True Love Never Dies
5 Wish You Were Here
Notas iniciais
Storybrooke, hoje.
Não isso não pode estar acontecendo! Para onde ela foi? Ela não podia ter feito isso! Regina estava ajoelhada no chão segurando a adaga que mostrava que Emma era a nova Dark one, chorando copiosamente. A prefeita se sentia não somente abalada mas destruída. Pensava em como podia ter sido tão burra e cega esse tempo todo. Desde que Emma havia chegado à cidade, ela sentia uma atração pela loira, pensava que era somente pelo desafio que a salvadora se mostrava à ela e que tal atração que se mostrava tão carnal poderia ser resultado também do ódio que sentia pela outra. Mas com o passar do tempo, a raiva e o ódio foram se transformando em emoções distintas, principalmente por ter sempre a xerife ao seu lado lhe defendendo e confiando em si; e a atração ela logicamente continuava mas não era somente algo carnal, era mais que isso. Depois que ela voltou à Enchated Forest e tendo que abrir mão de Henry, a morena percebeu que havia se apaixonado por Emma e quando retornaram para Storybrooke na segunda maldição se sentiu a mulher mais feliz do mundo por poder estar junto de seu filho e da mulher que amava ainda mais depois de perceber que Emma acreditava que não havia sido ela que amaldiçoou a todos novamente e ainda ajudá-la a se aproximar de um Henry desmemoriado. Porém não teve coragem de se declarar pois a xerife parecia que estava tendo algo com Hook e que estava feliz com isso, então ela encontrou com Robin e viu a tatuagem e pensou que talvez aquilo fosse um sinal de que seu amor pela Emma era algo impossível de acontecer e que o máximo que conseguiria era sua amizade e para ela bastava poder ao menos estar sempre junto com a outra nem que fossem apenas amigas, e assim ela foi levando. Há alguns dias atrás ele teve o sonho com Daniel; seu primeiro e talvez maior amor, o amor que sentiu por ele só se equiparava ao que ela sentia por Emma (no sentido romântico é claro); no qual ele dizia que havia voltado e que a estava ajudando com seu final feliz e que faria de tudo por ela, inclusive se sacrificar. Lógico que Regina pensou primeiramente que era Henry, afinal o principal responsável pela sua mudança havia sido seu filho mas Daniel negou isso, ela achou que poderia ser Emma mas isso era impossível, não poderia ser, o destino não brincaria com ela desse jeito. Mas agora, depois do que Emma fez ela teve a confirmação, Emma era a reencarnação de Daniel e ele cumpriu o que prometeu.
Eu não posso ser feliz sem você aqui comigo Swan! Regina pensou. Ela não conseguia parar de chorar.
Ela estava tão alheia em sua dor que não percebia mas nada ao seu redor até que ouviu alguém gritando com ela.
–ISSO É TUDO CULPA SUA!!! — Hook gritou para Regina, ele estava chorando e parecia estar com muita raiva da prefeita. — Se você nunca tivesse tido a ideia de ir atrás do autor desse livro idiota isso nunca teria acontecido com a Emma! ELA AGORA ESTÁ CHEIA DE TREVAS POR SUA CULPA REGINA!!!
–Hook para! Regina não tem culpa se a Emma decidiu salvá-la. — Robin saiu em defesa da namorada.
–Realmente, a culpa é dos dois! — Hook respondeu. Seus olhos brilhavam de raiva e ele apontava o dedo para Hood. — Se você tivesse escolhido a Regina desde o princípio, ela nunca teria ido atrás dessa busca idiota e Emma não teria se sentido culpada de ter trago a "Marian" e entrado nessa com a Regina. VOCÊS DOIS ESTRAGARAM TUDO!!!
Regina ouvia tudo o que Hook dizia e se sentia pior, a culpa de não ter se entregado ao seus sentimentos, de não ter dito à Emma o que sentia por ela, de ter acreditado na história de pó de fadas, de pensar que Robin poderia fazê-la feliz, do medo de que seu amor pela salvadora não fosse recíproco era sua e principalmente se sentia culpada por ter ido atrás do autor para que ele lhe desse seu final feliz quando ela já o tinha mas era cega e covarde demais para perceber.
Ela se levantou com a adaga nas mãos e olhava para o chão. Lágrimas não paravam de cair dos seus olhos. Ela iria falar algo mas Snow falou antes.
–Hook por favor, pare! A Regina não tem culpa de nada. Ninguém tem!- Snow estava chorando mas sua voz estava serena e ela segurava a mão do marido que também estava chorando.
–Mas Snow...- Hook começou a falar mas Regina o interrompeu.
–Ele tem razão!- Regina começou com a voz embargada e de cabeça baixa. — Tudo isso é realmente minha culpa se eu não houvesse sido tão fraca, se tivesse seguido em frente em vez de me prender a essa maldita ideia que aquela fada pôs na minha cabeça a Emma... — ela não conseguiu continuar e virou as costas e saiu andando.
Hook e David a olharam sem entender muito bem, afinal eles esperavam que Regina tentasse se defender e ficasse brava com a acusação. Esperavam que ela ficasse abalada com o sumiço da Emma e com sua transformação em Dark One, afinal as duas haviam se tornado amigas mas não esperavam que Regina ficasse aparentemente destruída. Mas Snow sim, ela já havia percebido a muito os sentimentos que sua ex-madrasta sentia por sua filha e sabia que Emma sentia e correspondia a tais sentimentos mesmo estando com Hook, mas parecia que nenhuma das duas percebiam isso e tentavam se enganar de diversas formas. Ela estava indo atrás dela mas Robin foi mais rápido e correu até Regina e a segurou pelo braço.
