Notas iniciais
Olá pessoal. Bom, primeiramente gostaria me desculpar pela falta de respeito da minha parte com vcs. Eu tive de vviajar para o enterro de meu avô, e acabou dando um problema e eu tive de ficar lá por um tempo. Mas aqui está.

Era desesperador. Não! Era insuportável aquele sentimento de mágoa e culpa que ele sentia.

Por que diabos tinha que se vingar de Luna, descontando em Aurora?

Ele queria sumir, simplesmente desaparecer do mundo, mas estaria sendo um grande covarde em deixar Aurora sozinha, afinal ela era uma responsabilidade completamente dele.

Respirou fundo tentando se acalmar, mas não adiantou. Uma sensação estranha o invadiu.

Ouviu a respiração de Saremy atrás de si.

— Saremy?

— Sim?

— Vamos achá-lo!

— Achar quem? — Ele não respondeu, foi então que ela se deu conta. — Ah, sim...

A morena seguiu Maléfico. Não sabia muito bem qual era o plano dele, mas tinha uma breve imaginação.

(OoO)

Aurora descera do cavalo e entrou no majestoso castelo, ficando encatada, pois nunca havia entrado em um.

Um dos guardas que vigiava a entrada do castelo a viu e se colocou na frente do portão principal do castelo.

— Quem é você? — Foi ríspido com Aurora, mas ela não se abalou.

— Sou a princesa Aurora! — O guarda riu.

— A princesa faleceu ainda pequena! — Aurora franziu a testa.

— Leve-me até a rainha ou até o rei!

— Eles estão ocupados demais traçando estratégias para matar o demônio desgraçado que amaldiçoou o reino! — Aurora se desesperou. Obviamente estavam falando de Maléfico. Discretamente ela apanhou um pedaço de madeira. -... Mas por que estou te contando isso?

— Me desculpe! — Antes do guarda se dar conta do que ela falava, Aurora acertou a madeira na cabeça do coitado, e ele caiu desmaiado. Verificou os pulsos dele; vendo se não o tinha matado, suspirou com alívio. — Graças a Deus!

A menina correu rápidamente até uma enorme porta.

— Não pode entrar aí! O que está fazendo no castelo? — Um dos guardas a pegou pelo braço. — Você me parece familiar... Te devo ouro?

— Não, eu nunca te vi na minha vida! Me leve até o rei e a rainha!

— Mas...

— Eu sou a princesa! — Para a felicidade de Aurora, ele abriu a porta, e viu uma mulher com vestes elegantes e um diadema de esmeraldas na testa.

— Senhora! Esta camponesa diz ser a princesa Aurora!

Aurora se soltou do guarda e correu abraçando a mãe.

Luna segurou o rosto da filha nas mãos, e por um momento enqueceu de tudo, esqueceu de sua obsessão por matar maléfico, esqueceu de sua tristeza... A sua filha estava lá e era isso que importava.

— Aurora...! — A princesa sorriu, e Luna a abraçou fortemente.

Como um Flash, viu Maléfico lançando a maldição... Só aquilo bastava para o ódio voltar.

Ele havia lançado a maldição em sua filha, ele havia matado metade de seus guerreiros, e se ele não vivesse, isso nunca aconteceria.

" Devia ter acabado com isso quando tive chance" A rainha pensou.

— Mandei aquelas três tontas tomarem conta de você por mais um dia! — Colocou as mãos na cabeça, e respirou fundo se acalmando. — Você, leve ela para o quarto e tranque-a!

— Mãe, espera! Tenho que dizer algo! — Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, foi levada.

Por mais que Aurora estivesse com raiva do Silfo, ela ainda sentia um tipo de extinto protetor sobre ele, e queria dizer a mãe, que quem cuidou dela todo esse tempo, foi ele.

Aurora se debatia, mas não conseguia se soltar do guarda.

Logo que foi jogada no aposento, bateu muitas vezes na porta, mas ninguém se atreveu a abrir.

Aurora andava de um lado para o outro inquieta, até começar a sentir um formigamento no dedo indicador esquerdo, ele inchou e a dor que se formava começou a ser insuportável.

Olhando de um lado para o outro, ela viu uma pequena portinha no canto do quarto. Bateu e uma criada abriu, que Aurora passou correndo.

Andou por tanto tempo, que acabou se perdendo, e a cada passo, o lugar úmido, ficava mais escuro.

