Notas iniciais
Aí vai mais um capítulo espero que gostem. As partes em ítalico são pensamentos e em negrito é flashback.

Meu Deus mais o que foi aquilo? Eu quase beijei a Swan, quer dizer ELA quase me beijou ou seria NÓS quase nos beijamos... ARGH! Eu devo estar ficando louca em pensar beijar a Emma ou cogitar a ideia de que ela seria Daniel reencarnado. Como se ele fosse voltar logo como uma mulher; ou pior como filha da Snow e do Charming, as pessoas que eu passei anos perseguindo e odiando. Não, não é possível seria muita ironia do destino. Mas quantas vezes o destino não brincou comigo não é mesmo. Regina remoía todas essas coisas enquanto dirigia a caminho da prefeitura. Não Regina, esquece essa história de que a Emma é o Daniel, apesar de ela sempre estar disposta a me ajudar a achar o meu final feliz, ela não é o seu amor verdadeiro que reencarnou por você. Apesar de seus olhos e seu cheiro serem o mesmo que o de Daniel no sonho isso não significa nada, essa impressão é só porque vocês tem passado muito tempo juntas nos últimos meses. É... é isso! Por isso toda essa confusão na minha cabeça. Emma se tornou minha melhor amiga, nós compartilhamos um filho e ela está sempre próxima, como o mais próximo que eu posso considerar como amiga que eu já tive foi a Maleficent, e diga-se de passagem nossa relação nunca foi como a minha com a Swan, e sem tirar o fato que eu estou me sentindo um pouco carente ultimamente o meu subconsciente tá confundindo as coisas só isso.

A rainha tentava se convencer disso a qualquer custo enquanto entrava na prefeitura e procurava o pergaminho que auxiliaria-as a poder sair da cidade e voltar sem problemas.

Além do mais eu estou saindo da cidade com a Emma com o intuito de ir atrás da tal de Lily que é filha da Maleficent e trazê-la de volta para a mãe E salvar a minha alma gêmea que é o Robin da maluca da Zelena. Isso é nisso que eu tenho que me focar! E também porque eu e Emma já nos odiamos, eu e Daniel sempre nos demos bem, ou quase...

Regina sabia bem que esse seu último pensamento era uma mentira. Ela e Daniel se detestaram logo de cara. O pobre tratador de cavalos tinha apenas 16 anos quando começou a trabalhar nas propriedades da família de Regina e como não conhecia a até então Princesa Regina, da qual todos os empregados do local elogiavam por ser bela como a mãe mas doce como o pai, não sabia quem ela era e ele tinha ordens de não deixar ninguém montar nos cavalos a não ser a princesa que treinava equitação mas isso só acontecia às tardes de toda quarta-feira como ele foi avisado. Pois bem, ele começou seu serviço numa manhã de segunda-feira e depois de uma hora em que ele estava nos estábulos, uma garota lindíssima que devia ter por volta de seus 15 para 16 anos, vestida de maneira simples entrou no local e já se dirigia na direção de Rocinante e atava as rédeas no animal.

–Hey, você não pode montá-lo!- Falou Daniel.

–Como é que é? É claro que eu vou montá-lo, quem é você para dar ordens à mim?!- A garota falou indignada.

–Eu sou o novo tratador dos cavalos e tive ordens de não deixar ninguém montar nesses cavalos, especialmente Rocinante. Com exceção da princesa.

–haha Então você não está cumprindo ordens! Eu sou a princesa Regina e vou montar no meu cavalo AGORA!

–Você acha que me engana? Eu fui avisado que a princesa só monta as tardes de quartas e bem hoje é segunda de manhã e você não parece com uma princesa, olha suas roupas!

–Como é que é? Como você ousa a falar assim comigo! Hoje será seu primeiro e ÚLTIMO dia aqui.

Príncipe Henry chegando nos estábulos vê a gritaria e pergunta:

–O que está acontecendo aqui?

–Vossa alteza essa menina diz ser a princesa e quer montar em Rocinante mas eu recebi ordens de não deixar ninguém montá-lo.- Daniel correu para se explicar.

Príncipe Henry riu e entendeu a confusão, o pobre garoto não conhecia sua filha e pelos trajes que Regina estava usando ninguém que não a conhecesse diria que ela pertence a família real.

–Papai demita esse serviçal imediatamente ele está me ofendendo!

