True Love Never Dies
4 I'll Stand by You
Notas iniciais
–Como assim ela está grávida? — Regina perguntou ao Robin tentando firmemente segurar as lágrimas que já se formavam em seus olhos.
–Ah você sabe como maninha, ou eu terei que te explicar como os bebês são feitos? Um homem, uma mulher, um pouco de carinho, muito tesão ai ambos ficam sem roupa...
–CALA A BOCA ZELENA! — Robin gritou irritado.
–Ué até ontem, você estava super feliz que seria papai de novo e já pensava no nome do bebê e agora tá gritando comigo? Você é meio bipolar Robin. — Zelena falou debochada, estava adorando ver a irmã no estado em que estava. Quebrada mesmo Regina tentando com todas as suas forças não demonstrar. Robin era seu final feliz, sua alma gêmea como ele poderia tê-la superado tão rápido?
–Quanto tempo? — Regina perguntou com a voz dura.
–Regina...
–QUANTO TEMPO?- Ela perguntou exasperada.
–8 semanas.- Zelena falou com um sorriso.
Emma olhou imediatamente para Regina e a viu estática mas conseguia enxergar a dor em seus olhos, e não era para menos, afinal faziam 9 semanas que eles haviam saído de Storybrooke e em uma semana ou menos Robin já tinha superado Regina. Lógico que ele tinha o direito de seguir com sua vida com quem ele achava ser sua esposa mas precisava ser tão rápido?
–Regina, eu... — Robin começou a falar mas Emma o interrompeu.
–Regina podemos ir ali fora um momentinho? — Emma perguntou para Regina. A prefeita levantou a cabeça e olhou nos olhos da xerife. Emma conseguia perceber toda a dor e decepção nos olhos da rainha, Regina assentiu e as duas saíram do apartamento e fecharam a porta.
Assim que a salvadora fechou a porta atrás de si ela abraçou a morena apertado e falou baixinho para ela:
–Pode chorar agora Regina, não tenha vergonha de chorar. Eu sei que você está triste então não guarde isso dentro de você.
–Emma, eu...- Regina retribuiu o abraço ela tentava falar com a voz embargada. Ela tentava se fazer de forte mas ela acreditava que Robin era seu final feliz e ver que ele havia seguido em frente tão rápido e ainda por cima engravidado outra mulher era demais para ela. Novamente Robin escolheu a outra mais dessa vez essa escolha se fez muito mais dolorosa do que das outras vezes.
–Regina você não precisa ser forte o tempo todo, eu já vi o seu pior lado lembra? E ainda estou aqui, chore isso lhe fará bem e eu estarei aqui para te ajudar a enxugá-las. Eu estarei aqui com você. — Emma falou ainda abraçada a Regina e lhe acariciava os cabelos como forma de consolá-la. Ela um dia havia sofrido uma traição pela pessoa que amava, Neal não a havia traído com outra mulher mas deixou que ela fosse presa por um crime que ele havia cometido e fugiu e nunca a procurou, isso havia causado uma dor profunda em Emma e isso fez com que ela se tornasse muito mais fechada e desconfiada com as pessoas. Ela sabia que provavelmente o que Regina estava sentindo agora era algo bem semelhante e amaldiçoou ao Robin e a Zelena por isso, a prefeita não merecia passar por aquilo.
Ao ouvir as palavras de carinho de Emma, Regina deu vazão as lágrimas que ela segurava. Deixou sua dor, decepção e frustação escorrer pelos olhos e se sentia segura nos braços da outra, ao menos tinha alguém ao seu lado nesse momento e agradeceu aos Céus por ter vindo junto de Emma, ela não sabia se aguentaria essa barra sozinha. Quando terminou de chorar se sentia mais leve, enxugou as lágrimas e saiu dos braços de Emma mesmo relutante mas ainda não sabia o que fazer em relação ao Robin, ela se encontrava muito confusa com seus sentimentos e com muito ódio de Zelena.
–Então o que você tá pensando em fazer? — Perguntou Emma calmamente.
–Eu não sei estou confusa, acho que tenho que conversar com o Robin primeiro antes de tomar qualquer decisão.
Emma franziu os lábios, ela achava que elas tinham que ir embora e deixar Robin por aí com a Zelena. Ele já tinha seguido com a vida dele uma vez bem rápido poderia continuar seguindo com ela.
–Olha Regina, você pode não dá a mínima para a minha opinião mas eu se fosse você voltaria para Storybrooke e deixaria o Robin por aqui com a Zelena.
–Swan você está louca?! Eu não posso desistir do meu final feliz assim!
Emma bufou.
–Regina seu final feliz não é um homem!- Falou exasperada
–Oi?- O que ela quer dizer com isso?!
Emma percebeu o duplo sentido em suas palavras e completou:
–Eu quis dizer que você não pode colocar suas felicidade nas mãos de outra pessoa, só porque te falaram que ela está predestinada para você! Ainda mais se essa pessoa sempre escolhe outra em seu lugar, eu sou fruto do amor verdadeiro Regina, você conhece meus pais a muitos anos, sabe que o que eles tem é amor verdadeiro. Eles estão sempre dispostos a se sacrificar um pelo outro e sempre escolhem um ao outro. Eles se escolheram mesmo sob a maldição e o que existe entre você e o Robin pode ser tudo menos amor verdadeiro! — Emma acabou de falar e passou as mãos nos cabelos nervosa, não acreditava que Regina iria levar à sério uma história por causa de pó de fada.
–Emma ...- Regina suspirou.- Eu sei que isso parece loucura e eu estou sim muito chateada com o Robin, principalmente por causa da gravidez de Zelena. Agora ele terá com ela uma ligação que nós nunca poderemos ter mas ele também foi em parte uma vítima e nós precisamos conversar sobre isso. Acho que você como minha amiga deve apoiar minha decisão seja ela qual for. Além do mais... essa é minha melhor chance, não trabalhamos tão duro na Operation Mongoose para nada.
–Okay Regina, eu vou respeitar sua escolha seja ela qual for mesmo não concordando. Eu estarei aqui com você sempre que precisar ou se quiser voltar atrás.- Emma deu um sorriso singelo à Regina que sorriu também. — Mas lembre-se que finais felizes nem sempre são o que parece ser.
Regina prendeu o ar. Ela não disse isso mesmo disse.
–O que você quer dizer com isso Emma?- Ela perguntou desconfiada e temerosa da resposta.
–Não é porque algo parece com um final feliz que significa que ele seja. Mas vamos acho que já está na hora de você conversar com o ladrão.- Emma abriu a porta.
Regina viu Robin sentado no sofá e o chamou para conversar em outro lugar. Eles saíram e Emma ficou no apartamento com Lily e Zelena.
–Então Swan, ainda está com o pirata ou já se acertou com a minha irmã? Ah pergunta idiota, para vocês estarem aqui as duas ainda estão dentro do armário né?!- Zelena perguntou debochada.
Lily riu, ela havia falado exatamente sobre isso com Emma horas antes e a mulher chamada Zelena insinuava a mesma coisa.
–Como é que é Zelena? — Emma perguntou séria.
–Ah não se faça de desentendida, você sabe do que eu tô falando. Me surpreende que os dois idiotas do namorado de vocês não perceberam essa preocupação constante uma com a outra, uma certa tensão puramente sexual que as circula. Eu, que convivi com vocês por pouco tempo percebi. Mas não se preocupe dearie, seu segredo está a salvo comigo. Sabe isso tudo que rola entre vocês duas lembra o meu relacionamento com Robin. — A bruxa riu.
–Aham, okay agora você vai falar que gosta dele e que se importa com seu bem estar. — Emma falou sarcástica.
–Ah claro que não, mas o sexo é ótimo. Acho que eu entendo o porquê de Regina relutar tanto em abrir dele, sabe ele tem A pegada. — Zelena falou divertida.
Emma bufou irritada e Lily observava as duas rindo, pelo que ela conhecia da Salvadora sabia como ela estava irritada e possivelmente enciumada mas não admitiria isso. Ela ia puxar assunto com a xerife para tentar melhorar o clima que havia se instalado quando percebeu o olhar de Emma vidrado em algo na janela. A loira se dirigiu até lá e pegou aparador de sonhos que estava pendurado no local e observou abismada. Como isso pode ter durado todos esses anos.
–Como isso pode ter durado por todo esse tempo?
Lily então se lembrou de quando elas estavam entrando no prédio, Emma falava com Regina sobre o apartamento pertencer ao ex-namorado da Emma, que pelo que ela entendeu era pai do filho delas mas não sabia o que aconteceu com ele.
