Notas iniciais
Oii !! Segundo capítulo !! É isso aí rs' Boa Leitura ... !!!

Tranquei a porta e sai. A noite estava quente, e abafada, um calor fora do normal. Minha caminhada estava tranqüila, mas eu queria chegar logo na boate. Sim, eu Violeta Castilho iria á uma boate, bem conhecida, eu diria... Chamava-se Ferr’s. Essa boate era de uma conhecida próxima, na verdade nem próxima, apenas nós nos falávamos e então começamos a nos dar bem, mas nada apenas que colegas. Era a Camila. Uma garota um pouco “diferente”. Ela era ruiva, com cabelos enormes, como de Francesca, só que eram ondulados e tinham um corte V.

Ela usava roupas ousadas, bem mais do que as de Francesca... Não sei como conseguia! Sério, eu teria muita vergonha de usar aqueles pedacinhos de panos, não que eu seja preconceituosa, mas exijo respeito, fala sério! As mulheres de hoje, pouco se valorizam, isso é uma vergonha! Não acham? Bom, não me importo com a opinião de ninguém, afinal, todo mundo tem o seu lado crítico para alguma coisa.

Cheguei á boate, e vi que estava bem agitada, som alto, e luzes coloridas deixando aquele povo muito mais louco do que já estavam. Suspirei, eu tinha que aprender a me divertir, principalmente a relaxar.

Entrei no local, e vi as pessoas dançando animadamente, sorri com aquilo... Só não gostei dos agarra, agarra lá dentro, mas fazer o que? Apenas respeito o espaço dos outros.

Sentei-me em um banco, de frente á um barzinho que ali existia, era bem bonitinho o lugar, não me senti desconfortável... Logo um homem “velho”, um pouco alto, gordinho, careca e com um sorriso no rosto apareceu ali, atrás da bancada.

_Vai beber alguma coisa? – perguntou gentilmente.

_Uma água, por favor – pedi educada, mas muito séria.

_Ah qual é? Água? Ninguém aqui bebe água, Todo mundo pedi uma bebidinha para animar a noite. – disse o cara me olhando sério também.

_E quem disse que eu sou todo mundo? – perguntei um pouco ameaçadora, e o homem arregalou os olhos. Bati a mão fortemente no balcão e sai dali irritada. Aquele homem pensa que era quem?

Sentei-me em uma das mesas, emburrada. Não deveria ter vindo á esta boate, minha noite não estava sendo nenhum pouco legal!

De repente meus olhos avistaram algo, ou melhor, alguém, digo que, era muito bonito, e esplêndido! Um homem, lindo, muito lindo mesmo. Ele tinha o físico forte, era alto, e com sua blusa colada, pude ver seus músculos ressaltados. Um sorriso estampado no rosto. Ele estava dançando com uma garota, ousada também, um vestidinho extremamente curto e colado preto, e tomara que caia ainda, ridículo!

Um cara começou a dançar naquele mesmo espaço, e logo a garota saiu da lá com o mesmo, deixando o cara gato sozinho, dançando na pista. Ele ainda sorria, pois tinha várias ao seu redor, tudo sem conteúdo!

Eu pensava: “Vai lá! Mostre á ele o que é uma garota de verdade, mostre ser melhor que as outras!” Odiava quando isso acontecia! Eu queria ir, o achei interessante, mas eu não era ninguém para fazer isso. Odeio pensar que sou melhor que as outras, mas eu acho que eu era, pois vendo aquelas garotas, todas vulneráveis, me dava nojo.

Levantei-me de lá, onde eu estava e fui para a pista de dança, “seduzir”, rir ao pensar nisso. Aproximei-me daquele rapaz, mesmo com aquelas assanhadas em volta. Comecei a dançar, naturalmente, a música era agitada, então me fazia pular á todo estante. Sem a mínima intenção, olhei aos olhos dele, não distingui direito, pois estava escuro o ambiente, e as luzinhas que tinham, atrapalhavam-me. Ele era muito mais bonito frente á frente.

Sem eu perceber, ele já estava na minha frente, segurando minha mão, me rodopiando pela pista. Ri e ele também. Ele parou com isto e começamos a dançar naturalmente, ou melhor, como todos estavam dançando ou pulando. Eu balançava meus cabelos e girava a cada instante, era tão bom!