–Ora Regina não é culpa dele que ele não te conheça ou reconheça você como alguém da realeza!- Daniel ficou pálido ao perceber que aquela garota que estava vestida como uma camponesa era realmente a princesa. — E afinal sua te viu saindo com essas roupas minha filha?

Regina ficou automaticamente vermelha de vergonha, pois sabia que Cora jamais aprovaria suas roupas, ela realmente não parecia alguém da realeza as vestindo.

–Não, ela não viu mas papai o que isso tem a ver...

–Tem a ver que o pobre rapaz não tem culpa que você querendo despistar sua mãe se veste como uma camponesa e assim ele nunca te reconheceria como uma princesa. Acho que pela cara dele, ele está bem arrependido pelo equívoco e você irá se desculpar por ser tão rude.

Regina olhou indignada para o pai, ela sabia que falou como uma princesinha mimada mas ela estava com pressa para sair dali, ela havia tido uma discussão com a mãe um pouco antes e queria ir para longe dali antes que Cora a achasse. Ela normalmente era uma garota doce e compreensiva mas estava com tanta raiva e se sentindo sufocada pela mãe, e não estava ligando para nada nem ninguém, ela só queria sair dali mas esse garoto se meteu em seu caminho e ela acabou descontando nele mas ela era teimosa e não pediria desculpas, pelo menos não agora.

–Não! — Ela respondeu simplesmente e puxou as rédeas do cavalo e o montou. Saiu galopando para longe dali o mais rápido possível.

–REGINA!- O pai a chamou mas ela não olhou para trás.

Daniel só observava, ele estava envergonhado demais por ter tratado a princesa daquela maneira mas também estava com raiva, afinal lhe disseram que a princesa era uma pessoa agradável e gentil porém ela se mostrou ser mimada e rude.

–Desculpe-me pela Regina. Ela não costuma ser assim mas hoje mais cedo ela discutiu com a mãe, e ela ainda deve estar bastante irritada e acabou descontando em você.- Henry falou olhando para o garoto.

–Sem problemas vossa alteza. O erro foi meu por não ter acreditado nela quando me disse quem era.

–Você nem ninguém adivinharia quem Regina é pelos seus trajes. Você não tem culpa, ela é uma boa garota mas tem gênio forte. Você verá que ela é uma boa menina.

O dia se passou e nada de Regina aparecer, chegou a noite e Daniel deveria fechar os estábulos mas não poderia fazê-lo pois a princesa estava com Rocinante. E ainda por cima estava ameaçando chover então ele foi até a casa grande contar para suas altezas e perguntar o que fazer.

–Como assim Regina ainda não voltou com Rocinante? Ela saiu era de manhã! — Perguntou uma Cora exasperada. — Eu vou atrás dessa garota estúpida agora mesmo, esse não é um comportamento adequado para uma princesa.

–Cora, por favor acalme-se, vamos pôr nossa guarda a busca de Regina. Você não precisa se meter nisso! Afinal não vamos esquecer que ela só fugiu por causa da briga de vocês hoje de manhã.- Henry pronunciou-se.

–Ela é minha filha e precisa aprender a me obedecer e portar-se como uma verdadeira dama! Irei fazer uma poção localizadora e irei atrás dela!

–Além de tudo vai usar magia para procurá-la Cora e depois vai usar magia nela para obrigá-la a voltar? Você sabe o quanto ela odeia quando você faz isso, aliás foi sua magia que começou tudo isso!- Henry falou nervoso, ele estava muito preocupado com o sumiço da filha.

Daniel ouvia tudo sem jeito e um pouco temeroso, afinal ele havia ouvido boatos de que a Princesa Cora praticava magia e era conhecida por arrancar e colecionar corações daqueles que lhe desafiavam porém ele nunca achou que isso fosse verdade. E ouvindo o jeito como Cora se referia a filha entendia agora o porquê da garota estar tão estressada e ter fugido,nada que justificasse sua arrogância, ele ainda estava um pouco irritado com ela mas queria ajudá-la e sentia que se mãe e filha se reencontrassem agora não daria boa coisa. Então tomou coragem e se pronunciou mesmo com medo de que poderia ter seu coração arrancado por estar se intrometendo em assuntos que não eram seus.

–Com licença Vossas Majestades, eu não quero ser intrometido mas, talvez eu poderia ir atrás da princesa com a sua permissão é claro!

