Trigêmeos
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Ele não se importou com o resto, sabia que ela não estava sonhando. O melhor era saber que ela queria, queria-o tanto que achava estar sonhando. Tomando novamente sua posição, ele afastou suas pernas. Beijou-lhe da panturrilha até o interior das coxas, dobrando suas pernas e deixando-as abertas.
Thais sentiu-se exposta. Se não fosse um sonho, preferiria que ele não o fizesse. Dante era muito bruto, desdenhoso, agia com indiferença... Permitir a ele um contato intimo assim não estava em seus planos, nem deveria estar em seus sonhos. Mas como era um sonho, permitiu que ele abrisse suas pernas, e ele foi gentil ao fazê-lo. Ela respirou rapidamente, já sentindo em antecipação.
A respiração dele bateu quente contra seu local mais sensível. Ela gemeu, despertando, mais uma vez, um sorriso nos lábios dele. Era um som agradável aos ouvidos, causava-lhe uma satisfação que até então ele desconhecia. Não tanta satisfação quanto senti-la tremer ao chegar ao clímax, sabendo que havia sido ele a causar tal coisa. A sensação do tremor, costumeiro dela, em sua boca, era maravilhosamente excitante.
- Deus! _ Ela ofegou ainda tremula. – Isso deveria parecer tão real? _ Perguntou-se.
Dante logo se preocupou em retirar suas próprias roupas. Thais sentou-se na cama, olhando o corpo nu do homem a sua frente. Ele estava excitado, extremamente excitado. Ela tocou-lhe o ombro, aproximou-o dela e deslizou sua mão por seu peito, descendo de encontro a sua excitação, mas ele segurou sua mão, interrompendo o beijo que ela iniciara.
- Não. _ Ele diz pondo-a deitada novamente. – Só eu faço as coisas aqui.
- Olhe só para você, está tão excitado que mal consegue respirar. _ Ela diz sem olhá-lo. – Não sei como se manteve vestido até agora. _ Baixou o olhar até o membro rígido, fazendo-o seguir o mesmo caminho. – Você nunca me deixa tocá-lo. _ Diz emburrada, deslizando os olhos pelo corpo dele.
Ele encontra os olhos dela, surpreendendo-se pela chama de desejo que encontra. Ele estava ali para agradá-la. Queria provar para os irmãos que poderia ser gentil, que poderia fazê-la feliz. Mas como resistir aquele olhar, aquela boca e aquelas mãos macias querendo tocá-lo, enlouquecê-lo. Ela salivou a boca, ainda olhando-o nos olhos firmemente. Ele quase gemeu.
- Se você quer... faça. _ Ele lhe permitiu, pondo-se de joelhos ao mesmo tempo em que ela se ergueu para sentar-se na cama novamente.
A mão dela voltou a pousar em seu ombro, a boca dela voltou a se por sobre a dele. Ele permitiu que as mãos dela deslizassem por seu corpo. E ela agiu na mesma calma que ele agira durante toda a noite. Não sabia como ela agüentava ou desejava essa calma. Então finalmente ela envolveu seu membro, sufocando o gemido dele em sua boca.
Passou a beijar seu pescoço, descendo para o ombro e mantendo um ritmo extremamente lento com a mão, subindo e descendo, tocando-o de todas as formas que sabia que poderiam lhe dar prazer. Mais um gemido escapou de seus lábios, e ele tentou abafá-lo escondendo seu rosto nos cabelos dela.
- Devagar. _ Ele pediu, mais gemeu, ofegante.
- Estou indo devagar. _ Ela ri. – Você que está muito excitado.
Ela beijou-lhe o peito e ele deu-se conta do que ela pretendia. Segurando-a pela cintura, impediu que ela prosseguisse seu caminho para baixo. Ela o olhou com uma expressão tristonha e ele odiou-se por ter que pará-la. Mas ela não parou os movimentos que fazia, fazendo-o ofegar e fechar os olhos quando segurou-o com mais força.
- Não podemos. _ Ele detestou o som em que sua voz saia. Sentia-se nas mãos dela, e realmente estava. – Não sem que meu irmão permita.
Ela recordou-se mais uma vez o dia em que Danilo tomara sua parte. Não sabia como sabia que não era permitido, já que era um sonho as informações vinham de seu subconsciente. Talvez seu subconsciente tivesse chegado a essa conclusão. Não se importou, era um sonho de qualquer jeito. Ela ameaçou soltá-lo, mas ele pôs sua mão sobre a dela e manteve-a pressionando o ponto onde mantinha a mão.
- Quer que eu continue? _ Ela perguntou ao encontrar seus olhos, depois de olhar o que ele fazia com ambas as mãos.
