True Love In The Next Room
2 Prazer, Sasuke Uchiha
Notas iniciais
— O que há de errado com as pessoas desse lugar, hã? Porque alugaram todos os apartamentos baratos da região? – Gritei ao vento, expressando toda a minha raiva por não encontrar um apartamento que atendesse às minhas condições financeiras atuais. — O que vou fazer agora? – indaguei a mim mesma.
Depois de passar um dia inteiro andando como louca a procura de um lugar onde pudesse morar sem ter que gastar todo o meu salário, resolvi voltar para casa.
Quando cheguei, deitei-me na cama com esperanças de descansar, mas, mais uma vez, como sou uma criatura que nasceu sem um pingo de sorte, alguém que deve ter saído do inferno, resolve vir me importunar tocando a campainha freneticamente.
Mesmo ansiando que o barulho irritante da campainha cessasse, resolvi olhar através do olho mágico — para ter a certeza de que não era nenhum assassino ou cobrador de dívidas – antes de abrir a porta. E pior do que qualquer um que tivesse citado anteriormente, quem estava do outro lado da porta era Ino. Bêbada.
O que eu fiz para merecer isso? Argh!
— Ei, testuda! Abre a porta antes que eu arrombe. – Gritou com sua voz esganiçada do lado de fora.
Assim o fiz, e ao invés de ser recebida por um abraço carinhoso da minha amiga bêbada, vômito foi o que veio no lugar. Você é mesmo muito sortuda Sakura.
— D-desculpa. – Disse ela, enquanto tentava inutilmente limpar o estrago que tinha feito nas minhas roupas com seu vômito.
— Porque bebeu de novo? – Indaguei como uma mãe brava, enquanto a arrastava para o sofá. — Brigou com o Gaara de novo?
Enquanto esperava uma explicação enrolada vinda da loira bêbada jogada em meu sofá, corri para o quarto para trocar de roupas e pegar algo para que a mesma pudesse vestir depois de tomar um banho.
— Gaara, Gaara, Gaara. Aquele idiota. – Disse e começou a rir. — Nós terminamos. Não... eu terminei. Isso.
— Por qual motivo? – Ela teria pegado ele com outra de novo? Ou ele tinha esquecido o aniversário de namoro? Já até tinha decorado os motivos dos constantes términos do namoro dos dois.
— Eu não gosto mais dele. – Disse enquanto eu a arrastava para o banheiro. — Ele é um grande, grande idiota. Não é? – Olhou como se quisesse uma confirmação de que tinha tomado a decisão certa. — Me diz que ele é.
— Você só percebeu isso agora? Tsc. – Falei enquanto ligava o chuveiro. — Pronto, entra.
— Eu gosto daquele idiota. Não, eu odeio. – Disse enquanto eu esfregava shampoo no topo de sua cabeça. — Toma, toma, toma. – Gritava enquanto espancava descoordenadamente o frasco de shampoo. — Você tem sorte de ter o Sai, né? Ele gosta de você e... – Parei de escutar no momento em que ouvi aquele nome.
Permaneci alguns minutos em silêncio enquanto pensava no que responder à Ino. Se eu contasse o que tinha acontecido, ela me encheria o saco pelo resto da noite, mas ao mesmo tempo eu precisava de alguém para desabafar o ocorrido. Mas isso poderia ser adiado, não? Isso.
— Sabe do que eu preciso? De um amigo gay! – Disse e riu descaradamente.
— O que tem a ver um amigo gay com o Gaara? – Não pude deixar de rir da mudança de curso que a conversa tinha tomado.
— Vai me dizer que nunca pensou sobre a maravilha que é ter um amigo gay? – Olhou pra mim e neguei com um gesto de cabeça. — Testuda, testuda. Um amigo gay pode te ajudar a fazer compras, pode te entender em momentos difíceis, pode ser seu conselheiro, pode fofocar com você, e se você encontrar com o babaca de um ex-namorado, ele pode te ajudar a mostrar que você está super bem sem ele, e...
— Já chega, Ino. Vá dormir, amanhã nós conversamos. – Adverti, antes que ela começasse um seminário sobre “As 1001 vantagens de ter um amigo gay”.