–O que você está dizendo meu jovem? — Perguntou Cora se aproximando do adolescente que imediatamente ficou tenso mas já que tinha começado ia terminar.

–É que eu comecei meu trabalho hoje nos estábulos, e sou responsável pelo bem-estar dos cavalos e Rocinante, o cavalo que está com a princesa Regina não é uma exceção. E bem acho que fui um pouco insubordinado com ela hoje cedo e acho que seria uma boa forma de me desculpar com ela. Às vezes ela pode ter se perdido pelos bosques enquanto cavalgava pode ser por isso que ainda não voltou.

A fisionomia de Cora que antes estava aparentando irritação por Regina ter fugido mudaram completamente quando Daniel mencionou que ela poderia estar perdida. Apesar de ambas serem muito diferentes uma da outra e Regina muitas vezes não se comportar como Cora queria ou esperava, ela ainda era sua filha, sua menininha que ela amava, a única pessoa que ela conseguia amar apesar de seu coração estar fora de seu peito.

–E como você acha que pode encontrá-la.- Henry deu voz aos pensamentos de Cora.

–Bem...-Daniel começou falando timidamente.- Eu conheço bem esses bosques então não me perderia neles e a vossa alteza mencionou uma poção localizadora, poderia me ajudar a encontrá-la mais rápido e sendo somente eu seria mais rápido ainda. Mais só farei isso se Vossas altezas concordarem é claro. — Ele terminou de falar e abaixou os olhos em sinal de respeito.

Cora e Henry estavam nervosos e uma tempestade se aproximava, Regina não poderia ficar por aí por mais tempo. E se caso ela estivesse ferida... eles nem queriam pensar na possibilidade de algum ruim acontecer com sua menina, então Cora falou:

–Estou indo até meus aposentos buscar a poção localizadora e vou passar no quarto de Regina e pegar algo dela para usar na busca, não demoro. — E saiu apressada.

Restaram somente Daniel e Príncipe Henry na sala. O garoto acanhado e o príncipe nervoso com o sumiço da única filha.

–Por favor traga-a de volta para casa. Sã e salva. Não me importo com o que aconteça com o cavalo, só me traga minha menina. — Henry fez o pedido olhando dentro dos olhos de Daniel e o garoto viu toda o temor do prícipe refletido naquele olhar.

–Eu a trarei. Farei o meu melhor para ajudá-la.

–Muito obrigado!

Cora retornou com um frasco da poção, uma encharpe de Regina e uma lanterna com o fogo já aceso dentro dela e o entregou ao garoto dizendo:

–Essa lanterna está encantada e mesmo que chova seu fogo não apagará. Você precisará dela. E eu vou encantar essa encharpe e ela te levará até Regina, é só segui-la.

–Okay. Com vossa licença alteza.

Ele derramou a poção na encharpe e ela começou a flutuar e Daniel a seguia de perto. Como ele suspeitava o objeto o levou para o meio do bosque. A chuva começou a cair bem forte e relâmpagos iluminavam o céu noturno até que ele ouviu um relincho e a encharpe de Regina começou a flutuar mais rápido a sua frente e ele correu em direção ao barulho. E se deparou com a seguinte cena: Uma Regina assustada tentava se equilibrar em cima de Rocinante, que estava assustado com o barulho dos trovões.

Daniel correu em direção ao cavalo para tentar acalmá-lo antes que ele derrubasse Regina porém antes que ele conseguisse alcançá-los Regina se desequilibrou e caiu com o rosto no chão. O garoto dos estábulos imediatamente esqueceu do cavalo, que havia corrido para longe, e foi ao socorro da princesa que havia desmaiado e estava com um ferimento no lábio superior. O adolescente com a ajuda da lanterna encantada que Cora havia lhe dado olhou ao seu redor para poder se localizar e achou uma gruta a sua esquerda, pegou a princesa no colo e segurou a lanterna em uma das mãos e se dirigiu até lá. Deitou-a no chão e com a encharpe dela tentou limpar o ferimento em seu lábio. Enquanto o fazia ele reparava em sua beleza, e pensava como nunca havia visto moça mais bela do que ela em sua vida. Regina apesar de estar com o rosto sujo e descabelada ainda tinha uma beleza angelical. É a mais bela de todas com certeza. Daniel pensou a olhando. Regina acordou e se levantou em um pulo quando viu Daniel tão próximo de seu rosto(não que ele estivesse fazendo algo errado, só estava limpando o rosto dela e o ferimento).

