Trouble Maker
31 Capítulo 30 – A brincadeira começou
Notas iniciais
Capítulo 30 – A brincadeira começou
O jovem Ishida andava com um buque de rosas vermelhas nas mãos, estava convencido de que seu plano daria certo. Em pleno domingo de manhã, estava parado na porta do apartamento da Orihime. Ele ensaiou o mais belo sorriso e tocou a companhia.
Depois de três toques consecutivos, seu sorriso foi desmanchado. Uma ruga de preocupação surgiu “Não está em casa?”. Insistiu mais algumas vezes.
_ Ei! – uma voz de senhora o chama – Ela não está em casa.
_ Sabe quando ela volta? – perguntou para senhora.
_ Tem dias que ela viajou com o marido. – respondeu a senhora
_ Marido!? – ficou supresso com a resposta. – Isto está errado.
_ Errado está o senhor, tentando destruir um casal – falou referido ao buque de rosas nas mãos do rapaz – Além de incomodar os vizinhos.
_. Eu sou o namorado dela, temos apenas um tempo. – explicou o rapaz
_ Desculpa, não lembro do senhor. Há quase dois anos que os dois estão juntos. Apesar da discrição deles, que não é comum dos jovens de hoje, dar para perceber a harmonia dos dois.
Aquilo foi como um tiro no peito. Ichigo mal tinha chegado já estava sendo considerado como marido da Orihime, e ele durante anos não parecia como ninguém de grande importância.
Não queria ouvir mais nada, saiu do prédio com pressa. Passou mãos nos seus cabelos negros, jogou o buque na lixeira próxima. Entrou no seu carro e respirou um pouco;
_ Merda! – grunhiu – Maldido Kurosaki!
Deu a partida e saiu pisando duro no aceralador. O que ele não sabia que alguém observa as suas ações.
****
As duas garotas passeavam tranquilamente no parque. A de cabelos rosas esbanjava sorriso e quando os de verdeados mantinha o seu assemblaste sério.
_ Nozomi, que legal você ter vindo! – falou animada Yachiru. – Vai ser muito divertido.
_. Mas cadê as meninas? – perguntou Nozomi com sua voz monotonia.
_. Logo, logo elas aparecem. – continuou com seu sorriso travesso. – Não que preocupar. Aliás você está bonita. È diferente sem uniforme.
_. Obrigada. – baixou a cabeça, reparando a sua roupa: saia preta, tennis cano alto e blusa listrada verde.- Você também está bonita.
_ He he. – riu – Valeu!
As duas andavam no parque, Nozomi estava sentindo desconfortável. Era primeira vez, fora da escola, que ficava sozinha com a Yachiru. Já a menina dos cabelos rosados, sentia muito bem.
_ Olha algodão doce! – apontou a sapeca — Vou buscar para nós. Fica aqui.
A jovem ficou ali parada, quando a Yachiru corria na direção do vendedor. Ficou olhando a amiga, que respondeu com sorriso antes de fazer o pedido.
_ Senhorida Nozomi? – ouviu uma voz masculina
Virou para olhar quem era, mas sua visão ficou escura.
***
Era para ser um dia de descanso e tranquilidade, esse era o plano Gin. Como foi dito era. Na verdade, estava praticamente irritado, após de receber um SMS naquela manhã.
_ Filho da puta! – praticamente jogou o celular longe. – Hoje é domingo, o cara não respeita.
_ Que foi amor? – perguntou a loira sonolenta que estava deitada ao seu lado – Por que está nervoso.
_ Merdinha do Kuchiki, pedindo relatório do caso “Shinigami” para amanhã. – respondeu ríspido – Desculpa. – olhou para olhos azuis da loira – Você não tem culpa.
_ Kuchiki? Byakuya? – perguntou supressa – Ele está trabalhando com você?
_ É novo juiz, que reabrir o caso. – explicou para loira – Por mais que falei que não quero fazer parte do caso. Você lembra que deste o colegial não darmos muito bem.
_ Sim, eu lembro. – aproximou do marido – Eu sei que ele dá os nervos. – beijou a bochecha dele – Olha para mim. – os dois olharam – Não vamos deixar que ele estraga o nosso dia. Eu sei que você tem uma cópia do relatório aqui casa, não houve nada de novo no caso. Então amanhã você esfrega esse relatório na cara dele – terminou a frase no tom sarcástica- E vamos divertir.
O platinado riu e beijou os lábios da loira docemente.
_ Somente você para animar o meu dia, aliás a minha vida.
_ Eu sei bebê. — riu e beijo nos lábios
_. Falando em bebê. – pegou a no seu colo – Que tal nós tentarmos um agora? – deu um levantada de sobrancelha.
Rangiku apenas riu em resposta, para bela “tentativa” daquela manhã;
***
O casal de ruivinhos não podiam reclamar do maravilhoso final de semana na praia. Sim, finalmente eles tiveram um pouco de sossego de tudo e de todos. Ah! O amor estava no ar. Como tudo que é bom tem um fim, eles estavam de volta à realidade. Aquela triste, fria e cruel realidade. Mas antes, uma pequena passada no supermercado.
_ Ei Ichigo! – chamou a ruiva – Esqueci uma coisa na seção de higiene.
_ Ok. – respondeu o jovem – Daqui a pouco te encontro lá.
A jovem entrou no próximo corredor, cortando o caminho até o setor que desejava.
_ Onna!? – uma voz conhecida que não ouvia há anos.
A ruiva virou para olhar.
_ Ulquiorra!? – olhou para o rapaz de cabelos negros e olhos verdes melancólicos. – Quanto tempo! – deu um sorriso gentil.
_ Bastante. – falou monótono. – Como está? Conseguiu formar medicina.
