamos”.

Passei pela Espanha, Itália, França, Inglaterra, Alemanha, Rússia, EUA, Canadá, Tóquio, Coreia, India e Brasil. Ah Brasil, me encantei e foi lá que onde estabeleci minha segunda residência. Gostava do clima e da gente e de lá tirei diversas experiências de vida.

E então quando voltei, fui para minha, até então, sonhada faculdade. Liberdade. E para melhorar eu iria para Harvard, longe de tudo e de todos onde eu poderia ser 50% eu mesma sem ter vergonha disso. O problema é que Harvard ficava do outro lado do pais, e eu havia sido aceita também próxima de casa, na universidade Columbia, na verdade eu fui aceita em muitos lugares devido ao fato deu ter terminado o colegial aos 15 e com notas de dar inveja a muitos nerds por ai. — Desculpe nerds, mais é verdade, aceitem os fatos. — Então para poder ir embora, aceitei a condição que meu pai me impôs, eu teria uma tutora fora de casa, porque não? Afinal, eu estava indo embora pra estudar não pra aprontar.

Para ele, ela é o símbolo da ordem e responsabilidade, além dela ser uma agente do governo. Mais ele não sabia que eu sabia desse fato. Para ele aquela era apenas a prima de 3° grau distante. Sempre comigo, minha fiel escudeira também conhecida por Gisele Yashar, ela tornou-se uma amiga, não tão melhor amiga quanto Pepper, mas bem mais discreta, e isso me agradava. Conversávamos muito e ela me ensinou uma infinidade de coisas, e foi ela com aquele olhar simpático e aparentemente um sorriso debochado no rosto que me acordou essa madrugada, batendo o jornal em minha cabeça e dizendo “Veja Bella, você é famosa agora”

“Você é famosa agora” essa frase pairou pelos meus pensamentos naquela madrugada, como se eu tentasse entende-las, e se querem saber, não a entendo até hoje.

Vou explicar rapidamente o porquê do “Você é famosa agora”. Quando bandidos, traficantes, chefões de máfia e tudo quanto é meliante começam a aparecer mortos com uma bala no peito, envenenados, estrangulados, explodidos ou até jogados de uma sacada — acreditem isso já aconteceu. Um descuido de minha parte, mais já passou — Sabe-se que é alguém que está fazendo isso. E sim, era eu, eu matava todos quanto podia e queria, governos do mundo todo me contratavam, varria cidades inteiras sem ao menos ser vista pelo alvo ou por qualquer um a minha volta. Todos, absolutamente TODOS começaram a venerar um herói oculto, e um dia por descuido fui vista em cima de um prédio, quando tentei correr uma mecha de meu cabelo longo e “rosa” saiu do boné, e aquilo foi suficiente pro herói sem nome ganhar sexo e tudo. Naquele jornal, como matéria de capa estava a foto do prédio no qual fui vista, agradeci a Deus por já ter conseguido sair de lá e escrito com letras enormes “A heroína da cidade”.

Na ocasião eu não me preocupei muito, afinal a peruca super discreta, não revelou nada de importante, mais a única coisa que pude dizer foi “heroína”? Estão me chamando de Heroína Gi? Da onde tiraram isso?” Ela deu de ombros e disse “Com esse seu cabelo “rosa”, melhor heroína do que bobaloo não acha?” Não disse mais nada, apenas larguei o jornal na cômoda, me acomodei e voltei a aproveitar as últimas 3 horas que me restavam do único jeito que meu corpo permitia: Dormindo.

°°°

Atravessava o corredor do 17° andar, atraindo olhares de alguns cientistas que por ali passavam. A área de pesquisa das industrias Stark era cheio de cientistas, pesquisas e cafeína.

Os cumprimentava com um simples aceno, mesmo que suas retribuições fossem apenas olhares vidrados.

Meu rosto estava sujo? Minha roupa amassada ou manchada?