–O que você está fazendo? Cadê o meu cavalo? — Ela sentiu uma tontura porém Daniel a amparou antes que ela caísse.

–Calma princesa, vossa alteza caiu do cavalo e bateu com a cabeça com força, ainda está tonta da queda. Eu vim atrás de você a pedido de seus pais e estava cuidando do ferimento do seu lábio, não precisa ficar brava.

–Me desculpe, eu estou sendo estúpida. Muito obrigada por me ajudar. — Ela deu um singelo sorriso em agradecimento mais sentiu dor quando o fez. -Ai.
Daniel olhou ao redor e viu uma folha grande serviria para recolher um pouco de água da chuva para limpar melhor o ferimento.

–Espere um segundo vossa alteza.- Ele saiu e ficou um tempo lá fora até recolher água o suficiente. Obviamente ele voltou encharcado.

–A senhorita poderia segurar a folha desse jeito um instante?
Regina pegou a folha em forma de concha para que a água não escorresse como ele pediu. Daniel pegou uma ponta da encharpe que continuava limpa, a molhou na água e passou no ferimento de Regina. Ela gemeu de dor.

–Calma alteza é só para o ferimento não infeccionar.

–Por favor para de me chamar de "vossa alteza". Você acabou de salvar a minha vida, acho que não precisamos de tanta formalidade. Eu sou Regina, somente Regina e você quem é?

–Meu nome é Daniel eu trabalho nos estábulos da sua família, pri... quer dizer Regina.

Regina então se lembrou dele e de como o tratou de manhã e se sentiu envergonhada.

–Olha por hoje de manhã me desculpa, eu estava com raiva e acabei descontando em você, que não tinha nada a ver com isso. Você deve estar me achando uma princesinha mimada.

–Confesso que realmente achei que você fosse uma princesinha mimada e arrogante mas acho que estou mudando de opinião. — Ele disse sincero. -Afinal o que aconteceu para você ter saído daquele jeito hoje?

Regina deu um suspiro pesado e respondeu:

–Minha mãe. Ela é uma pessoa muito difícil e controladora. Ela quer que eu seja como ela e aprenda magia mas eu não quero. Eu vejo o que a magia faz com ela, apesar de ela ser minha mãe e a amar eu sei como ela é má. E eu não quero ser assim. Não quero ser como ela. -Regina disse isso tudo olhando dentro dos olhos do garoto, ela nunca contou como se sentia em relação à Cora nem a seu pai mas aquele garoto... Ela tinha acabado de conhecê-lo mas sentia que poderia confiar nele.

–Sei bem como é que essas coisas. Meu pai também não era o melhor pai do mundo. E quando eu tinha 12 anos ele abandonou a mim e a minha mãe. Sei como se sente quando a pessoa que você mais ama te decepciona e você quer fazer de tudo para não ser que nem ela. — Falar sobre seu pai era algo difícil para Daniel mas ele se sentia à vontade ao lado de Regina e falar sobre aquilo não lhe pareceu estranho, era como se eles já se conhecessem a muito tempo. -Sabe eu conheci sua mãe e ela realmente não parece ser o ser uma pessoa muito amável. Teve uma hora em que pensei que ela arrancaria meu coração só pelo olhar dela. -Ele riu.
Regina riu também mesmo sendo desconfortável por conta do ferimento em seu lábio.

–Sério?! O que você disse para deixar a Princesa Cora irritada mas não a ponto de ela lhe arrancar o coração? — Ela perguntou debochada.

–Falei que ao invés dela vir atrás de você, eu poderia vir. Já que você poderia estar perdida e eu conheço bem esses bosques.

Regina se surpreendeu com isso. Como pode aquele simples cuidador de cavalos que ela havia tratado tão mal pela manhã ter se oferecido para ajudá-la caso ela tivesse perdida?

–Por que você fez isso?

–Bem eu tinha que fechar os estábulos e você tinha saído com Rocinante então tinha que falar para seus pais que você ainda não havia voltado. Seu pai parecia bem preocupado e sua mãe irritada até eu falar que você talvez poderia estar perdida. Imaginei que o barulho de vários guardas atrás de você poderia assustar o cavalo e acontecer uma tragédia e somente sua mãe, apesar da magia dela não seria seguro para nenhuma das duas, então...

