Notas iniciais
Pessoas, obrigada pelos comentários! Eu não pude postar o resto porquw não sabia muito bem como conduzir a história, mas agora estou com tudo organizado! Me façam felizes e comentem gente! Prestem bem atenção nesse capítulo! Bjs !

Turning tables

Haviam passado alguns meses desde que a presença de Aurora havia sido requisitada no palácio pelo seu pai rei Bartolomeu.

Maléfico havia encontrado Saremy, mas sempre que perguntava onde esteve todo esse tempo, ela hesitava.

* Flashback on*

Saremy andava pela floresta dos Moors como se nada houvesse acontecido. Maléfico a observa e fica aliviada com o fato de não ter acontecido nada com a moça.

O Silfo a pegou bruscamente pelo braço afundando suas unhas na carne na mulher, e a puxa para um lugar reservado.

– Onde esteve? — Ele provavelmete estava de mal humor.

– Se eu não quiser contar? — Ela o desafiou. Ele sorriu de forma cínica.

– Se não se lembra, continua sendo minha serva!

– Eu seria suas asas, mas agora o senhor têm as suas de volta! Eu não quero ficar aqui! — Ela puxa o braço, vendo que ficou uma ferida.

– Você não está livre até eu dizer! — Ficou a centímetros de Saremy — Não faço uma pergunta duas vezes... Agora me diga, onde estava?

– Ou o que?! Vai me matar? — Os cabelos pretos caíam no rosto dela. — Vá em frente! Não duvido mais do senhor!

Maléfico agarrou o pescoço de Saremy, aproximando seus rostos. Ele podia ver um misto de medo, curiosidade e mais algo que ele não distinguia.

As pernas de Saremy ficaram bambas e sua respiração pesada.

Os lábios se colaram, gerando um beijo nada carinhoso, mas selvagem e urgente.

Maléfico puxava com força a nuca de Saremy fazendo os dois ficarem mais perto, esmagando os seios de Saremy no seu peitoral. Maléfico mordia com seus caninos salientes os lábios da morena, até ele colocar força propositalmente e sangrar fazendo uma curta trilha de sangue.

Saremy deu um pequeno gemido de dor e ao mesmo tempo prazer, atiçando o Silfo. Ele lambeu o sangue sugando os lábios e a língua de Saremy.

Maléfico se afastou recuperando fôlego. Vendo a boca de Saremy inchada e vermelha, ficou satisfeito.

– Mas que... Mas que ousadia! Mesmo sendo sua serva, não significa que pode fazer o que bem entender!

– Não tente me negar, você retribuiu... -Ele sorriu com vitória.

– Nao... E-eu não retribui nada!

Ainda segurando seu pescoço, sussurou no ouvido da moça:

– Que sirva de aviso...! -A soltou deixando a marca de sua mão, num roxeado no pescoço da moça.

Ela não entendia as intenções do seu senhor dizer aquilo. Como aquilo pode ter sido uma ameaça, se foi prazeroso?

O seu pescoço doía, teria que passar algumas ervas de cura.

* Flashback off *

Maléfico era olhado feio pela maioria dos habitantes da floresta, e na maioria das vezes com medo.

Mas havia um elfo chamado Loriel, era um garoto, e às vezes irritante; seguia Maléfico para todo lado que iria. O Silfo tinha paciência com ele, pois seus pais morreram assassinados por humanos, e o garoto ficou com a tia, mas não tendo nenhum amigo.

– O que faz escondido nesta árvore ? -Loriel saiu detrás da árvore e olhou feio para Maléfico. — Sua tia com certeza não sabe que saiu da vila, e que está falando comigo...

– Ela diz que você é má influência... -Foi andando junto com ele.

– E ela está certa. — Respirou fundo.

– Não acho.. -Maléfico revirou os olhos quando Lorien começou a tagarelar. — Irei me casar daqui à três dias...

– Quem será a moça que eu devo dar meus pêsames? — Lorien riu.

– Para a sua informação, eu vou ser um ótimo marido!

– Sim, claro... Quem ela é?

– Bom, eu ainda não a conheço, mas minha tia disse que ela é do reino de... Como era mesmo? -Colocou a mão na testa tentando lembrar — Ah! Ela é das montanhas de Grasbataly, minha tia disse que seria uma ótima oportunidade de fazer uma aliança!

– Grasbataly?! Aquela mulher está maluca?! — Maléfico se alterou. Como ela podia estar dando o sobrinho de bandeja para aqueles seres?

– O que há de errado?

– Terei uma conversa com sua tia logo... -Lorien deu meia volta e foi para sua vila.

* * *

– Amélia, eu não quero ficar presa aqui! — Aurora reclamava com sua criada.- É um pesadelo!

– Acalme-se alteza, o senhor Phillip virá mais tarde para jantar com a senhora... — Ela dizia enquanto fechava os laços do vestido de Aurora.

– Sim, ele é muito gentil... — O vestido não amarrava na parte dos seios de Aurora por eles serem imensos. Amélia puxou a fita com toda força, fazendo os seios da loira saltarem. — Ai!

– Algum problema senhora?

– Não acha que esse vestido está um tanto... Ousado?

– Bem... Sim, mas esses vestidos são modelos de uma princesa... Mas se quiser eu posso costurar outro e... — Aurora não queria dar trabalho para a moça que já havia feito aquele lindo vestido.

– Não, não precisa... Está ótimo! — Aurora sorriu. — Posso pedir um favor?

– Claro, minha senhora!

– Pode me ajudar a sair do castelo sem que o rei veja? — Amélia arregalou os olhos.

