Trouble Maker
32 Capítulo 31- Pequenos demônios
Notas iniciais
Capítulo 31– Pequenos demônios
A garota de cabelos verdeado estava em choque: a sua pulsação estava acelerada, a respiração descompassada e mantinha os olhos arregalados. Nunca imaginara que a “travessa” Yachiru faria algo tão assustador como este. Se fosse brincadeira é exatamente maldoso.
_ Que carinha é essa? – questionou Yachiru – Não falei que vamos divertir muito hoje?
_ Que brincadeira é essa? – finalmente pronunciou Nozomi – Quem está com você?
_ A brincadeira no qual você vai falar toda a verdade para mim. – falou sério a rosada – Não tem mais ninguém, somente eu e você.
_ Que verdade? Não estou entendendo.
_ Oras, oras para quem você passa informações sobre mim.
_ Não passo informação para ninguém. – respondeu a Nozomi, contorcendo na cadeira – Por favor, me solta.
_ Como não? – andou até ficar fora da visão de Nozomi – Uma mulher de cabelos longos negros, alta, de olhar feroz... – um barulho de uma mesa sendo arrastada – Não lembra? – a mesa é posicionada em frente de Nozomi – Tem certeza?
_ Que você está fazendo?
_ Quem deve fazer as perguntas aqui sou eu, não acha? – deu um sorriso sarcástico – Bom, esta vou lhe responder: lembra do desafio do gelo? – a outra afirmou – Vamos brincar disso. Todas as perguntas que você negar me responder a sua cabeça será mergulhada no gelo. Fiquei sabendo que gelo queima e até fica feio o resultado.
_ Você é louca!
_ É de família. – riu a pequena – Entendeu a brincadeira? Vamos lá – deu um pulinho
Yachiru parou ao lado de Nozomi, segurou a nuca da garota e empurrando a cabeça para bacia de gelo e agua. Manteve alguns segundos até a garota se debater.
_ Qual é o nome da mulher? – Yachiru perguntou assim que a puxou de volta.
_ Eu não sei. – gritou a Nozomi
Yachiru repetiu o processo.
_ Acho melhor você contar logo, vai perder a vida por uma vagabunda? – empurrou a normalmente.
A garota debateu novamente.
_ Daqui a pouco vai entrar a agua nos seus pulmões e a brincadeira acaba.
_ Restu Unohana. – gritou a Nozomi
_ Começamos bem. – sorriu a Yachiru – Então é a mamãe mesmo. O que ela quer? – olhou para outra, que não respondeu nada – Vamos lá novamente. – refez novamente o processo
Nozomi viu um pequeno demônio na sua frente, realmente Yachiru era uma Kenpachi. Os demônios, conhecido pelas famílias mafiosas pelos seus métodos violentos.
_ Queria saber todos os seus passos, como ia na escola, que gosta ou não, essas tipos de coisas.
_ Mamãe ficou arrependida por ter me abandonado, como isso faz diferença. – revirou os olhos — Pelo que você fez isso?
_ Sobrevivência. Era o modo ter e o que para viver deste o meu pai foi preso.
_ Grande coisa! – deu os ombros
_ Espero quando o seu for preso, afinal ele é um assassino. – cuspiu as palvras
_ Como o seu não fosse. – a outra ficara em choque – Seu pai não era o senador? Quantas pessoas foram mortas por culpa dele?
_ Meu pai não é assassino! – afirmara convicta
_ É mesmo? – falou sarcástica – Então me diz da verba que ele desviou da saúde para bancar a sua vidinha de luxo. E sim meu pai é um assassino de pessoas envolvidas com crime, aqueles possuem alguma divida com ele e não inocentes como seu. Agora chega desse papinho e quero que responda todas as minhas perguntas. Quanto ela lhe pagava, aonde se encontrava e quantas vezes na semana.
_ _ O suficiente viver bem, em frente do colégio no carro dela todas as sextas.
_ Interresante. – empurrou a menina para bacia novamente e esperou alguns minutos para puxar-la
_ Por que fez isso? – gritou a outra quase sem fôlego – Já respondi as suas perguntas.