–Calma Regina, vai ficar tudo bem. Nós estamos juntos e vamos... — O arqueiro falou mas Regina o interrompeu brava.
–Me solta! Fica longe de mim! Não existe mais "nós", nunca existiu realmente! Só que eu era cega demais para perceber e por sua culpa também a Emma se foi! — A rainha falava tudo isso com ressentimento, raiva e tristeza na voz e olhando firme nos olhos dele ela soltou seu braço com um puxão.
–Regina...- O ladrão não sabia o que falar, não esperava essa reação dela.
Henry chegou nessa hora junto com algumas pessoas que estavam no Granny's comemorando. Ele ouviu a última fala da mãe e olhou em volta a procura de Emma e a única coisa que viu foi o rosto dos avós, da mãe e de Hook tristes e de Robin confuso. Então perguntou:
–O que aconteceu aqui? Cadê a minha outra mãe? — Ele perguntou se dirigindo à Regina. Ela ficou desconcertada com isso.
Como eu posso contar para ele que a Emma se tornou a nova Dark One e desapareceu por minha culpa?!
–Sua mãe é agora nova Dark One e está desaparecido por culpa da Regina! — Hook falou sem medir palavras e completamente insensível tanto a dor de Regina quanto a que a notícia reproduziria em Henry.
–HOOK!! — Snow gritou o repreendendo.
–O que?!- O garoto perguntou assustado. — Mãe isso é verdade? — Ele agora tinha lágrimas nos olhos.
–Eu sabia que era só questão de tempo até que ela voltasse a ser a Evil Queen de novo e tentasse se vingar da Emma de alguma forma. — Leroy acusou.
–Calma não é isso o que vocês estão pensando! Hook se expressou mal! — David falou mas pareceu que o único que prestou atenção as suas palavras foi o neto.
–Mãe me responda, por favor, o que houve?
Regina viu todos os olhares acusatórios da cidade virados para ela e simplesmente não conseguiu lidar com aquilo. Ela saiu correndo e então se teletransportou em sua fumaça roxa.
–MÃE!!!
–Viu ela é culpada. — Leroy falou novamente.- Nós devíamos ter acabado com ela assim que a maldição foi quebrada e tudo isso estaria resolvido.
–CALA A BOCA LEROY! — Snow falou brava. -Hook não falou as coisas como realmente aconteceram!
–E como aconteceram Mary Margaret? — Hook perguntou. -Sua filha se tornou a nova Dark One POR CAUSA DA REGINA!
–NÃO! ELA SE TORNOU A NOVA DARK ONE PARA SALVAR A REGINA, HOOK! ELA FEZ ISSO POR ESCOLHA PRÓPRIA! Você só está com raiva porque ela preferiu salvar a Regina do que vê-la morrer e ficar com você. — Snow falou primeiramente com certa raiva e também para que todos entendesse o que havia realmente acontecido mas a última parte era somente voltado para o pirata que a olhou com raiva e certa magoa. Ele sabia que ela tinha razão e era isso que o mais machucava nisso tudo.
–Como assim Mary? — Ruby perguntou. Mas foi David quem respondeu.
–O Aprendiz, ele retirou as trevas do Dark One do coração do Rumple para que ele não morresse e tentou prendê-la no chapéu mas ele não foi compatível para tanta escuridão, então o Dark One fugiu e ficou a solto por aqui. Então de repente ele atacou a Regina e começou a sugar toda sua luz, e aquilo poderia muito bem tê-la matado mas a Emma pegou a adaga e se atrelou as trevas, assim salvando a Regina e se tornando a nova Dark One.
–E o Aprendiz não pode dar um jeito nisso? Tentar tirar as trevas de dentro da Emma também? — Foi a vez de Archie perguntar.
–O Aprendiz morreu, o Dark one o atacou primeiro e ele não resistiu. E mesmo assim se ele tentasse fazer com a Emma o mesmo que fez com o Gold iria acontecer a mesma coisa. Ao menos ele teve tempo de dizer para procurarmos o Feiticeiro, que ele irá conseguir deter as trevas de uma vez por todas.
–Merlin. — Charming falou.
–E cadê a minha mãe? — Henry perguntou angustiado. Ele estava profundamente preocupado com ambas as mães. Com Emma, por ela ter pela primeira vez trevas dentro de si, e não era pouca ou qualquer tipo de escuridão, e sim a do Dark one o pior tipo que existia. E com Regina que parecia estar muito abalada e se sentindo culpada com o ocorrido. Ele sabia que a mãe havia fugido não dos moradores da cidade mas dele, por achar que ele a culparia também.
–Não sabemos Henry, depois que as trevas desapeceram ela sumiu junto e só deixou a adaga para trás. — David respondeu ao neto.
–Eu vou atrás da minha mãe. -Ele falou.
–Henry, nós não sabemos onde Emma está... — Snow começou mas Henry a cortou.
–Estou falando da minha outra mãe! Ela não parecia estar bem. Você vem comigo Robin?
–Não, eu...- O ladrão ainda estava bem abalado com as palavras de Regina e não entendia o por quê delas. — Ela não quer falar comigo agora, acho melhor não. Vou ver como o Roland está. — E foi andando em direção ao acampamento.