- Se quiser. _ Ele diz com um olhar pedinte, fazendo-a sorrir.
Ela moveu a mão, e ele a soltou para que controlasse os movimentos. Escondeu seu rosto nos cabelos dela, controlando-se para não gemer. Moveu as mãos pelo corpo dela, sentia a respiração dela contra seu ombro, quase tão ofegante quanto a dele. Ele já gotejava um pré-sêmen, beirava os picos do prazer e por isso a parou. Ela sorriu, lambendo os dedos e pondo-se na cama novamente. Ele permaneceu onde estava, apenas admirando o corpo dela.
- Como você quer? _ Ela diz puxando-o levemente para um beijo.
- Como você prefere? _ Ele a surpreendeu com a pergunta.
- Nunca imaginei que perguntaria algo assim um dia. _ Ele da de ombros. – Você está muito excitado, não vai durar muito. _ Ela recebeu um olhar indignado. – Quero que seja prazeroso pra você.
- Vira. _ Ela ri, pondo-se de quatro.
Mostraria a ela quem não vai durar muito tempo. Era certo que estava excitado, muito, como nunca estivera em toda a sua vida, mas podia controlar-se muito bem. Ele segurou-a pelos quadris, posicionando-a e se posicionando. Ela não esperava sentir a língua áspera, quente e molhada, invadindo-a novamente. O gemido que se seguiu fora de surpresa além de prazer.
- Dante... _ Ela apoiou-se na cama com mais firmeza. – Não precisa fazer isso, eu já... Dante! _ Ela fechou as mãos sobre o travesseiro, sentindo uma leve sacudida em seu corpo quando ele rodeou seu clitóris com a língua.
- Quieta. – Ele diz fazendo, propositalmente, sua respiração quente bater contra a área sensível. – Só quero ouvir sua voz gemendo pra mim. _ Só as palavras dele já fizeram-na gemer.
Os gemidos dela o excitavam terrivelmente, de uma maneira que não entendia. Não fazia nada além de dar-lhe prazer, mas repercutia em seu corpo assustadoramente. Seu corpo brilhava com a camada de suor que lhe cobria a pele, sua respiração ficava cada vez mais ofegante. Precisava estar dentro dela. Cessou a caricia e se pôs sobre ela, pondo seus cabelos de lado.
- Não agüento mais. _ Ele diz puxando o ar fortemente.
Ela ergueu o corpo para ele, se empinado e fazendo-o gemer novamente. Ele desliza as mãos pelas laterais do corpo dela, pondo-a confortável na cama, e se colocando sobre ela. O som produzido pelos dois, quando ele adentrou profundamente no corpo dela, era de puro prazer e luxuria. O suor escorria por ambos os corpos. Thais estava perto de seu prazer, mas Dante temia realmente não conseguir fazê-la alcançá-lo. Respirando fundo, ele moveu-se contra ela devagar, encontrando um ritmo controlado e prazeroso. Suava em agonia por causa disso.
- Dante... Mais... Forte. _ Ela pediu acompanhando o ritmo que ele mantinha.
E ele usou de mais força. Ela empurrava o quadril contra ele ao mesmo tempo em que ele ia contra ela. Ele gemia toda vez que seus corpos se chocavam. Thais levou a mão ao botão entre suas pernas, movendo os dedos com maestria. Dante encontrou o caminho de seu próprio prazer, movendo-se cada vez mais rápido contra ela, mantendo a força que ela exigira dele.
- Deus!
Thais cedeu sobre as próprias pernas, mantendo apenas as caricias em si mesma, enquanto ainda sentia Dante ofegar sobre si, movendo-se forte e rápido. Seu corpo tremeu por completo, sumindo com sua razão, jogando-a pelos ares. Mais duas estocadas, e Dante rugiu, emitindo um ruído profundo e se derramando dentro dela. Thais mordia o travesseiro e sustentava o peso dele. Ele caiu para o lado, surpreendendo-a ao abraçá-la e puxá-la para perto dele.
Permaneceram em silencio até que foram capazes de respirar normalmente. Thais recobrava seu sonho, em detalhes, se perguntando como seu subconsciente podia querer algo assim tão intenso. Nunca experimentara isso. Já Dante aguardava o pronunciar dela. Qualquer comentário dela.
- Sendo meu sonho... _ Ela começou, quebrando o silencio. – Você não deveria ter tomado sua parte? _ Ela questionou, achando-se tola por falar consigo mesma.
- Você quer que eu o faça? _ Ele apoiou-se em um dos braços para olhá-la nos olhos.
Fale com o autor