Tris & Al - Uma outra Opinião
5 Capitulo 4
Sonho que Al e Quatro estavam brigando. Quatro estava ganhando de Al. Ele estava machucado, com sangue por todas as partes do corpo. Quatro continuava a chuta-lo.
Eu estava sendo segurada por Eric. Lutava para me soltar, mas ele era muito forte.
Naquela altura Al já deveria ter quebrado dez ossos, então cansado de dor, Al grita e uma arma surge em sua mão. Com muito esforço ele se levanta e atira no peito de Quatro.
Quatro cai com força no chão e o sangue vermelho escuro espirrava.
Eric me solta. E eu acordo com as palmas de Quatro.
Procuro por Al, mas não o acho. Quatro passava pelo corredor, eu me senti aliviada e feliz por vê-lo. Meus sonhos pareciam tão reais. Quando ele passa por mim, eu o abraço. Ele queria se afastar. Por óbvio. Para me beijar.
–Não me beije apenas me abrace.
–Não está com raiva de mim, por eu ter espancado seu namorado?
–Estou
–Então por que me abraça?
–Pois eu sonhei que você estava morrendo.
Ele não diz nada, apenas me solta.
–Espero que isso não seja um novo medo Careta, hoje é a ultima simulação até o teste final.
Eu abaixo a cabeça. Claro que aquilo não virou um novo medo. Era apenas um sonho.
Vou até a cama de Al e pelo visto ele ainda não acordou.
Ele estava acordado, desesperado.
–Al – digo –levante-se
–Tris! Eu não estou conseguindo levantar.
Eu corro até sua cama. Seria uma pena se ele não conseguisse mais andar, pois com certeza ele estaria fora da Audácia por causa disso.
Eu tiro o cobertor de suas pernas. Eu solto um gemido quando vejo suas pernas encharcadas de sangue.
–Alguém me ajude – grito
Todos os que se importam comigo e com Al vieram correndo. Christina e Will.
Will verifica as pernas de Al
–Al, pelo visto você quebrou um osso da perna e não cuidou, por isso está infeccionado.
–Temos que leva-lo para enfermaria – diz Christina.
O levantamos e o levamos até a enfermaria.
A enfermaria da Audácia era suja, as lâmpadas falhavam. Médicos da Erudição enfaixavam Al.
–Ele terá que ficar de repouso por 10 dias – diz o medico
–Tudo bem – digo.
Eles haviam dado uma muleta a Al. Então saímos da enfermaria.
Encontramos Eric no caminho.
–Posso saber por que não estão na sala de simulações?
Ele olha para Al
–Tivemos que ir com Al até a enfermaria, você sabe por que.
–Está fora Al – Ele diz com o maior desprezo.
–Não faça isso Eric ou eu saio — digo
–Você é quem sabe Careta. Albert não tem condições para continuar. E seu lugar na lista é como instrutor e isso requer muito esforço.
–Ele só precisa de 10 dias Eric
Ele solta uma gargalhada.
–Precisamos de Al também careta. Então você sai.
–Vai tirar a pessoa que está em primeiro lugar na tabela?
–Desafiadora você. – diz ele coçando o queixo – Al pode continuar. Mas ele só vai ter cinco dias de repouso.
–Fale isso para o medico – digo
Ele nos ignora e continua seu caminho.
Deixamos Al em sua cama e corremos até a sala de simulações. Chegamos e Quatro estava saindo da sala para chamar outra pessoa.
–Quatro – falo
Chego mais perto dele
–Al não pode vir, pois ele quebrou a perna.
–Por quê? – ele pergunta
–você sabe.
Ele se dá conta que foi tudo da briga de ontem.
–O mande vir. Ele não vai fazer a simulação em pé.
Não precisava ir até o dormitório, Al já vinha de muleta para a sala. Quatro abre a porta e faz uma cara debochada para Al.
Ele responde com uma cara de nojo para Quatro.
Al entra e se senta na cadeira.
Quatro estava fechando a porta quando o interferi.
–Não quero que os dois fiquem sozinhos – digo
Quatro sorri e abre a porta pra mim.
–fique no canto da sala careta, você não pode ver o que ocorre no computador.
O obedeço, e vou para o canto da sala.
Quatro aplica com cuidado o soro em Al.
Depois de alguns minutos Al acorda assustado.
–Foi você de novo Tris – Quatro diz
–O que?
–O medo de Al foi ele a espancando.
Fico quieta, apenas ajudo Al a se levantar.
Quando coloco Al sentado em uma cadeira entro na sala, em silencio.
Quatro aplica ferozmente o soro em meu pescoço e a simulação acontece rapidamente.
...
Meu medo foi Al pulando e novamente os corvos.
Acordo assustada.
–Por que o soro pegou tão rápido? – pergunto
–Soro para divergentes. – ele diz – e eu apliquei o mesmo em Al.
–Como? – pergunto assustada
–Esse soro foi desenvolvido especialmente para divergentes Tris, só pega neles.
Fico sem palavras e assustada.
–Não se assuste Tris. Eu também sou Divergente.
Eu saio da sala sem dizer nada.
Meu deus. Quatro e Al também são divergentes!
Passo no dormitório antes de ir para o refeitório. Lavo o rosto. E vou ao refeitório.
Quando chego, Quatro está sentado do lado de Al, com um pequeno espaço de distancia.
Sento justamente nesse espaço
–Vai escolher se sentar justo aqui Tris? –Quatro fala
–Não posso ser controlada – brinco
–Não brinque com isso.
–Eu já disse que não posso ser controlada. –continuo.
Solto uma risada e ele continua sério.
Olho para Al, ele tinha o rosto sério e suas bochechas são rosadas. Inclino-me para o lado e beijo seu rosto, o fazendo soltar um sorriso. Noto que Quatro bufou e resmungou alguma coisa. Eu viro e também dou um beijo no rosto dele.
Sei que deixei Al com raiva e que também deixei Quatro com raiva.
Voltamos para o dormitório rindo e contando piadas.
Chegamos, e eu coloco Al em sua cama. Com cuidado.
–Tris, obrigado por tudo que está fazendo por mim – Al diz.
–Tudo bem Al – sorrio.
Deito ao seu lado. E juntamos nossas testas.
–Eu te amo Tris.
–Eu também te amo Al.
Eu beijo Al delicadamente.
Me levanto, com muita força de vontade.
–Fique aqui – ele diz
–Desculpe Al, eu me mexo muito a noite, isso pode te machucar.
–Eu entendo
Inclino-me e dou mais um beijo nele
–Boa noite Al.
–Boa noite.
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