Notas iniciais
Penúltimo capitulo. e já vou adiantar que uma nova história está a caminho. e vai ser bem realidade alternativa.

No capítulo anterior...

"- Preciso de um conselho. – Disse Gibbs.

— O que você precisar Agente Gibbs. – Disse Jacob."

— Acho que está na hora de contar para ela doutor. – Disse Gibbs.

— O que você precisa contar Agente Gibbs? – Perguntou o médico.

— Eu estava no prédio na hora em que ela levou o tiro. – Gibbs parecia inconformado.

— Você não poderia prever isso Agente Gibbs. – Jacob tentava confortar Gibbs.

— Eu vi o assassino da Abby saindo por um dos elevadores do hospital há dois dias. – Disse Gibbs. – Quero dizer.... Eu nem sei se ele é o assassino. O fato é que eu se eu tivesse avisado alguém eles o teriam prendido.

Jacob não sabia o que dizer.

— Eu queria saber o que eu posso dizer para o diretor Vance sobre isso. – Disse Gibbs.

— Posso te dar um conselho Agente Gibbs? – Perguntou Jacob.

— Claro. – Disse Gibbs.

— Fale a verdade para todos. Não importa o quanto isso parece ruim. – Jacob tentava não magoar Gibbs. – Às vezes a verdade parece ser a única saída aceitável. – Jacob procurava palavras para ajudar Gibbs.

— Sabe como eu sei que ele poderia ser o bandido que baleou Abby? – Disse Gibbs.

— Como? – Perguntou Jacob.

— Eu estava cuidando da Abby sozinho no hospital. Tony não estava aqui...

Dois dias atrás...

Gibbs precisava de café. Abby ainda não havia acordado. Tony não estava no hospital. Estava na agência seguindo algumas pistas sobre quem poderia ter atirado em Abby assim como McGee e Ziva.

Gibbs achou que ela poderia ficar alguns minutos sozinha. Ele se certificou que nada de mal aconteceria com ela nesse tempo. Trancou as portas do quarto de um jeito que somente ele ou uma enfermeira conseguiria abrir. Ele foi pegar café na máquina no final do corredor. Ele passou pelo elevador bem na hora em que as portas se abriram. Um homem alto e moreno saiu dele e foi em direção ao corredor onde Abby estava. Gibbs se virou e o seguiu de uma distância segura. Ficou escondido em uma parede enquanto vigiava o homem. Ele parou na porta do quarto de Abby e tentou abrir as portas sem sucesso algum. Gibbs saiu de onde estava quando viu o homem voltando. Ele entrou na primeira antes do elevador. Ele ficou olhando na janela enquanto o homem entrou no elevador outra vez. Ele estava com uma cara furiosa.

Gibbs voltou para o quarto mesmo sem o café. Não poderia deixar Abby sozinha outra vez. Ele pegou o telefone e ligou para Tony vir até o hospital ficar com Abby enquanto ele iria para casa descansar um pouco.

— Dinozzo. – Falou Tony ao atender o celular.

— Sou eu Tony. – Disse Gibbs. – Preciso de você aqui no hospital.

— Estou seguindo uma pista chefe. – Disse Tony.

— Não quero saber. – Disse Gibbs. – Deixe para lá e venha aqui enquanto eu vou para casa dormir um pouco.

— Mas chefe... – Tony começou com uma desculpa qualquer.

— Agora Dinozzo. – Disse Gibbs. – Não me faça dizer duas vezes.

— Está certo chefe. – Disse Tony. – Estarei aí em meia hora.

— Obrigado. – Disse Gibbs.

Dias atuais...

— E você não contou? – Perguntou Jacob oferecendo água para Gibbs.

— Não. – Respondeu Gibbs. – Depois do Tony chegar eu fui direto para casa. – Gibbs parecia arrependido. – Eu não tenho certeza se ele foi o responsável por atirar em Abby.

— Se você precisar das imagens eu posso conseguir para você. – Falou Jacob. – Você manda para seu agente e ele o identifica. Agora que Abby está acordada ela pode identifica-lo.

— E seu contar e ela não me perdoar? – Perguntou Gibbs. Ele se sentia mal o suficiente para não se perdoar.