_ Vou bem. – deu um belo sorriso – Conseguir e especializei em neurologia. E você?
_ Neurologia? Interessante. – deu um pequeno sorriso – Sempre pensei que seria pediatria. Estou trabalhando de detetive na polícia.
_ Também é interessante. – falou com seu jeito imaginativo.
_ Hime. – Ichigo a chama e aproxima dos antigos colegas – Oi! – cumprimentou secamente o moreno.
_ Oi! – respondeu de volta.
_ Este é o Ulquiorra, estudamos juntos o ensino médio. – apresentou o rapaz
_ Prazer, Ichigo – cumprimentou com aperto de mão.
_ Ichigo é meu marido – falou orgulhosa.
O rapaz moreno fechou um pouco a sua expressão facial. Ficara um pouco desapontado com a situação.
_ Melhor irmos Hime. – Ichigo a chamou – Temos que pegar a Artemis ainda.
_ Claro! – virou para moreno – Foi bom de ver Ulquiorra, até mais. – sorriu gentil.
_ Até. – continuou a sua compra e viu o jovem casal feliz sair do corredor. – Onna. – sussurrou.
*****
O homem de cabelos castanhos tomava seu café tranquilo em uns dos requintados cafés da cidade. Afinal era uma bela manhã, em dia eventual de folga. A mulher de cabelos negros e compridos aproxima da sua mesa.
_ Por que você fez aquilo? – perguntou sem rodeios.
_ Bom dia Unohana! – sorriu o homem galanteador. – Senta-se toma um café. Garçom!
_ Não estou com tempo para suas gracinhas, Shunsui. – sentou-se à frente do homem esperando explicação.
_ Por favor, um chá para senhora – fez pedido ao garçom que aproximou da mesa – Tem alguma preferência Unohana? – a mulher não respondeu – Traz de camomila.
O garçom foi buscar o pedido
_ Como você está linda! Adoro seus vestidos! – elogiou a mulher
_ Não vim pedir opinião sobre meus vestidos. – falava calma apesar de sua raiva – Quero que você me explica, o motivo de ter me colocado como suspeita com a cúpula.
_ Oras, isso não é motivo de ficar tão nervosa. – sorriu o homem – Há não ser tenha algo a esconder.
Nesse momento o garçom entrega o pedido, Shunsui o agradece.
_ Não tenho nada a esconder – finalmente a mulher responde – A culpa do assassinado é do Ichigo, você sabe disso. – grunhiu
_ Não sei de nada. – respondeu na mesma calma – Não estava na cena do crime. Não tenho a certeza que o garoto tenha culpa.
_ Como não? – sorriu irônica – Ter fugido e ficado há meses escondido brincando de casinha? Lógico ele tenha culpa.
_ Não posso concluir nada precipito. – bebeu um pouco da sua bebida – Ninguém ouviu o garoto. O fato dele está com a menina ruiva não é resposta convincente. Eu até entendo dele “brincar de casinha” — sorriu.
_ Não estou para brincadeira. – respondeu para Shunsui – Não tem que discutir sobre quem é ou não é culpado.
_ Essa história está mal contada Unohana. Há vários fatores que não deixam isso as claras. Afinal o velho gostava do garoto e o menino até que tinha o mesmo sentimento, apesar da sua rebeldia. — a mulher tenta o interromper – Era dia da missão do senador, não tinha como o garoto está em dois lugares ao mesmo tempo. Não filmagens ou testemunhas só para começar. Se nós olhar o seu histórico...
_ Não vai ficar assim.
_ Então prove, senhora Unohana. – bebeu restante do café – Aproveita o chá, vai ajudá-la acalmar. Agora me dê licença tenho que ver as minhas garotas.
Shunsui levantou da cadeira, e encontrou o garçom que havia atendido e pagou a conta antes de sair da cafeteria. A mulher continuou sentada tentando acalmar os ânimos.
_ Você me paga seu merda! – sorriu – Ah me paga.
****
O garoto asiático estava jogado no sofá, da aquela espelunca chamado de boate, jogando tranquilamente jogo. Nem percebeu quem chegara:
_ Então alguma novidade? – ouvir o timbre da voz o Moe levantou rapidamente.
_ Não senhor. – respondeu prontamente – Eles estão viajando e aquela velha chata não me quis responder.
_ Você tinha que ser mais convincente. – falou o homem de cabelos azuis – Ter sido gentil com senhora velhinha – sorriu mais largamente.
_ Mas hoje vi um cara que foi lá. – falou o garoto.
_ Sabe quem era ele? – perguntou o Grimmjow – Qual era a finalidade dele?
_ Parece que é ou era ex-noivo da moça e a velha também expulsou ele.
_ Interessante. – ficou pensativo – Depois quero que descreve as caracteriscas dele e agora vai dar umas voltas por lá. Cuidado para ser pego pela velhinha. – riu
_ Sim, senhor. – respondeu o garoto e saiu correndo.
Grimmjow se jogou no sofá e pegou o tablet que o Moe estava jogando.
_ Crush Suggar? Garoto burro. – sentou encostando no sofá – Ainda nesse nível, vamos detonar.
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Nozomi acorda depois da pancada que levara no parque. Estava escuro o local, sua respiração estava esquentando, percebeu que estava encapuzada e amarrada. Ouviu nuns passos aproximar. Seu capuz foi puxado para trás, e tentou acostumar com claridade do local.
Olhou para local, um galpão velho e vazio.
_ Aí Nozomi-chan!
Seus olhos arregalaram, não podia acreditar que a dona da voz estaria fazendo essa “brincadeira” de mal gosto com ela.
_ Por que a supressa? – a menina de cabelos rosados aparece na sua frente – Não falei que nós vamos divertir bastante hoje.
Uma risada hilária ecoa no local.
Continua...
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