Muitos estavam ali a 2 dias ou mais, dormindo alguns minutos durante os pequenos intervalos entre análises ou cálculos. Eu não estava para trás. Quando não estava analisando papeis da empresa, combatendo pessoas de péssima índole ou no laboratório, trabalhando em uma pesquisa em que eu e Tony estávamos desenvolvendo, eu estava no oficina, que assim como a de Tony, encontrava-se em baixo da minha humilde residência. Muitos estavam com os olhos vermelhos ou expressões cansada assim como eu, mais eu fazia o máximo para que minha aparência não ficasse tão abatida.

Nenhum estava aqui por obrigação, já que os cientistas tinham horário de 7 da manhã até as 7 da noite, com alguns intervalos durante o dia, mais sim pela ambição de verem suas pesquisas e teorias provadas, concluídas e o reconhecimento que elas trariam.

Dei de ombros seguindo em frente. Atravessei a porta automática de vidro, colocando meu jaleco que já se encontrava ali. Logo vestida, passei meu cartão de acesso pela trava, fazendo a outra porta automática se abrir.

- Vejo que a adorável dama resolveu aparecer. – Saudou-me Tony enquanto continuava a montar nossa criação, com seu bom humor de sempre.

- Quem deveria estar surpresa aqui sou eu. – Comentei pegando a tela toochscreen móvel que estava conectada ao armamento que estávamos criando e fixada a um tubo móvel ligado ao teto. – Acordado antes das 11h! Já é um progresso.

Examinei as anotações, largando-as logo em seguida. O nosso cliente governamental, vulgo Exército Americano, queria que desenvolvêssemos uma nova arma, já que éramos seus principais fornecedores delas, até dia 8 de junho e que executássemos sua demonstração posteriormente. Rhods fez questão de ser o “contato” entre as indústrias e o governo.

- Como está o processo de finalização da base Jarvis?

Arqueei a sobrancelha, vendo logo em seguida seus olhos pousarem sobre mim. – Não está na oficina playboy. – Brinquei expandindo uma das telas holográficas que haviam na mesa, observando as alterações que já foram e ainda haviam de ser feitas.

- Detesto trabalhar em zona desconhecida. – Resmungou enquanto pegava uma chave de fenda.

– Se essas alterações foram feitas em base das últimas anotações, tudo estará pronto antes do dia oito. Graças a mim claro. De nada Tony.

- Lindinha você. – Falou debochado. – O que me consta, pelo menos até a última vez que eu revisei tudo, esse projeto é meu.

- Mais quem criou sua base fui eu lindinho. – Rebati debochada.

- Mais...

- Os dois tem o credito do projeto, satisfeitos? – Interveio Pepper, ultrapassando as portas automáticas. – Bella. – Cumprimentou-me com um abraço, desajeitando meus óculos.

Eu tinha muita estima por Pepper. Era como uma melhor amiga para mim. Não é como se eu tivesse muitas mesmo. Quando não se e muito sociável, reclusa e na maioria das vezes ocupada com os trabalhos, tem um pequeno ciclo de amizades como prêmio. Mais eu gostava da minha vida assim, mesmo que minha vida social seja muitas vezes, agitada de mais para mim acompanhar.

- Não dormiu de novo? – Perguntou preocupada passando os polegares sobre minhas olheiras que graças a Deus não eram tão evidentes. – Mais não adianta falar nada não é mesmo? Afinal você nunca escuta. – Desabafou com um sorriso gentil.

- Não é bem assim... – Sorri sem graça e possivelmente corada, como um criminosa pega no flagra. Não que eu quisesse não dormir, mais sempre que eu tenho tempo ou o sono resolve surgir, meu segredinho me exige de olhos abertos.

Ouvimos um arranhar da garganta interrompendo nosso momento BFF. Nos desvencilhamos enquanto revirávamos os olhos e eu ajeitava meu óculos. Tony não aguenta não ser o centro das atenções.

- Sr. Stark, preciso que assine esses papeis. – Informou Pepper depositando uma pilha enorme sobre a mesa próxima a Tony. Gemi internamente, essa pilha me fez lembrar a duas que estavam o dobro do tamanho desta em minha mesa e que eu teria que assinar.

- Me machuca saber que só me procura para assuntos burocráticos Pepper. – Lamentou Tony teatralmente enquanto fazia algumas anotações. Aproveitei para ocupar o seu lugar, começando a fazer as conexões e ajustas da mira de alvo. – Mais agora estou ocupado.