–Muito obrigada! Você tem me ajudado muito.

–Não foi nada de mais. — Ele falou e deu de ombros. — E só para você não ficar se achando minha preocupação maior mesmo era o bem estar de Rocinante. Aquele cavalo é muito bom para ficar perdido pela mata.
Regina gargalhou com aquilo.

–Se ele era tão importante onde ele está agora Stable boy?

–Bem...- Ele olhou para a entrada da gruta e quem havia acabado de entrar? — Aí está ele princesa! — Disse irônico.

–Salvo na hora certa, não?

–Com certeza! A chuva já passou podemos ir.

Quando chegaram as propriedades da Família Mills, já estava amanhecendo. Henry e Cora não dormiram preocupados com a filha e quando a viram chegar ao lado de Daniel que trazia Rocinante pelas rédeas respiraram aliviados. Cora quis curar o machucado de Regina com magia mas a mesma recusou, então o ferimento foi tratado como deveria mas deixou uma pequena cicatriz no lábio superior de Regina. Com o passar dos dias Regina frequentava os estábulos todos os dias para conversar com Daniel enquanto ele trabalhava e assim surgiu uma bela amizade entre os dois e daí para perceberem que estavam apaixonados foi um pulo.

Regina se lembrava dessas coisas até que sentiu seu celular vibrar no bolso de seu sobretudo. Era Emma, ela atendeu.

–Então, eu já estou pronta e estou aqui em frente a prefeitura e Henry veio se despedir de você. — A loira foi falando logo.

–Ok, já estou descendo. E você avisou a eles que é uma viagem de no máximo 3 dias? Não é como se fossemos ficar um ano fora.

–Eu falei mas você sabe o quão dramáticos todos eles são.

–E como sei.

Regina desceu e quando ela saía viu Emma se separando do pirata. Aquela cena a deixou um pouco desconfortável mas disfarçou e foi abraçar Henry. Ela percebeu quando Mary ia dar um abraço em Emma mas ela somente disse para eles tomarem conta de Henry. Ela percebeu o quanto aquilo magoou sua ex-enteada, afinal ela já passou com algo parecido com o filho e sabia como doía aquela rejeição. Quando elas estivessem sozinhas ela falaria sobre isso com Emma.

–Pegou?- Emma perguntou à Regina.

–Não irei à um mundo sem magia sem a minha própria. O pergaminho da Snow Queen, caso tenhamos dificuldade em passar pela capa que envolve a cidade.

–Vamos sair daqui.

Elas entraram no carro e Emma recebe uma notificação no celular.

–O que foi? Algo sobre Lily?

–Sim, um dos meus contatos achou um endereço, mas é de 5 anos atrás.

Emma fez uma cara de espanto e se recostou no assento do carro olhando fixamente para o celular e Regina a olhou preocupada.

–Emma, o que foi?

–Isso é em Lowell, Massachussets, que é a menos de 50 Km de Boston, que é onde EU morava 5 anos atrás.- Ela respondeu chocada com a coincidência.- Nós crescemos em Minessota, fomos separadas na infância e acabamos morando 1 hora uma da outra quando adultas?

Regina suspirou e franziu os lábios, balançando a cabeça pensando: Ah o destino...

–Como eu disse: destino.- Ela virou o olhar para Emma e continuou.- Vocês tem uma conexão. Isso tem unido vocês.

–Isso pode ter nos unido quando crianças, mas da última vez que a vi foi eu quem a afastou.

–O que exatamente aconteceu entre vocês duas?

Emma olhou para Regina e deu a partida no carro pensando se ela contava ou não. Decidiu falar por fim.

–Bem nós nos conhecemos quando eu havia fugido de um dos orfanatos que eu morava em Boston, eu tinha por volta de uns 13 para 14 anos e ela também. Eu estava com fome e tinha ido até um mercado tentar roubar algo para poder comer.- Regina a olhou com uma sobrancelha arqueada.- Qual é eu estava com fome e você está indo atrás de um cara que é conhecido por ser um ladrão, então não me julgue!

Regina riu e respondeu:

–Justo mas continue.