_Posso saber quem é você? – sussurrou em meu ouvido, me puxando para perto dele. – Confesso que te achei incrivelmente linda... – continuou.

_Não te interessa quem eu sou, ou de onde venho – falei sorrindo. – O que interessa é o agora, o presente, o que estamos vivenciando. – falei ao seu ouvido também e o mesmo sorriu.

_Se é assim que pensa... – continuou com um sorriso. – Quer tomar algo? – perguntou e eu pensei um pouco, teria que tomar cuidado, vai que ele me dá um: “boa noite cinderela” e me seqüestra? Depois de pensar isso, assenti com um sorriso no rosto.

Ele sorriu para mim, mostrando os seus dentes, incrivelmente perfeitos. Ele pegou em minha mão e me guiou até um barzinho calminho, onde uma mulher horrivelmente ousada estava atendendo.

_Olá Leon! – disse ela o olhando de uma maneira predadora, como se fosse uma leoa e ele fosse o último pedaço de carne do universo. Ri ao pensar nisso. O nome dele era Leon, bonito nome! – O que vai querer? – perguntou pegando um caderninho e claramente jogando os cabelos para chamar atenção. Era bonita, tinha cabelos enrolados e curtos, era morena e usava um batom vermelho bem forte.

_Olá Natália, vamos querer... – eu o interrompi.

_Não tomo bebida alcoólica – disse o interrompendo rapidamente, já que não gosto dessas drogas mundanas. – Pode pedir uma coca-cola para mim – falei dando um sorrisinho tímido, afinal, todas ali deviam beber, mas eu não gosto dessas coisas.

_Natália, por favor, traga-nos duas cocas – disse Leon sorrindo para mim. A tal Natália me olhou com uma cara não muito satisfeita. Estava na cara que ela estava meio que afim do Leon, estava estampado na mesma.

_E então? Não vai me dizer seu nome mesmo? – ele me perguntou um pouco curioso, sorri ao ver seu interesse.

_Chamo-me Violeta – falei estendendo-lhe a mão. – Prazer, Leon. – falei e o mesmo me olhou surpreso, mas acho que logo se tocou e apertou minha mão com delicadeza.

_Nunca te vi por aqui... – Leon falou me olhando intensamente, desviei o olhar, um pouco envergonhada, provavelmente minhas bochechas estariam vermelhas, ainda bem que estava escuro e não dava para eu perceber isso. – Nova nesta boate? – antes de eu responder, Natália aparece com as bebidas.

_Aqui estão! – disse séria. Leon assentiu e lhe deu um dinheiro, e a mesma logo foi embora, sem muita demora.

_Eu não sou de vim á boates – falei assim que aquela garçonete saiu. – Eu vim aqui apenas para poder me distrair, tirar um pouco da tensão do dia-a-dia. – falei tomando um gole da coca.

_Você é diferente... – Leon disse me olhando com um sorriso no rosto, e eu olhei para o mesmo confusa. – Diferente, para melhor, digo. – falou soltando uma risada descontraída.

_Você que pensa... – falei rindo. – Mas obrigada. Acho que como todo mundo, você deve estar me achando uma garota muito careta – lembrei-me das palavras de Francesca.

_Que nada... – falou rindo. – Você parece ser gente boa.

_Não minta. – Falei rindo. – E você? Pelo visto é o pegador mais famoso daqui, não é mesmo? – indaguei e o mesmo soltou um riso fraco.

_Talvez sim – falou dando de ombros, como se não se importasse com isso. – Muitas me querem, mas eu não as quero. – Leon continuou sério.

_Nossa, nossa... Não sabia disso, mas pelo jeito que todas estão caindo aos teus pés, eu acredito... – falei dando risada e ele me acompanhou.

_Não gosto muito dessa fama, mas eu adoro vir aqui, e não tenho culpa se elas fazem de tudo para tentar chamar minha atenção. Fala sério! Se eu ligasse para as roupas extravagantes e exageradas delas, eu pegaria todas, mas eu não ligo para aquilo, não ligo para a embalagem do produto, e sim pelo conteúdo. – Leon disse todo sincero, sorri ao ouvir isso...

...

Notas finais
Gostaram ? Se sim, comente... Se não, também comentem rsrs' Bjs até a próxima !!