–Esse lugar... ele pertenceu ao...
–O nome dele era Neal. E ele foi muitas coisas para mim. Mas agora ele está morto, graças à ela. — Emma terminou de falar se virando para Zelena que estava de costas para as duas preparando algo na mínima cozinha do apartamento. Ela se virou para elas e disse com sarcasmo.
–Desculpa.
Emma ia para cima dela irritada, aquela mulher a estava tirando dos nervos. Primeiro mata Neal, rouba seu irmãozinho, volta ao passado e engana Emma, magoa Regina e ainda debocha da morte do pai de seu filho na maior cara de pau. Zelena leva a mão à barriga e faz uma cara maravilhada mas que não passa de mais deboche por parte da bruxa e diz.
–Oh eu acho que senti um chute. Você não vai querer agredir uma mulher grávida não é?! — A ruiva falou.
Emma parou irritada. A porta se abriu revelando a entrada de Regina e Robin.
–Arrumem as suas coisas. Os dois. Nós vamos para Storybrooke. Hoje a noite. — Regina falou.
–Ora, ora irmãzinha vai querer acompanhar o crescimento de seu sobrinho de perto?- Zelena perguntou.
Regina a olhou irritada e Emma conhecia aquele olhar, afinal ele já foi dirigido a ela própria e a sua mãe milhares de vezes quando conheceu a prefeita e sabia perfeitamente que coisa boa não sairia dessa ida de Robin e Zelena para Storybrooke.
–Não se anime tanto maninha, você ficará com seus poderes bloqueados e presa até segunda ordem. — Regina falou com um sorriso sarcástico no rosto. Se ela pensa que pode me destruir, ela está muito enganada. Você não sabe o que te aguarda verdinha.
–Não esperava menos de você mana, mas espero que eu fique em um lugar melhor que aquela cela do que vocês chamam de cadeia. Sabe aquele não é um bom lugar para uma gestante.
–Não se preocupe, será o local adequado para uma louca como você. — O sorriso irônico não saia do rosto de nenhuma das duas.
Emma gostaria de entender como duas mulheres que passaram a vida inteira praticamente sem se conhecerem poderiam ser tão parecidas em matéria de deboche, sarcasmo e ironia. Será que essas coisas eram genéticas?
A salvadora balançou a cabeça e puxou Regina para um canto e perguntou à ele em um tom baixo.
–Você acha isso uma boa ideia? Lá Zelena estará com os poderes dela de volta e se ela tentar algo assim que chegarmos.
–Não se preocupe Emma, ela não fará nada confie em mim. Eu sei o que estou fazendo.
–Tem certeza Regina? Você está com cara de que vai tentar se vingar dela. Lembre-se do que você me disse lá na estrada, esse caminho é muito duro e não é nada fácil sair dele. Você sabe por experiência própria.
Que inferno a Swan tinha que me conhecer tão bem?
–Não vou fazer nada com ela Emma, só vou pô-la em um lugar no qual ela possa pagar pelos seus crimes. Fazer justiça.
Emma continuava desconfiada mas concordou.
–Assim espero Regina. — Ela disse se afastando.
–Emma ligue para o David e peça para pegar o bracelete anti-magia com a Belle e para a Mary pegar uma poção de memória para o Roland com a Blue, e que eles estejam com eles para quando chegarmos lá.
–Okay. — Ela foi ligar para o pai.
Eles acabaram de arrumar tudo e se ajeitaram nos carros e foram em direção a Storybrooke.
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Eles chegaram a cidade eram 9 horas da manhã e os Charmings acompanhado de Hook e Maleficent logo atrás deles os aguardavam. Emma saiu do carro e foi dar um abraço no filho e no namorado mas continuou ignorando seus pais. Regina deu um abraço em Henry e revirou os olhos para o comportamento de Emma. A xerife abriu a porta do carro e pegou Lily pela mão e a apresentou a mãe. Regina observou a felicidade da antiga amiga com um sorriso singelo nos lábios. Parecia afinal que nem todos os vilões tem um final tão triste assim. "Pena que isso não parece funcionar para mim."
Ela parou de pensar nisso e viu que David já havia retirado sua irmã do carro e posto o bracelete anti-magia em seu braço.
–Ai dá para ser mais delicado. Não é muito heróico machucar uma mulher grávida.
–Como? — Perguntou Snow, David, Henry e Hook ao mesmo tempo. Robin pegou os filho nos braços e abaixou a cabeça envergonhado. Emma olhou de soslaio para Regina esperando o que ela ia falar. Aprefeitura deu um suspiro irritado e falou:
–Sim Zelena está grávida do Robin. Algumas pessoas seguem com suas vidas mais rápido que outras mas ela vai responder por seus crimes. Snow cadê a poção que eu pedi?- Regina foi dura e direta não queria mostrar o quanto essa situação a magoava e tanto Emma quanto Snow e Henry perceberam.
–Aqui está Regina. — Mary Margaret entregou a poção a sua ex-madrasta mas não sem antes dirigir um olhar duro ao ladrão, por mais problemas que elas tiveram no passado ela se importava com a rainha e sabia o quanto ela estava sofrendo com isso. Mas esperava que as coisas se resolvessem da melhor maneira possível pois sabia o quanto Regina sentia tudo intensamente, tanto coisas boas quanto ruins e se Zelena tinha algum sentimento pela criança que gerava esperava que a bruxa não ficasse esfregando esse fato na cara da irmã caçula.
Regina pegou a poção e entregou-a ao Robin.
–Aqui está! É melhor vocês voltarem ao acampamento para Roland descansar um pouco da viagem, foi bem desgastante para ele. Dê-lhe a poção e o ponha para dormir quando ele acordar vai pensar que é um dia como qualquer outro em Storybrooke.
–Obrigado Regina. E...
–Depois conversamos. — Zelena puxou a irmã pelo braço.- Vamos Zelena.
–Um pouco de delicadeza não mata sabia. — Ambas saíram dali.
Robin ficou olhando as duas sairem dali Hook se aproximou dele e disse:
–Pois é mate, parece que você ganhou o bilhete premiado mas não era o prêmio que você esperava.
–Cala a boca Hook! — Robin falou irritado.
–Wow não desconte em mim se você não escolheu a mulher que ama quando teve a chance e acabou engravidando a irmã dela.
Robin olhou para Hook irritado, pegou Roland no colo e foi embora. David olhou para Hook com desaprovação e disse:
–Você poderia ficar calado de vez em quando, sabia?!
–Não falei nenhuma mentira. E me surpreende o fato de Regina tê-los trago de volta para a cidade.
–Isso realmente não parece do feitio da Regina. Ela sempre foi uma pessoa possessiva, nunca aceitou dividir nada nem ninguém. Imagina ter que dividir a atenção do homem que ela ama com a irmã maluca que está grávida dele.
Emma revirou os olhos, ela não estava gostando muito do assunto, principalmente por ter que concordar com a mãe, afinal ela se lembrava bem como foi quando chegou na cidade e tinha que lutar para poder ver Henry, já que Regina não aceitava o fato de que o menino era filho das duas.
–Ela tá presa na ideia de que o Robin é o final feliz dela por causa daquela história de pó de fada, por isso ela vai dar uma segunda chance à ele. Não que ele mereça mas é a vida dela. — Emma explicou.
–Só espero que ele faça minha mãe feliz.- Henry falou. — Afinal ele fez uma vez pode fazer de novo, não?
–Assim espero garoto. Ela vem lutando muito por um final feliz e merece vivê-lo. — Emma falou com um sorriso de canto. Ela não gostava da ideia de ver Regina com Robin, ainda mais depois que o "ladrão honrado" mostrou não ter nenhuma honra. Ela mudou de assunto.
–Hook eu vou passar em casa para guardar minhas coisas e depois vou ver o que Regina fez com a Zelena. Você me encontra na praia?
–Claro love. — Ele lhe deu um selinho e foi embora.
–Emma nós... — David começou a falar mas Emma o interrompeu.
–Olha eu tenho algumas coisas para fazer agora, podemos conversar mais tarde?
–Claro!- Snow respondeu. Pelo menos a filha falaria com eles.
–Então garoto, vai para casa comigo? — Emma perguntou à Henry sorrindo e passando um braço pelos ombros do dele.
–Claro, quero saber tudo o que vocês fizeram na viagem.
–A Henry você não vai querer saber o que fizemos. — Emma falou rindo se lembrando que quase agrediu um homem e quase deu um tiro na Lily e ainda teve a perseguição de carro. — Mas posso te dizer que o que fizemos foi digno de um novo filme de "Velozes e Furiosos".
