True Love
1 Um "Início"
Notas iniciais
Espero que gostem !
E não se esqueçam de comentar se gostarem e quiserem que eu continue!
Obrigada!
“... Não tenha medo do que quer ser ou ter, mas esteja sempre disposto a pagar o preço por isso...”
_Babaca! – gritou irritadíssima. – Volte aqui! – chamou-o. – Se for homem, não vai amarelar em frente a uma garota! – gritou novamente com uma fúria imensa nos olhos. – Fracassado! – gritou enquanto o homem se encontrava totalmente distante.
Essa era Francesca... Uma garota que não tinha medo de enfrentar os outros ou a situação... Sempre conseguia dar á volta por cima. Corajosa demais, e eu gosto disso, afinal sempre que estou com ela, me sinto protegida, mas não pense você, que eu não sei me defender, que eu sei muito bem!
A situação era crítica... O momento era tenso... O fim do relacionamento... Uma coisa nada boa de resolver. Francesca estava terminando um relacionamento de seis meses, com Diego, um play boy mal amado, um completo fracassado, como diz ela.
Francesca nada mais era do que uma garçonetezinha de um barzinho de quinta, cujo todos os homens davam em cima dela... Seu emprego era, vamos dizer, que digno, apesar de ser a única mulher trabalhando ali. Nós não éramos muito amigas, não mesmo! Ela era uma rebelde, louca, não ligava para nada, não tinha medo da vida... Completamente sem noção.
Todos da cidade a conheciam, sua fama não era muito agradável, mas dava pro gasto. Sempre com um estilo próprio e como ela, rebelde. Cabelos soltos ao vento, lisos e extremamente pretos e enormes até a cintura. Sempre com um batom vermelho e bem chamativo nos lábios. Roupas ousadas eram as suas preferidas, sem contar que adorava chamar atenção e ser notada nos lugares aonde iria.
Já que eu não sou amiga dela, devem estar me perguntando: Como sabe tanto da vida dela? Simples, eu moro com ela. Dividimos uma casa, um pouco grande...
Devem estar perguntando, também, quem eu sou...
Sou Violeta. Não moro com meus pais, na verdade eu nem conheci minha mãe, ela morreu quando eu tinha três anos. Meu pai? Bom, eu não o vejo á uns dois anos, ele sumiu, simplesmente evaporou! Sou sozinha, já tive um namorado, o Pedro, ele foi um total cafajeste comigo, me traiu na maior cara de pau. Vire e mexe ele me manda mensagem, pedindo perdão, e eu faço questão de ignorá-lo. Sempre fui tão carinhosa com ele, mas não o amei, acho que nem cheguei a gostar dele verdadeiramente, penso comigo, que era apenas atração física. Pedro era irresistivelmente atraente, a pessoa mais linda que eu conheci, digo em questão de beleza, pois por dentro, era feio, horrível, o cara mais horroroso de todo o mundo! Ele tinha a pele parda, seus olhos eram escuros como á noite, e seus cabelos lisos bem pretos o deixavam ainda mais “perfeito”. Um sorriso bonito, mas falso, cheio de mentiras...
Bom, voltando para a realidade. Momento tensão em minha casa que estava com a porta aberta. Francesca olhava fixamente para a mesma, como se tivesse esperando Diego voltar e vim a enfrentar.
_Feche a porta. Está ficando frio lá fora. E se você se importar, eu não estou a fim de pegar um resfriado. – falei e a mesma não moveu um músculo. – Desista de esperar. Ele não irá voltar. Você venceu Francesca, é mais valente que o seu próprio namorado, melhor dizendo ex. namorado. – falei em um pequeno tom de provocação. – Assuma que essa sua tal valentia só te prejudica, a ponto de não saber o que realmente está fazendo para mostrar ser corajosa. – continuei cruzando os braços.
