Truques Da Vida
6 Um drink \"a dois\"
Notas iniciais
Pov. Emmett
Hoje é o grande dia.
Hoje é o dia do lançamento da nova filial da academia.
Era para ser algo simples e discreto, somente uma abertura e uma socialzinha. Mas meu “sócio” era totalmente contra a essa ideia, por isso agora estava eu aqui, lutando com a gravata borboleta do smoking e vestido em uma roupa de pinguim idiota, tudo para a grande festa de lançamento da nova filial.
Max Khenton é o sinônimo de ostentação, não sei como ainda posso me surpreender.
Irritado joguei a bendita gravata na cama, arrumando o smoking. Uma aperreação a menos. Conferi o relógio, notando que a festa já havia começado a 10 minutos. Ainda tinha que buscar Irina.
Sai do quarto bufando, não tinha muita paciência com festas de gala. Principalmente quando sou obrigado a fazer sala em uma, ao contrário da minha amada e nada ostenciosa namorada. Peguei a chave na escrivaninha e me dirigi ao meu carro. Espero que Irina esteja pronta, odeio ter que espera-la. Principalmente quando eu aviso antecipadamente para se arrumar duas horas antes.
Parei em frente à sua casa, descendo logo em seguida. Toquei a campainha, para logo ser aberta revelando uma mulher que puta que pariu, onde ela pensa que vai com aquela roupa?
- Entra, só falta eu passar o batom e pegar minha bolsa. – Disse sumindo corredor a dentro rapidamente.
Revirei os olhos fechando a porta atrás de mim. Por que ela se arrumava tanto?
Chequei o relógio, já havia se passado meia hora.
- Irina, vamos logo. – Chamei-a me levantando.
Pude o som dos seus saltos cada vez mais alto. – Já estou aqui amor. – Disse surgindo na porta enquanto colocava um par de brincos, que nunca havia a visto usar.
Arquei uma das sobrancelhas. — Que roupa é essa Irina?
Ela sorriu dando uma voltinha. – Gostou?
- Não acha que está meio (muito) vulgar não?
Ela me olhou ofendida. – Está me chamando de prostituta Emmett?
Oque? – Oque?! Não. – Se bem que agora que você falou... — Eu só gostaria que você trocasse esse vestido por um longo e menos justo.
Ela ficou vermelha, e não era de vergonha. – Não acredito que está realmente me chamando de vadia Emmett! – Ela se virou e começou um choro fingido.
Bufei. Atrizes, eu mereço. Detesto quando ela faz drama, o que é quase sempre.
- Eu não disse isso Irina. – Tentei ser paciente. Essa roupa estava me sufocando e minha cabeça começando a querer latejar. – Mais é que é uma festa de gala e bem... você não está muito apropriada para a ocasião.
Ela se virou de repente vermelha de raiva. – ME DESCULPA SE EU NÃO SOU COMO A SUA MÃE OU COMO AS GAROTAS QUE ELA TENTA TE EMPURRAR EMMETT! VAI! VAI SÓ EMMETT! – Furiosa, ela tentou passar por mim, mais a impedi.
- Irina. – Tentei soar com a voz calma. – Deixa de drama e vamos sim?
Ela pareceu pensar um pouco, mais logo secou as “lagrimas” e seguiu em direção a porta, comigo logo atrás.
Quando chegamos, fomos recepcionados por um manobrista que esperava para abrir a porta. Max fez questão de ter uma festa completamente de gala, com imprensa, tapete vermelho e tudo. Abri a porta ao mesmo tempo em que o manobrista abria a porta do lado da Irina. Contornei o carro rapidamente, logo me juntando a ela. Com aquela roupa em que ela estava, eu me sentia aqueles velhos que levavam acompanhantes um milhão de vezes mais novas e claramente de profissão duvidosa, como se fosse o maior garanhão completo. Mais eu sou um garanhão completo, então deixa quieto.
Sorri levemente a guiando pelo tapete vermelho, tendo que puxar Irina que a cada passo parava para um paparazzi e me obrigava a fazer poses com ela. Isso é um pé no saco. Se o sexo não fosse “ahã” e o fato dela ser filha do amigo dos meus pais, eu já a teria dispensado, cortando essa onda dela de me usar para aparecer na mídia e tabloides.