Eles entraram no carro e foram em direção ao loft, enquanto Snow e David ficaram mais alguns minutos em frente ao Granny's conversando e depois foram para casa.
Enquanto isso Regina praticamente arrastava Zelena em direção ao hospital.
–Nossa irmãzinha, cadê aquela heroína que me salvou do Rumple, do monstro de neve e de um congelamento? Sabia que ser um pouco delicada não faz mal. — Zelena reclamou mas sem perder o seu usual sarcasmo.
–E você não sabe o quanto eu me arrependo disso! Devia ter deixado aquele monstro te esmagar quando tive a chance.
–Mas você não o fez, e sabe por quê? Você é uma heroína e nunca deixaria a esposa de seu namoradinho morrer, ainda mais sendo a mãe do filho dele e olha só agora eu sou realmente mãe do filho dele.
Regina não respondeu e Zelena continuou.
–Sabe Regina um fato interessante que aconteceu em Nova York uns 3 dias depois que chegamos lá. Depois de Rumplestiltskin ter invadido o apartamento e quase ter morrido no hospital e eu tê-lo chantageado e ele colaborou em me ajudar, eu encontrei seu número no celular do Robin enquanto ele estava no banho acho que ele estava pensando em te ligar. -Zelena parou de falar por um momento e Regina a olhou prestando atenção e a ruiva continuou. — Quando ele saiu do banho eu mostrei o celular a ele e fiz o papel de mulher ferida que não queria impedir a felicidade dele e falei para que ele fosse até você, já que vocês dois se amavam e eu não queria mais atrapalhá-los. E nossa essa é a melhor parte, sabe o que ele fez? Disse que queria estar comigo e que me amava e deletou seu número e depois me beijou. Nossa agora eu sei porque você não desiste dele, meu Deus como aquele homem beija bem não é?
Regina ficou lívida com o que Zelena falou, aquilo não poderia ser verdade. Robin era sua alma gêmea ele não poderia ter dito "eu te amo" para outra assim tão rápido e ter feito questão de esquecê-la. Aquilo não poderia ser verdade.
–Mas sabe de uma coisa sis, por mais esperanças que eu tivesse que estivesse te fazendo sofrer, eu pensei que você o superaria rápido e se entenderia logo com a Swan.
–O que?
–Ah você sabe vocês duas se olham com tanto desejo e até carinho que eu pensei que você superaria esse papo de pó de fada e ficaria com ela. Mas parece que eu errei e você não sabe o quanto essa sua insistência em achar que o Robin é o seu final feliz me deixa feliz já que agora eu consegui arruiná-lo.
–Você não sabe de nada sis. — Regina falou entredentes.
Ela sempre sentiu atração pela Emma mas pensava que conseguia disfarçar isso bem, e quando essa atração se transformou em carinho ela não saberia dizer mas não era recíproco, nunca foi. Afinal quando Emma não estava ocupada se preocupando com Neal ela estava com o pirata. Ela se importava com a Regina somente por conta de Henry e depois de trabalharem juntas elas formaram inconscientemente uma amizade, certo? E como Zelena poderia saber algo sobre amor afinal de contas?! Ela nunca amou ninguém, sua vida sempre foi baseada na inveja, ódio e um desejo insano de se vingar dela por ter uma vida que nunca pediu. Ela não daria ouvidos a essa louca, Zelena não merecia sua atenção, somente seu ódio e desprezo mas se ela achava que havia destruído seu final feliz ela estava redondamente enganada.
Ela aprenderá da pior maneira que não deve despertar a Evil Queen que ainda existe dentro de mim, seu fim chegará de forma sutil e ninguém sentira sua falta Zelena. Um sorriso discreto e irônico se desenhou em seus lábios com esse pensamento enquanto conduzia a irmã mais velha à ala psiquiátrica que ficava no subsolo do hospital.
–E por que desse bracelete no meu pulso? Eu não tenho mais minha magia o que restava se foi nos meus esforços de voltar no tempo e recuperar meu corpo que o Rumple achou que havia destruído.
–Zelena não minta para mim, eu sei que isso é mentira.
–Não, é verdade. E além do mais eu não tenho razão para fugir. — O sorriso irônico voltou ao rosto de Zelena.
–E com essa algema, sua magia não funcionará.
Elas pararam em frente a uma portal de ferro e Regina falou com um sorriso:
–Olhe. Lar. — Regina abriu a porta e Zelena entrou comentando.
–Úmido.
–Não é? Estou feliz que pensei nisso. E lá em cima, nosso médico, Dr. Whale, dá o melhor cuidado deste lado dos Alpes fictícios. O lar temporário perfeito. Regina disse se retirando e já fechando a porta quando Zelena falou:
–Este lar é temporário mas a minha permanência na sua vida não é, pois isto... — Zelena pôs as mãos na barriga sem volume nenhum. — É para sempre.
Regina já estava se irritando deste joguinho perguntou a ruiva:
–Tudo bem, Zelena. Quer começar a falar a verdade? Conte-me, porque está tão confiante? O que fará você se sentir segura à noite assim que o bebê nascer?
–O fato de que se você me matar, Robin sempre saberá que você matou a mãe do filho dele.
–Você me subestima, Zelena. — Regina voltou a falar com um sorriso. — Aproveite seu novo lar. A mais nova saiu fechando a porta e a trancando com magia.
Regina estava na porta do hospital e já pensava em ir até a loja de Gold confrontá-lo quando encontrou com Emma que vinha apressada em sua direção.
–Regina, então, tudo certo com Zelena? — A loira perguntou com uma feição preocupada.
–Tirando o fato de ela estar grávida do meu amor verdadeiro e ficar jogando isso na minha cara a todo minuto, sim está bem. E vou arrumar um jeito de acertar as coisas com ela de uma vez.
Emma ignorou o fato de seu coração ter se apertado um pouco com a menção de Robin ser o amor verdadeiro de Regina e se concentrou na parte de "Eu vou arrumar um jeito de concertar as coisas com ela de uma vez."
–Como assim concertar as coisas de uma vez? Regina não vá fazer nada de que possa se arrepender mais tarde. Eu já te falei uma vez e vou repetir, seu final feliz não é um homem. Acho que as coisas são mais complexas que isso.
Regina revirou os olhos e ia respondê-la mas Emma não deixou.
–E não me interrompa porque eu não terminei! Antes de eu chegar na cidade e o Henry ganhar o livro que contava nossas histórias, você não era feliz? — A xerife perguntou à prefeita olhando no fundo de seus olhos.
Regina ficou chocada com a pergunta e parou uns segundos para pensar. Se ela era feliz quando sua vingança estava concluída e não sentia mais o vazio em seu peito(preço da maldição) pois tinha seu filho tão amado e que a amava também? Claro que sim, os anos que passou com seu pequeno príncipe antes de ele começar a perceber que Storybrooke era uma cidade diferente das demais e que nada mudava e de ganhar aquele maldito livro, ela era sim muito feliz, foi a primeira vez que ela foi feliz desde a morte de Daniel. Ela respondeu à Salvadora:
–Sim, eu era muito feliz. Como eu não era fazia anos. — Ela falou com um suspiro.
–E o que causava essa felicidade?
O que a fazia feliz? Sua vingança? Henry? Não, não era nada disso. Isso estava incluído no conjunto mas não era isso. E ela sabia disso.
–Eu finalmente me sentia em casa, não havia mas a sombra da Evil Queen aqui. E Henry completava essa sensação de pertencer à algo. A uma família que eu deveria ter tido com Daniel e que me foi tirada antes que pudesse se concretizar.
–Então Regina, para que continuar com esse desejo de se vingar da Zelena se você já tem tudo isso é só abrir seus olhos.
Regina balançava a cabeça e sentia sua raiva de Zelena voltando. Emma não entendia como ela estava farta de sempre aparecer alguém para interferir em sua felicidade, ainda mais quando ela sentia que a merecia. E parece que só as pessoas com quem compartilhava seu sangue fazia isso. Primeiro sua mãe Cora, matando Daniel, e depois Zelena tomando o lugar da esposa morta de Robin e engravidando dele só para atingi-la. Emma não entendia que ela deveria por um fim nisso, que ninguém mais estaria entre ela e sua felicidade.
–Miss Swan você não entende.
Emma suspirou. Então eu voltei a ser Miss Swan?
–Só não vai fazer algo estúpido e que você se arrependa. Você lutou muito e evoluiu bastante para estar onde está agora para regredir por causa da Zelena e do Robin. O amor nos faz pessoas melhores Regina, o seu amor pelo Robin te faz uma pessoa melhor?
