Trigêmeos
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Eu acho que esse capitulo pode ser melhor trabalhado, demorei porque estava pensando no que fazer com ele, mas estou sem ideias. >.
- Reunião familiar. _ Diz Dante se acomodando a frente de Danilo.
- E Thais? _ Questiona Daniel.
- Dormindo e eu gostaria muito de estar ao lado dela, então vão direto ao ponto.
- O que mais descobriu? _ Pergunta Danilo.
- Como?
- Mamãe também disse que seria uma criança extraordinária, além das compreensões de nossos dias. _ Dante permanece em silencio, sem encara-los. – Vamos Dante, diga logo.
- Thais não vai gostar de acordar sem você lá. _ Alerta Danilo. – Sabe como ela reage.
- Deve ter algum trauma. _ Resmunga Dante. – Não vou fazer. _ Suspira. – É muito perigoso, tanto para a criança quanto para Thais. Não vou correr esse risco.
- Mas o que é? _ Daniel se aproxima mais.
- Há uma forma de aumentar as habilidades, se fizer quando o cérebro ainda estiver se formando. Posso aumentar a área de utilização do cérebro, não muito, mas consideravelmente.
- E a previsão? Se você não fizer...
- Não me importa a previsão. É malditamente arriscado e não farei.
- Tudo bem irmão, se acalme. _ Daniel toca-lhe o ombro. – Nenhum de nós quer que ela corra riscos.
- Mas... _ Daniel ergue a mão em um sinal para que Danilo se cale.
- O que Thais disse sobre a inseminação?
- Fará.
~OoO~
- Já entendemos Dante.
- É importante, vamos repassar.
- Thais não deve ficar sozinha. Deve ter sempre um de nós perto e a disposição. _ Diz Daniel.
- Por isso resolveu nos humilhar dando-nos isso. _ Balança um frasco cheio de comprimidos. – Sendo necessário, tomar um comprimido e nada mais. Mais que isso nos deixaria a ponto de bala por uns dois dias. _ Diz Danilo.
- Eu não devo sair de casa. _ Diz Thais rindo. – Levar o celular para todos os cantos da casa e chamar sempre que precisar.
- Certo. _ Dante suspira aliviado. – Vou leva-la ao laboratório e fazer a inseminação. Não sei como será a reação do corpo dela, por isso ficará em observação.
- Ficaremos com ela. _ Diz Daniel.
- Sim, ela pode precisar.
~OoO~
- Então... _ Thais tamborila os dedos sobre a maca, encarando o teto.
- Sente algo? _ Pergunta Daniel.
- O mesmo que respondi da ultima vez que perguntou: fome.
- Acho que já esta bem. _ Diz Dante se aproximando da maca.
- Eu fico com ela hoje. _ Daniel a ajuda a levantar.
- Posso andar. _ Thais diz tentando se afastar.
- Vou fazer algo para ela comer. _ Continua ignorando os intentos de Thais. – Dentro da dieta dela.
- Ótimo. _ Diz Dante. – Não vou demorar aqui, logo vou pra casa também.
- Não vou demorar também. _ Diz Danilo.
Daniel não soltou Thais uma única vez, nem quando ela passou a se vestir, para irem para casa. Acomodou-a no assento do carro, fechando ele mesmo o cinto de segurança. Deu a volta e tomou seu lugar, rumando a casa. Thais nunca tinha visto aquela expressão tão concentrada em Daniel. Também nunca tinha visto alguém respeitar todas as leis de transito, todas sem exceção.
Quando estacionaram o carro, a primeira coisa que Thais fez foi soltar o cinto para poder sair do carro sozinha, mas quando abriu a porta, Daniel já estava lá, segurando seu braço para ergue-la. Isso era algo que começava a incomoda-la, mas resolveu não reclamar. Podia entender a preocupação.
Para eles era como se já estivesse gravida. O filho deles já estava nela e precisava ser cuidado. Era frágil e uma relíquia para a ciência.
Daniel a pôs sentada no sofá da sala, mas repensou erguendo-a e levando-a até a cozinha com ele. Nada de deixa-la sozinha. Dante tinha sido bem claro nesse quesito.
A manhã estava iniciando, um pouco fria devido a época, mas ensolarada. Daniel foi rápido em seu café da manhã, lhe entregando um sanduiche de peito de peru, feito com pão de forma, e um copo de suco de maracujá.
Daniel permaneceu encarando-a, vendo a comer. Quando ele começou a tamborilar os dedos sobre o balcão, Thais resolveu se apressar, mas logo foi advertida para comer devagar e com calma. Suspirando, ela obedeceu, terminando de comer minutos depois.
Já no quarto, Daniel a ajudou a retirar os sapatos e lentamente a roupa. Colocou-a com cuidado na enorme banheira, lhe entregando uma bucha e o sabonete líquido de lavanda que tinham comprado para ela. Em seguida se pôs a retirar suas coisas do banheiro, sabonetes, óleos, cremes, perfumes...
Thais suspirou. Sua pele enfrentaria uma fase difícil, pensou ela. Quando terminou o banho, levantou-se da banheira, não se surpreendendo por Daniel estar ao lado dela no instante seguinte com uma toalha. Ele a ajudou a sair da banheira e a secou cuidadosamente.
Levou-a para o quarto e a ajudou a se vestir, nada além de um vestido leve. Sua pele estava um pouco sensível, coisas do remédio. Thais deitou-se na cama, depois de Daniel a ajeitar para ela. Afofou os travesseiros e acariciou seu rosto quando terminou.
