Notas iniciais
Olá!Descobri recentemente o universo das fanfictions, e depois de ler algumas histórias incríveis, me vi com a vontade de escrever uma também. Portanto, essa é a primeira vez que escrevo algo do gênero. Espero que gostem ( se é que alguém vai ler).Boa leitura! :*Ps:Itálico - pensamento do personagem.Com travessão - diálogos.Escrita normal - narrador.

No final de uma tarde de inverno, onde a neve caia suavemente sobre as ruas e prédios no centro da cidade cobrindo-os de branco com seus pequenos e gelados flocos, dentro de um restaurante podia-se observar diversos casais em seus encontros românticos, típicos naquela época do ano.

— Não sei como posso dizer isso para você. – Anunciou nervosamente, como se estivesse prestes a revelar um segredo mortal.

— Apenas diga. – Disse e sorri, incentivando-o a prosseguir com a confissão. Seria assim tão difícil assim para um homem pedir sua namorada em casamento?

— Sakura, eu...nós... – Hesitou em continuar a frase e a expressão presente em seu rosto era de medo.

— Sai, pode dizer. Não tenha medo, garanto que estou pronta para ouvir. – Disse abrindo um sorriso para que ele se sentisse seguro a fazer o que já tinha que ter feito. — Esperei muito tempo por esse dia, então, por favor, poderia parar de enrolar?

De repente a expressão em seu rosto mudou ligeiramente de insegura para duvidosa.

Será que ele estava assim tão surpreso em saber que eu realmente ansiava pela chegada desse dia?



— Você... Como...? Você já sabia? Você quer mesmo...Que alívio. – Suspirou literalmente aliviado ao ouvir minhas palavras anteriores.

—Sim, claro que eu quero. Que mulher não gostaria de ser pedida em casamento? – Revelei felizmente e vi quando seu rosto assumiu uma nova expressão. Desta vez muito mais assustadora do que a primeira.

— Casar?! – Olhou-me com olhos arregalados. —Isso vai ser mais complicado do que imaginei. – Murmurou baixinho, mas eu pude ouvir.

—Sim, não foi para isso que me chamou aqui? – Perguntei, esperando uma confirmação que não veio.

— N-não. – Disse e fechou os olhos impacientemente, massageando as têmporas em seguida. —Sakura, nós precisamos...terminar.

Terminar?! Qual seria o motivo para terminarmos quando tudo estava indo tão bem? Dois anos de namoro sem nenhuma briga ou confusão, apenas risos e felicidade. Qual era o problema na nossa relação para que isso chegasse a esse ponto? Simplesmente não fazia sentido.

— Terminar? Mas por quê? Sempre nos demos tão bem, nunca brigamos ou discordamos de nada e... – Pretendia continuar, mas fui interrompida.

— Esse é o problema, Sakura! – Disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, me encarando como se eu fosse uma idiota.

— Como isso pode ser um problema, Sai? Nós somos o casal que muitas pessoas por aí gostariam de ser... – Anunciei, lutando para que inúteis lágrimas não rolassem pelo meu rosto, demonstrando minha fraqueza durante aquele momento. — Qual o problema?

— Você nunca briga, nós nunca discutimos, você sempre aceita tudo o que eu falo sem questionar uma vez sequer. Olhe para os dois anos do nosso namoro, e me diga um dia, apenas um dia em que você discordou de algo que eu disse. Tente! E se você encontrar uma briga sequer no nosso passado, eu não terminarei com você.

Escutei atentamente suas palavras, e após entender o sentido delas, me pus a procurar algum histórico de briga ou desentendimentos em nossa relação.

Ele estava certo, não havia nada. Mas como isso podia ser um problema? Era realmente muito difícil de entender porque isso seria motivo de um término de namoro.

Sem respostas, tudo o que eu consegui fazer foi ficar inerte, com os olhos fixos nos dele, sem pronunciar uma palavra sequer, enquanto as lágrimas escorriam involuntariamente pela minha face. Uma perfeita idiota.

— Viu? Não existiram momentos assim, Sakura. – Disse, com se confirmasse o obvio.

— M-mas isso é motivo suficiente para terminar assim? – Disse enquanto secava as lágrimas que insistiam em brotar a cada segundo.

— Você quer mais motivos? – Olhou-me com desdém. —Então vou lhe dar. Quem se veste assim para vir a um encontro com seu namorado? – Apontou para minhas roupas. — Moletom largo, Sakura. Sério? Parece que você acabou de acordar. – Disse sem pensar no impacto que as palavras causariam em mim. — E esse cabelo? Há quanto tempo você não lava? Sinceramente.

Eu não queria acreditar no que estava ouvindo. Aquelas palavras não faziam sentido vindas da boca de Sai.

— Então por quê? –Falei já sentindo as lágrimas escorrerem em um ritmo acelerado. —Por quê? –Gritei. — Por que namorou comigo todo esse tempo mesmo sabendo que eu era assim? – Tudo e todos ao meu redor haviam sumido, tudo estava turvo devido às lágrimas, e tudo o que eu podia enxergar era o rosto de Sai na minha frente.

— Pena. – Disse calmamente. — Tive pena de você no dia em que nos conhecemos, Sakura. Todos os seus amigos casados ou compromissados, e só você sozinha naquele encontro idiota. – Revelou.

— Então quer dizer que... – fui interrompida pelos soluços, que a esta altura do campeonato pareciam que nunca mais iriam parar. — Ficou comigo com esse tempo por pena? – Ele apenas assentiu com um gesto de cabeça. — Você nunca me amou?