–Eu vou procurá-la com você Henry. — Snow falou. — Também estou preocupada com ela. E ela também está com a adaga. Acho que vamos precisar dela para achar a Emma. — Snow suspirou triste, depois de tudo o que ela fez para fazer com que a filha só tivesse luz dentro de si, ela era agora a Dark One. O que a consolava é que Emma se tornou a nova Senhora das Trevas para proteger quem amava e não por meio de um assassinato, isso deveria valer de algo no fim.
–Eu fico com o Neal, qualquer coisa me liguem. — David falou.
–Tudo bem. — Snow respondeu.
A multidão se dispersou cada um voltando para suas casas, Hook para seu navio e Mary e Henry foram atrás de Regina.
–Vó, você acha que a minha mãe Emma ter se sacrificado pela Regina é porque ela sente algo por ela?
–Por que você acha isso Henry? — Mary perguntou. Ela não falaria o que achava da relação das duas sem saber a opinião do neto. Para a princesa desde que houvesse amor, amor verdadeiro entre duas pessoas, não importava se eram do mesmo gênero, era válido e a coisa que ela mais queria era ver a filha e Regina felizes. Mas ela não sabia qual poderia ser a reação do garoto.
–Porque de vez em quando eu vejo como elas se olham e não parece que esses olhares sejam somente amizade. Tipo eu vejo como a Emma olha para a Ruby por exemplo, e elas são bem amigas e tem carinho nos olhares delas mas o jeito como a Emma olha para minha mãe e vice versa é diferente. Tem carinho mas tem algo mais intenso, eu não sei explicar mas parece o jeito como você e o vovô se olham. Ou como o vovô Rumple olha para a Belle.
–E o que você acha sobre isso? — Snow agora estava verdadeiramente curiosa, afinal Henry havia acabado de comparar a relação entre Emma e Regina com a dela e de Charming e a de Rumple com a Belle, que apesar dos problemas recentes, eram dois exemplos de casais que são amor verdadeiro um do outro.
–Não sei... Sei lá acho que seria legal se as duas ficassem juntas como um casal, aí eu poderia morar com as duas juntas e seríamos uma família.- Ele falou isso com um pequeno sorriso. — Mas às vezes acho que estou viajando, afinal as duas estão namorando não é?!
–Olha Henry, eu só sei que eu tenho a mesma impressão que você, de que aquelas duas se amam mas não querem admitir ou não perceberam ainda, ou o que pode ser pior tem medo de admitir. E acho que o Hook e o Robin não seriam um grande empecilho para elas, pelo menos não depois de hoje.
Eles chegaram na mansão e Henry destrancou a porta e saiu andando pela casa gritando pela mãe, sendo seguido pela avó mas nem sinal de Regina pela casa.
–Ela deve ter ido para a prefeitura ou para o cofre. — Henry falou.
–Vamos até lá então.
Eles primeiro foram até a prefeitura e ela também não estava por lá, depois foram ao cofre e nada.
–Onde será que a Regina se meteu? -Snow falou.
–Vó, eu tô preocupado. Será que ela tá bem?
–Eu espero que sim, querido. — Snow falou igualmente preocupada. Já não bastava Emma ter sumido e agora Regina também. Os dois foram caminhando em direção ao loft de Snow e caso Regina não aparecesse na manhã seguinte eles iriam atrás dela e depois atrás de Emma.
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A mais ou menos uma hora e meia atrás...
Quando Emma sentiu que toda a essência do Dark One havia se fundido à ela, se sentiu ao mesmo tempo mais forte porém sua mente e suas emoções ficaram difusas e ela sentiu medo e decidiu sair dali o mais rápido possível. Tão rápido quanto o pensamento veio ele se concretizou. Assim que ela piscou os olhos já estava no meio da floresta, em uma parte escura a qual ela não conhecia. Ela estava em pé à margem do rio e a xerife sentia sua cabeça girar e uma agonia muito grande crescer cada vez mais dentro si.
Ela sentia como se estivesse enlouquecendo. Ela deu um grito de agonia e caiu ajoelhada à beira do rio e viu seu reflexo e se assustou com seus olhos. Sua aparência não mudara exceto a cor de seus olhos, que antes eram verdes como o mar, agora se encontravam castanhos claros, mel para ser mais exato. Como se tivessem atacado uma grande quantidade de terra ou óleo diesel naquele pequeno oceano.
Dor. Emma deu um grito de dor e agonia. Sua cabeça estava girando cada vez mais. Suas emoções estavam confusas, sentia raiva, ódio, rancor, melancolia, remorso, arrependimento e um grande desejo de vingança mas ao mesmo tempo sentia carinho, amor, gratidão, alegria e alívio. Tudo isso junto era o resultado de duas magias muito poderosas dentro da loira que não estava sabendo administrar isso.
Emma nunca teve trevas dentro de si como a todas as outras pessoas. Seu interior e sua magia sempre foram puros; pura luz, fruto do amor verdadeiro; e agora ela tinha uma enorme quantidade de trevas que eram tão fortes quanto a luz dentro de si e por nunca ter provado um pouco sequer das trevas ela não conseguia lidar com isso. Ela estava provando de uma confusão mental e emocional muito grande causada por ambas as magias que duelavam dentro de si para tomar o controle e isso estava lhe causando dor, primeiro mental e foi crescendo em tal proporção que começou a enlouquecê-la.
Emma novamente gritou e agarrou seus cabelos e os puxou arrancando alguns tufos, em seguida ela começou a rasgar as mangas de seu suéter, anteriormente branco mas que ficou sujo e encardido por ela estar jogada ao chão, e a se arranhar. Ela se sentia perdida em meio a um oceano de agonia e confusão.