Regina não gostou muito de ouvir aquilo e rebateu mudando de assunto.
–E os seus pais Emma? Você já os perdoou? Você vem com esse papo de deixar a Zelena para lá, de esquecer tudo e seguir em frente mas não perdoou seus pais pelos erros que eles cometeram tentando te proteger. Isso não sooa meio hipócrita xerife?
Emma se irritou com aquilo.
–Okay Regina, quer saber a vida é sua e faça o que quiser mais depois lide com as consequências de seus atos e não comece a culpar alguém por isso! — Ela se afastou indo para as docas encontrar com Hook e Regina foi em direção à loja de Gold atrás dele e do autor. Zelena finalmente teria o que merecia e se dependesse da rainha a ruiva jamais terá nascido.
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Emma estava com Hook nas docas observando o horizonte e bebendo um pouco de rum. Ele havia falado para ela perdoar os pais do mesmo jeito que Regina havia insistindo para ela fazer e praticamente havia jogado na sua cara, de maneira bem agressiva, uma hora atrás. Ela sentia falta deles, de conversar até tarde sobre assuntos banais e de se sentir protegida por eles toda vez que os abraçava. Ela havia passado 28 anos de sua vida sem nada disso, sem esse conforto familiar e depois que o conseguiu ela estava desperdiçando esses momentos por bobagens, afinal Lily e Maleficent já estavam juntas não estavam?
Ela pensava nisso tudo quando seu telefone tocou. Era David, ela ainda não sabia se atendia ou não quando Hook olhou para ela e falou:
–É melhor atender pode ser importante, seu pai sabe que você não quer falar com ele e não te ligaria se não fosse algo sério. Você não disse que Lily queria vingança?
Ao pensar que Lily estaria tentando algo contra seus pais e que ela provavelmente teria a ajuda de um dragão para isso, Emma sentiu um arrepio percorrer sua espinha e atendeu o telefone.
–Alô pai, o que houve?
–Emma venha logo aqui para a floresta perto dos limites da cidade. Sua mãe bateu com a cabeça em uma pedra e está desmaiada eu não sei o que fazer. — David falou desesperado, o medo de perder a esposa o consumia.
Emma levantou em um pulo e foi correndo até o fusca e Hook estava logo atrás dela sem entender o que acontecia. De repente um medo profundo lhe invadiu. O que havia acontecido à sua mãe?
–Co-como assim? O que vocês estão fazendo na floresta? Como ela bateu a cabeça? — Emma gaguejava, sua voz estava embargada enquanto ela falava com Charming ao telefone e tentava ligar o carro.
–Maleficent veio nos pedir ajuda para tentar convencer a Lily ficar na cidade e quando estávamos no caminho para a fronteira achando que ela tinha embora apareceu um dragão imenso e descontrolado. Era a Lily, e nós três descemos do carro atrás dela com medo do que poderia acontecer. Então a Maleficent foi atrás dela, mas a Snow tentou impedi-la já que ela estava descontrolada mas a Lily acabou acertando a sua mãe com a cauda e ela caiu e bateu de cabeça em um pedra e eu só não fui atingido por uma rajada de fogo porque a Maleficent me empurrou para o lado. Ela foi atrás da filha e eu tive que te ligar para te pedir ajuda.
–Estou indo para aí. Chego em um minuto. — Emma falou desligando o telefone, ela tentava segurar as lágrimas. A única coisa que vinha em sua mente era sua mãe ferida, ela tinha que ser rápida porque senão ela não saberia o que poderia acontecer. Ai meu Deus não deixe que ela se vá por favor não! Passei tanto anos querendo conhecê-la tê-la comigo e quando finalmente a tenho eu acabo a perdendo ainda mais ela achando que eu a odeio, ou não me importo. Não isso não!
–Love, o que aconteceu? — Hook perguntou.
–Lily estava indo embora da cidade, Maleficent foi pedir ajuda aos meus pais para impedi-la e no meio do caminho a Lily virou um dragão descontrolado e os atacou. Acabou atingindo minha mãe que bateu a cabeça em uma pedra e está desmaiada. — Emma falou tudo em meio as lágrimas que ela não conseguia mais segurar.
–Calma Swan, vamos chegar lá e você vai conseguir salvar a sua mãe.
Emma saiu do carro correndo quando viu Snow caída com a cabeça apoiada em uma pedra e David pressionando um lenço no ferimento. E como sempre ela era seguida por Hook.
–Mãe?
–Ela bateu a cabeça com força — Charming falou.
Mary Margaret estava desperta mas estava tonta e não parava de se mexer por causa da dor.
–Fique parada. -Emma pediu e passou a mão por cima do corte, curando-o. -Vai demorar para sarar por dentro.
– Desculpe por te desapontar de novo. — Mary começou a falar mas foi interrompida pela filha.
–Você não desapontou.
–Não, eu fui egoísta. — Mary continuou mesmo assim.
–Foi, mas isto tem que parar.
–Emma, eu nunca vou deixar de te proteger, nunca. Não importa o que diz.
–Eu sei. Preciso parar de te punir. — Snow levantou um pouco a cabeça surpreendida por essa frase.
–Você tem?
–Você é uma heroína. -Emma falou. — Se aconteceu por minha causa, não muda nada. Não muda a pessoa boa que você se tornou, e não muda o que você é.
–Que é?
–Minha mãe. — Ela falou isso e olhou para Hook e pensou que Regina poderia estar ali também com eles, afinal a morena queria muito que Emma perdoasse os pais, principalmente a mãe. — Você queria me deixar orgulhosa, então você ment... omitiu a verdade, que foi autodestrutivo mas humano. Deixar você de fora e tentar te machucar só me deixou infeliz. E eu sinto sua falta. E eu te perdoo.
Ambas se abraçaram emocionadas. Emma já estava triste com o gelo que estava dando nos pais e estava avaliando os conselhos de Regina e Hook sobre perdoá-las mas a perspectiva de que poderia perder a mãe a deixou atordoada, ela viu que não importava o que Mary havia feito no passado mas sim a pessoa que ela era agora, e Emma sentia muito orgulho de ser sua filha.
David e Hook se olharam compartilhando um sorriso pelo momento. Então David se pronunciou:
–E eu? Estou perdoado também? — Perguntou fazendo bico e tanto Emma quanto Snow riram da cena.
–É claro que está pai! — Emma falou.
–Então por que eu não ganho um abraço também?
–Não seja por isso. — Emma abraçou o pai também e rindo.
–Não querendo interromper o momento família...- Hook começou.- Mas por que a Lily se transformou em um dragão? Ela pretendia atacar vocês?
Essa era uma boa pergunta, Emma se lembrou da briga entre ela e Lily na estrada na qual a morena falou que queria vingança, mas será que ela já sabia que poderia se transformar em um dragão como a mãe?
–Acho que não. — Mary falou. — Ela parecia meio atordoada e estava completamente fora de controle, não acho que tenha sido proposital.
–Eu vou falar com ela. Para onde elas foram? — Emma perguntou.
–Naquela direção. — David apontou para onde mãe e filha tinham ido e a loira foi até lá.
Emma foi se aproximando da onde Maleficent e Lily estavam sentadas, as duas pareciam que tinham se entendido. Lily segurava a mão que parecia ter sido cortada.
–Hey Lily!
A morena levantou a cabeça em direção a xerife e perguntou:
–O que foi?
–Calma, não precisa ser agressiva. Só quero saber como e por quê você se transformou em dragão?
Lily revirou os olhos e Mal olhou diretamente para a Emma querendo saber o que a outra queria com isso.
–Olha se você tá achando que foi proposital, não foi okay! Eu estava normal, com raiva e frustada mas normal até a Regina aparecer e me cortar. Aí eu senti meu corpo todo formigando e uma sensação diferente e quando percebi eu já era um dragão desgovernado.
–O que? A Regina te cortou? Como assim? Me explica isso direito. — Emma perguntou chocada. O que aquela mulher está aprontando?
–É explica isso direito! Que negócio é esse da Regina sair te cortando?
–Então, eu estava no ponto de ônibus esperando algum passar para sair da cidade quando a Regina apareceu. Ela começou a falar como os ônibus por aqui são raros e eu falei para ir embora que se não era para ela me ajudar a me vingar dos seus pais que ela ficasse longe do meu caminho. Então ela começou a falar como eu tinha muita escuridão dentro de mim e que muito dessa escuridão era sua e que era exatamente isso que ela precisava. Eu a mandei ir embora de novo e ela disse que ia cortar o papo furado e, literalmente, ela me cortou e pôs o meu sangue que estava na faca em um pote. Parecia aqueles tinteiros para caneta. — Ela falou isso franzindo a testa. — O tinteiro brilhou e ela desapareceu.
