Tris & Al - Uma outra Opinião
6 Capitulo 5
Notas iniciais
Acordo no meio da noite, desesperada. Levanto-me e vou correndo para a cama de Al, e ele também estava acordado, chorando.
–Está tudo bem Al? – pergunto baixo
–Minhas pernas estão doendo.
Tiro o cobertor de sua perna, não havia nada de diferente, retiro cuidadosamente a gaze que estava em sua perna. Examino sua perna com cuidado, havia uma cicatriz que com certeza o osso havia saído por lá.
–Não há nada diferente Al. – digo.
A cicatriz estava costurada e estava vermelho em volta.
Coloco a gaze de volta.
–Está tudo bem – digo
–Obrigado Tris
Deposito um beijo na sua testa com cuidado. Ele pega cuidadosamente minha cabeça e coloca em ângulo com a sua, ele me beija, seu beijo era sempre o mesmo, doce e amoroso. Mas aquele foi diferente, aquele foi quente e sensual.
Meu corpo ficou quente e o dele também.
Deslizo a mão para seu peito e o abraço.
Ele me puxa mais e percebo que estava em cima dele.
Danem-se as consequências.
Ele se separou de mim por um momento e tirou a camiseta.
–Al – digo em um tom baixo – não vamos transar aqui.
Eu não queria fazer aquilo, mas eu o amava loucamente.
–Espere um tempo — digo – logo seremos definitivamente da audácia, e teremos nosso próprio quarto e seremos felizes.
–Eu entendo.
Ele me abraça e coloca a camiseta de volta.
Me levanto e não volto para minha cama vou para o refeitório.
–onde está indo – Al pergunta
–Estou com fome, acho que vou comer alguma coisa.
–Vou ficar aqui
–Tudo bem.
Deposito outro beijo em sua testa e vou para o refeitório em silencio.
Havia algumas sobras do jantar em uma mesa. Sento-me e pego a carne que estava sendo conservada lá.
–Por que está acordada agora careta? – uma voz familiar diz.
Olho para trás e estava Quatro. Devido ao clima quente e abafado ele estava sem camiseta, ele é forte e tem o abdômen definido.
Aquilo me deixou nervosa.
–Eu estou com fome – digo impaciente
–Mas bem no meio da madrugada? – ele ri
–Qual o problema?
–Nenhum. – ele diz se sentando ao meu lado.
Ele pega outra carne que também havia sobrado e comeu junto comigo.
Ele olha para o lado e vejo um pouco de sua tatuagem nas costas.
Toco com cuidado em suas costas e ele vira rapidamente.
–O que está fazendo?
–Estava vendo sua tatuagem. – digo
–Bonita não é?
–Eu não a vi direito.
Ele se vira novamente.
Sua tatuagem era incrível. Tinha os símbolos de todas as facções. Os da abnegação e da audácia eram as maiores e as outras embaixo eram menores.
–Você e divergente de todas essas facções? – pergunto incrédula
–Eu não sei.
–Como assim?
–Não falaram o resultado do meu teste.
Ele se vira e ficamos cara a cara.
Quatro passa a mão pelo meu quadril e me puxa para mais perto dele e me beija com força.
Ele me amava, eu sabia disso, mas o que eu não sabia era se eu o amava.
Solto minha mão em sua calça. Ele ia soltar o cinto quando o impedi.
Nos separamos e não foi preciso dizer nada a ele para perceber seu erro.
Ele junta nossas testas.
–Eu te amo Tris – ele diz.
–Eu sei.
–Sério isso? – ele se separa – eu digo que te amo e você responde com um eu sei?
–Quatro. –faço uma pequena pausa- você sabe que eu ainda não estou decidida de quem vou ficar você sabe disso.
–Fique comigo Tris – ele diz com uma suavidade.
–Vou pensar
Me levanto, mas ele me puxa.
–Durma comigo hoje. Por favor.
–Hoje não. Talvez amanhã.
–Tudo bem.
Começo a andar e ele continua a falar.
–Nem um beijo de boa noite? – ele diz com um sorriso maléfico.
Deposito um selinho nele, ele me puxa e me beija ferozmente.
–Boa noite.
Saio depressa do refeitório e vou para o dormitório, passo na cama de Al, ele estava dormindo profundamente, deposito um beijo de leve na sua testa e volto para minha cama.
Adormeci e logo depois acordo com Al na beira da cama acariciando meu cabelo.
–Bom dia Tris!
–Bom dia – retribuo com um sorriso – eu não acordei com as palmas de Quatro novamente?
–Ele não veio aqui hoje. –ele solta uma risada apaixonante — Todos acordaram bem antes para se prepararem.
–Vai ter algum teste físico? – pergunto dando um pulo da cama.
–Não, e que o preparo mental também vai ser bom.
–Ufa – digo suspirando
Vou ao banheiro e lavo meu rosto rapidamente. Quando volto Al estava sentado na minha cama na mesma posição.
Me sento ao seu lado e ele coloca as mãos sobre meus ombros.
–Sabe o que vai ser um preparo mental e tanto? – Al pergunta
–O quê? – pergunto com um sorriso
Ele não diz nada, apenas me beija. Seu beijo foi idêntico ao de ontem.
–Mas que sem graça não ter que acordar vocês! – diz uma voz logo na porta do dormitório.
Me separo de Al e nós levantamos.
Quatro passa na minha frente, pega meu braço e diz
–Tenho que falar com você.
Ele me solta e vamos para fora do dormitório.
Ele para e começa a falar.
–Tris, hoje eu não vou poder aplicar o soro de divergentes em você nem em Al. Pense que tudo é real. Se você ficar pensando “isso não é real”, não é real, mas tente pensar que é. Divergentes são capturados por isso.
–Tudo bem
–Faça acreditar que tudo é real.
Ele dá um beijo em minha testa. E vai para o centro.
Volto ao dormitório e Al estava se levantando.
O ajudo a pegar suas muletas.
–Vou pegar algumas roupas novas para mim.
–Eu pego – digo e corro para um saco que havia no canto do dormitório onde tinham roupas novas. Pego uma camiseta e uma calça.
Jogo as roupas para ele e o ajudo a vestir.
–Acho que temos que cortar a calça – ele diz.
–Não precisa – digo rindo – acho que o gesso já fará isso para nós.
Ele tira a camiseta e a coloca com facilidade, ele tira a calça e eu fico um pouco vermelha. Ele coloca a calça e depois de alguns segundos a parte onde está o gesso começa a rasgar. Rimos ao ver isso acontecer.
Nos levantamos e vamos até o centro do fosso, me sento em uma cadeira perto de Al e começamos a assistir a simulação da primeira pessoa.
Olho para a cadeira onde uma mulher estava sentada. Perto dela havia outra mulher.
Jeanine Matthews.
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