Um pequeno ponto de luz esverdeada, ipnotizou Aurora, que não se dava mais conta do que estava acontecendo.

" Antes do pôr-do-sol do seu décimo sexto aniversario"- Ela ouvia sussuros- " Só um beijo de amor" " Uma roca de fiar"

Chegando em uma pequena cela, uma roca de fiar se formou sozinha por pura magia.

A princesa levantou o dedo para tocar na agulha da roca que brilhava.

A cada galope, a cada nuvem que se formava, a cada canto dos pássaros, Maléfico ficava mais atordoado.

Foi quando sentiu a pontada indolor no coração e quando viu o sol se pondo no céu laranja.

Tarde demais.

Saremy parou de cavalgar, lançando uma sinal para o outro cavalo que levava o Príncipe que estava desmaiado.

Maléfico desceu, transformou Saremy em humana novamente, deixou o cavalo do Príncipe em uma pequena árvore e fez Phillip levitar novamente.

— O que vamos fazer agora meu senhor?

— Acordar Aurora...

— ... Eu acho... que o Príncipe, não vai ajudar muito...

— Por que diz isso, Saremy?

— Ela só o viu por um dia, e tenho certeza que não é o Príncipe que ela ama.

— O que quer dizer com isso? — Ele ficou de frente para a morena, estavam bem perto um do outro.

— Eu quero dizer, que antes do Príncipe aparecer, eu já enxergava um brilho no olhar dela mas... Quando ela olhava para o senhor! — Ele suspirou.

— Não diga bobagens! — Virou para continuar a andar.

— Só estou dizendo verdades!

— Desde quando tomou liberdade para falar nesse tom comigo?

As três fadas já haviam chegado no castelo, mas em sua verdadeira forma.

A maldição já havia acontecido, e a princesa se encontrava dormindo em sua grande cama.

Luna a observava com pesar.

— Olhe o que vocês fizeram! Agora ficará sempre assim...

— Só está dormindo... — Disse Primavera tentando apaziguar.

— So está dormindo...? Só esta dormindo?! — A rainha se aproximava das fadas ameaçadora.

— Mas, também tem o beijo de amor verdadeiro não é? — Flora se pronunciou.

— É, o beijo. — Disse Fauna apontando para a própria boca.

— Vocês não entendem! Ele fez isso, porque amor verdadeiro, não existe!

— Mas é a única esperança dela majestede! — Primavera quase chorava. Antes de sair, Luna deu um grande tapa na fada, que por pouco não caiu.

A noite havia caído, e Maléfico nunca andara tanto, seus pulmões pediam socorro.

— Ela retirou os guardas, espera por você...

— Fique, essa guerra é minha... — Saremy abismou. — É uma ordem.

— "Claro Saremy, muito obrigada mesmo"... "Parabéns Saremy!"... "Eu nunca conseguiria sem você Saremy!" — Ela sussurava irritada, pois esperava um agradecimento de Maléfico.

— Sabe? Eu estou ouvindo... — Ele falou com um pequeno sorriso.

Os dois subiram as escadas que davam para o castelo junto com o Príncipe que levitava dormindo.

— Mas o que vamos fazer? -Flora se questionava sentada na cabeceira da cama de Aurora junto com as outras. O rosto da princesa se mostrava completamente suave, como se estivesse em um sonho maravihoso.

— Amor verdadeiro não cai do céu, não é? — Terminando de falar, Fauna se assustou com o barulho que veio do lado de fora do quarto. — Ouviram isso?

Voaram rapidamente para abrir o portão, e se depararam com Phillip caído no chão.

— Onde estou? — Abriu seus olhos azuis e se levantou rápidamente.

— No castelo do rei Bartolomeu... — Fauna mexia no cabelo abobada.

— Mas que estranho, estou no lugar certo, mas não lembro de como cheguei aqui...

— Quem o mandou?

— Meu pai...

— Quem é seu pai?- Flora já estava irritada.

—Rei Alexandro Segundo!

— Um Príncipe! — As três gritaram em uníssono e o puxaram para dentro do quarto.

Maléfico aproveitou a distração, e adentrou o quarto por outra passagem.

—Aurora? -Phillip perguntou confuso.

— Eles já se conhecem...- Fauna sorriu.

— Por que ela dorme?

— Ela está presa em um encantamento... — Flora respondeu — Ela não é bonita?

— Uma das mais belas moças que já vi.

— Não quer beijá-la? — Flora instigou.