–Eu vou matar a Regina! — Maleficent falou. Como ela ousa tocar na minha filha!
– Tinteiro? Ai meu Deus, ela está com o autor, ela vai fazer alguma besteira!
Emma saiu correndo tirando o celular do bolso e ligando para o Hood. Eu nunca pensei que diria isso mas tomara que Regina esteja com esse ladrão e não tenha feito nenhuma besteira.
Robin atendeu o celular no terceiro toque.
–Alô?
–Alô, Robin? Regina está com você? — Emma perguntou desesperada. Sua mãe já havia se levantado e olhava para ela preocupada ao ouvir o nome da ex-madrasta. O que será que aconteceu?
–Emma?! Não, ela não está. Não a vejo desde que chegamos.
Essas palavras deixaram a loira ainda mais em alerta. Regina estava tramando fazer algo contra a Zelena com ajuda do autor e Emma temia pelo bebê que a ruiva esperava que não tinha culpa das loucuras da mãe e da irresponsabilidade (e canalhice!) do pai.
–Robin vá correndo para o hospital AGORA! A Regina trancou a Zelena lá na área psiquiátrica que fica no subsolo. Ela está com o autor e se você alguma consideração pelo seu futuro filho vá para lá agora e impeça a Regina de fazer alguma besteira que eu sei que ela vai se arrepender.
–Estou indo agora para lá Emma.
–Okay te encontro lá.
Eles desligaram. E a xerife foi entrando rápido no fusca. Enquanto os outros corriam atrás dela.
–Emma o que aconteceu? — David perguntou.
–Regina colheu o sangue da Lily por causa da minha escuridão estava dentro dela e pôs o sangue em um vidro que a Lily disse se parecer com um tinteiro e depois disso o tinteiro brilhou e foi por causa disso que ela se transformou em um dragão. Eu acho que ela está com o autor e vai fazer algo contra a Zelena.
–Como a Regina pode ser tão irresponsável? Por culpa dela alguém poderia ter se ferido com a dragão Lily! — Hook falou e Emma o olhou irritada pelo vidro do carro.
–Você ouviu o que eu falei? Ela está com o autor, deve ser por isso que o Gold queria me encher de trevas, é esse o ingrediente que faltava para poder reescrever as histórias. O sangue da salvadora que se tornou má.
–Mas você não ficou má Emma. — Perguntou David confuso.
–Aí é que está! Regina quer se vingar de Zelena por ela ter possivelmente destruído seu final feliz com o Robin e viu um meio de mudar isso sem ter que precisar me fazer ficar má, que foi colhendo o sangue da pessoa que tinha as minhas trevas.
–Mas por que toda essa preocupação,love? Se uma coisa acontecer com a Zelena não é que ela não mereça.
Emma o olhou furiosa e falou:
–Ela pode até merecer Killian mas Regina lutou muito para mudar e sair das trevas para retornar a elas só porque ela foi estúpida o suficiente para pôr o final feliz dela nas mãos de um homem! E além do mais Zelena está grávida e a criança não tem culpa de nada.
Hook ficou quieto. Ele sentiu como Emma ficou brava com seu último comentário e abaixou a cabeça. Snow se manifestou:
–Emma está certa. Regina lutou muito para mudar por Henry para que todo seu esforço tenha sido em vão por causa de um ato inconsequente. Vamos lá!
Hook fez menção de entrar no fusca mas Emma estava irritada com ele e acabou acelerando antes mesmo de ele chegar a tocar na porta.
–Wow ela ficou realmente irritada. — Hook reclamou.
–Você deveria controlar seus comentários sobre a Regina. Você sabe como ela é super protetora com quem ela gosta e se importa. — David falou para ele entrando na caminhonete.
–Às vezes eu queria que ela demonstrasse esse protecionismo todo por mim. — O pirata murmurou entrando na caminhonete depois de Snow.
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Emma estacionou o fusca de qualquer jeito em frente ao hospital e já ia entrando apressada quando se depara com Regina e Robin saindo do mesmo de mãos dadas mas seus rostos estavam apreensivos.
Ótimos eles fizeram as pazes mas ainda tem algo de errado. Ou será que eles estarem juntos que é muito errado. Para com isso Emma, foco!
–O que aconteceu? Por que vocês estão com essas caras? — A loira perguntou. Seus pais e Hook chegaram logo atrás dela. Regina olhou para Emma, seus olhos estavam brilhantes mas temerosos ao mesmo tempo.
–Robin dá para você explicar para os outros enquanto eu converso com a Emma? — Regina pediu ao arqueiro.
–Okay, sem problema. — Ele sorriu e lhe deu um selinho e saiu.
Emma revirou os olhos com a cena mas não disse nada. As duas foram para um canto mais afastado para conversarem. Emma começou:
–Okay, agora você pode me explicar o por quê de você ter cortado a Lily? E o que você fez com a sua irmã? E cadê o Isaac?
Regina revirou os olhos diante do interrogatório da xerife.
–Já que você começou com esse interrogatório antes de deixar eu me explicar eu respondo tudo,okay xerife? — Agora foi a vez da Emma revira os olhos com a fala da outra. — Eu cortei a Lily porque ela tinha a sua escuridão dentro dela e somente isso faltava para fazer a tintar que escreve nossas histórias funcionar. Ou você acha que tentaria te fazer ficar má que nem o Rumple fez?
–Claro que não Regina. Você sabe que eu confio em você. Mas para que você queria a tinta? — Emma estreitou os olhos esperando a resposta da prefeita.
Regina franziu os lábios. Ela sabia que a salvadora não ia gostar nada da resposta.
–O Isaac havia concordado em me ajudar e me disse o que faltava e eu fui atrás. — A Rainha começou hesitante.
–Okay, essa parte eu entendi mas o que exatamente você queria que ele escrevesse com a tinta?- Emma perguntou impaciente.
–Eu queria que ele reescreve a nossa história como se Zelena jamais houvesse existido e ninguém se lembraria dela, eu inclusive. — Regina soltou tudo em um único fôlego.
–VOCÊ O QUE? REGINA EU NÃO ACREDITO NISSO!! — Emma falou praticamente gritando atraindo a atenção de quem estava ao redor.
–Isso Swan, chama bastante atenção! Acho que o velhinho surdo internado no 9º andar não te ouviu! — Regina falou irônica.
–Regina tudo o que eu te falei mais cedo não adiantou de nada? — A loira perguntou perplexa.
–É claro que adiantou tanto que eu não fiz!
Emma suspirou aliviada. -Então o que exatamente aconteceu?
–Eu estava disposta a realmente apagar a Zelena da existência mas na hora ela falou que eu estava agindo exatamente como a Cora, que eu era tão cruel quanto ela que abandonou a própria filha recém-nascida dentro de uma cesta na floresta. — Regina deu um suspiro carregado de dor, sua voz estava começando a ficar embargada. — Então eu de repente me lembrei de quando eu conheci o Daniel e falei à ele como eu não queria jamais ser como a minha mãe. E depois me lembrei do quanto a minha mãe me fez mal.
–Porque ela matou o Daniel e te obrigou a casar com meu avô, não é?- Emma perguntou. Seu tom de voz era calmo e carregado de carinho e compreensão.
–Não. Essa só foi a primeira vez que minha mãe me fez mal. A segunda vez e a pior mas a culpa foi minha também, eu queria a machucar mas acabei me machucando muito mais. Ela tinha voltado de Wonderland e falado que queria me ajudar a encontrar minha alma gêmea mas quando ela descobriu que era o Robin que estava casado e era um grande moralista. — Falso moralista. Emma pensou. — Ela fez um acordo com outro homem para se passar por ele e fez a tatuagem no braço dele. Eu descobri logo que era uma farsa e o forcei a contar o que Cora pretendia com aquilo e ele me contou que ela queria que eu tivesse um filho. Mais tarde ela me confirmou e eu deduzi que ela queria dar um golpe de se tornar a próxima herdeira ao trono, se caso eu tivesse um filho e de repente eu morresse ela que governaria no meu lugar até a criança ter idade de governar. Então eu tomei uma poção que me deixaria estéril.
–Regina...- Emma estava penalizada com aquilo. Ela sempre achou que Regina nunca havia engravidado ou por cuidar muito bem para que isso não acontecesse ou por obra do destino. Mas nunca por ela ser estéril e por ela ter feito isso consigo mesma.
