True Love

3 Um domingo...


Notas iniciais
- Obrigada aos comentários !!! - E obrigada ao apoio também - Beijos e boa leitura!!

_Nossa, me surpreendeu. – falei.

Conversamos por um tempo e eu nem vi á hora passar. Quando olhei no relógio assustei-me! Eram três e quinze da manhã. Desesperei-me, era muito tarde, muito tarde mesmo!

_Leon, preciso ir. – falei levantando-me e pegando a minha bolsa, que estava em cima da mesa.

_Mas já? Vamos conversar um pouco mais... – pediu-me.

_Desculpa... Mas eu não posso. Já é tarde, preciso ir para casa, senão a minha colega vai destruir o meu lar. – rimos. – Tchau. – disse virando-me para ir.

_Espera! – gritou impedindo-me de sair. – Quando posso te ver de novo? – perguntou-me e me surpreendi novamente. – Para podermos conversar, gostei de você, digo, gostei de falar com você. – falou se aproximando de mim.

_Sábado que vem? Pode ser? – falei sorrindo, porque eu também queria o encontrar novamente, adorei ter falado e conhecido ele.

_Pode! – disse alegremente. Sorri e quando ia me retirar ele segurou o meu braço, não com força, mas firmemente. – Não vai se despedir direito? – perguntou olhando diretamente para os meus lábios, com um desejo em seu olhar.

_Não te conheço e nem sinto nada por você, não serei capaz de lhe dar o que quer – falei séria, e por um impulso olhei seus lábios também, que pareciam muito convidativos.

_Desculpe... – disse abaixando a cabeça e soltando o meu braço. – Eu não queria causar isso, agi por impulso, me desculpe, não quero que fique pensando o pior de mim. – Continuou olhando para baixo.

_Tudo bem... – falei suspirando. – Também não fui muito conveniente em te tratar desse jeito, me desculpe também... – falei ficando próxima dele, e acho que fiquei próxima de mais, pois percebi a respiração dele acelerar.

_Melhor se afastar... – ele disse um pouco nervoso com a minha aproximação. – Sou homem, antes de tudo. – Leon disse, e por incrível que pareça ele está certo. Mas por conta da nossa proximidade, eu não conseguia me afastar, ele era tipo uma força, na qual eu me sentia atraída.

_Concordo... – disse sussurrando. – E antes de tudo também, eu sou mulher... – falei. – Obrigada pela noite... – sorri, afastando-me lentamente dele, ainda o olhando.

_Obrigado também, gostei de conversar com você, Violeta. – disse-me com um suave sorriso no rosto. – Espero que nos encontremos mais vezes... – falou dando-me um beijo na bochecha.

Sorri, e afastei-me definitivamente dele. Saí de dentro daquela boate. E eu estava com o cheiro de perfume dele em minha roupa, deve ter sido com a nossa aproximação. Gostei dessa noite. Senti-me totalmente bem, como nunca estive. Adorei ter essa relaxada em minha vida. E sábado que vem tem mais, não é mesmo...

Cheguei á minha casa. Abri o portão cautelosamente, devido ao barulho que ele fazia. Caminhei até a porta, e logo que a abri, dei de cara com Francesca. Ela estava esparramada no sofá. Com a caixa de pizza jogada no chão. Minha casa estava com um cheiro forte de bebida alcoólica, com certeza ela havia bebido, para cessar as dores interiores.

Fui até a cozinha, comer algo, para dormir, e confirmei minhas suspeitas. Sim, ela havia bebido. Tinha garrafas de uísque por cima da bancada. Ela deve ter arranjado isso com as meninas que ela chama de “amiga”. Pelo menos Francesca não fumava e nem usava qualquer outro tipo de droga, ainda bem! Ela bebia, apenas quando estava se sentindo mal, ignorada ou simplesmente fracassada...

Limpei aquela bagunça de bebidas alcoólicas, e peguei um pedaço de bolo, que estava dentro da geladeira. Comi. Quando acabei decidi que iria tomar um banho. Eu estava cansada. Necessitava de minha cama. Fui livrando-me de meus sapatos no meio do caminho.