— É o que eu mais quero...

Phillip se inclinou para beijar Aurora.

— Disseram encantamento?

— Beija! -Gritaram uníssono.

Logo o Príncipe selou os lábios dele com os de Aurora, por um longo tempo ficaram, até Phillip interromper o beijo, e o que Maléfico mais temia acontecer. A princesa não acordar.

Maléfico ficou encomodado com aquela cena... Mas o fato da princesa não ter acordado, o aliviou. Por que?

— Ah! Não fez com prioridade! Era para ser um beijo de amor verdadeiro! — Flora gritava com o Príncipe, e o empurrou, fazendo ele cair para fora do quarto, e saiu junto das outras. — Vamos tentar achar outro.

Logo que ela fechou a porta, Maléfico e Saremy Foram até Aurora. Passou alguns minutos reparando no rosto da bela moça.

— Aurora... Não sabe o quanto estou arrependido, sei que fui um covarde. Não vou pedir seu perdão, porque o que eu fiz, é imperdoável. Estava cego de ódio. Roubou o resto de meu coração, e agora te perdi para sempre... Eu juro não te abandonar enquanto eu viver, e não haverá um dia em que eu não me sinta culpado. — Ele derramou uma lágrima. Se inclinou e beijou a rubra bochecha de Aurora.

Se virou para ir embora.

— Olá anjo... — Maléfico se virou não acreditando, com a testa enrugada.

— Olá peste... — Ela sorriu.

— Ele está aqui minha senhora!

Era incomum a rainha administrar o reino, mas Bartolomeu havia ido em algum lugar, que Luna não fazia questão de saber.

Aurora e Maléfico não tiveram tempo de conversar, deixariam para outra hora.

Eles dois e Saremy em forma de corvo, saiam do quarto.

— Nós vamos voltar para os Moors? — Aurora perguntou.

— Se é o que quer, vamos sim. — Ele sorriu.

Maléfico observava se estava tudo bem pelo salão que estava estranhamente vazio. Ele foi na frente e a chamou.

No momento em que ele passava, uma rede feita de correntes caiu o prendendo. Aurora correu para socorrer, mas guardas a seguraram.

— Me soltem! — Saremy bicava os guardas que seguravam Aurora, e assim eles a soltaram.

— Aurora, corra! — Maléfico gritava.

— Mas quero ajudar você!

— E irá, vá logo! — Aurora correu para um pequeno quarto que ficava logo acima das escadas.

Olhou em volta, e um armário com portas de vidro chamou sua atenção.

***

Saremy voava perto de Maléfico, praticamente implorando para que ela pudesse ajudar.

— Vire um Dragão! — Maléfico lançou sua magia até Saremy, a fazendo virar um enorme Dragão que cuspia fogo.

Ela agia meia desengonçada, mas lutava com muitos tentando tirar os soldados que batiam no Silfo. Tirou a rede de ferro de cima de Maléfico, que logo levantou.

Correntes foram lançadas de todos os lados o prendendo, algumas ele conseguia quebrar, mas eram de ferro e a dor da queimadura era quase insuportável.

Ficou imóvel por um momento de pé, acorrentado vendo outro soldado entrando no círculo que formava pelos que seguravam as correntes. Maléfico procurava Saremy naquele caos, até vê-la acorrentada como ele, sendo perfurada por lanças.

— Me desculpe... — Ele sussurrou.

Recebeu um soco no rosto, que provavelmente,tinha pontas afiadas.

—Olhe para mim! — Aquela voz era familiar. Olhou para o rosto que estava com o capacete levantado... Era Luna.

Com certeza era muito diferente de Aurora.

— Engraçado... Seu rosto de meretriz não mudou nada. — Maléfico provocou, e levou um soco no estômago, cuspindo sangue.

— Seu desgraçado! Você acabou com a minha vida!

— Sim, então me prendeu aqui para contar uma historia? — Levou um chute.

— Pare de zombar de mim! O que você fez é imperdoável!

— Que perfeito! Ela não sabe pedir perdão e eu não sei perdoar. — Maléfico gargalhou e Luna ficou confusa. — Sabe quem foi que sentiu dor? Sabe o que é ter uma parte do seu corpo mutilada por alguém que confiava?

— Não vou ter pena de você! Condenou minha filha!

— E eu a acordei! — Luna arregalou os olhos — Sim, pode me agradecer!