–Emma me deixe terminar! Eu me lembrei exatamente do que Cora me disse naquele dia antes de sair do castelo e voltar para Wonderland, de que eu era a única que impedia a minha própria felicidade. E então eu me lembrei de você e mudei de ideia.
–Como assim você lembrou de mim?
–De que o meu final feliz não era um homem e que eu já tinha tudo que precisava para ser feliz e era só abrir os olhos. — Emma sorriu, Regina não poderia estar insinuando o que ela achava que estava não é? — Eu já não sou mais a Evil Queen, tenho meu filho, ganhei o perdão e o respeito das pessoas que um dia eu fiz sofrer, tenho amigos e tenho o Robin ao meu lado, se ele vai ter um filho com a Zelena isso não importa pois agora eu tenho tudo o que sempre quis. — Regina falou em um sorriso e o de Emma diminui um pouco com a conclusão de que o arqueiro estava incluído nesse final feliz. Mas o que importa é a felicidade da Regina só isso. E esse pensamento a fez ficar em paz.
–Fico feliz que tenha ouvido meu conselho e ter permanecido na luz.
–Jamais teria conseguido sem você. — Regina falou sincera com um sorriso e Emma estranhamente se sentiu feliz, como se seu objetivo de vida estivesse concretizado.
–Mas então como soube que eu cortei a Lily? Não me fale que ela faz o do tipo fofoqueira e chorona? — A prefeita perguntou com um sorriso irônico.
–Na verdade majestade, graças à sua gracinha Lily acabou se transformando em dragão e acabou machucando a minha mãe, que se não fosse pela minha magia poderia ter morrido de hemorragia. — Emma falou séria para Regina mas estava rindo por dentro pela cara de terror que a morena fez. A xerife quis dramatizar um pouco a situação para assustá-la já que Mary estava bem, lógico que Lily poderia ter causado algo mais grave porém nada aconteceu mas poderia por causa da inconsequência de Regina.
Regina olhou para trás a procura de Snow para se certificar que Emma a tinha curado devidamente. Pela cara de preocupação dela nem parecia que um dia havia desejado a morte da ex-enteada. Emma não se aguentou e começou a rir.
–O que tem de tão engraçado nessa situação? Sua mãe poderia ter morrido por minha culpa! Você ainda está com tanta raiva dela que nem se importa?! — Regina falou irritada.
–Calma, ela está bem! Não foi nada tão grave assim, tirando a parte da Lily ter se tornado um dragão desgovernado, ela está bem! E aliás eu fiz as pazes com os meus pais.
–Você fez? Até que enfim! Já havia passado da hora!
Emma revirou os olhos. Passar tanto tempo com a rainha a fez pegar suas manias.
–Falou a mulher que passou mais de 30 anos tentando se vingar por que uma garota ela não soube guardar um segredo.
–Cale a boca Swan!
–E além do mais obrigada!
–Pelo o que exatamente? — Regina perguntou confusa.
–Por ter insistido tanto e até sendo grossa comigo para que eu os perdoasse. Você tinha razão. Somos todos humanos e podemos cometer erros até as pessoas que amamos.
–Fico feliz de que tenha me ouvido.
Elas sorriram uma para a outra e ambas sentiram uma eletricidade correr pelos seus corpos como se as tivessem unindo de alguma forma e uma vontade enorme de se beijarem apareceu. Elas estavam bem próximas uma da outra e algo poderia ter acontecido se Mary Margaret não tivesse chamado a atenção das duas.
–Emma, Regina vocês já sabem onde o autor pode estar?
Elas saíram daquele transe meio desnorteadas e Emma foi a primeira a falar.
–Hãn? O autor? O que?
–O Isaac, Emma! Robin nos contou que ele fugiu e que ele tem a tinta e a pena. — Mary falou impaciente. Ela havia percebido o clima entre as duas naquele momento e já havia notado outras vezes mas havia pensado que era coisa da sua cabeça mas depois de ver a preocupação constante que uma sentia pela outra ela já sabia o que estava acontecendo porém parecia que elas não. Quando será que elas vão parar de se enganarem de jeito. Mary percebia que as duas estavam apaixonadas uma pela outra, ela reconhecia aquele olhar que a rainha e a salvadora lançavam uma para a outra, era o mesmo que ela própria lançava ao marido.
–Ele deve ter ido atrás de Rumple para ajudá-lo! — Regina se pronunciou já recuperada dos efeitos que a proximidade de Emma tinha sobre ela. — Mas duvido que ele tenha conseguido ajudá-lo, quando sai da loja de Gold mais cedo com ele, Gold estava morrendo. — Regina falou um pouco cabisbaixa e arrependida por deixar seu antigo mestre naquela situação. Apesar do mal que ambos já tinham causado um ao outro, ela sentia alguma feição pelo Dark One. Ela queria vê-lo se dando mal mas não morto.
–Como assim morrendo?! — Emma e Snow perguntaram ao mesmo tempo. — Achei que só a adaga pudesse matar o Senhor das Trevas e isso resultaria que o assassino seria o próximo Dark One. — Emma falou.
–Sim, isso é verdade. Mas o coração do Rumple está se tornando completamente negro e isso faz com que ele perca toda sua capacidade de amar. Isso causa a morte do homem Rumplestilskin já o que aconteceria com o Dark One... Não sei dizer. Mas mudando de assunto acho que tem algo na biblioteca na casa do feiticeiro que possa nos ajudar. Isaac me falou algo sobre um livro, uma escrita experimental que ele fez antes de ser trancado dentro do livro do Henry, talvez possa nos ajudar a entender o que ele quer e impedi-lo.
–Isso pode funcionar. — Snow opinou.
–Okay, vamos para lá! Antes vou ligar o August ele procurou pelo autor antes de nós e sabia muita coisa sobre ele. Talvez ele possa nos ajudar. — Emma falou.
–Faça isso! — Regina exclamou e nisso elas se juntaram aos outros e foram até a mansão do feiticeiro, no caminho Regina ligou para Henry ir para lá ajudá-los. Se tinha alguém que seria mais que útil nesta situação era seu filho.
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Emma não poderia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Regina havia sido ferida por Rumplestilskin que deveria ser um herói nesse realidade alternativa em que se encontravam, porém ele provou que não importava em qual realidade ele estivesse sempre seria o mesmo homem egoísta de sempre que não se importa com a vida dos outros. Ela estava se sentindo destruída por ver Regina morrendo e não poder fazer nada para mudar isso. Estava sendo ainda mais doloroso que ver Hook sendo morto por seu pai. Ela sofreu e ainda estava sofrendo com a morte do pirata?! É claro que sim, ela o amava afinal, talvez não da maneira que ele provavelmente a amava mas ele era seu namorado e principalmente seu amigo e ela se importava muito com ele. Ela ainda tinha esperanças de que quando Regina encontrasse Robin e impedisse o casamento dele com a Zelena e dessem um beijo de amor verdadeiro, tudo voltaria ao normal e Hook estaria vivo. Mas agora não era só as esperanças de ressuscitar Hook que se perdiam mas a de ver Regina com seu final feliz e de lhe falar o que ela sentia pela morena. Emma nem ao menos tinha certeza do que sentia mais era muito maior do que amizade ou amor fraternal, maior até mesmo ao tal desejo que Lily e Zelena falaram que perceberam nos olhos de ambas. Mas agora tudo estava acabado. Regina decidiu salvar o filho, que naquele momento ela não tinha nenhuma lembrança das vezes que o embalou para dormir, das histórias que lhe contou quando pequeno, das febres e resfriados que ela curou. Nada, nenhuma lembrança ela tinha de Henry, o garoto não era mais que um estranho para ela mas ela preferiu salvá-lo à escolher pelo seu amor verdadeiro. Talvez Henry fosse o real amor verdadeiro dela afinal.
Os sinos começaram a badalar e com eles a esperança de Emma morreu. Robin saia da igreja de braços dados com Zelena, eles estavam felizes e caminhavam em meios aos convidados, até ele ver Regina caída no meio do caminho. Ótimo! Venha seu completo inútil nem aqui você consegue escolhê-la né?! Emma pensou. Não prestou muita atenção nele e nem no chilique de Zelena pois Isaac, o causador de tudo aquilo apareceu bem a sua frente debochando da morte de Regina e da tentativa deles de mudarem toda aquela bagunça.
–Chegaram muito tarde. — Ele falou com um sorriso presunçoso. Emma não segurou a raiva dentro de si e lhe acertou um soco no meio da cara.
–Dê um jeito nisso! Traga Hook de volta e salve Regina! — Emma falou quase gritando.
