Trunfo

8 Senna, Anna, Hanna


Quando uma trombeta de caramujo soou pelo Pavilhão do Refeitório e os pratos foram recolhidos pelas Harpias trabalhadoras, Anna começou a sentir o que o tal jogo significava para os campistas.

Toda a agitação pareceu se acalmar quando Quíron bateu seu casco no piso de mármore, chamando a atenção de todos. Sr. D se ergueu sobre sua mesa especial e bufou.

–Olá... – Ele começou, desanimado. Isso não fez diferença alguma na esperança dos jovens. – Hoje, como sabem, é sexta-feira e tem Pegue a Bandeira pra vocês moleques.

–Captura à Bandeira. – Uma voz segredou ao ouvido de Anna. Ela se virou e encontrou um menino bem mais velho que ela, ruivo de cabelos ondulados. – Sr. D. faz isso de propósito.

Anna quase ia responder, quando metade do acampamento – incluindo as ninfas, náiades, sátiros e exatamente tudo que vive – se virou em sua direção.

–Senna, eu suponho que tenha que te dar boas vindas. – Sr. D. concluiu. – Todos já sabem que ela é brasileira, chegou ontem toda machucada, blah.

–É Anna. – Anna replicou em voz alta.

–Hanna, sim, sim. Fique viva e tudo o mais. – Ele rebateu bravo, voltando a se sentar.

–O que há com ele? – Anna reclamou para si mesma. No entanto o ruivo respondeu.

–Sr. D. foi mandado para cuidar do Acampamento como um castigo. – Ele disse. – Então ele nos trata como os culpados... Mas ele é relax apesar disso.

–Hum...

–Prazer, Senna. Meu nome é Travis Stoll, filho de Hermes.

Ele estendeu a mão para Anna, que aceitou o cumprimento amigavelmente. Para então levar um choque no corpo todo.