Não demorou muito, e Ino estava desmaiada no sofá. Eu também estava exausta, mas precisava começar a empacotar as coisas para mudar sabe-se lá para onde. Então comecei a colocar meus poucos pertences em caixas.
✦✦✦
— Testudaaaaaaaaa! Acorda! – Um sonho? Um pesadelo? Ah, sim! Ino era mesmo um pesadelo pela manhã.
— Bom dia pra você também, sua porca. – Resmunguei, acompanhada de um lindo dedo do meio na fuça da loira.
— Mas o que são esse monte de caixas? Ficou louca? – Reclamava enquanto apontava para as várias caixas que estavam espalhadas pelos cômodos do apartamento.
—Ahhhhhh. – Bocejei. — Isso? É só que...Vou me mudar. – Tentei ser breve, mas com certeza não funcionaria.
— Mudar? Como assim? Pra onde? Qual o problema com esse apartamento? – Eu sabia. Até responder a todo o interrogatório eu não teria paz.
— Sim, Ino. Mudar. Vou mudar. Não sei pra onde, mas tenho que mudar até o fim da semana porque Kakashi pediu o apartamento de volta. – Expliquei tudo numa velocidade incrível, que nem eu mesma fui capaz de compreender.
— Kakashi? Aquele velho? Por que ele pediu o apartamento de volta?
— Não sei. Só sei que ele não faria isso sem um bom motivo. – Expliquei.
— E como assim não sabe para onde vai? – Perguntou preocupada. — Você não achou um lugar ainda? Se quiser pode ficar no meu apartamento até encontrar um lugar. – Apesar de tudo, Ino era uma boa amiga. Uma amiga de verdade que não roubava meu namorado e até me ofertava o próprio cubículo onde vivia para morar junto com ela.
— Obrigada, Ino. Mas não precisa. – Recusei, pois lembrei que Sai morava no mesmo prédio que Ino. Vê-lo o tempo todo não seria uma boa ideia.
— Engole esse seu orgulho e vamos. Quantas vezes você já me ajudou, hein? E agora que você precisa de ajuda eu não posso te ajudar? Vamos lá testuda. – Nunca havia visto alguém implorando para me ajudar. Ser amiga de Ino também proporciona vivenciar momentos inimagináveis também.
— Quer mesmo me ajudar? – Perguntei a fim de que ela parasse com o teatrinho, e ela afirmou com um balanço de cabeça. — Então me ajude a pensar de acordo com minha situação, ok?
— Desembucha. – Disse ela.
— É o seguinte: eu preciso de um apartamento perto da clínica, mas não pode ser muito caro. Já verifiquei por toda a vizinhança e todos os apartamentos pelos quais eu posso pagar já estão ocupados. O que fazer?
— More com o Sai. – Disse com a maior cara de pal.
— Nós terminamos. – Disse rapidamente.
— Vocês o que...? Testuda! – Arregalou os olhos como se eu tivesse cometido um crime. — Mas por quê?
— Depois te conto. Seja rápida, pense em outra coisa. – Tratei de desviar do assunto, senão seria pior.
— Hm! – Coçou o queixo enquanto pensava em alguma baboseira como resposta. — Já sei! Mas você vai ter que me contar detalhe por detalhe sobre o porquê de ter terminado. – Me olhou com aquela cara do gato de botas do Shrek e eu não pude resistir.
— Fale e eu te prometo que conto até a cor das meias que ele estava usando no dia. – Respondi, dando-me por vencida, pois mais cedo ou mais tarde eu sabia que Ino me encurralaria para que eu contasse à ela toda a palhaçada que Sai fizera comigo.
— Você pode alugar um apartamento mesmo com esse valor alto, e dividir com outra pessoa. Que tal? Existem muitas pessoas que assim como você procuram um apartamento mais barato por aqui e não conseguem achar. – Propôs. Até que Ino servia para pensar às vezes.
— Hmmm, não sei! Como vou dividir um apartamento com algum estranho? – A ideia parecia boa, mas parte de mim acreditava que eu estaria fazendo um mal negócio quando comecei a considerar aquilo como uma opção válida.
— Depois que vocês se conhecerem, não serão mais estranhos. – Disse e riu como se dissesse “mais alguma desculpa?”.