Entrei no banheiro e logo fui para o chuveiro. Liguei o mesmo, na água quente e fervente, adorava tomar banho assim, me deixava bem relaxada. Demorei mais do que devia, e logo me retirei de lá. Sequei-me e fui em seguida para o meu quarto.

Fechei a porta do mesmo e pus minha camisolinha de seda. Arrumei minha cama, e logo me deite na mesma. Liguei o abajur, e peguei um livro, de romance, adoro ler histórias de amor, não me importo com o final, e sim com o que acontece no decorrer da história. É extremamente bom ler, bom... Pelo menos eu amava ler, e tentar imaginar os fatos em minha mente.

Sem que eu me desse á conta... Meus olhos começaram a piscar vagarosamente, e logo eu estava dormindo... Profundamente eu diria.

*****

Acordei com uma barulheira infeliz. Levantei-me no susto, totalmente atordoada. Não estava descansada suficientemente. Tirei as cobertas de cima de mim, e sentei na cama, colocando minha pantufinha, e assim me levantei.

Fui até a porta e a abri. Andei até á sala, e não encontrei Francesca lá. Fui ao quarto dela, e ela também não estava lá. Ouvi novamente outro barulho, estava vindo do banheiro. Com certeza a rebeldia estava lá dentro.

Eu estava certa. Francesca estava lá. Passando mal. Encostei-me na porta e cruzei os braços. Fiquei observando-a, acho que a bebida não fez muito bem ao organismo dela, só acho...

_A ressaca te pegou de jeito, não é mesmo? – perguntei um pouco sonolenta, devido ao meu desperto repentino, mas mesmo assim com uma ironia que a deixava louca.

_Vá te cata – falou fraca, acho que de tanto que vomitou. – Se não vai ajudar, não atrapalhe! – falou se apoiando na pia com dificuldade e se reerguendo.

_Não sei quantas vezes, já te alertei sobre bebida – falei ignorando sua fala por completo. – Já disse que isso só te prejudica só te faz mal, e parece que você não está nem aí, que entra por um ouvido e saí pelo outro! – continuei. – Francesca pelo amor de sua vida, pare de tentar curar suas feridas com essa droga de bebida. Não vai adiantar!

_Pare de sermões – reclamou. – Não estou conseguindo aturar nem minha voz, imagine a sua. – falou dando descarga. – Agora saia de minha frente, estou afim de, ficar sozinha, e trate de ficar bem longe de mim hoje, não estou podendo com o seu nervosismo constante. – falou e logo saiu do banheiro, indo diretamente ao quarto dela.

Suspirei pesadamente. Ela não estava nem aí com os meus conselhos, só vai dar valor quando “quebrar a cara” de verdade. Por mais que nós duas nos odiássemos, eu sentia necessidade de ajudá-la.

Ouvi o telefone fixo tocar. Quem poderia ser? Ainda era cedo de mais... Ignorei esse fato estranho e fui até á sala, onde o mesmo tocava. Assim que cheguei ali, o atendi...

_Alô?

_Senhorita Castilho? – era o meu patrãozinho “querido”, reconheceria essa voz de qualquer lugar. – Posso falar com a senhorita dois minutinhos.

_Claro Dr. Ponte. – falei. Esse era o Maximiliano Ponte. Um homem “poderoso”, em questão de negócios. Era um pouco sério e duro, eu diria. Namorava uma mulher, que se chamava Ludmila Ferro. Eles não pareciam felizes, mas acho que só estavam namorando por questões de negócios entre as famílias, riquíssimas por sinal.

_Gostaria que a senhorita revisse os meus contratos, e me fizesse um resumo de cada um, para eu estudar cada um. – pediu o mais natural possível.

_Claro, mas acredito que não serei capaz de entregá-lo amanhã, pois são muitos os seus contratos. – falei.

_Não se preocupe, a senhorita terá até quarta-feira para me entregar. – disse. – Até logo e tenha um bom dia. – continuou e assim desligou, me deixando totalmente cheia de deveres, esse cara é louco, só pode!

Notas finais
E aí?? Comentem .. ..