_ Porque é divertido – deu um largo sorriso – E vamos fazer novamente.
***
O rapaz de olhos esmeraldas chegou em seu apartamento, colocou as compras em cima da bancada da cozinha. Não se preocupou em guarda-las. Abriu a geladeira pegou uma garrafa de cerveja, não tinha costume de beber apenas em dias difíceis. Este foi um desses dias: ter o passado retornado: “onna”.
Voltou para sala, abriu a garrafa e sentou no sofá. Fitou com seus ambares verdeados no teto branco, antes de tomar o seu primeiro gole.
_ Continua linda. – falou pra si mesmo – Não é à toa que está casada.
Ulquiorra nunca foi de lamentar nada, bem este a única lamentação. Poderia ter namorado com sua paixão colegial, por sua burrice, como ele mesmo define não ficara com ela. Grande burrada! Não ficou com a Orihime para ficar com maldita que partira seu coração.
_ Como fui idiota! – lamentou – Pensou que ela estaria livre quando encontrasse novamente, Ulquiorra? – riu – De onde ela conheceu ele? – bebeu um pouco da cerveja
A felicidade nos olhos de Orihime falando sobre o Ichigo, foi a facada no seu peito. A felicidade que poderia ser ou sido para ele. Não há mais nada que possa fazer, apenas ver a felicidade de Orihime de longe
Apenas isso.
***
Sabe aquela cena de casal apaixonados cozinhando juntos nos filmes românticos? Esta cena que estava Gin e Rangiku, entre um preparo e outro, beijos apaixonados, suculentos... Bom, não durou muito. Claro! A campainha toca.
_ Esperando alguém? – o platinado olhou para loira
_ Não e você? – respondeu – Vou ver quem é.
A loira tirou o avental e foi verificar quem era a visita supressa. Olhou pelo olho mágico e abriu a porta.
_ Ei Ran! – sorriu a moça ruiva que estava acompanhada do Ichigo.
_ Oi Orihime! Ei Ichigo! – cumprimentou – Já voltaram?
_ Sim, sim – a ruiva estava sorridente – Voltamos hoje, agora a pouco.
_ Entrem e me contam como foi. – a loira puxou a Orihime pela mãos – Gin! São Orihime e Ichigo.
_ Vocês estavam esperando alguém? – perguntou o ruivo – Não vamos demorar, apenas passamos aqui para pegar a Artêmis.
_ Não estamos – Gin entra na sala e os cumprimenta – Ficam, estamos preparando o jantar: macarronada.
_ Fica para próxima Gin. – falou a ruiva – Estamos com compras e a bagagem no carro e tenho que ir no apartamento.
_ Que isso! Estou quase terminando. – pronunciou Gin – Assim vocês não precisam preocuparem com jantar.
A ruiva olhou para Ichigo, que concordou afirmando com cabeça.
_ Tudo bem, ficamos.
_ Que ótimo! – respondeu o Gin – Bom, Ichigo vamos para cozinha. Vejo que as meninas têm muito que conversarem.
O ruivo acompanhou o platinado, enquanto as “meninas” ficaram na sala para as “fofocas”.
_ Então me contam tudo. – a loira sentou no sofá e chamou para ruiva para sentar ao lado.
_ Não tem muita coisa. – a ruiva senta ao lado – Fomos a casa da Tia do Ichigo e depois fomos à praia.
_ Um final semana na praia? Hmm... – deu um sorriso malicioso
_ Ok, Ran. – falou sem graça – Lógico que aconteceu que você está pensando, sua mente leviana.
_ Que isso? – riu a Rangiku – Não falei nada.
_ Apenas pensou. – respondeu a Orihime — Eu sei que você imagina.
_ Ok, ok – concordou a loira — Eu sei que sou um pouco pervertida.
_ Só um pouco? Sei – ironizou a ruiva
_ Meninas, está pronto. – chamou o Ichigo – Gin pediu para vim logo antes que esfria.
_ Salvo pelo gongo. – levantou a loira – Né seu garrarão! – cutucou o Ichigo antes ir para cozinha
A ruiva levantou do sofá, deu um pequeno desequilíbrio. Ichigo a segura pela cintura.