Alguém me ajude eu não aguento mais, tira essa dor! ela pensava. Foi tudo culpa deles Rumple, Isaac, Zelena, Robin. Se não fosse por causa deles isso não estaria acontecendo, eu não estaria sentindo tanta dor. Tal pensamento foi seguido por uma enxurrada de emoções negativas. Era o Dark One agindo, tomando posse do que deveria ser seu por direito, tornando a essência da salvadora em trevas. Ela se olhou novamente no rio e sua aparência agora era miserável e seus olhos se encontravam completamente negros com um brilho diabólico e malicioso. Eles vão pagar o que me fizeram e o que fizeram à Regina.
Regina. Ao pensar na rainha mais uma grande onda de emoções acometeram a antiga salvadora mas ao contrário das emoções anteriores agora eram sentimentos positivos. Emma sentia amor, carinho, compreensão, empatia, e um sentimento de proteção ao pensar na morena. Ela amava Regina, sempre amou desde o primeiro momento em que a viu porém nunca teve coragem de confessar. Sentia como se a conhecesse a muito tempo e sempre teve vontade de dizer isso à ela mas a antipatia que a outra demonstrava para ela a fez represar e trancafiar tudo isso dentro de si. Depois Regina começou a namorar o ladrão e Emma achou melhor deixar para lá e ser apenas amiga da prefeita e acabou engatando o namoro com Hook afim de esquecer da morena.
Ali sentada à beira do rio olhando para seu próprio reflexo e pensando na rainha e em seus sentimentos por ela, viu seus olhos começando a clarear. Era a sua essência de luz e bondade voltando a tomar controle da situação. Quanto mais Emma se recordava de seus momentos com a prefeita melhor ela se sentia e isso refletia na cor de seus olhos que já estavam quase da cor natural de novo. Se lembrou de alguns dias antes da chegada de Cruella e Úrsula à cidade.
Ela, Regina e Henry jantaram juntos na casa da rainha e passaram a noite assistindo a filmes, quer dizer Henry só assistiu a um filme com as mães, "Jogos Vorazes" era o tipo de filme que conseguia agradar aos três ao mesmo tempo, algo bem difícil de acontecer. Depois que o filme acabou as duas puseram o filho na cama e voltaram para a sala.
–Quer assistir outro filme? — Regina perguntou.
–Já está bem tarde, não quero incomodar. — Emma respondeu acanhada.
Regina riu e a respondeu:
–Você não está me incomodando Emma! Que tal você dormir aqui? Eu te empresto uma roupa e você dorme no quarto de hospedes, assim nós podemos assistir mais um filme e você não precisará ir para casa tão tarde.
–Já que você está me convidando com tamanha insistência e faz tanta questão da minha companhia. Acho que vou aceitar Madam Mayor.
Regina revirou os olhos.
–Convencida! Vai escolhendo um filme aí enquanto eu preparo a pipoca e pego um vinho para gente.
–Ok.
–E nada de Marvel ou Disney por favor! Eu acho que já assisti a todos esses filmes com o Henry e não pretendo assistir mais que o necessário.
Emma soltou uma gargalhada e respondeu: — Okay Prefeita nada de Disney ou super heróis.
As duas acabaram por ver "Cisne Negro" um thriller sobre uma bailarina que entra em um conflito mental com a pressão de interpretar a Rainha Cisne no balé "Lago dos Cisnes". Quando o filme acabou Regina comentou com Emma:
–Esse filme, essa garota... lembra muito a mim mesma, sabia.
–Sério?! Tipo, eu pensei que sendo "Cisne Negro" você lembraria de mim. — Emma falou rindo.
–Eu estou falando sério Swan! — Regina falou dando enfase no "Swan". — Presta atenção, ela começa o filme como um cisne branco, boazinha, ingênua e toda perfeitinha. Ela tem uma mãe um pouco problemática e beeeeem controladora, uma mentor que quer que ela se jogue e se torne o cisne negro. Aí quando ela pensa que conseguiu tudo o que quis aparece uma garota aparentemente bem mais legal que ela e consegue ser aquilo que ela quer ser sem muito esforço e ameaça roubar tudo aquilo que ela conquistou no final ela se torna o cisne negro que o mentor queria. Bem parecido com a minha vida.
–Eu por um acaso seria a garota que está ameaçando tudo é isso? -Emma perguntou zombeteira.
–Você foi essa garota Swan. — Regina riu. — E além do mais a única coisa que esse filme lembra você é por causa do seu nome. Você é boa demais para ser o Black Swan, você só é o White Swan. Eu sou ambos.
–Está me chamando de santa Miss Mills? — Emma fez uma cara de ofendida.
–Você é a Salvadora não? — Regina falou com uma sombracelha arqueada.
–Isso não quer dizer nada. — Emma falou não muito convencida mas queria chegar a um ponto de conclusão do assunto. — Eu posso não ser o cisne negro perfeito mas sei de um papel no filme no qual nos duas seríamos perfeitas.
–Qual?
–A Rainha Cisne. — Emma disse em um sorriso.
–Mas Emma, a Rainha Cisne é o cisne branco e preto.
–Você não entendeu a charada Regina?! Rainha Cisne, Swan Queen, entendeu?! Eu sou a Swan e você a Queen. — Ela disse isso e riu e Regina se juntou a risada.