_Cale-se! – disse nervosa, com os cabelos mais bagunçados do que o normal. Realmente a fúria havia tomado conta dela. – Não sei o porquê de você estar me dizendo tudo isso. Não está ajudando em absolutamente nada! Só está enchendo os meus ouvidos com porcarias, você é uma insuportável! – disse transbordando de raiva.
_E o que dizer de você? – perguntei cínica olhando dentro dos olhos dela. – Você é a pessoa mais infame que eu já conheci na minha vida! Além de se achar a tal! Você não é nada aqui neste mundo. Nada! Você é um simples ser humano mal amado, como os seus ex. namorados! – cuspi as palavras na cara dela. – Você é uma imbecil! Não presta! Faça a sua parte e tenha uma vida digna!
Francesca não disse nada, apenas jogou os cabelos, “arrumando-os”. Levantou a cabeça, querendo mostrar superioridade, o que ela não tinha. Francesca não tinha moral nenhuma quando estava discutindo comigo, porque ela sabia que iria perder, pois de algum jeito, estaria errada, seus palpites não são convenientes o suficientes para fazer-me abaixar a cabeça á ela, o que nunca vai acontecer!
_Com licença, vou me retirar, preciso dormir. – falei me retirando da sala, e indo até o meu quarto, que ficava bem longe do dela, devido aos nossos conflitos constantes.
Bom, resolvi ir para o quarto, mas não para dormir, e sim para me arrumar... Hoje eu não vou dormir, hoje não! Pelo contrário, vou sair festejar, badalar, tudo que eu tenho direito, afinal, hoje é sábado, por que não?
Fui para o meu quarto, não era grande, nem muito pequeno, mas posso garantir que era muito confortável. Não tinha muita coisa, afinal ganhava pouco, mas o suficiente para uma simples secretária de uma empresa.
Tomei um banho, bem demorado, demorado mesmo, relaxando-me por inteira. Lavei meus lindos cabelos não tão longos, e nem tão curtos, na medida, eu diria, gosto deles assim, com as pontas loiríssimas... Saí de lá e fui até o guarda-roupa, procurando alguma coisa para vestir. Achei uma roupinha qualquer, bonita, pelo menos aos meus olhos. Era um short jeans, comportado, e uma blusa branca, uma graça, cheia de detalhes.
Prendi meus cabelos, em um rabo de cavalo bem alto, deixando-o pequeno, e uma parte de minha franja cair sobre meu rosto, gostei! Pus meu colar, que era uma pequena jóia de minha querida e falecida mãe... Coloquei uns brincos médios, e peguei minha bolsa, que tinha apenas dinheiro, maquiagem e alguns documentos meus.
Saí do meu quarto e dei de cara com uma pessoa. Francesca. Ela estava com uma camiseta até os joelhos e bem larga, os cabelos bagunçados num coque desajeitado, e uma caixa de pizza apoiada nas pernas, olhando fixamente para a televisão. Ela estava assistindo a um jogo de futebol, sim ela gostava disso. Assim que notou minha presença, me olhou de cima a baixo, com uma expressão surpresa nos olhos.
_Vai sair? – perguntou e eu apenas balancei a cabeça positivamente. – Não sabia que gostava de balada, você é sempre tão... Careta! – disse dando um riso vitorioso e debochado ao mesmo tempo. – Quer arranjar namorado? Sinto muito, mas nenhum carinha vai se interessar por você, meu bem. – disse cínica.
_Não sou você – respondi sorrindo. – Não preciso de namorado para me sentir bem, e nem arranjar ninguém, afinal eu sou eu querida, não sou uma “Francesca” da vida. Aceite que eu sou melhor que você e pare de me rebaixar, entendeu? – falei lhe jogando um olhar raivoso.
_Nem em sonhos você é melhor que eu! – disse pegando mais um pedaço da pizza e voltando atenção ao jogo de futebol. Suspirei me acalmando, e a ignorei, passei pela sala, e logo abri a porta, deparando-me com o quintal deserto...
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