Trinity

18 Prefácio


Notas iniciais
NÃO EU NÃO MORRI QUERIDÕES EU SÓ SUMI MUITO. Devo muitas satisfações, então vamos começar. Eu tive uma caralhada de prova e uma caralhada de simulado nas últimas três semanas, o que me impediu de postar. ISSO SEM CONTAR MINHA PREGUIÇA. Aí semana passada eu tava bem animado, mas o que aconteceu? EU VIAJEI. É, uma viagem de formatura de uma semana, que me deixou só a capa da gaita (expressões de GO a gente se vê por aqui). Além de que é impossível escrever enquanto eu to fazendo coisas mais doentes como tentar me depilar com fogo e dar errado. Enfim, agora eu vou intensificar, mas desintensificando os estudos pro enem, ou seja, vou voltar a postar regularmente. "regularmente" Esse capítulo é só pra não fazer um mês que eu não posto, é bem curto meeeesmo. Mas gostei do resultado. O próximo é uma continuação direta. Até as notas finais

As portas traseiras do caminhão eram arrancadas pela força bruta daqueles que outrora estiveram fechados pelas mesmas; bastões de madeira e as próprias armas de fogo dos guardas destruíam as dobradiças de metal bruto que sustentavam a estrutura. Sky observava a feroz atitude de longe, sentada sobre uma pedra cuja superfície estava quente pela exposição ao sol. Glenn, que estava ao seu lado, se divertia ao agarrar um pouco de areia solta com as mãos e soltá-la sobre o vento, fazendo com que vez ou outra os grãos chegassem aos olhos de Sky, causando incômodo. A interpretação que a jovem tinha sobre a atitude daqueles que destruíam o caminhão caminhava muito mais para um ato simbólico do que como uma real necessidade, já que os poucos que decidiram seguir Helena em sua busca por informações sabiam que não seriam presos novamente e muito além disso: sabiam da confiabilidade daquela que os guiava; além disso o controle sobre pequeno grupo de homens armados já havia sido tomado, ou melhor, tal grupo já havia sido dizimado. Dois dos antigos membros morreram de forma selvagem e o que restara estava sobre a responsabilidade de Helena; caberia a ela decidir sobre seu destino.

A mulher descobriu, de forma não muito gentil, que seu nome era Lázaro, o que fazia juz a situação em que ele se encontrava, já que seu estado físico precisaria de um renascimento. Era deprimente e dolorosa a forma com que se comportava; estava extremamente debilitado e sua capacidade de falar estava comprometida. O corte em sua barriga escorria uma espécie de pus que se misturava ao sangue: estava claro que já se formava uma infecção. Era obvia a necessidade de um médico ali; por mais que o conflito moral induzisse Helena a deixá-lo morrer, caso ele se recuperasse poderia ser útil.

Além de que deixá-lo morrer não a tornaria uma pessoa melhor, pelo contrário.

Ainda assim, os recém-libertos descartavam qualquer possibilidade de entrarem novamente em um confinamento, mesmo que tivessem observado o exemplo de Brutus, que demonstrou que portas abertas nem sempre são a melhor opção. Deixaram claro para Helena que a ajudariam em sua busca para descobrir quem eram aqueles homens, e por que causaram um sofrimento direto à vilas pacíficas e não-armadas, mas também apresentaram o fato de que poderiam abandoná-la a qualquer momento.

E ambas as partes consentiram.

E o conflito moral não se restringia a apenas uma mulher do grupo: Sky também não sabia exatamente como deveria se sentir, muito menos de como se posicionar naquele momento. Por mais que seu corpo estivesse exausto, seus pensamentos não a deixariam descansar. Não até que Helena soubesse o que acontecera a sua vila e a seus amigos...

... e a seus pais.

Ali, sentada na rocha sob o sol, o calor escaldante era o fato que a menos incomodava. Tanto ela como Dominic haviam vivenciado uma das cenas mais grotescas de sua vida, mas tinha certeza que o rapaz dos cabelos azuis não falaria nada. Não naquele momento. Ele estava possesso.

O dia havia sido longo demais.

Primeiro, um incêndio. Sua responsabilidade moral como garota dos recados fez com que avisasse Dominic e Helena do que estava acontecendo, por mais que eles não apresentassem nenhuma resistência contra os homens armados, seriam a melhor opção de defesa e auxílio para respectivas vilas, mas a proporção se tornou catastrófica. Um branco na mente, e a próxima lembrança foi a de sentir o vento em alta velocidade tocando o seu rosto. Depois, a vila de Helena, e uma explosão.

Desta parte ela se lembrava bem, já que todos os sentidos ajudavam a compor a lembrança de sua própria maneira. A visão dos destroços e da poeira suspensa sobre o chão, o som ensurdecedor que se propagou pelo local...

...a textura e o odor mórbido de sangue que passou a tomar conta da Vila.

Definitivamente aquele não era o melhor momento para contar o ocorrido para Helena, por mais que dar recados fosse sua maior atribuição ela estava impedida de realizá-la.

Seria como colocar uma última gota de sangue em um copo já cheio de ódio, fazendo-o transbordar. Ela tinha medo do que poderia acontecer em seguida com o último guarda que restava, já que havia acabado de presenciar tanto a retaliação dos prisioneiros quanto a vingança de Dominic, e nenhum dos dois fatos foi animador. Além de que seria arriscado demais perder a única fonte de informação que eles tinham naquele momento.

O único motivo para sorrir em meio aquele caos era Glenn. O garoto sapo que já se recuperara da paulada que recebera brincava ao seu lado. A aura esperançosa que ele emitia era feliz.

Só aguardava os últimos preparativos para partir.

Helena queria um médico, Sky conhecia um. Glenn não desgrudaria de uma das duas naquele momento, e deixar Dominic sozinho era arriscado.

Sky pensou no caminho que percorreriam para encontrar um curandeiro meia-boca que não gostaria de ser encontrado.

O sol irradiava, o céu estava azul. O dia era bonito, mas não era bom.

Notas finais
Eu vou postar o próximo nesse final de semana, caso não ocorra podem me matar, de verdade. E EU NÃO VOU ABANDONAR ISSO. HEHE Minha sanidade mental foi pro saco esse último mês, mas to agradicido