–Da onde você tira essas coisas Emma?! Você tem uma mente mais fértil que a do Henry, ainda não sei como demorou para acreditar em tudo isso.
As duas seguiram a noite vendo mais alguns filmes e foram dormir estava quase amanhecendo mas foram para cama com um sorriso no rosto.
Emma continuava sentada à margem do rio sua aparência deplorável mas seus olhos já estavam verdes como realmente eram. Se lembrar de Regina fazia que toda a magia de luz dentro de si entrasse em dominância sobre o Dark One e iluminava sua confusão mental e acabava com a agonia. Percebendo isso ela continuou a focar sua mente em Regina e nos momentos em que passaram juntas.
Lembrou-se dela na primeira vez que a encontrou naquela realidade alternativa criada por Isaac. Ela estava tão linda com aquela roupagem mais simples. E parecia tão mais leve e jovial. Lembrou-se da primeira vez que fizeram magia juntas nas minas para salvar toda a cidade. Como eu temi perdê-la naquela hora, eu pensava que já tinha perdido o Neal, perder Regina também seria demais para mim. Mas conseguimos juntas. Lembrou-se quando lutaram juntas contra o Chernabog e Regina quase se sacrificou por ela. Ela se pôs em perigo para me tirar do perigo e quase me mata de susto. Ela riu dessa memória. Se lembrou de quando a encontrou no Granny's quando ela chegou na cidade após a segunda maldição. Nunca me senti tão feliz em vê-la, como eu queria abraçá-la naquele momento e dizer que sabia que não havia sido ela que tinha lançado aquela maldição. Finalmente se lembrou da primeira vez que a viu, quando trouxe Henry de volta a Storybrooke. Quando a vi desesperada abraçando o nosso filho, pensei que não existia mulher mais bela que ela no mundo. Ela riu dessa memória. A mais bela de todas com certeza.
Mas de repente as memórias mudaram. Ao mesmo tempo que Emma não se recordava delas, ela sentia que as vivenciou a muito tempo mas eram tão distantes diferentes e ela parecia outra pessoa e apareceram como flashes. E Regina estava nelas só que parecia mais jovem.
–Eu sei que você não é feliz Regina mas eu nunca quis que você se vingasse por mim. O amor nos transforma em pessoas melhores mas você tornou seu coração negro, o que deixa tudo mais difícil para você conseguir sua felicidade.
–Eu não posso ser feliz sem você Daniel!
–Mas você teve a chance mas não quis, ou você acha que eu não sei o que aquela fada fez por você?
–Eu... Mas eu ainda te amava, eu ainda te amo, não poderia entrar naquela taberna sendo que meu coração ainda te pertence.
–Eu sei e é por isso que eu estou voltando.
–Como assim você está voltando?
–Sim eu estou voltando para te trazer de volta para a luz, eu vou voltar para te dar seu final feliz, ainda há esperanças para você meu amor.
Essa lembrança se foi e em seguida veio outra ainda mais confusa mas Emma sentia que era dela, que ela havia vivido aquilo. Mas por que Regina a chamou de Daniel?
Ela se encontrava em um jardim, cercado por flores de diversos tipos e que exalavam um delicioso perfume. Havia anos que ela estava naquele lugar mais ainda não havia se acostumado com a beleza de lá, e nem queria pois quando se acostuma com o belo ele se tornou banal e se para de apreciá-lo. Ela olhou para suas mãos estava ansiosa pois estava a espera de uma resposta a seu pedido para poder reencarnar. Ela tinha que ajudar Regina a ser de novo aquela menina que ela conhecera. Mas porque suas mãos pareciam maiores e mais masculinas?
Um senhor que aparentava ter por volta de seus 80 anos, calvo e com os poucos cabelos que lhe restavam e a barba bem branca e expressão serena foi em sua direção com um sorriso e ela sabia que tinha conseguido.
–Daniel, meu jovem, suas boas intenções e seu pedido foram avaliados pelos nossos superiores e seu pedido foi concedido. Você voltará ao mundo ao qual nasceu anteriormente e terá como missão resgatar Regina das trevas e esperamos que você seja bem sucedido.
–Muito obrigado John. Não tenho como agradecer, eu sei que apesar das coisas que fez e da pessoa que se tornou Regina ainda é aquela garota doce, meiga e amorosa que conheci e amei. Que amo! Ainda há luz dentro dela.
–Eu sei disso, meu garoto. Se não houvesse esperanças de regeneração para ela ainda em vida seu pedido não seria aceito. Agora me siga que eu vou lhe passar as instruções e de como provavelmente será sua vida e qual o melhor caminho para você seguir para ajudar Regina.
–O que eu tenho que fazer meu bom amigo?
–Você nascerá com uma grande missão. Você não deverá apenas salvar Regina das trevas para a qual a empurraram e ela fez questão em mergulhar. Você será chamado de, não se surpreenda com o título, Salvadora, e ajudará a trazer de volta os finais felizes que Regina destruiu.
–Salvadora?! Como assim?! Eu vou voltar no corpo de uma mulher?!
John riu. — Sim você será a filha que Snow White e David, o Prince Charming, estão esperando. Você terá uma grande missão. Te deixamos afastado durante um tempo dos acontecimentos entre os encarnados porque ficar muito próximo da aura que a rainha carrega só te fazia mal. Então vou te atualizar. Ela está para lançar a maldição das trevas que Rumplestiltskin deu à ela mas Snow está a espera dessa criança que quebrará a maldição. Ela nascerá com magia de luz, a mais pura de todas já que será fruto do amor verdadeiro.