— Não, Sakura. – Senti como se várias lâminas estivessem sendo cravadas no meu coração ao ouvir tais palavras. — Você foi uma companhia agradável até certo ponto. Agora eu não preciso mais de você. Vou casar-me com Karin.

— Então foi isso? – Levantei-me bruscamente da cadeira onde estava sentada. — Devo começar dizendo que eu te amei tanto quanto ninguém mais poderia amar? Ou que os dias que eu passei do seu lado foram ou mais felizes da minha vida? Ou que em todo esse tempo eu achava que tínhamos sidos feitos um para o outro? – A esta altura do campeonato, eu já não me importava se estava gritando, ou se todos ali estavam me olhando chocados. Eu só queria expor toda a minha indignação.

— Sakura... Sente-se, vamos resolver isso como gente civilizada. – Olhou pra mim como se eu estivesse agindo como um animal.

— Sentar? Eu posso não ser civilizada, mas pelo menos eu nunca desprezei os sentimentos de ninguém desse jeito. Eu nunca seria capaz de trair alguém com um amigo. – Eu só queria sair dali o mais rápido possível, para que ele não pudesse me ver desabar completamente. — Quero que você saiba que de todos que quebraram o meu coração, você foi o pior. Para o resto da minha vida você sempre vai ser aquele que me machucou mais, não se esqueça disso. – Desabafei, e por fim pude dar o assunto como encerrado e sumir dali.

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Sakura percorria o caminho de volta para o seu apartamento tão lentamente quanto o cair da neve naquela noite. Não enxergava nada ao seu redor por causa da visão turva causada pelas excessivas lágrimas que derramava, muito menos ouvia algo devido aos intermináveis soluços que também vieram com o choro.

Em um determinado ponto de sua caminhada, sem mais forças para vagar em meio ao frio, encontrou-se em uma parede, deslizando as costas contra ela até encontrar-se com o chão frio e coberto pela neve.

Quis ligar para alguém, algum amigo ou parente, para contar-lhes o que tinha acontecido e que doía. Mas não tinha a coragem necessária para fazê-lo. Não havia ninguém disposto a abrir mão de seu sono para ouvir queixas de alguém que a pouco tivera o coração partido. Então virou-se para o lado, e foi aí que a dor veio. Rápida como um flash, forte e devastadora. Sentiu a alma sendo rasgada e o coração apertar-se contra o peito após relembrar aquelas palavras. Decidiu levantar-se e ir para casa antes que seu corpo ficasse congelado igual ao seu coração.

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A luz tímida do sol entrava pela fresta de sua janela, incomodando-a. A sua cabeça latejava de dor por conta da quantidade de choro em excesso na noite anterior. Não pensava em levantar de sua cama tão cedo. Talvez passasse alguns dias só, reclusa de todo o resto para poder recuperar-se e por seus pensamentos em ordem.

Mas como a sorte aparentemente não gostava de colaborar consigo, a campainha soou, anunciando que ela não teria paz naquele dia. Pensou em continuar deitada e ignorar, mas a pessoa insistia em tocar a campainha ininterruptamente.

Irritada, levantou-se e foi direto até a porta pronta para soltar os cachorros em quem quer que fosse que tinha vindo incomodá-la àquela hora da manhã. Em contra partida, não o fez ao ver quem estava estacionado à frente de seu apartamento: Kakashi Hatake, o dono do local.

— Bom dia, Srta. Sakura. – Esboçou um sorriso amarelo ao perceber que havia me acordado. — Desculpe-me por vir tão cedo. Preciso falar com você. – Disse em tom sereno, como era de seu feitio.

Se pudessem classificar medos universais, esse “preciso falar com você” estaria no topo da lista. Toda vez que ouço tal frase, penso em tudo errado que já fiz na vida e já me preparo para ouvir o pior.

— O-oh! Claro, pode entrar. – Dei espaço para que Sr. Kakashi adentrasse o apartamento. — Sente-se. – Disse ao fechar a porta, e ir em direção ao sofá para fazer o mesmo.

— Sakura, vou ser breve. Sei que deveria ter avisado antes, então, por favor, não fique brava. – Anunciou ainda com seu tom sereno, porém agora minimamente alterado por um sentimento de apreensão. —Eu preciso do apartamento de volta. – Falou rapidamente e eu não esperava por aquilo. Fui pega de surpresa.

— P-precisa? – Respondi sem esconder o desconforto que a notícia me causou, e ele assentiu, maneando a cabeça para cima e para baixo. — Quando devo entrega-lo ao senhor? – Perguntei, vendo que não teria outro jeito a não ser desocupar o espaço.

— Até o fim da semana. Sei que foi muito repentino, mas eu realmente preciso deste apartamento vazio até o fim desta semana. – Disse com pesar. Kakashi era uma boa pessoa, do tipo que não faria aquilo sem fortes motivos.

— Tudo bem! Até o fim desta semana estará desocupado. – Repliquei tristemente, sem saber como iria cumprir tal promessa.

— Obrigada, e desculpe-me. – Levantou-se do sofá a minha frente. — Era só isso. Deixe a chave com o porteiro, sim? — Disse e sumiu pela porta a minha frente.

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Com o coração recentemente partido, traída por uma de suas amigas, orçamento baixo, e em breve sem casa, a previsão do tempo para Sakura nesta semana é totalmente nublada.

Notas finais
E fim do primeiro capítulo. Conte-me o que achou, se puder, é claro. Comente sem medo, não ficarei brava com críticas, e ficarei feliz se houverem elogios. Enfim, agradeço por ter perdido um tempinho de sua vida lendo a minha história :DAté mais! Beijos no coração!Ps: Não sei quando posto o próximo capítulo. Pode demorar um dia, ou um mês.