_ Está tudo bem?
_ Sim, foi uma pequena tontura. – respondeu – Está tudo bem, não se preocupe. Vamos jantar antes que esfria – pegou a mão do ruivo e guiou pelo caminho.
O ruivo apenas sorriu.
****
Ao contrário do apartamento de Gin e Rangiku, que estava sempre rodeado de amigos e harmonia, era a mansão de Byakuya Kuchiki. Parecia mais uma fortaleza de solidão e fria. Naquela noite jantara sozinho na sala. Qual foi a ultima refeição com amigos? Talvez quando a sua falecida esposa, Hisana, estava viva.
Ela falecera uns anos atrás, de câncer. Foi uma batalha mais difícil da sua vida, apesar de todos os esforços dos médicos, ela não resistiu por causa da doença estava avançada.
_ Pode retirar, esta dispensado – falou para seu empregado, antes de retirar da mesa.
Caminhou para o jardim da mansão com taça de vinho na sua mão. Refletia sobre sua vida, a sua solidão era o castigo de ser egoísta? Não admitia mas tinha uma inveja de Gin. Uma rixa criada nos tempos de colegial, o garoto riquinho e o garoto bolsista.
_ Tolice. – resmungou – É apenas um karma, nada mais. – terminou tomar a sua bebida.
Voltou para dentro da mansão, passou perto de alguns portas retratos. Fitou para que tinha a sua falecida esposa.
_ Espero que me perdoa, Hisana. Por não ter a comprido a promessa.
****
Rukia e Renji tinha terminado um “pequeno serviço”, já estavam caminhando para seu veículo. O rapaz percebeu como assemblaste da baixinha estava tenso.
_ Ei Rukia! – a chamou – Até quando vai ficar com essa cara?
_ Até sair dessa cidade. – respondeu, já entrando no veiculo – Odeio essa cidade!
_ Eu entendo o seu motivo, mas ficar com essa cara não vai ajudar nada.
_ Se a Unohana continuar com essa frescura, de nos manter nessa cidade por mais uma semana vou acabar fazendo besteira. – falou com tom de mistura de raiva e ódio
_ Que você está pensando? – o rapaz perguntou quando ligava a ignição
_ Vou matar aquele juiz riquinho. – olhou para fora – Afinal, ele é culpado por eu está aqui. Não é?
O rapaz não falou nada, apenas olhou para baixinha por alguns segundos e voltou olhar para via. Não havia nada que podia falar para reconforta-la. Mesmo sem conhecer o “tal juiz” pessoalmente, sabia do mal que ele tinha feito para Rukia. Um erro.
****
O casal de ruivo tinha finalmente chegado em casa, Ichigo deve que acordar a Orihime que dormiu no banco de carona. Já tinha levado toda a bagagem e as compras para dentro do apartamento, e Artêmis estava rodeado toda a casa.
_ Terminei de colocar as compras no lugar, amanhã eu arrumo as bagagens. – falou a ruiva com ar de cansaço.
_ Tudo bem, eu termino por aqui. – falou o ruivo aproximo a moça – Está tudo bem?
_ Por que a pergunta? Cansaço é da viagem , só isso.
_ Tem certeza? – questionou preocupado com ela – Tem tido muito sono, cansaço, tontura...
_ Já lhe disse, que estou bem.
_ Ok. – beijou a testa da moça. – Posso fazer uma pergunta?
_ Sim.
_ Tenha tomado as pílulas? Você sabe que eu...
_ Tenho sim Ichigo. – respondeu meio irritada. – Vou dormir, e você vem fazer o mesmo. Boa noite.
Ela foi para quarto, o ruivo retira do bolso uma caixa de remédio.
_ Ou você é péssima mentirosa ou esquecida. Porque isto está vencido. – falou para si mesmo – Praga daquelas duas velhas – riu. – voltou guardar e terminar os seus afazeres.
Ao lado de fora do prédio, alguém os observavam o movimento do casal. Assim que luzes do apartamento apagaram, o observador faz uma ligação.
_ Boas noticias, chefe. Eles voltaram!
Continua...
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