–Como o meu filho que Regina carregava que não chegou a nascer. — Ela falou triste. "Peraí eu Regina íamos ter um filho juntas sem ser Henry."
–Sim. — John falou com pesar. — Mas o filho de vocês terá a chance de nascer de novo e ser filho de ambos.
–Mas como se eu nascerei mulher e Regina será bem mais velha que eu.
–A maldição fará com que todos fiquem presos no tempo mas como você escapará dela você irá envelhecer, quando você estiver com 17 anos talvez aparecerá em seu caminho um rapaz e você se apaixonará por ele porém ele não ficará em sua vida para sempre. Vocês conceberão um filho mas você não o criará. Você dará essa criança para a adoção e a vida fará que Regina se torne mãe dela e um dia quando todos vocês estiverem prontos se reencontrarão de novo para concluir a missão.
–Concluir a missão? Pensei que ela só começaria quando eu reencontrasse com ela.
–Ela começará quando você der a criança, porque ela será o começo da redenção de Regina.
–Então nosso filho ele vai nascer dessa vez? — Ela perguntou com brilho nos olhos. "Henry estava para ser meu filho e de Regina a tanto tempo..."
–Sim. Mas não se esqueça que na hora que você tiver que abrir a mão dele é para que algo melhor aconteça para a família de vocês.
Mais um flash.
Emma, na figura de Daniel, se encontrava em um canto de um quarto que parecia ser de um castelo. O cômodo era amplo e bem espaçoso. No meio tinha uma grande cama de casal com dossel. em um canto a frente da cama tinha uma penteadeira e ao lado uma porta que dava para o closet, do outro lado tina uma escrivaninha e um espelho grande e largo de corpo inteiro. Regina e um homem que aparentava uma idade que poderia ser pai dela discutiam bem ali. "Esse deve ser o meu avô pela coroa que ele está usando."
–Você me enganou. Mentiu para mim Regina! Se casou grávida e quer me fazer assumir o filho de outro! — Leopold falava raivoso.
–Isso não é verdade! O bebê que espero é seu! — Regina estava chorando desesperada.
–Basta de mentiras! As criadas ouviram você murmurar sobre seu filho com seu amor verdadeiro, um tal de Daniel. — Ele falou desgostoso.
–Leopold, majestade, eu posso explicar! Quando nos casamos eu não sabia, eu...
–Então está confessando que teve relações com outro e que essa criança que carrega é filho dele! — Leopold a agarrou pelos braços e a sacudiu encolerizado.
Regina estava assustada e chorava muito. Não esperava tal reação do rei quando e se caso ele soubesse que o filho que ela esperava era de Daniel. O rei que era sempre tão justo e bondoso com seu povo se diferenciava e muito do homem que estava ali presente, cruel e raivoso. Uma onda de raiva subiu por Emma e ela só soube gritar: LARGUE-A AGORA!! Ela avaçou sobre eles mas sem nenhum resultado seu corpo traspassou o deles e as emoções e energias negativas do lugar só lhe enfraquecia e fazia-lhe mal.
–Sim meu filho é de outro homem. Um homem ao qual eu amei muito e que me amou também! — Regina confessou em meio as lágrimas.
–Então ele provavelmente te abandonou depois de ter se mostrado uma mulher tão fácil e você decidiu casar com o rei bobo e velho para assumir seu filho não é! — Ele a sacudiu mais forte. — VOCÊ É UMA FALSA E UMA GRANDE VADIA!
Diante de tal ofensa e em meio a tantas inverdades, Regina tirou forças de dentro de si e conseguiu soltar uma mão e desferiu um tapa bem forte na cara de Leopold que com a raiva a lançou com força em direção ao espelho e saiu do quarto com uma última fala lançada à Regina.
–Você é igual a sua mãe.
Emma não podia acreditar no que via. Regina estava ferida, suas costas sangravam, com a força do impacto do seu corpo ao espelho o mesmo se rachou e a cortou mas havia sangue escorrendo por debaixo do vestido da rainha e ela urrava de dor.
–MEU FILHO! EU ESTOU PERDENDO O MEU FILHO! — Ela gritava de dor e chorava mas ninguém a ouvia. — Você vai me pagar por isso Leopold, eu vou me vingar de você e da sua filha por todo esse sofrimento.-Regina ameaçou já bem fraca.
"Não, não, não nosso bebê." Emma só teve tempo de ver Regina perdendo as forças e desmaiando para logo em seguida tudo ficando preto também.
Com a dor da antiga memória veio as dores que seus demônios interiores do presente estavam causando e a confusão mental era agora ainda maior dentro dela. Eu sou o Daniel. Eu sou a reencarnação do antigo amor de Regina! Eu sou seu final feliz! Lembrava-lhe a luz dentro de si. Eu fui uma tola, cega e covarde! Deveria ter contado a Regina o que sentia por ela. Eu fui a culpada por seu sofrimento assim como pelo meu. Eu arruinei o final feliz do meu amor! Eu não sou merecedora de nenhum sentimento bom que Regina ou Henry possa nutrir por mim. Dizia o Dark One dentro dela. Emma soltou um grito agoniado.
–REGINAAAA COMO EU QUERIA VOCÊ AQUI! Por favor me traga para a luz. — Ela sussurrou seu último pedido antes de desmaiar.
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Enquanto isso...