Tendo finalmente conseguido a arrastar para dentro do enorme salão do Hotel Casablanca, comecei a ir atrás do digníssimo Max Khenton, com Irina ao meu encalço que recusava-se a todo custo me soltar, até que Tanya apareceu para salvar a pátria a tirando de perto de mim.
- Onde está Edward, Jasper ou meus pais, Tanya? – Perguntei.
- Junto de alguns sócios. – Respondeu com a cara amarrada levando Irina junto com ela. Digamos que não nos simpatizamos.
Continuei seguindo meu caminho atrás dos meus pais, afinal como um bom filho, tenho que cumprimenta-los primeiro. Os encontrei na mesa próxima ao palco de abertura.
- Com licença – Pedi para logo abraçar minha mãe. – Oi mãe.
- Emmett! A festa está magnifica.
- Obrigado — Sorri a soltando, para cumprimentar meu pai e “tio”.
- Realmente filho, a festa está muito interessante. Max não economizou dessa vez.
Rimos.
- Onde estão Jasper e Edward?
- Ainda não os vimos – Informou meu tio.
- E Max? sabem onde ele pode estar? Tenho que trocar duas palavrinhas com aquele ser.
Minha mãe riu. – Está próximo ao bar.
Me despedi me retirando em seguida, para caçar meu sócio. Cumprimentei alguns conhecidos no caminho, por cordialidade. Depois de tanto o procurar, o encontrei em uma roda de amigos.
- Emmett – Cumprimentou-me animado. Ele já estava alto?
- E ae? – Perguntei o cumprimentando com um abraço para logo cumprimentar o restante dos rapazes.
- Pensei que ia moderar dessa vez. – Brinquei em relação a festa.
- Max Khenton não é modesto em nada. – Afirmou brincalhão, com os braços abertos mostrando a grandeza da festa.
- E ai Emmett, quando vai aparecer lá na boate? – Perguntou um loiro ao meu lado. Demetri.
Peguei uma taça de champanhe de um garçom que passava próximo a mim. — Do jeito que as coisas estão? Semana que vem bato lá. – Comentei rindo.
Conversávamos a algum tempo, quanto percebi Max vidrado em algo além de mim. — Que gata...
- Quem? – Perguntei virando-me rapidamente em direção a onde ele olhava, assim como todos os outros, mais isso acarretou em um corpo se chocando com o meu.
Surpreso, logo direcionei meu olhar ao meu smoking que havia sido molhado pelo champanhe derramado, voltando logo minha atenção para quem quer que estivesse a minha frente.
Pov. Jacob
Para alguém cansado, com sono e tudo o que se tem direito, eu estava bem aceso.
Fazia mais ou menos três dias que não ando dormindo direito. Com a correria da empresa e os projetos paralelos que possuo, não é como se eu tivesse esse direito mesmo.
Me estiquei puxando a chave de fenda que havia na mesa próxima a Harley. Como estava um pouco de saco cheio dos meus trabalhos, resolvi me dedicar um pouco a minha garota.
Pude ouvir a porta da oficina fazer o famoso “click”, quando está sendo destravada. — Pensei que seu negócio fosse naves e carros.
- E eu pensei que não curtisse porões. – Sim, minha não tão pequena oficina/escritório ficava no porão, revestido de janelas de vidro.
Pude notar sua aproximação pela visão periférica — O que é isso? – Perguntou ela pegando um convite jogado em cima da mesinha próxima ao sofá. Como passava mais tempo ali que em casa, pedi para o arquiteto/engenheiro ajustar mais o local para visita.
- Nada.
- Uma festa de gala. – Informou. – Quantos smokings você tem?
- Nenhum. – Informei ajustando o desfibrilador da moto. – Por que eu não vou.
- Você vai. – Mandou depositando o convite em cima de uma mesa qualquer – Você só fica enfurnado aqui ou na Ferrari. Deveria sair, quanto tempo faz que não revê seus amigos?
- Se quer saber, joguei basquete com eles semana passada. – Comentei me colocando pra cima – Além do mais eu não tenho acompanhante e não estou nenhum pouco afim de arranjar qualquer uma para ir comigo, na verdade eu não quero sair. Oque eu quero mesmo é terminar isso aqui, tomar um bom banho e cair na cama acordando só na tarde seguinte, para tentar terminar tudo antes do dia 2.
- Não seja por isso, eu vou com você. – Disse ignorando o restante do que eu falei.
- Você? Em uma festa de gala? Com vestido longo e salto alto? – Perguntei caçoando enquanto lubrificava o motor da moto.