–Não dá! Estamos no final do livro e mesmo que desse eu não sou mais o autor.
Quando Isaac terminou de falar e Emma se preparava para lhe dar mais um soco os dois viram. Henry encontrou a pena de escrever de Isaac que havia caído de sua bolsa quando Emma o socou e a pegou. Ela começou a brilhar instantaneamente. E eles sabiam o que aquilo significava. Henry era o novo autor. Isaac ficou petrificado.
–Não. Não pode ser.
–Ainda precisamos da tinta. — Henry falou.
–Aqui se é o sangue da Salvadora que precisa...- Emma falou pegando a espada pronta para cortar a própria mão se preciso mas Henry a interrompeu.
–Não, nós precisávamos do sangue da Salvadora que se corrompeu mas você não é a salvadora nesse mundo.
Ele se abaixou aonde Regina estava e molhou a pena em seu sangue. Ela começava a perder a consciência. A pena brilhou novamente e Henry começou a escrever:
Graças ao sacrifício da heroína Regina, tudo o que foi feito pelo vilão Isaac será desfeito.
De repente como em um passe de mágica Henry se encontrava de pé em frente a sua mãe morena que estava desmaiada em frente a loja de Gold junto com Emma e o Aprendiz. Regina abriu os olhos e ela viu Henry e rapidamente se levantou.
–Henry... — ela murmurou. — Você conseguiu! — Ela falou. Sua voz era um misto de orgulho e alívio.
–Nós conseguimos. — Ele falou abraçado à ela. Como era bom sentir seu abraço por poucos momentos ele temeu profundamente em perdê-la.
Emma e o Aprendiz acordaram e se levantaram também. Henry foi correndo abraçar a sua mãe loira que retribuiu seu abraço. Emma olhou para Regina e não conseguiu se conter e correu para abraçá-la também. A morena retribuiu o abraço. Elas nunca estiveram tão felizes em estar nos braços uma da outra e naquele momento não se importavam com o que aquilo significava.
–Graças a Deus você está bem! Está viva! — Emma murmurou ainda abraçada a rainha.
–E você acha que uma espadinha poderia me matar?! Você ainda terá que me aturar por muitos anos Swan! — Regina falou rindo. Como ela se sentia segura sentindo a preocupação de Emma por ela.
–REGINA! — Elas ouviram alguém chamar pela prefeita e ela sabia que era Robin elas se soltaram do abraço. Emma um pouco a contragosto mas se lembrou de Hook ela tinha que verificar se ele estava vivo. E correu até à sua casa.
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Regina se encaminhava até o subsolo do hospital havia ido conferir se Zelena e o bebê ainda estavam bem depois de toda essa loucura. Mais tarde ela se encontraria com Robin e com os outros na Granny's para comemorarem.
–Seja bem-vinda irmãzinha. A que devo a honra de sua visita? — Zelena falou irônica a sua irmã caçula.
Regina revirou olhos. Como ela pode ser tão irritante?
–Vim verificar se você e o bebê estão bem. Afinal é meu sobrinho e enteado que você carrega no ventre, tenho que me certificar que está tudo bem com ele não?! — Regina falou com seu melhor sorriso sarcástico no rosto.
O rosto de Zelena ficou sério de repente e ela perguntou:
–E o Robin? Onde ele está? Ele deveria estar aqui para saber sobre o filho dele não?! Ou você o proibiu de vir até aqui?
–Zelena eu não mando no Robin. Ele é livre para fazer o que bem entender e se não veio foi porque ELE quis. — Regina se sentiu meio estranha de falar isso. Zelena tinha razão em estranhar afinal era o filho dele que ela estava esperando e ele devia se preocupar com ela por isso. A prefeita parou de pensar nisso por um instante e se virava para sair.
–Já que você está bem. Eu já vou...
–Vocês vão pegá-lo não vão? Por isso toda essa preocupação da sua parte e o distanciamento do Robin. -Zelena falou com lágrimas nos olhos e a voz embargada. Sua mão repousava sobre o ventre.
–Perdão? Não te entendi? — Regina perguntou genuinamente confusa. Ela entrou novamente dentro cômodo e enconstou a porta.
–Não se faça de inocente Regina, porque nós duas sabemos que você não é! — Zelena falou raivosa. — Vocês dois pretendem tirar meu filho de mim quando ele nascer e me manter trancada aqui para poder criá-lo como se fosse de vocês dois! Como se eu nunca tivesse existido. — A ruiva falou a última frase com amargura. Ela se lembrava muito bem do que Regina pretendia fazer com ela horas antes de toda aquela loucura de realidade alternativa ter acontecido e ela preferiria mil vezes aquela realidade. Ao menos lá ela era feliz e nunca havia sido abandonada pela mãe e nem por ninguém e Robin a amava.
Regina a olhou incrédula. Ela não podia acreditar que Zelena realmente achar que Regina faria isso. Okay eu tentei apagá-la da existência hoje mesmo mas não o fiz! Porque eu tiraria o filho dela?! Regina então percebeu que Zelena estava se comportando como uma mãe de verdade, ela já amava o filho antes de ele nascer e também percebeu algo mais. Aquela criança poderia ser fruto sim de um amor e não somente de uma birra de Zelena, mas parecia que infelizmente, era um amor não correspondido.
–Eu jamais faria isso Zelena. — Regina suspirou pesadamente. -Eu sei que hoje mesmo eu tentei te fazer mal mas... eu me envergonho muito daquilo. E eu jamais tiraria seu filho de você porque eu sei o que é você achar que vai perder seu filho para outra pessoa. Eu vivia com medo de perder Henry quando Emma chegou na cidade e se apresentou como mãe biológica dele. Eu no passado, já separei mãe e pais de seus filhos e agora sabendo como dói me arrependo muito disso e nunca mais faria isso de novo. Mesmo com toda essa história de ódio e inveja entre nós duas eu jamais faria isso com você.
–Você acha que é só isso o que eu sinto por você não é Regina?! Inveja. — Zelena falou.
–E não é?!
–Você não sabe de nada! Sabe por que eu sempre te invejei tanto e te odiei?! Porque você não foi somente a filha que Cora escolheu criar e amar mesmo não tendo um coração, porque nem mesmo com um coração ela não teve um pingo de afeição sequer por mim! Você tinha que ser a filha que se tornaria rainha. Mas você tinha que desprezar tudo isso e AINDA SE FAZER DE COITADA! — Zelena falou a última frase gritando.
–EU ME TORNEI RAINHA EM CIMA DO SANGUE DO MEU AMOR VERDADEIRO E DA MINHA FELICIDADE! EU NUNCA PEDI POR ISSO! — Regina também gritou com raiva.
–Mas você ainda tinha o amor das pessoas ao seu redor! Cora, seu pai, Snow White e o respeito de todo um povo. Mas você preferiu abrir mão de tudo isso para se vingar de uma criança de 10 anos que não soube guardar um segredo! ELA ERA UMA CRIANÇA REGINA! ELA NÃO SABIA QUE A CONSEQUÊNCIA DE FALAR DEMAIS ERA A VIDA DE OUTRA PESSOA! MAS VOCÊ PREFERIU ABRIR MÃO DA PRESENÇA DE CORA, DO AMOR DE UMA CRIANÇA QUE SÓ QUERIA SE SENTIR AMADA DEPOIS DA MORTE DA MÃE, DO RESPEITO DE TODO UM REINO E ABRIU MÃO NA ÚNICA PESSOA QUE TE AMAVA POR VINGANÇA! VOCÊ MATOU SEU PRÓPRIO PAI PARA ATINGIR OS OUTROS! — Zelena estava exasperada, ela tentou se acalmar e voltar a falar. — Você sabe o que é nunca ter sentido um pouquinho sequer de amor Regina? Sabe o que é se sentir abandonada e rejeitada desde o nascimento?! Eu fui rejeitada antes de nascer pelo meu pai biológico, minha mãe biológica me abandonou em um cesto no meio da floresta, mais tarde quando fui encontrada no meio da estrada por um casal de camponeses em Oz, a única pessoa que me deu carinho foi minha mãe adotiva mas ela morreu quando eu ainda era pequena e o homem que eu pensava ser meu pai sempre me desprezou e tinha raiva de mim. Ele falava que eu era má só porque eu tinha magia mas eu nunca havia feito mal a ninguém. — Zelena já não conseguia conter as lágrimas assim como Regina. A rainha sempre achou que havia sofrido muito durante a vida e sem ter feito nada para isso mas ouvindo toda a história da irmã mais velha ela via que ela havia tido muito mais sorte que a ruiva afinal. — E quando eu soube da sua existência e da sua história eu senti mais inveja, não raiva ou ódio, somente inveja afinal Cora tinha te escolhido e te feito rainha, mas você estava sofrendo e não tinha porque eu ter raiva disso, você era uma pessoa quebrada como eu. Então eu conheci o Rumple e ele havia te deixado de lado. Pela primeira vez alguém havia me escolhido e eu me senti tão feliz por isso, e acabei me apaixonando por ele mas ele percebeu isso e novamente eu fui rejeitada. Ele só queria alguém para lançar sua maldição e eu estava inapta já que a coisa que eu mais amava era ele já você... Eu fiquei com tanta raiva e com tanta inveja. Por que você tinha que ter tudo e ainda ser escolhida por todos, por quê?! E você estava tão focada somente na sua dor e na sua sede de vingança que não percebia tudo o que você tinha de bom! Algum tempo depois eu conheci Glinda, nós nos tornamos amigas e ela me chamou para fazer parte da irmandade de Oz, eu finalmente me senti integrada e aceita em algum lugar. Elas haviam me acolhido e me tornado uma delas mesmo eu sendo má. Mas descobri que tudo isso foi por causa de uma profecia idiota do livro de Glinda e quando Dorothy apareceu eu fui novamente posta de lado. Então eu abracei o que eu realmente era, má, A Bruxa Má do Oeste e quando eu vi o que você fez ao seu pai, eu jurei Regina que eu faria você sofrer de verdade porque você não sabia o que era isso e te destruiria e finalmente teria o que você sempre teve durante sua vida inteira e eu não: amor.