Ao ver os olhares acusadores de toda cidade sobre si e o olhar questionador do filho sobre si Regina não aguentou e fugiu. Ela estava totalmente quebrada com o acontecido e queria sair dali o mais rápido possível poderia deixá-los ver mais da sua dor do que já tinham visto, não poderia deixá-los vê-la perder o controle e desabar mais não tinha lugar para se refugiar, ela sabia que Henry e provavelmente Snow iria atrás dela, então se teletransportou para o único lugar que ela tinha certeza que ninguém a procuraria. Apesar de que sua dor seria um motivo de júbilo para a pessoa que iria encontrar quando chegasse mais ela estava cansada de se fingir de forte. Que se dane o que ela vai sentir ou achar!
Regina apareceu no meio do quarto na ala psiquiátrica onde Zelena estava presa. Apesar da pouca luminosidade do local, a ruiva percebeu a presença de alguém e deu um pulo da cama e então reconheceu a irmã com a adaga na mão e se assustou.
–Regina o que você está fazendo aqui? Você não viria só amanhã? E o que tá fazendo com a adaga não me diga que des...- Ela ia perguntar se a mais nova tinha desistido da ideia de mantê-la viva quando viu Regina desabar em um choro convulsivo a sua frente. Ela simplesmente ficou sem reação, a bruxa sempre sonhou ver a irmã mais nova, que sempre teve tudo o que ela quis desde coisas materiais ao carinho e amor das pessoas, destruída. Mas não conseguiu se sentir alegre com aquela cena, somente penalizada, afinal apesar de querer muito nunca pensou ver a grande e terrível Evil Queen naquele estado e aquilo a estava deixando muito desconfortável e, surpreendentemente estava com vontade de consolar a irmã pelo o que quer que tenha acontecido. Não acredito que eu estou amolecendo e ainda mais com relação à Regina que eu sempre odiei! ARGH Deve ser esses malditos hormônios descontrolados pela gravidez só pode!
Zelena se abaixou ao lado da onde a irmã estava sentada chorando, ela levantou a mão para lhe tocar mas a abaixou rapidamente, desistindo de tal gesto. Hormônios malditos!
–Regina o que aconteceu? Aconteceu alguma coisa? Aconteceu algo com Henry, com Robin...?
–Só me deixa aqui no canto sozinha, por favor! Eu só vim para cá porque ninguém me procuraria aqui, então me deixa em paz!
Acho que alguém tá pedindo para ser agredida. Aqui não deveria ser o meu espaço e minha prisão?!
–Eu pensei que estivesse presa aqui para cumprir pelos meus crimes e não para ter que ficar assistindo ao chororô da minha irmãzinha caçula. — Zelena disparou azeda e perdendo a paciência e se levantou.
–CALA A BOCA! VOCÊ NÃO SABE DE NADA! — Regina gritou chorando.
–Ah eu não sei de nada?! Você usa a minha "cela" como seu refúgio pessoal para descarregar as mágoas e reclama por eu perguntar o que aconteceu?! O que foi dessa vez o Robin falou que não ia dormir na sua casa e você ficou chateadinha foi?
Regina por impulso e raiva a lançou longe com magia fazendo com que Zelena batesse as costas com certa força na parede.
–Ai! — A bruxa reclamou de dor.
–Ai meu Deus! O que foi que eu fiz! — Regina correu até a mais velha para ver se tinha lhe causado algum mal ou ao bebê mas foi repelida.
–Por mais que você queira me ferir ou ao meu filho, eu sou forte o suficiente para nos proteger de você! — Zelena falou com raiva.
–Me desculpe Zelena! Eu juro que eu não queria te ferir ou ao seu filho foi somente impulso. — A morena suspirou. — Desculpe eu não estou bem, e parecer tão vulnerável assim na sua frente não era minha primeira opção mas esse foi o único lugar que me passou pela cabeça que eu poderia vir sem que ninguém viesse me procurar. E eu pensei que você só quisesse debochar da minha dor.
–Bem, por mais que eu quisesse te ver sofrendo, só teria graça eu debochar do seu sofrimento caso fosse EU a culpada por eles se não foi não tem a mínima graça. Me diga o que te fez ficar assim que aí eu descubro se te consolo ou zombo de você. — Zelena falou com um sorriso irônico sentando na "cama".
Regina revirou os olhos, soltou um suspiro resignado e sentou-se ao lado da ruiva.
–Emma... — Ela falou com os olhos se enchendo de lágrimas novamente.
–O que ela fez? Aceitou algum pedido de casamento do pirata e você finalmente se deu conta que a ama mas que a perdeu para sempre?
Regina fuzilou a outra com o olhar tentando conter as lágrimas sem sucesso.
–Peraí isso não é sério né?! Eu falei brincando...
–Claro que não é sério idiota! Foi pior...
–Pior como? — Zelena perguntou finalmente tomando um ar sério.
–Ela, a Emma, meio que... meio não, ela se sacrificou por mim. Bem não a sua vida mas a sua essência. O Dark One se soltou, ou foi solto tanto faz, do corpo do Rumple e me atacou e começou a sugar toda minha luz e forças, então... a Emma atrelou toda as trevas do Dark One a ela mesma e se tornou a nova Senhora das Trevas e desapareceu só deixando a adaga para trás.- Regina segurou a adaga com ambas as mãos de uma maneira que Zelena pudesse ver o nome de Emma escrito nela. — E eu a amo. Ela não deveria ter feito isso.
Zelena olhou para a adaga e para Regina que chorava novamente e falou.
–Que você a ama é bem óbvio. E parece que é recíproco para ela ter feito isso. Isso deveria significar algo bom não?!
