Troca de Esposas
5 Terceiro Dia
→Terceiro Dia←
A campainha ressoou e Kagome foi atender a porta a mulher do outro lado tirou seu fôlego. Era belíssima, possuía olhos negros, cabelo preso num coque, olhava-a seriamente e possuía um porte tão altivo que Kagome se sentiu pequena diante dela.
— Quem é você e o que faz na casa do meu filho?
— Acho que esse tipo de interrogatório deve ser de família... – disse sorrindo de lado – Meu nome é Kagome, sou a nova esposa., Durante essa semana eu...
A mulher parecia não ter ouvido o resto, arregalou os olhos em claro sinal de surpresa e desvencilhando da pose, se jogou nos braços de Kagome emocionada
— Até que fim! Adeus Kagura, não vai fazer falta! Não posso dizer que não me magoou Sesshoumaru não ter nos convidado para o casamento, mas qualquer coisa para nos livrar dela
Ela disse segurando Kagome com as duas mãos para estudá-la
— Vamos dar uma boa olhada em você, que sorriso lindo, amei o cabelo. Dê uma voltinha querida. Hum... sim... com esse quadril aposto que vive com mais que dois palitos de cenoura. Bem Kagome, temos muito a conversar, meu filho ingrato nem para me contar as novidades... você tem que me dizer tudo, como o fez livrar-se daquela bruxa? Vocês têm um caso há muito tempo?
Kagome não sabia o que pensar, a mulher em sua frente era incomum, ela definitivamente não esperava aquela reação. Para maior consternação, a mulher a abraçou e acariciou suas costas em um gesto de amizade que a surpreendeu.
— Er.. sou a esposa dessa semana
A desconhecida se afastou confusa e franziu o cenho, o que diabos seu filho estava fazendo? Imaginando os absurdos que a mulher devia estar pensando, decidiu explicar melhor.
— Por que a Senhora não entra e conversamos? Acabei de testar umas receitas de petiscos saudáveis para Rin... – ela falava enquanto fechava a porta e trazia a desconhecida cada vez mais pra dentro, conversando alegremente como se encontrasse com uma velha amiga – ...devia ter visto o espetáculo que ele deu por causa de uma torta brownie que fiz, essa família parece seguir alguma seita fitness. Sei a importância de se alimentar bem, mas comer apenas nabos? Qual é?!
Sesshoumaru estava no elevador junto de Rin. A diretora do internato se manteve firme na punição de Rin, pelo resto da semana, ela ficaria fora do colégio. Eles não conseguiriam entrar em contato com Sesshoumaru, então o motorista a levou para casa.
Ele não queria Rin envolvida com o programa, o internato era a justificativa ideal, mas sem essa opção... ele teria que falar com seus pais para que ficassem com a menina, apesar de Kagome ser uma pessoa “agradável”, ele ainda tinha ressalvas a deixar as duas juntas.
— Então, vai me explicar o que houve?
— Estava cansada daquilo, as meninas eram más comigo.
— Rin, você não pode deixar essas coisas assim interferirem com você, muito menos atirar purê de batata nelas.
— Mas foi um acidente
— O purê “acidentalmente” escorregar da sua mão no rosto de sua colega dificilmente pode ser considerado como tal. Então, o que elas falaram para você agir assim?
Rin não queria contar que as meninas a provocavam por ter uma madrasta e mais ainda por passar tão pouco tempo em casa. Elas perturbavam Rin dizendo que a menina logo seria posta de lado por um filho de sangue da mulher... E seu pai dar sugestões para que ela ficasse com os avós não ajudava.
Mas para sorte de Rin, ela fora poupada de explicar sua situação, pois risos ecoaram de dentro do apartamento para consternação de Sesshoumaru. O que estaria havendo?
— Mãe? – Sesshoumaru disse atônito
— Olá querido – Izayoi disse com a mão apoiada no queixo com sorriso malicioso nos lábios – esqueceu de me contar algo?
Houston – Texas
Luzes neon ofuscava o ambiente, a música alta animava o local e fazia os convidados dançarem no ritmo. Os Shintai olhavam do andar superior com desaprovação a festa criada por Kagura.
— Ela vai arruinar tudo, isso não é o que somos e ela transformou tudo num... Num...
— Relaxe vovô. Eu sei, é um ambiente novo, mas olhe nunca tivemos tanta gente no restaurante. Pode ser bom variar as coisas
Mukotsu Shintai era um homem das antigas, gostava de tradição e manter os costumes do restaurante era crucial para garantir a clientela há muito fiel. Não que o restaurante fosse lá grande coisa, mas ele gostava da atmosfera que rodeava o lugar.
Jinenji, o cozinheiro, também não está satisfeito com as mudanças da cozinha. Pratos minúsculos, bebidas alcoólicas extravagantes e, para completar, aquela musica alta dava-lhe nos nervos.
Mas nem todos estavam insatisfeitos com as mudanças das coisas. Bankotsu via potencial nas ideias de sua nova esposa. O restaurante nunca esteve tão cheio, o menu diferenciado economizava custos na produção e a musica atiçava os clientes a pedir mais e mais. Principalmente os drinks coloridos. Sim, a dondoca entendia das coisas.
— Isso foi um erro. Eu nem reconheço mais o meu restaurante
— Vovô, assinamos o contrato, não há nada a fazer agora. Temos que aceitar e além do mais, em breve receberemos uma bolada por tudo isso. O dinheiro vai servir bem ao restaurante
Bankotsu falava sem desviar o olhar da mulher abaixo desfilando frente à multidão
Nova York – Manhattan
— Tem certeza que quer fazer isso?
— Ora, por que não? Você se zangou pela torta, então decidi que seria uma excelente coisa explorar a cozinha e suas habilidades nela
— Temos Kaede para isso
— Dei o dia de folga para ela. Teremos que nos virar para comer. Hoje é o meu dia e vamos aproveita-lo assim, em família!
— Ora Papai, eu já ajudei na cozinha e foi divertido!
— Sim, aposto que sim – disse lutando para não revirar os olhos
Sem alternativa Sesshoumaru dobrou as mangas da camisa e foi se preparar para aquilo.
— O próximo passo: aventais!
Kagome entregou um avental pequeno para Rin com o desenho de um vestido de princesa moldando o corpo da menina. Curioso
Para Sesshoumaru um avental preto escrito "Poderoso Chefão". Ele ergueu uma sobrancelha pela ironia e foi agraciado com um sorriso travesso de Kagome.
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