- Mais eu preciso desses papeis, pra ontem.

- Agora não. – Disse olhando o que eu fazia enquanto anotava mais algumas coisas. Acreditem ou não, mais Anthony Edward Stark sabe trabalhar em conjunto, quando sua “parceira” se impõe/intromente no projeto. Claro que se fosse qualquer outro, Tony expulsava aos gritos, mais eu era a sua favorita. Ao menos era uma das poucas que alcançavam e entendia aquele coração escondido pela indiferença, sarcasmo e piadinhas.

- Tony é sério colabora, eu estou aqui dês de cedo.

Ouvir seu apelido sem o acompanhamento do tão utilizado “senhor” no começo provocou sentimentos diferentes nele. Como todas as situações que envolviam Pepper Notei por sua expressão, qual que não mudara muito. Mais ele ignorava tudo a respeito disso, negando-se a ver a verdade que só ele e Pepper – Sim, eu já abordei-a discretamente e ela tem uma quedinha por Tony, mesmo negando até a morte. – Não veem.

- Está bem, onde assino?

- Aqui, depois dessa outra folha. – Disse se inclinando sobre Tony – Sem malicia pessoas. – mostrando onde assinar.

Meu celular começou a emitir um som familiar. Larguei o software que inseria no computador plugado a mira. – Com licença. – Pedi sorrindo marota para Pepper, que apenas revirou os olhos. Ela sabia minha opnião sobre tudo.

- Não fuja. – Avisou Tony, sem olhar para mim.

- Nem pensei nisso.

Pov. Pepper

Tony assinava alguns papeis enquanto eu checava os compromissos do dia no IPad.

- Pronto Pepper, aqui estão seus preciosos documentos.

Sorri agradecida pegando-os, quando do nada Tony se aproximou do meu pescoço como quem não queria nada e aspirou o perfume que estava muito concentrado naquela região.

- Frenesias – Disse ele. Sua respiração batia em meu pescoço, me causando arrepios. Me afastei sorrindo sem graça. – O presente que lhe dei. – Sorriu lembrando-se.

- Era um belo presente para não se usar. – Comentei sem jeito. Ainda estanhava o fato de Tony saber e lembrar-se da data do meu aniversário.

– Amanhã cedo, alguém deve te ligar para lhe informar se iremos a Washington ou apenas você irá.

O encarei repreensiva – Acho que não vou conseguir dormir de ansiedade.

– Podemos resolver isso

ri deste comentário em particular .

– É bom ver você sorrindo.

Acho que estava corada. Não, com certeza eu estava corada. Oque havia dado em Tony hoje? Será que ficou preso na oficina e não conseguiu pegar ninguém noite passada?

– Aí aí hey! deixa isso aí — gritou Tony com uma de seus rôbos.

Ri novamente. Tony voltou sua atenção a mim e ficou me encarando. Aposto que estava mais que vermelha, essa situação estava muito desconfortável.

- Como está o dia hoje?

Estranhei. Tony Stark querendo saber do meu dia? — Cansativo. – Comentei suspirando por fim.

– Não se acostume, a tendência é só piorar — disse limpando as mãos

Sorri. – Obrigada por me animar– Ajeitei os papei em minha mão. – Bom, já que está tudo assinado, vou indo. Ainda tenho muito o que fazer, até amanhã Sr. Stark

– Boa dia, Srta. Potts

Sorri sem graça apenas assentindo. O deixei com suas coisas enquanto me retirava do laboratiro de engenharia laboratorial. Ao sair dei de cara com Bella, que falava ao telefone. Ela apenas sorriu sinalizando que logo depois falaria comigo. Assenti sorrindo, me retirando para cumprir os compromissos, dos quais eram na maioria obrigação de Tony Stark.

Pov. Bella

Deixei os dois sozinhos, para atender a ligação na área entre a saída e o laboratório.

Olhei para a tela confusa atendendo logo em seguida.

- Gi?

- Assim que puder, venha para casa?

Estranhei – Por que?

- Vamos a Forks.

