Trouble.

8 Nunca diga: '' sinta-se em casa''.


Notas iniciais
Olaaaaaa pipou! Capitulo açucaradinho, mas eu gosto de açucar u-u

– Sinta-se em casa – essas palavras jamais deveriam ter sido pronunciadas. Motivos? Quando você fala esse tipo de coisa para uma pessoa, ela realmente vai se sentir em casa. Vai por os pés na mesinha de centro, vai abrir a porta da geladeira e o pior de tudo: vai fazer o que bem entender e voltar sempre.

Dylan estava realmente se sentindo em casa, minha mãe havia chegado em casa e insistido a ele para ficar para o jantar e o maldito ficou. Logo após papai chegou em casa, e ficou com ele e Jared no sala jogando vídeo game, subi para o quarto já que minha mãe tinha dito que não queria ajuda em nada. Voltei a olhar para o teto já que era a coisa mais interessante a se fazer no momento.

– Não sabia que você gostava de ficar olhando para o teto que nem idiota – Dylan estava parado na soleira de braços cruzados me encarando.

– Sai do meu quarto – voltei a encarar o teto já que o teto do meu quarto era bem mais interessante do que a cara do Dylan. Mas em vez dele me obedecer, ele entrou e fechou a porta. – Eu disse para sair e não entrar.

– Quando falam para se sentir em casa as pessoas realmente fazem isso. – ele se aproximou ate sentar na minha cama, não movi um músculo e continuei olhando para o teto.

– Você é um idiota! Sai daqui agora – comecei a bater nele que nem sequer se moveu para me parar, e eu nem sabia o motivo de estar o agredindo.

– Lidia – ele falou meu nome tão calmamente que me surpreendi, mas minhas mãos pareciam ter vida própria e não paravam de bater nele. Mas Dylan me pegou tão desprevenidamente que em questão se segundos ele estava em cima de mim. Na cama. Extremamente perto de mim e do meu rosto, e isso significava apenas uma coisa: perigo.

– Parou? – ele perguntou com a voz um pouco mais aveludada do que ele geralmente fala, não que eu preste atenção no jeito que ele fala nem como o jeito que a sua boca se move... Enfim! Ele estava me deixando um pouco esmagada e assustada, além de confusa, muito confusa.

– Saia de cima de mim antes que eu bata mais em você McCallen – rosnei a ele.

– Tsc tsc, resposta errada Lidia – ele se apertou mais contra meu corpo, ficando ainda mais próximo de mim. Nossas pernas eram um amontoado, as mãos dele entrelaçavam as minhas acima da minha cabeça, e eu sentia todo o seu corpo tocando o meu. Dylan se aproximava de mim com um sorriso presunçoso.

– MEU DEUS DO CEU! – alguém exclamou. Isso me deu chance de empurrar um Dylan assustado de cima de mim, que caiu no chão espatifado. Jared se encontrava na porta com a mão na boca que estava em um ‘’O’’, mas, no entanto sua expressão demonstrava que ele queria rir, porem estava se segurando para não fazer. – Vocês precisam de camisinhas?

– Esse não é o momento que você pergunta se estaria atrapalhando alguma coisa? – disse Dylan rindo.

– Eu deveria? Oh perdão se atrapalhei o casal, não era a minha intenção – ele fez um gesto como se estivesse arrependido e depois começou a rir, e Dylan o acompanhou. Somente eu que não estava vendo a graça?

– Saiam do meu quarto – falei interrompendo a risada dos dois.

– Ah Lid, não me venha com essa – disse Jared adentrando ainda mais no quarto.

– Ótimo, eu saio. – me levantei de cama com um pulo, mas mãos me agarraram por trás pela cintura.

– Fica – Dylan sussurrou no meu ouvido, causando arrepios involuntários pelo meu corpo.

– Ok, eu vou indo – Jared deu meia volta e saiu batendo a porta. Dylan ainda me abraçava.

– Me solta – tentei sair de seu aperto, mas ele apenas me prendeu mais.

– Porque eu faria isso? – ele disse no meu ouvido.

– Porque senão eu vou te dar um soco – ele riu e eu finalmente sai de perto dele, caso contrario, eu faria alguma besteira. Senhor, a que nível eu estou chegando? – O que você veio fazer aqui Dylan?

Ele caminhou até a cama e se jogou nela, como se ele estivesse na casa dele, aé, alguém me fez o favor de dizer que ele podia se sentir em casa, e o idiota estava fazendo isso mesmo.

– Te ver – ele disse.

– Para que? – ergui uma sobrancelha questionativa.

– Sei lá, na verdade eu queria conversar, desabafar sabe? – ele deu de ombros.

– Então fala.

– Senta aqui – ele bateu no colchão e eu fui. Me sentei a uma boa distancia dele, mas ele não tinha limites e nem sabia o que era ficar longe. Ele colocou um travesseiro no meu colo e se deitou em cima. – Agora sim, só falta isso – o ‘’isso’’ era a minha mão nos cabelos dele.

– Não quer suas uvas minha donzela? – perguntei ironicamente.

– Agora não criada, apenas me escuta. – ele riu levemente e dei um tapa na cabeça dele. Ficamos em silencio por um bom tempo ate ele resolver falar.

– Queria que a minha vida fosse menos complicada.

– Às vezes eu também quero isso sabia, mas não se pode ter tudo. E você já tem muita coisa convenhamos.

– Muita coisa? Você só acha isso. Eu só tenho dinheiro e status, isso de nada me serve Lidia – ele começou deixar as palavras fluírem – Só queria ter a atenção dos meus pais, uma irmã que agisse como tal, uma namorada mais fiel. Na verdade eu só queria ser amado por alguém.

– Mas alguém deve te amar, sua mãe te ama, mas não demonstra, seu pai também te ama, mas acho que toda a relação dele com a sua mãe acaba atrapalhando com a relação que ele tem com você, que acaba prejudicando o relacionamento com a sua irmã. E tem o Brandon, ele te ama, como amigo claro.

– Mas nada de compara ao amor de uma mulher.

– Tem a Blythe, mas ela provavelmente não conta.

– Não vamos falar da piranha sem freio Lidia.

– Vamos falar sobre o que então? – perguntei.

– Que tal sobre você? Já que eu não sei nade sobre você e você sabe tanto sobre mim. – ele se levantou e me olhou, e a cor do meu rosto deve ter ficado de pálida a pimentão.

– O que quer saber? – dei de ombros.

– O porquê você fica vermelha quando o assunto é você – ele riu e ficou serio – ou porque você afasta as pessoas quando elas estão perto de você – ele se aproximou de mim.

– Eu não me afasto – falei na defensiva, mas ele não se deu por vencido e se aproximou mais, encostando nossos narizes, não pude evitar e fui para trás.

– Certeza? – fui salva de responder quando minha mãe adentrou feliz no quarto dizendo que era para irmos comer, e saí do quarto atrás dela ligeirinha. Dylan vinha ao nosso encalço, mas eu não me atrevia a olhar para ele, minha vergonha não deixava.

Dylan McCallen era perigoso, e um perigo do qual eu devia me afastar. E logo.

Notas finais
Então pipou, o que voces acham desse lado do Dylan? Acham que ele ta querendo o que com a Lid? Perguntinha basica pra vocês, quais bandas, ou pessoas voces mais curtem ouvir? Vamos conversar, eu sou carente u.u Bj