Trinity

1 Prólogo


Notas iniciais
OI
Tudo bem ?
Pois é
Eu sou o Ignácio, e essa é minha primeira história, e mesmo assim eu vou tentar fazer algo diferente.
A história vai funcionar mais ou menos como um RPG de mesa. Para quem não sabe você vai criar seu personagem e interceder pelas ações importantes deles, sobre como lidar com conflitos ou como evoluir fisico/psicológicamente.
Todos os capítulos (menos esse) vão terminar abrindo um horizonte de possibilidades para algum personagem, cabe ao leitor decidir o que ele vai fazer.
Eu só estou aqui pra apresentar os plots iniciais, vamos descobrir o desenrolar da história juntos

Sem mais, espero que ambos, autor e leitores, possamos nos divertir ! Vejo você nas notas finais

Muitos monstros sempre existiram, mas a guerra os tornaram visíveis para todos. Não os monstros com chifres e garras, aclamados na antiga literatura, mas monstros com mãos e consciência, que por algum motivo atacam seres da própria espécie. Antigamente o maior destes seres residia no meio da América do Norte, e era aclamado como o “rei” de nossa civilização, o mais forte entre nós, por alguma ironia do destino este foi o primeiro a cair, e sua decadência começou com conflitos internos. Quando caiu completamente, todos os outros monstros, que antes viviam escondidos, mostraram sua face ao mundo e buscaram o poder que o recém falecido havia deixado para trás.

Alianças foram quebradas e novas foram formadas. Projetos de engenharia bioquímica e mecânica fizeram com que humanos especiais se tornassem capazes de realizar feitos extraordinários, mas para nós, humanos comuns, a guerra só trouxe perdas e mais perdas.

Enfim chegamos ao ponto que estamos hoje, onde, ironicamente, três grandes monstros dividem o poder que exercem sobre nossas pobres vidas, e esta divisão não é harmoniosa.

Como boa parte da vida em terra firme havia sido dificultada pela radiação proveniente das bombas a primeira opção pós-guerra foi justamente a migração para áreas que não foram bombardeadas, ou seja, áreas que antes eram inabitadas.

A primeira força a se estabelecer de forma concreta foi a Marinha.

Como a esmagadora maioria dos mísseis foram lançados nos continentes, o mar e as ilhas ficaram praticamente intocados, com um nível de radiação muito menor do que o encontrado em terra firme. Com o auxílio de enormes investimentos dos sobreviventes mais ricos, o ambiente marítimo foi rapidamente colonizado. Ali se estabeleceram cidades insulares e submersas, como a nova Atlântida, onde a sociedade funcionava como antigamente: De forma estratificada. Os seus primeiros colonizadores, extremamente ricos, foram chamados de “Eleitos”.

Com o tempo o restante da humanidade, que vivia nas partes menos atingidas dos continentes, viu nos mares uma oportunidade de reconstruir seu mundo, e foi migrando de forma rápida para as cidades ali construídas. Em sua extrema maioria os migrantes eram pobres, por terem perdido tudo o que tinham na guerra, portanto tinham que realizar serviços braçais. Mesmo que esse tipo de trabalho demandasse muito esforço humano não permitia nenhum tipo de ascensão social. Os continentais, como passaram a ser chamados, foram ocupando cada vez mais a base da pirâmide social, enquanto os eleitos marítimos ascendiam as suas custas. Era inevitável que com o passar do tempo tal desigualdade gerasse revoltas populares, afinal, mesmo sendo sobreviventes pobres, ainda mantinham noções de direitos humanos. Em sua cabeça, eles não haviam sobrevivido uma guerra nuclear para morrer aos poucos como escravos.

A primeira e mais importante revolta foi a “Revolta de Atlântida”, nela vários dos migrados dos continentes se revoltaram de formas diferentes, a maioria de forma pacífica, com greves por exemplo. Mas alguns continentais acreditavam que seus interesses não poderiam ser reivindicados de forma menos incisiva que a violência, então, assim como seus ancestrais, deram inicio a um novo conflito.

A maioria das armas de fogo e explosivos se perdeu com a guerra, as poucas remanescentes eram de propriedade de alguns eleitos marítimos, que as mantinham como forma de proteção. Visto isso, os continentais usaram apenas armas brancas e força bruta em sua revolta, mas isso não a deixou menos violenta.