— Mas e se eu não achar ninguém, como vou pagar? – Imagina se isso acontece? Mais dívidas? Não! Definitivamente não.
— Vai achar sim, já disse que conheço muitas pessoas que procuram alguém para dividir um lugar. – Insistiu. Essa loira não sossega enquanto não convence os outros.
— Como vou saber que estou trazendo a pessoa certa pra morar comigo. E se for um estuprador? Ou um assassino? Ou um fugitivo. – Comecei a desistir mais ainda da ideia.
— Só alugue para mulheres. Duvido que alguma delas tente te estuprar. – Disse tranquilamente enquanto rolava pelo feed do seu instagram.
— Mas como vou saber se... – Ouvi um forte barulho. Se tivesse imprimido um pouco mais de força no soco que dera, com certeza minha amiga oxigenada teria partido a pobre mesinha de centro ao meio.
— Pare de inventar desculpas, Sakura. Está com medo de dividir um apartamento com um estranho? Eu te ajudo a selecionar a pessoa, tudo bem? Agora por favor, não invente mais desculpas, antes que eu mude de ideia e deixe você sozinha nessa.
— Tudo bem... – Ino ficava assustadora quando estava brava, era melhor não discutir.
✦✦✦
Do outro lado da cidade...
— Vai mesmo se mudar, Sasuke? – Perguntou pela quinta vez naquele dia.
— Porra, Naruto, você é surdo? Já disse que vou. Preciso de um lugar perto do escritório. – Respondeu nervoso.
— Surdo eu vou ficar se você continuar a gritar desse jeito, caralho. – Respondeu o loiro fingindo uma falsa dor de ouvido por conta do grito. — Eu acho que sei de um lugar. – Anunciou.
— Me fale sobre. – Perguntou o motorista.
— Eu vi em um jornal ontem, meio que sem querer. Eu não acredito que em pleno século XXI existam pessoas que ainda anunciam esse tipo de coisa nos jornais, que cafona. Mas enfim, a pessoa tem um apartamento a três quadras do seu escritório e procura alguém pra dividir o aluguel. – Explicou o loiro enquanto checava sua caixa de e-mails pelo celular.
— Hm. Dividir é? – Não parecera uma boa ideia, mas resolvera considerar como uma opção de ultimo caso. — Diz pelo menos quanto é o valor?
— Não. Só vi que estava escrito que para mais detalhes era necessário comparecer no lugar.
— Tem o endereço com você? – Perguntou.
— Eu sei de cor, pois fica no mesmo prédio em que um colega meu mora. Se quiser eu vou com você. – Ofereceu-se o loiro.
— Você até que presta às vezes, Naruto. – Disse, e viu que o loiro do seu lado o olhava com certa careta de indignação como quem queria dizer “Às vezes? Escuta aqui, seu puto”. E não pode evitar soltar um riso debochado da cara do amigo.
✦✦✦
Enquanto Ino me ajudava a desencaixotar os meus pertences eu me perguntava internamente o porquê dela ter escolhido ser jornalista e não advogada. A garota sabia mesmo dobrar alguém como ninguém.
Prova disso era eu estar me instalando em um apartamento bem maior do que eu precisava e já ter um anúncio do meu apartamento circulando por alguns jornais da cidade.
— Pronto, eu já terminei a minha parte. Agora vou indo. – Disse pegando seu celular e sua bolsa que foram largados em um canto qualquer quando ela chegara. — E agora você me deve um almoço e uma boa explicação por ter terminado com Sai. Amanhã eu passo aqui pra te ajudar com o pessoal que provavelmente vai vir aqui convencê-la de que são bons candidatos a dividir o apartamento com você. – Jogou beijinhos pelos ares e saiu rebolando pela porta.
Com tudo fora das caixas e sozinha, tudo o que me restou foi passar o resto da tarde colocando tudo no lugar para ter uma casa mais apresentável no dia seguinte, quando os meus possíveis housemates¹ viessem ver o local.
✦✦✦
O apartamento não estava totalmente arrumado, mas já estava apresentável quando Ino bateu à porta no dia seguinte.