– O senhor Bartolomeu não iria gostar...

– Ele não ficaria sabendo...

– Posso sim senhora, mas teria que passar pelos fundos do castelo.

– Tudo bem! — Foi até o armário e pegou a capa da princesa.

– É escura... Não vão te reconhecer assim — Colocou o capuz- Vamos.

As duas saíram do quarto de Aurora e foram até as portas dos fundos onde dava caminho para o estábulo.

Haviam alguns guardas, mas as duas entraram um umas das celas dos cavalos. Aurora subiu em um e Amélia a ajudou.

– Obrigada!

– Não há de quê senhora! -Ela deu um pequeno tapa no cavalo e o mesmo correu assustando os guardas quando viram que era a princesa.

Amélia saiu de fininho até os seus afazeres dentro do castelo.

– Seu idiota! O rei nos deu um aviso de que a princesa não devia sair!

– O que fazemos agora?!

– Vamos falar com o rei... — Saíram derrotados.

* * *

Aurora não demorou muito para chegar até o reino dos Moors.

Desceu do cavalo e foi correndo.

Adentrando mais a floresta, viu amigos que havia feito, cumprimentando cada um, até se esbarrar feio em alguém e cair.

Maléfico estava em cima dela a olhando.

– Aurora? — Maléfico ficou surpreso.

– Olá!

– Olhe para você, está mais... -Olhou para os seios dela e manteve o olhar -... Crescida!

– Seu atrevido!- Lhe deu um tapa no rosto.

– Ai!

– Bem feito! -Ele saiu de cima dela caindo ao seu lado na grama.

– Por que esses vestidos e jóias?- Ele observou.

– Bom... Sou uma princesa agora...

– Ah sim... Por que... -Pigarreou duas vezes- Nunca mais veio?

– Depois que meu pai voltou, ele tem feito vários acordos com outros reinos. Phillip tem ido muito no castelo... É uma boa pessoa... — Aurora sorriu enquanto falava. Maléfico revirou os olhos.

– Onde Bartolomeu estava quando... Luna...

– Não sei, eu perguntei mas ele nunca responde... Um dia o vi conversando com o pai de Phillip, sobre uma caixa de pandora...

– Caixa de pandora? Acho que já ouvi falar disso...

– Deve ser alguma coisa que ele conquistou em algum reino.

– Ele superou bem a morte de Luna?

– Eu acho que ele está com alguém...

– Quem?

– Eu o vi beijando uma moça. — Maléfico gargalhou — O que foi?

– Não significa que está "apaixonado" — Fez aspas com os dedos — Só porque ele a beijou.

– Um beijo significa muito! -Aurora virou para ele apoiando a cabeça no braço.

– Mas só porque foi um beijo, não significa que foi de amor...

– Então pelo quê seria?

– Bom... Atração.

– Atração? Beleza?

– Sim...

– Francamente! — Aurora se levantou.

– Aurora, o amor não é tudo!- Ele se sentou.

– Como assim?! Claro que é! — Ainda de costas, ela cruzou os braços abaixo dos seios.

– Isso é ridículo! Amor verdadeiro é só uma invenção humana para iludir as pessoas! — Aurora deu uma risadinha cínica

– Falou o homem que me tirou a própria maldição! — Ela já estava irritada.

– Como pode ter certeza que fui eu?! — Ele se levantou.

– Com que intenção você me beijou então?! — Aurora gritou.

– Onde quer chegar com isso? — O Silfo franziu a testa.

– Quero dizer, o que sentiu pensando que eu nunca mais acordaria?! — Ficou de frente para ele.

– Eu me senti culpado...

– Por que?

– Porque eu arruinei sua vida! Eu fiz você ficar longe de seus pais!

– Foi só por isso? — Aurora segurava as lágrimas.

Maléfico alinhou seus cabelos para trás suspirando, abriu a boca várias vezes, mas não disse nada.

– Só isso que eu queria saber... — Baixando a cabeça, uma lágrima solitária desceu de seus olhos.

Ela se virou para correr.

Se sentia envergonhada por ele ver a sua fraqueza, se sentia mal por ele saber o que ela sentia.

Afinal ele havia fechado os olhos para verdade ou não sabia qual era ela?

Para Aurora, bastava saber que ele não foi atrás dela, e não pediu para que ela continuasse lá.

Ela estava magoada, triste e envergonhada.

Saremy observava Aurora correr, e talvez soubesse o motivo. A morena se sentil mal pela pequena felicidade que crescia no seu coração a cada lágrima de Aurora.

* * *

– Onde pensa que vai criança? — Uma mulher incrivelmente alta de cabelos trançados e de armadura, como uma guerreira. Ela se apoiava no cavalo de Aurora.

– Quem é você? — A princesa deu três passos para trás.

– Pelo que eu ouvi falar de você, não pensei que fosse tão pequena... — Numa velocidade não humana a guerreira agarrou o pescoço de Aurora afastando seus pés do chão.- E tão indefesa... Mas sinto poder em você...

– Me solte... Aurora arranhava as mãos da moça.

– A propósito, me chamo Katrina! — Largou Aurora, fazendo-a cair.

Katrina não estava a cavalo, ela correu em velocidade não humana para o Norte.

Aurora se levantou assustada com o que Katrina havia dito.

" Poder? Como poder?"

.

–

Notas finais
E aí? Esse Maléfico é delicado né? Alguém pode me ajudar com o nome dos Shipps? Sejam almas caridosas e não fiquem com raiva de mim pela demora...