Pov. Edward

Apoiado na janela do edifício mais importante de Nova York eu observava as pessoas abaixo de mim. Pessoas que corriam em alguma direção, ou sem direção alguma; Pessoas acompanhadas; sozinhas, pessoas comuns. Mulheres e homens que viviam seu mundinho medíocre, com os rostos felizes porque no final do dia teriam simplesmente cumprido com suas obrigações, realizado mais um sonho ou simplesmente com anseio de mais algum. Meros cidadãos comuns que não tinham nas costas a responsabilidade de um império, e que viviam dos frutos do meu trabalho, da minha vida.

Eu estava me tornando um soberano de suas vidas e eles nem se davam conta disso. Estava me tornando o poder máximo que corre nas veias da sociedade, a lei que rege o mundo pelo dinheiro, pela cobiça humana, o mandatário, rei assim como todos os magnatas que vivem nesse mundo hipócrita e mercenário. Tenho tudo que quero, quando quero, como quero, simples assim.

O homem mais importante da humanidade, o homem mais influente do planeta. Eu estava onde homens matariam por estar; O empresário bem sucedido, o filho que Carlisle havia tanto sonhado, um homem de negócios, o homem que ninguém queria ter como inimigo.

Mais eu havia me tornado algo mais, com minhas próprias pernas havia me tornado a imagem e perfeição de um homem frio e sem coração, que sabia sobreviver no mundo da corrupção e poder.

– Entre! – ordenei, assim que uma leve batida soou em minha porta.

– Ele está na recepção – foi à voz de Emily, avisando-me sobre meu ilustre convidado.

- Peça que entre.

Pov. Emily

Me retirei, apressando-me em avisar ao senhor Volturi, que já poderia entrar.

Não gosto desse homem, não gosto da forma que me olha, como fala ou como age. Mais eu sou uma simples secretaria, o que posso fazer?

- Senhor Volturi, o senhor Cullen já pode recebe-lo. – Lhe informei voltando-me a minha mesa.

- Para que tanta formalidade minha cara? – Perguntou passando as mãos delicadamente por meu rosto. – Quantas vezes tenho que lhe pedir para e chamar simplesmente de Aro?

Não respondi. Toda vez que o via, sentia que deveria tomar cuidado com as palavras, como se o fato deu dizer algo errado, pudesse me ferrar drasticamente.

–Emily! – a voz do Edward gritou. Droga, hoje ele está pior que normalmente.

Não obtendo resposta, o senhor Volturi limitou-se em sorrir. – Acho melhor eu ir.

Um frio passou por minha espinha. Aqui vamos nós novamente.

Guiei o senhor Aro até o escritório rapidamente, louca para me livrar desse homem. Permiti que aquele homem entrasse primeiro, fechando a porta em seguida. Só digo uma coisa, a presença daquele homem me causa medo.

Voltei a minha mesa, para meus afazeres, me distraindo com as ligações e compromissos.

–Emily! – a voz do Edward gritou novamente, me desligando dos meus devaneios.

Corri para seu escritório –O que precisa, Sr. Cullen? – perguntei, rapidamente ignorando o olhar de Aro sobre mim.

Ele não falou nada; apenas estendeu a mão cheia de papéis, impaciente.

Olhei para ele em dúvida, antes de avançar e segurar os papéis em questão.

- Ligue-me com Jenks e para todos esses contatos e peça-os para me retornar as 18h. Pode sair – falou, sem olhar para mim nenhuma vez.

Mas que...? Surpresa era pouco para me descrever agora. Perplexa não chegava nem remotamente perto. Porcaria, por que não inventam palavras certas o suficiente? Eu não podia acreditar no que estava em minhas mãos naquele exato momento. Aquela pilha era E-NOR-ME!!

–Emily? Por que ainda está na minha sala? – perguntou, ainda sem olhar para mim.

Saí do escritório em passos rápidos, se não cumprisse minha nova tarefa até as 18h, era capaz de perder meu emprego ou pior.

Notas finais
E ai, gostaram? Digno de reviews?

A partir de agora a coisa muda de figura. Mais antes eu preciso saber: Querem ver mais alguém antes de 2 de julho? O jantar na casa Cullen? Ou eu posso ir direto pra Julho?

Ps: Seria muita audácia da minha parte pedir uma recomendação? hhaha'