— O que tem de almoço nessa casa?! – Esse era o jeito que Ino me cumprimentava toda vez que chegava à minha casa. Admira-me muito a sirigaita ter um corpão esbelto que tinha, pois só pensava em comer.
— Boa tarde pra você também, sua porca. – Brinquei, dando a língua.
— Pronta pra conhecer as suas potenciais colegas de apê? – Perguntou ela enquanto pegava algo na geladeira.
— Duvido muito que apareça alguém. – Disse da sala. — Acha mesmo que foi uma boa ideia?
— Acredite em mim, alguém vai aparecer, até porque já ligaram pra mim perguntando que horário poderiam aparecer por aqui. – Anunciou enquanto voltava da cozinha mordiscando um sanduíche de sei-lá-o-que que tinha preparado na pequena cozinha.
Havia me esquecido completamente que Ino colocara o seu número de telefone no anúncio do jornal ao invés do meu, porque eu raramente atendia meu celular. Afinal, nem tudo estava perdido, não é mesmo? O anuncio da sirigaita minha amiga me tranquilizara um pouco, pelo menos eu não corria o risco de ter que pagar aquele aluguel caríssimo sozinha.
Antes que eu ou Ino pronunciássemos mais alguma coisa, o interfone toca e minutos depois a campainha começa a soar. Era a primeira candidata.
— Boa tarde! –Cumprimentou uma moça na porta. Ela estava com um cachorrinho, que eu esperava que não fosse dela.
— Boa tarde. – Sorri de volta. — Por favor, entre. – Disse.
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Depois de conversar um pouco com a garota, descobri que ela não tinha um trabalho fixo e que o animalzinho pertencia mesmo a ela. Como eu não queria correr o risco de abrigar uma potencial caloteira ou pisar em “caquinha” de um cachorrinho pela madrugada, a dispensamos de uma forma discreta. E foi assim com as próximas cinco mulheres que visitaram o apartamento naquela tarde. Uma tinha um papagaio, a outra fumava excessivamente que parecia mais uma chaminé ambulante do que uma mulher, a outra não pareceu muito confiável segundo Ino, as duas últimas pareceram ser boas pessoas, mas desistiram assim que lhes contei o preço que teriam que pagar pelo aluguel.
Todo o desespero que tinha me assolado um dia antes, voltara como um jato. Ino disse para que eu não me preocupasse, mas era inevitável imaginar que eu poderia ter que pagar o primeiro mês de aluguel sozinha. Até que o interfone tocou, causando surpresa até mesmo na loira que assistia à TV ao meu lado.
— Srta. Sakura? Temos mais um candidato a querer conversar com você. Posso manda-lo subir? Ele é um pouco diferente dos outros.
Tentei decifrar o que ele queria dizer com “um pouco diferente dos outros”, mas decidi que veria com meus próprios olhos.
— Tudo bem, pode mandar subir.
Em poucos minutos a campainha tocou e dessa vez que atendeu foi Ino. E para minha surpresa, e para a "babação" de Ino, a candidata era bem diferente de todas as outras que bateram à minha porta naquele dia. Principalmente pelo fato que carregar algo a mais entre as pernas. Sim, o ultimo candidato a meu colega de apartamento era um homem. Um não, dois.
Mas que porra é essa. Pensei que Ino tinha especificado no anuncio que só queria dividir o apartamento com mulheres.
— Boa... – O moreno que estava parado na porta, olhou no relógio de pulso, a fim de ver as horas. —...Noite.
O loirinho ao seu lado cumprimentou Ino também e entrou como se fosse o dono do lugar, e a loira, ainda babando pela beleza do moreno alto e forte, não reagiu, deixando-os passar pela porta.
— Sou Sasuke. Sasuke Uchiha. – Apresentou-se. — Então é você que está alugando um quarto? – Observou o moreno.
— Sente-se. – Eu disse meio chocada. Mas mal percebi que o loiro já estava acomodado em um dos sofás. Loirinho folgado. — Sim, sou eu. Mas eu...
— E quanto custa o aluguel? – Inquiriu me olhando com aqueles olhos que pareciam ler até o ultimo pensamento que se passava pela minha cabeça apenas com um simples contato visual.