— Ora, seu... — Maléfico girou, puxando as correntes e se soltando, mas logo caiu, com Luna fazendo um corte em seu rosto. — Então isso tudo foi um plano?

Quando levantou, sentiu uma pequena queimação nas costas, mas depois viu o que acontecera. Aurora o olhava sorrindo.

Ela havia libertado as asas e elas haviam voltado para ele.

Luna olhou para Aurora não acreditando, ela estava cooperando com Maléfico.

— Matem-no! — Lanças foram jogadas, mas Maléfico, desviava no ar sem nenhum problema.

Luna agarrou uma corrente longa, e conseguiu amarra-la nos pés de Maléfico. Ele voava sem rumo, até pensar em passar pelo vidro, e o fez, quebrando a fina camada em pedaços.

Luna e ele caíram no alto de uma torre.

Ele estava com vantagem, e a apertou o pescoço.

Apesar de Luna ser como era, havia gerado Aurora, não podia matá-la e ele não queria perder a princesa novamente.

— Acabou! Eu a perdoo! — A soltou e cuspiu sangue. Em um momento de distração a mulher correu para jogá-lo da torre, mas ela caiu em seu lugar, e puxou sua asa esquerda, fazendo Maléfico ir junto.

Durante a queda houve uma luta, mas Maléfico perdeu e caiu no lugar de Luna, causando um estrondo e rachando o chão. O silfo sentiu uma dor lancinante atacou-lhe as costas.

— Como é bobo... — Um punhal foi cravado no abdômen dele, por Luna. -Acha mesmo, que isso acabou? Vou acabar com aquela porcaria de reino dos Moors depois de sua morte!

A rainha levantou uma espada pronta para o pescoço dele.

— Pare! — Aurora se colocou na frente. — Mãe, não pode fazer isso!

— Saia de meu caminho!

— Pare! Não pode fazer isso! Já não tem mais lógica nenhuma!

— Ele te amaldiçoou!

— Ele me tirou da maldição! — Luna não queria acreditar.

— Isso é mentira!

— Eu o amo! Se matar ele, terá que me matar!

Luna queria morrer naquele instante!

— Não o deixarei vivo!- Levantou a espada, mas antes que pudesse fazer algo, uma lança a transpassou.

Saremy segurava a lança, e saiu detrás da rainha a fazendo cair morta.

— Credo! — Olhavam para ela abismados. — Ela não merece o alvoroço que suas faces mostram.

— Tem certeza que ficará bem? — Aurora perguntava já no reino dos Moors, cuidando das feridas de Maléfico.

— Sim ficarei... — O rosto dela assumiu uma sombra.

— Será que sou uma pessoa ruim?

— Não diga isso! Claro que não!

— Eu... Não estou sofrendo pela morte de minha mãe.

— Não se culpe. Você não a conhecia, e fique feliz por não ter conhecido! — Um silêncio de instalou.

— Maléfico, sobre o que eu falei agora há pouco... Sobre eu amar...

— Não... Por favor não diga nada...

— Mas há algo que você fez errado.

— O que?

Aurora muiti rubra, segurava o rosto de Maléfico com suas duas mãos enquanto aproximavam os rostos.

Os lábios finalmente se selaram e Aurora percebeu que estava fazendo algo muito mal feito... Maléfico riu dela, e a puxou novamente, mas dessa vez o beijo foi intenso, as bocas se encaixaram.

Se separaram para pegar ar.

— Desculpe... Eu... eu não devia! — Aurora sairia correndo se ele não pegasse seu braço.

— Por que não?

— Por que eu... eu...

— Não fique costrangida assim... — Maléfico sorriu — Estamos só nós dois aqui.

— Eu sei... Mas eu te beijei sem sua permissão!

— Quem disse? — Maléfico a puxou para baixo, fazendo seus rostos ficarem próximos — Pode me beijar quando quiser... — Beijaram-se putra vez.

— Interrompo? — Era o duende curandeiro. Airora se soltou de Maléfico e os dois enrubreceram.

— Não! De jeito nenhum!- Aurora disse rápido e alto demais.

— Ela estava se queixando de um cisco nos olhos e eu fui ver.

—Então... Tudo bem... — O duende sorriu timidamente.

Aurora e Maléfico trocaram um olhar.

— Anj... Maléfico?

— Sim pest... Aurora?

— Pare com isso! — Riram — Viu Saremy? Ela não veio conosco.

Notas finais
Gostaram?