–Como deveria ser algo bom se ela sumiu?
–É só invocá-la com a adaga, não é óbvio?!
–Claro que não! Bem eu... eu não sei como ela está agora. E se ela estiver se sentindo mal e me culpando?
–Eu acho que de todas as pessoas de cidade que a Dark Emma poderia querer culpar ou se vingar acho que você seria a última opção. Eu acho que eu seria a primeira da lista dela, depois do Rumple é claro.- Zelena falou com um sorriso de canto.
Regina pensou nisso mas então um outro pensamento lhe ocorreu.
–Ela só tinha luz dentro de si...- A rainha sussurrou para ela mesma mas Zelena conseguiu ouvir.
–Como pode uma pessoa que só tinha magia de luz e era essencialmente boa estar conseguindo lidar com tanta escuridão, ainda mais como a do Dark one? — A ruiva falou.
Regina arregalou os olhos constatando o óbvio. Eu fiquei tão obcecada com a minha própria dor, pensando que Emma era Daniel e que o havia perdido de novo que não pensei que Emma deve estar sofrendo e muito agora! Ela nunca teve trevas dentro de si, nunca houve equilíbrio. Meu Deus eu tenho que encontrá-la! Regina se levantou em um rompante.
–Eu tenho que encontrá-la! Ela não deve estar bem, ela não deve estar conseguindo lidar com tanta luz e trevas ao mesmo tempo. Eu tenho que ajudá-la!
–Calma, você vai invocá-la então?!
–Acho que é a única maneira.
–E você acredita que possa ajudá-la a lidar com tudo isso? — Zelena perguntou duvidando, elas poderiam até se amarem mas será que esse amor era forte o suficiente para conseguir um equilíbrio entre a Salvadora e a Senhora das Trevas que residia agora em Emma?
–Sim! Emma é o meu amor verdadeiro. Ela é Daniel, é claro que posso ajudá-la. Trazê-la para a luz como ela fez comigo. -Regina falou isso com os olhos brilhando e um sorriso começando a aparecer em seus lábios.
–WOW acho que você está começando a ficar louca, sis. Você tá falando que seu ex-namorado morto é a sua atual quedinha lésbica.
–Emma não é minha "atual quedinha lésbica"! E Daniel nunca chegou a ser meu "ex-namorado". E não, eu não estou ficando louca! — Regina deu um suspiro pesado.- Pode parecer loucura mas há alguns dias atrás antes de irmos atrás de você, Robin e Lily, eu tive um sonho com Daniel, onde ele me falava que tinha voltado por mim para que eu conseguisse ter meu final feliz e que estava quase conseguindo. Mas que também estava cansado que os acontecimentos dos últimos dias estavam sendo difíceis e que parecia que iam piorar e que ele precisaria da minha ajuda. E ele também falou que se sacrificaria por mim se preciso... e ele o fez. Emma não é exatamente o Daniel. Ela é a reencarnação dele.
–Tá okay, talvez eu não acredite nesse lance de reencarnação mas no sonho sim. Na minha busca por saber mais sobre portais de viagens no tempo, eu encontrei algo bem interessante sobre o assunto sonhos. Eles funcionam como portais temporários para um plano, ou mundo não sei, espiritual e você pode se comunicar com os que se foram. Eles podem ser bem proféticos.
–Viu isso só prova o que eu disse!
–Na verdade isso só prova que você tem um sério problema de ficar sonhando com morto. Mas pode ser que sua ligação com a Emma seja realmente bem mais forte que vocês esperavam e que seu namoradinho de adolescência veio te avisar.
–Pode ser! Mas eu só sei que eu tenho que ajudá-la!
–Então vá logo, mas não a invoque aqui vai que ela queira me matar!
–Emma não te mataria. — Regina falou com desdém.
–A Salvadora não. Mas a Dark One sim.
Regina refletiu sobre isso e teve que concordar. Ela ia saindo mas antes de ir se virou para Zelena e disse:
–Obrigada por me ouvir e consolar um pouco. Acho que nós talvez ainda podemos criar qualquer laço fraternal ainda.
–Talvez sim, talvez não. Quem sabe. -Zelena sorriu e deu de ombros.
Regina balançou a cabeça e se teletransportou dali em sua fumaça roxa. Ela apareceu no meio da clareira onde elas algumas semanas atrás haviam libertado as fadas do chapéu. Ela ergueu a adaga em frente ao rosto. O nome de Emma brilhava à luz da lua cheia no meio da escuridão durante a madrugada.
Como eu queria que você estivesse aqui, Swan.
–Dark One eu te invoco! Dark One eu te invoco! Dark One eu te invoco!
Regina olhou para os lados e não viu ninguém.
–Emma, cadê voc...
Antes que ela terminasse de falar, se deparou com uma figura que emergia das sombras das árvores. Era Emma, ela parecia a mesma mas ao mesmo tempo parecia alguém muito diferente. Seus cabelos estavam despenteados, sua roupa suja e rasgada como se ela tivesse entrado em uma luta corporal com um urso, seus braços estavam com grandes marcas de arranhões vermelhos mas o que mais assustou Regina foram seus olhos. Apesar da escuridão do lugar, a prefeita conseguiu vê-los. Os olhos que ora haviam sido verdes e que lhe passavam calma e tranquilidade estavam agora castanhos e pareciam estar vazios de todos o tipo de emoção.
–Você me chamou Regina? — Emma perguntou e o tom de sua voz era frio como gelo.
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