Atlântida era uma cidade submersa em formato de pirâmide. A base era composta pelas residências e áreas de lazer dos Eleitos, o miolo se referia à área industrial e comercial da cidade enquanto o topo se encarregava das residências dos continentais. Por mais incrível (ou nem tanto) que pareça, o topo era a menor área, mas mesmo assim responsável por abrigar cerca de dois terços da população total de Atlântida.

A primeira etapa da fase violenta das revoltas consistiu na invasão da base da pirâmide por continentais. Sem armas e sem receio, ele apenas tinha ódio em seus corações, ódio esse que foi responsável pela morte da metade dos eleitos de Atlântida.

Os continentais que buscavam atenção, infelizmente conseguiram.

A fúria dos últimos eleitos da cidade submersa veio na forma de retaliação: rápida e incisiva. Um grupo cuja única intenção é disseminar o ódio e matar continentais foi criado: os autodenominados “marinheiros” eram eleitos comuns, com vidas pacíficas, mas a sede de vingança também os dominou.

Os antigos explosivos foram tirados dos porões de suas enormes casas e colocados sobre o topo de sua pirâmide, onde todos os que participaram da revolta viviam. Mas além, disso, viviam ali suas famílias entre outras pessoas inocentes que fugiram da radiação com o único objetivo de sobreviver...

Mas alguns ainda dizem que a destruição submersa foi mais assustadora que as bombas nucleares. Infelizmente todos os membros de um grupo pagaram pelos erros de alguns. Não se sabe de continentais que sobreviveram em Atlântida.

As outras sociedades marítimas ficaram com medo de que lhes acontecesse algo parecido com o que houve a Atlântica, então, passaram a segregar ainda mais os continentais. Além disso, os marinheiros saíram de sua cidade submersa para “promover a paz” nas cidades insulares, o que aumentou ainda mais a violência e o medo nesses lugares.

Com medo e reprimidos, os continentais viam sua esperança se perder aos poucos nas mãos das sociedades marítimas, até que começaram os boatos.

Sob os subúrbios circulavam lendas sobre cidades que se formavam em terra firme, construídas em locais inóspitos e longe de onde a maior parte dos mísseis foi lançada. Ali a radiação era baixa, e comunidades foram construídas por sobreviventes que não tinham lançado sua sorte ao mar.

Duas em especial chamavam a atenção.

Columbia, a enorme sociedade suspensa sobre a antiga cordilheira do Himalaia, e Telúria, que segundo os boatos vinha se desenvolvendo no interior da Austrália. O que atiçava ainda mais o desejo de mudar dos continentais eram as informações de que ambas as comunidades mantinham um poderio militar.

Bom, os boatos eram verdades. Columbia se destacava por sua tecnologia elétrica e aeroespacial; como as extrações de combustíveis fósseis haviam parado, o uso de motores que demandavam esse tipo de combustível foi reduzido ao mínimo, mas o povo de Columbia desenvolveu outros métodos para povoar os céus; o mais usado foi a eletricidade gerada por fontes eólicas, abundantes no Himalaia. Diziam que seu modelo governamental era democrático, e que todos participavam da política e economia, sem exceção.

Já Telúria chamou a atenção por voltar às origens da espécie. Não havia um estado ali, não existia uma norma de conduta específica de como deveria se agir, ou a quem respeitar: todos eram livres fazer o que quiser. Aos poucos os moradores foram se aglomerando e formando vilarejos, pois em grupo existe uma facilidade maior de sobreviver em si. A lei do mais forte prevalecia, mas por mais incrível que pareça os telurianos eram o povo muito mais pacífico e respeitoso que os marinhos.

E foi buscando exatamente essa paz que se iniciou uma onda de migração de continentais que viviam no mar.

Roubando barcos, construindo os seus próprios ou mesmo criando mais revoluções, os continentais foram aos poucos deixando o mar...

... Deixaram os seus monstros para tornarem a si próprios, outros dois monstros maiores.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!
Se encontrar algum erro em geral, me avise, minha revisão é horrível.

Sei que ficaram muitas pontas soltas, mas a intenção é essa, você ter o máximo de liberdade possível para criar seu personagem nesse universo. A história e motivações dele vão servir de base para a história da fic.
Sem mais, fiquem com o formulário de inscrição
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