- Está esquecendo com quem está falando? Sou uma Swan. Mesmo não gostando sei andar em um salto alto, além do mais eu sou advogada. Quantas festas de gala você acha que eu compareço por mês? Faz parte dos negócios, então levanta essa bunda gorda daí e vai se arrumar. Passo aqui 10 pras 8.
Me levantei em um rompante indo em sua direção, mais ela já estava descendo as escadas.
- Rose! Rose!
Pov. Emmett
A garota a minha frente, passava a mão pelo vestido, tendo seca-lo. A mancha não estava tão visível assim já que o vestido era em um tom escuro
- Rose, ele não fez por querer. – Ouvi alguém dizer atrás de mim.
A garota levantou o olhar me encarando. E ela estava com muita, muita raiva. Mais isso não ofuscava a beleza que a garota possuía. Seus cabelos loiros e longos estavam adornados em uma estranha e confusa trança lateral. Seus olhos verdes estavam marcados por uma maquiagem que o destacava e a deixava natural. Seu corpo que mesmo em baixo do vestido longo, que era marcado até os quadris, pude notar ser escultural que estava me dando agua na boca. Droga! Eu estava ficando excitado
- Olha, me... – Tratei logo de me desculpar, o que não era feitio meu. Mais ao lhe ver, algo me dizia que era melhor me desculpar o mais rápido possível, talvez fosse sua expressão de quem queria claramente me matar o que me fazia engolir em seco, ou o simples fato de que eu realmente sentisse vontade de me desculpar até se um pingo de chuva caísse em seu corpo.
- Qual é o seu problema?! – Me perguntou furiosa mais com a voz controlada. – É cego por acaso? Ou não tem noção do seu tamanho?
- Me desculpa, mais não foi eu quem praticamente se jogou em mim.
Sua expressão mudou rapidamente de furiosa para assassina. Rapidamente fui puxado para trás por um dos rapazes.
- Como é que é?! Você realmente não tem noção do que fala seu ogro idiota. – Ofendeu-me, apontando o dedo em meu rosto. – Sorte a sua que eu não faço cena seu bossal. Mais saiba que a minha vontade é agarrar seu pescocinho e torce-lo todo até eu ver seu rosto ficar roxo beterraba. – Selvagem, gostei. Mais minha linha de pensamento foi interrompida por uma voz estridente.
- O que está acontecendo aqui?!
Logo Irina se aproximou de mim, me abraçando possessiva.
- Quem e essa ai Emmett? – Perguntou olhando-a de cima a baixo.
- Essa ai tem nome... — Começou a falar a loira a minha frente, com uma expressão mortifera direcionada a Irina.
Mais logo alguem atras dela se pronunciou, cortando-a — Rosalie Hale.
Olhamos além dela e nos deparamos com um cara alto, bombado, loiro e de olhos verdes. Quem é esse merda ai? Fiz uma careta logo em seguida. Quem sou eu para querer saber da vida de uma desconhecida?
- Steve! – Ela caminhou em sua direção e logo o abraçou. Algo em mim gritava para tira-la de seus braços, mais me mantive no lugar. Além do mais Irina ainda me segurava possessivamente, e me servia de apoio sobre o mais logico a se fazer. – Pensei que não gostasse de tudo isso.
- Às vezes podemos abrir exceções não acha? – Perguntou sorrindo e pude nota-la se derreter, o que me fez logo ficar de cara amarrada. Que merda que é essa?
Olhei para Irina e ela me olhava com uma interrogação muda, comprovando que eu não estava no meu dia mais lucido hoje.
- Me acompanha? – Perguntou ele com o braço em um pedido mudo, que logo foi aceita pela mesma, caminhando longe dali como se minutos atrás mal tivessem existido. E isso de alguma forma me deixou muito fulo.
- Sorte a sua cara. – Disse Alec – Ela parecia querer te trucidar.
Ri sem graça vendo a cara de desentendida de Irina.
- Como se ela tivesse coragem. – Comentou Irina com desdém. – Quem ela pensa que é?!
- Minha prima. – Disse Jacob casualmente olhando o champanhe da sua taça como se estivesse entediado, mais logo voltou a olhar para nós. – E sim, ela tem.
Irina se calou assim como o restante de nós.
Quer dizer que ela é realmente selvagem? Será que ao todo também?
Tentei esconder meu sorriso safado, tomando um gole do champanhe.
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