Zelena estava com o rosto inchado e os olhos vermelhos de tanto chorar, ela finalmente havia posto para fora tudo aquilo que queria dizer à Regina fazia tempos. Sem mais sarcasmos, magia ou artimanhas, somente a verdade e sinceridade sobre tudo aquilo que sentia.
–Você o ama não é? Por isso que você ainda me detesta, por que escolheu a mim ao invés de você. — Regina não falou isso com sarcasmo ou cinismo e nem como uma provocação. Ela falava como se estivesse constatando um fato. Ela havia notado que Zelena tinha sentimentos por Robin mas estava tentando disfarçar com sarcasmo e indiferença.
–Sim mas do que isso importa afinal? — A mais velha falou com um sorriso forçado. — Ele te escolheu não foi?! Ele nem sequer se importa se eu carrego um filho dele.
–Quando isso aconteceu? — Regina queria saber.
–Não sei. Alguns dias depois de ele ter dito que me amava, e ele era tão carinhoso... lógico que tudo isso era porque ele pensava que eu era Marian, não deveria ter mexido comigo mas mexeu.
Regina se lembrou de Emma e de como se sentia pela loira. Desde que havia feito um portal se abrir com o simples toque de Emma, os sentimentos da rainha pela xerife começaram não a mudar mas a se manifestar e depois que eles fizeram magia pela primeira vez a prefeita se viu apaixonada pela outra mãe de seu filho mas nunca admitiria isso, era um absurdo a Rainha Má amar a Salvadora e além do mais, Emma já tinha dois homens na época brigando por ela, para que entrar em batalha que já está perdida?! Ela tinha a amizade de Emma e isso já era o bastante. Não sabia se seria ou se poderia ser feliz com o Robin, após ver o sofrimento da irmã e entender o por quê de tanto ódio ela não saberia dizer que gostaria de ser uma das culpadas por mais um sofrimento.
–Eu tenho que ir agora amanhã eu volto. — Regina falou abrindo a porta.
–Se for para compartilhar sua pena eu...
–Eu vou voltar para conversarmos melhor e finalmente chegarmos em um consenso sobre tudo e pôr tudo em pratos limpos. Só não isso agora porque eu realmente tenho que ir.
–Então, até amanhã sis.
–Até amanhã sis. — Regina balançou a cabeça e saiu.
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Regina havia ido dar um passeio noturno com Robin e tinha dito tudo o que queria sobre Zelena e o bebê. Ele era o pai da criança e deveria estar presente em cada fase da gestação e se importar com Zelena, afinal ela era a mãe. A prefeita se surpreendeu com o fato de Robin ter dito à ela que queria criar o filho que estava para nascer junto dela, de Roland e de Henry e que os cinco poderiam formar uma família. Isso a enfureceu e disse ao ladrão que ela jamais tiraria um filho dos braços da mãe. Ela estava prestes a pedir um tempo no relacionamento dos dois quando viu Charming, Snow, Emma e Hook no meio da rua em frente a loja de Gold. Eles olhavam para todos os cantos assustados, ela correu até eles,sendo seguida por Robin, e perguntou:
–O que está acontecendo?
–O Dark One se soltou do crocodilo e está livre por aí. — Hook falou.
–Aonde? -Regina perguntou se virando para todas direções para ver se achava algo.
–Ele está nos cercando. — Emma constatou com os olhos arregalados.
Foi aí que aconteceu. Um ser formado apenas de energia negativa, trevas e todo tipo de coisa ruim atacou Regina e a cercou, sugando toda sua luz. Era o Dark One pronto a fazer uma nova vítima.
–REGINAAA!!!! — Emma e Robin gritaram.
–O que essa coisa está fazendo? — Robin perguntou à Emma assustado.
–O que as trevas fazem, sugam a luz. — Emma falou com os olhos arregalados. Ela estava assustada. Não,ela não! Eu não posso perdê-la.
–Eu não vou deixar! — E Robin, pateticamente, correu até onde o Dark One atacava Regina para ser atirado longe.
–Isso não vai adiantar! — Emma gritou para ele e olhou para sua mão direita na qual segurava a adaga e percebeu o que tinha de fazer. Eu vou salvá-la Regina nem que para isso eu tenha que ter trevas dentro de mim.- A única maneira de salvá-la é fazer como o Feiticeiro e atrelar as trevas à alguém.
Seus pais, Hook e Regina gritaram juntos assustados: EMMA NÃO!!
Regina falou com a voz fraca, Emma não poderia fazer aquilo. Ela não poderia sacrificar toda sua vida e essência por ela.
–EMMA NÃO! Tem que ter outra maneira. — Regina terminou de falar aquilo com a voz estrangulada.
–Não tem! Você lutou muito duro para ter sua felicidade destruída! — Emma falou chorando. Ela não poderia imaginar um mundo sem Regina.
Sem você comigo sendo do jeitinho que você eu nunca poderei ser realmente feliz. Regina gostaria de poder falar isso mas não conseguia. Emma é Daniel. Ele realmente voltou por mim e estou prestes a perdê-lo de novo! Regina sentia as lágrimas caírem mas se sentia cada vez mais fraca.
–EMMA NÃO! — Foi a vez dos Charmings apelarem para que a filha não fizesse aquilo. Emma se virou para eles e falou:
–Vocês tiraram as trevas de mim uma vez e eu sei que arrumarão um jeito de fazer isso de novo. Como heróis.
Hook correu até Emma e segurou em sua mão.
–Emma não faça isso por favor! — Ele falava chorando. — Eu te amo, você é meu final feliz se lembra?
–Me desculpe Killian mas eu não sou! — Emma falou chorando e o empurrou.
–Emma, não faça isso... — Regina falou com muito esforço.
–É óbvio que eu vou fazer isso, Regina! Eu me sacrificaria por você! — Então ela o fez. Com a adaga, Emma começou a controlar o Dark One e a puxá-lo para si, atrelando-o à ela. Quando as trevas largaram Regina e começaram a cercar Emma e se unir à ela,Regina a olhava apavorada e tentou correr de encontro à ela porém Robin a segurou e abraçou. A morena olhava aquela cena aterrorizada. Não, não, não eu não possa perdê-la! Eu não posso perdê-lo de novo!
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Quando as trevas acabaram de fazer seu trabalho, Emma havia desaparecido e a adaga estava caída no chão. Regina conseguiu se soltar de Robin e foi até onde a adaga estava caída. O único pensamento que vinha na cabeça de Regina era o de um dia atrás quando elas estavam no antigo apartamento de Neal em NYC e Regina havia acabado de saber que Zelena estava grávida de Robin e Emma a abraçou e falou que ela poderia chorar porque ela sempre estaria ali por ela para enxugar suas lágrimas. Mas você não está mais.
A prefeita pegou a adaga do chão e leu o nome que estava escrito nela. Emma Swan. Regina deu um grito estrangulado que mostrava toda sua dor e desespero:
–NÃÃÃÃOOOO!!!!
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