— Você nunca vai saber se não tentar. – Respondeu Jacob.

Gibbs se levantou e saiu do consultório em direção ao quarto de Abby. As palavras de Jacob pulavam em sua mente como eco.

— "Você nunca vai saber se não tentar."

A mente de Gibbs tentava lutar contra a vontade de conta enquanto seu coração dizia que era para contar. Que na melhor das hipóteses Abby ficaria brava com ele e na pior se demitiria do NCIS.

Gibbs se viu entrando no corredor onde o quarto de Abby ficava. Ele parou um instante. Havia decidido contar o que havia visto. Ele empurrou a porta do quarto fazendo Tony acordar sobressaltado.

— Há. Oi chefe. – Disse Tony acordando.

— Vejo que cuidou bem da Abby. – Disse Gibbs irônico.

— Peguei no sono. – Tony olhou para Abby dormindo. – E acho que ela também.

— Preciso conversar com você Tony. – Disse Gibbs.

— Então vamos – Disse Tony.

— Aqui não. – Disse Gibbs.

Tony levantou da poltrona e Gibbs deu um beijo em Abby antes de Sair.

— Estaremos lá fora, Abbs. – Disse Gibbs.

Ela não acordou. Gibbs reconsiderou sua decisão, mas não poderia conviver mais tempo com aquilo. Então foi mesmo assim. Ele e Tony chegaram em uma das cadeiras da sala de espera. Eles ficaram alguns minutos sem trocar uma única palavra.

Tony resolveu quebrar o gelo.

— O que você quer falar comigo chefe? – Perguntou Tony.

Gibbs respirou fundo e resolveu falar diretamente.

— Eu vi o cara que ode ter atirado em Abby. – Gibbs abaixou a cabeça.

— Hum. – Tony disse apenas aquilo. – Onde você o viu?

— Aqui no hospital. – Disse Gibbs.

— Quando? – Perguntou Tony.

— Há dois dias. Eu não falei nada porque.... – Gibbs tentava arrumar uma desculpa para dar, mas não encontrou nenhuma.

— Eu entendo o porquê você não disse nada. – Disse Tony.

— Tony. Eu omiti informações preciosas. Eu provavelmente deixei o assassino fugir. – Disse Gibbs. – Não há nada para entender.

Tony não falou nada.

— E eu sei que Abby não entenderá assim. – Disse Gibbs.

— Está sendo duro consigo mesmo Gibbs. – Disse Tony. – Vamos falar com a Abby. Talvez ela entenda.

Gibbs e Tony se levantaram e foram até o quarto de Abby. Ela parecia dormir tranquila, mas Gibbs estranhou o jeito que Abby dormia. Ele checou os sinais vitais de Abby para ver se ela ainda respirava.

— Acho que ela foi sedada. – Disse Tony.

Gibbs encontrou uma seringa na mesa ao lado de Abby. Ele pegou com um saquinho plástico e deu para Tony.

— Leve-a para McGee. – Disse Gibbs. – Quero as imagens do corredor para descobrir quem entrou aqui depois que saímos. – Gibbs realmente estava P da vida.

— É para já chefe. – Disse Tony saindo com a seringa. – Vou ir até lá e levar isso.

Gibbs se sentou na poltrona. Jacob já havia vindo examinar Abby. Ele disse que ela acordaria logo.

— É anestésico cirúrgico. – Disse Jacob vendo o resto de liquido na seringa antes de Tony levar para McGee. – Dura de quatro a cinco horas o efeito. É o tempo que ela é feita para durar. Ela vai acordar com uma dor de cabeça então quando ela acordar me chame que eu administro um analgésico. – Jacob saiu do quarto deixando Gibbs sozinho com Abby.

Gibbs passou a noite ao lado de Abby. Passaram-se as cinco horas e Abby finalmente estava acordando. Gibbs se aproximou de Abby e deu um beijo na testa.

— Como se sente Abby? – Perguntou Gibbs.

— Com uma dor de cabeça horrível. – Disse Abby.

— Posso te fazer umas perguntas depois de te dar um analgésico? – Perguntou Gibbs.

— Claro. – Respondeu Abby.

Gibbs chamou Jacob que administrou um analgésico em Abby a dor de cabeça começo a diminuir.