Ino apenas respondeu por mim, pois eu parecia incapaz de soltar qualquer outra frase. Os dois concordaram com a cabeça, talvez aquilo teria sido um sinal de que acharam o preço bom.
O moreno levantou-se e foi analisando o cômodo em que estava e depois atreveu-se a ir explorar o resto do apartamento.
— Você ainda vai limpar isso aqui, não é? – Disse ele após voltar de sua “trilha” pelo meu apartamento.
— Está limpo, ora essa. – Tudo no lugar, com exceção de algumas poeirinhas, mas estava limpo. Humpf.
— Ah, então você é bagunçada assim mesmo? Hmm, teremos problemas. – Afirmou.
— E quem disse que eu vou alugar para você? – Eu tinha ficado brava mesmo. Quem ele pensava que era pra chegar desse jeito, com um pinto no meio das pernas, e ir se achando o tal. Eu, hein.
— E porque não iria? – Inquiriu arqueando uma sobrancelha.
— Primeiro porque você não é uma mulher. E segundo, eu não preciso de outro motivo, porque o anuncio dizia claramente que eu procurava por MULHERES. – Enfatizei a ultima palavra, para ele perceber que ele não estava nenhum pouco no direito de se achar ali não.
Ele pareceu matar o coleguinha loiro que estava sentado no sofá com uma mão atrás da cabeça, sem graça.
— Esse é o problema? Você acha que sei lá, ele pode querer te agarrar durante a noite? – Disse o loiro, que até então, não tinha dito o seu nome, e riu.
Ino me chamou por um instante, e pedimos licença aos dois folgadinhos por uns segundos.
— Sakura, alugue. – Disse Ino.
— De jeito nenhum, Ino. Ele é homem e é bonito o suficiente para que... – Ino me cortou.
— Ele é gay. – Disse a loira como se tivesse motivos suficientes para me convencer.
— Como você sabe? – Perguntei incrédula. Pra mim ele parecia muito macho. Machíssimo, na verdade.
— O amigo dele, sabe? Não é amigo. Deve ser namorado. Viu o jeito como ele senta? E também é fresco demais com limpeza. Viu como ele se veste? – Ino me encheu de dúvidas. De fato, depois que ela me disse, eu parecia mesmo acreditar que o cara era gay. — Não vai perder a chance, não é?
Ponderei por um instante, pensando se cederia ou não aos olhos pidões da loira. Então me lembrei do que Ino me falara no dia em que tinha ido bêbada até o meu antigo apartamento. Sabe aquele papo sobre as vantagens de ter um amigo gay? Não sei por que, mas achei muito interessante naquele momento.
— Tudo bem. – Respondi e ela deu um gritinho, correndo de volta para a sala onde os dois supostos namorados estavam. A segui a fim de dar a resposta a Sasuke.
— E aí? – Perguntou o loirinho, que descobri chamar-se Naruto, pois Sasuke havia o mandado calar a boca enquanto eu adentrava a sala.
— De qualquer forma, não é como se ele fosse uma ameaça. – Disse e Naruto riu. Sasuke fez uma cara de quem comeu e não gostou, mas logo suavizou a expressão tomando aquilo como se fosse um sim.
— Aqui está o número do meu celular. Mande-me uma mensagem com o número da sua conta e eu irei fazer o depósito. – Disse enquanto jogava um cartão de visitas em cima da mesinha de centro.
— Então, até mais, Sasuke Uchiha. – Despedi-me do moreno somente, pois o tal Naruto já estava do lado de fora esperando o namorado com uma certa impaciência. Ele sorriu de canto em resposta e saiu pela porta.
— Pronto, testuda. Problema mais que resolvido. – Disse Ino bancando a salvadora da pátria. — Agora eu também já vou indo. Tchau. – Jogou beijinhos pelo ar como de costume e saiu pela porta.
Eu, agora sozinha no meu novo apartamento comecei a pensar sobre meu novo colega. Alto, moreno, forte, com cabelos desalinhados, levemente bagunçados, mas que emolduravam completamente seu rosto, olhos ônix e gay. Tentei pensar pelo lado positivo da coisa, mas tudo o que consegui sentir foi um leve pressentimento de que ele iria bagunçar a minha vida.
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