Seus olhos cintilavam um brilho de amor que fez com que Thais esquecesse a insistente vontade de quebrar algo em sua cabeça. Sentia-se doente com todo o cuidado e atenção vindo dele. Sentia-se quase incapaz. E odiava se sentir débil. Retribuiu o carinho, recebendo um beijo leve nos lábios e se acomodou para dormir um pouco. Tinha acordado muito cedo.
Daniel sentou em uma poltrona no quarto de Thais e começou a tirar os sapatos. Respirava mais aliviado agora que ela estava deitada, segura e bem. Sentia a pele fria de preocupação por ela. Mas agora poderia relaxar.
- Vai ficar ai? _ Pergunta Thais olhando-o.
- Sim. _ Responde.
- Dan... _ Ela quase choraminga. – Você também não tomou café da manhã e deve querer um banho. Por que...?
- Não posso deixar você sozinha.
- Eu estou bem, não esta vendo? Vou ficar deitada e tenho o celular aqui. _ Mostra-lhe o aparelho. – Você precisa relaxar. Chamo se precisar de algo e você pode me assistir dormir quando voltar.
Daniel pareceu pensar muitas vezes antes de concordar com a cabeça. Seu cenho franzido em contrariedade com suas próprias necessidades. Mas Thais estava certa, quando voltou ela estava dormindo. Dormia tranquilamente. Deitou-se ao lado dela, com cuidado de não toca-la devido a sensibilidade de sua pele e a observou dormir.
~OoO~
- Onde está Danilo? _ Dante pergunta a Daniel que permanece em silencio para que Dante possa ouvir a resposta. – Ah, sim. _ Dante assente quando ouve os sons que vinham do corredor a frente deles. – Preciso pegar o resultado dos exames, um de vocês tem que ficar com ela.
- Tenho uma reunião marcada, mas falarei com Danilo.
- Certo, não demoro.
~OoO~
- Sim? _ Danilo atende ao telefone muito sonolento. – Aconteceu alguma coisa com a Thais?
- Não, ela esta no banho. _ Suspira. – Esta muito disposta e eu muito cansado. Pode vim busca-la?
- Tenho uma audiência amanhã cedo, vou falar com o Dante.
- Se ele não puder, diga que vou precisar de um daqueles comprimidos.
- Falarei. _ Ri.
~OoO~
- Estava procurando vocês. _ Diz Dante entrando no quarto. – Onde esta Thais?
- No meu quarto. _ Diz Danilo.
- Dormiu depois de tirar nosso coro. _ Daniel se acomoda na cama.
- Parecem bem. _ Diz Dante.
- Sobrevivi porque Daniel veio me ajudar. _ Suspirou. – Vai matar-nos.
- Ao final dessa semana parará de tomar os remédios e isso diminuirá. _ Sorri malicioso. – Apesar de que gosto desse estado “sempre quente” dela.
~OoO~
- O que houve? _ Dante parou de braços cruzados a porta do banheiro, olhando Thais que caminhava de um lado a outro com o teste de gravidez nas mãos.
- Eu... _ Ela lhe olha, a expressão limpa dele. – Estou com medo, Dante. _ Ele ergue uma sobrancelha em questionamento. – E se...
- Thais. _ Ele diz divertido. – Você já fez isso muitas vezes em sua vida. _ Indicou o sanitário. – Não vai prejudicar a criança, e ela não vai sair...
- Dante! _ Ela ameaça lhe tacar o teste de gravidez, mas se detém. – Não ria de mim, estou nervosa. _ Choraminga.
- Sei, amor. _ Se aproxima dela. – Só precisa confirmar se foi fecundada e se não, vamos implantar outro esperma até que esteja. Agora fique calma e faça o teste, dois para garantir.
Thais assentiu e o observou sair do banheiro. Encarou o teste de gravidez em sua mão e respirou fundo. Era a hora de saber. Completava exatamente um mês desde que Dante tinha posto a capsula com o espermatozoide nela. O remédio provocara nela um desejo constate. Sua libido estava em alta, muito alta, e seu corpo sensível a qualquer toque.
Tinham cuidado bem dela, apesar de que a constante presença de pelo menos um deles a incomodava. Não via a hora do efeito parar e, claro, de estar gravida. Sorrindo, ela deixou ambos os testes sobre a pia enquanto lavava as mãos. Tamborilou os dedos nervosamente, aguardando.
Quando o resultado apareceu em ambos os testes, montou uma expressão limpa e saiu do banheiro. Daniel deteve seus passos e a olhou, sua expressão muito séria. Danilo já encarava a porta do banheiro quando Thais surgiu nela, tinha os braços cruzados e a expressão igualmente séria.
Dante foi o primeiro a se aproximar, sua expressão suave e despreocupada, passando tranquilidade a ela, solução para o que quer que fosse dizer. Indicou a Dante que entrasse no banheiro e comprovasse por si mesmo o resultado. Dante entrou apressadamente, demonstrando que sua expressão calma era enganosa e ele estava de igual nervoso como os irmãos.
- Os dois testes deram o mesmo resultado. _ Diz Thais aos dois irmãos que permaneceram na sala.
- Positivo. _ Dante diz aos irmãos ao sair do banheiro.
- Estou gravida. _ Thais sorriu para eles. – Serão pais.
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