–Okay, então quando eu fui pega, ela me puxou pelo braço e enganou a segurança do mercado falando que nossos pais estavam no carro. E ela estava com um carrinho cheio de comida e passou o cartão que ela havia roubado do pai e passou as coisas para eu e ela comermos. Eu pensei que ela vivia em um desses abrigos bancados pelo governo e tivesse ficado no sistema como eu e ficamos amigas e invadimos umas casa que ficavam vazias durante o outono mas à noite o pai dela nos encontrou e eu descobri que ela havia mentido para mim e enquanto ela ia embora e eu voltava para o sistema. Um tempo depois eu tinha sido adotada por uma família que tinha sido uma das melhores até então, e estávamos para sair de férias e quando fui atrás de algo na garagem ela estava lá escondida falando que tinha se metido em uma encrenca e que não tinha mais ninguém para ajudá-la. Aí meu pai adotivo chegou e perguntou quem ela era e ela mentiu falando que os pais dela haviam acabado de se mudar para aquele bairro e ela havia ido me visitar e ela continuou mentido para eles de como nos conhecemos durante a noite toda, e quando fui confrontá-la por isso, eu vi um vídeo de procurados na televisão onde uma garota com uma toca no rosto estava invadindo um mercado em um assalto a mão armada. Eu fiquei brava e ela me disse que não havia sido culpa dela, que o namorado a tinha enganado e que eu precisava ajudá-la a pegar um colar dela que era a única coisa que ela tinha da mãe biológica e havia fiado nas coisas do namorado. Eu decidi ajudá-la e acabei me ferrando por causa disso e fugi. Ela acabou me encontrando mas falei para ela para de vir atrás de mim, que ficasse longe e depois disso nunca mais a vi.

Emma contou tudo isso com pesar, ela havia se ferrado por causa de Lily mas ela sabia agora que a vida da outra havia sido ferrada por ela primeiro, ou melhor pelos seus pais somente para garantir a bondade de Emma, e agora ela via que havia sido injusta com a amiga mas como ela poderia saber?

–Emma, você sabe que tudo isso não é culpa sua certo? E nem dos seus pais, pelo menos não por inteiro. — Regina completou quando viu a cara da Salvadora para ela. -Eles tem sua parcela de culpa nisso sim, porém eles não sabiam que a Lily seria banida para cá. Eles só queriam te proteger e, às vezes nós cometemos erros tentando proteger nossos filhos, erramos tentando acertar. Você assim como eu, sabe muito bem disso. Quantas vezes erramos tentando fazer o que era certo pelo Henry.

–Isso é diferente Regina e podemos mudar de assunto?

Regina suspirou e revirou os olhos, Emma era muito cabeça dura mas ela não insistiria no assunto.

–Então e sobre sua nova obsessão sobre vida após a morte e reencarnação, eu te contei sobre como eu conhecia o assunto e que acreditava mas você não me contou sobre o seu interesse.

Agora foi a vez da prefeita ficar desconfortável mas falou.

–Eu tive um sonho com o Daniel.

–O seu primeiro amor verdadeiro? Aquele que Cora matou?

–Sim, ele mesmo.- Regina suspirou. Não importa quanto tempo passe sempre que ela se lembra da morte de Daniel seu coração dói.- Eu tive um sonho com ele em que ele me falava que havia reencarnado e que estava me ajudando a encontrar meu final feliz.- Ela contou.

–Ah então ele com certeza é o Henry.

–Isso que me confundiu ele disse no sonho que não era o Henry, e isso ficou na minha cabeça. Mas deixa para lá foi apenas um sonho.

–Às vezes os sonhos podem dizer mais coisas que compreendemos. Você deveria investigar mais sobre isso já que é importante para você. Quer que eu te ajude?

O que Regina diria? Que ela havia começado essa "investigação" e que isso a levava como primeira e até agora única opção Emma Swan? Não poderia ser ela, seria loucura demais além do mais apesar de Emma se preocupar com ela e estar sempre do seu lado isso não significa que Swan se sacrificaria por ela como Daniel falou que faria. Sem contar a atração que ela vinha sentindo pela xerife nos últimos tempos sendo que a loira estava comprometida com o pirata e ela amava Robin, não amava? Claro que amava afinal estava indo atrás dele em NYC.

–Não Emma. Isso é bobagem devemos nos concentrar em achar a Lily e em como vamos convencê-la a voltar para Storybrooke conosco e depois resgatar Robin e Roland. Esqueça isso.

–Okay se é isso que você quer. Emma repondeu e deu de ombros elas seguiram em silêncio até encontrar o endereço de Lily.

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Depois de toda a tensão de encontrarem Lily, de descobrirem que ela sabia toda a verdade, da perseguição e de Emma quase atirar nela mas graças à Deus ela ouviu Regina e não o fez; Emma e Lily estava sentadas abeira da estrada enquanto Regina ia ligar para Maleficent para avisar que encontraram Lily e saber como as coisas estavam com Gold.

–Então qual é a sua e a da Evil Queen? — Lily Perguntou.

–Não a chame assim, ela não é má. Pelo menos não mais. — Emma respondeu olhando para frente.

–Então tá. Mas qual é a de vocês duas, tipo tem algo entre vocês?

–Não, claro que não! — Emma falou chocada. — Ela é só minha amiga e outra mãe do meu filho. — Lily arqueou a sobrancelha para a Emma.- Okay isso soa estranho mas nós não somos nem nunca fomos um casal. Além do mais Regina é hétero e estamos indo atrás da alma gêmea dela em NYC. E eu tenho namorado.

–Okay, vocês podem se enganar o quanto quiserem mas tem algo entre vocês só que vocês ainda não perceberam.

–Como é que é?

–Vocês parecem ter uma certa ligação, uma tensão entre vocês algo que não é comum entre amiga e sim entre casais. E olho que eu só as vi juntas fazem poucas horas se ninguém próximo a vocês percebeu ou devem ser cegos ou não querem admitir que vocês são duas lésbicas em potencial. Ou bi o que preferirem.
Emma bufou. Ela também sentia essa tensão entre ela e Regina mas não falaria sobre isso, ainda mais porque estavam indo atrás do Robin e Regina parecia ter sonhos com seu falecido namorado (não que Emma estivesse com ciúmes de um cara morto ou com ciúmes de qualquer um).

–Podemos mudar de assunto?

Elas ficaram em silêncio por alguns segundos até que Lily o quebrou novamente.

–Por que não me matou quando pôde? Eu teria feito isso.

–Gosto de pensar que você não faria isso. — Emma sentia que o tema da conversa agora seria mais tenso do que sobre seu relacionamento com Regina.

–Não é o sentido de Salvadora e "Anti-Salvadora"?

–Pare de se chamar assim. — Emma falou séria.

Lily suspirou e viu Regina se aproximando tensa.

–Péssimas notícias. Perdi minha influência sobre Gold. Temos que ver Robin Hood. Agora. — Regina disse autoritária.

–Nossa ela nem é mandona. -Lily falou.

–Eu ouvi isso! Não é porque eu não deixou a Emma atirar em você que eu não posso te acertar um soco.

Emma riu, essa era a Regina que ela conhecia. Lily revirou os olhos e entrou em seu próprio carro e foi seguindo as duas.
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–Vamos Robin, pegue seu filho e vamos embora. -Regina falava para um Robin Hood abismado que continuava parado e sem reação ao ver sua esposa se transformando na Wicked Witch na sua frente.

Emma não podia acreditar no que estava vendo, não bastasse o arqueiro não ter escolhido Regina em Storybrooke, quando chegaram ele novamente escolheu a "Marian" mesmo a rainha contando que ela era na verdade sua irmã louca do mal disfarçada que havia matado a verdadeira Marian e vinha se passando por ela desde que Emma e Hook a trouxeram do passado. Mas ele não acreditou na prefeita e a ainda a tratou como uma ex-namorada psicopata que quer acabar com sua família feliz. A xerife estava a ponto de puxar Regina pelo braço e tirá-la daquela situação constrangedora até que Zelena se revelou na frente de todos e Lily tomou um susto. Mas o arqueiro continuava parado e parecia que não sairia do lugar.

–Acho que ele não quer ir. — Falou uma Zelena sarcástica.

–Robin, vamos!

–E-eu não posso!

–Como é?- Regina perguntou chocada e confusa.

–Você conta ou eu conto? — Zelena perguntou com um sorriso nos lábios.

–Me contar o que?

–Ela está grávida. Robin falou por fim.

Okay esse cara não merece a Regina definitivamente! Emma pensou chocada com uma Regina igualmente em choque a sua frente.

Notas finais
E aí gostaram?