Trigêmeos
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Dante se pronunciou pela primeira vez, fazendo Thais esquecer totalmente o assunto que tratavam. Ela o encarou diante da pergunta e não pode evitar a coloração rosada que lhe atingiu o rosto. O silencio reinou na mesa. De inicio, Danilo e Daniel encaram Dante, mas depois passaram a olhar Thais. Esperavam uma resposta.
- Será assim? _ Disse olhando seu próprio copo. – Cada noite terei que escolher um?
- Poderá escolher os três, se desejar. _ Danilo provocou.
- Não sei se isso seria possível. _ Ergueu os olhos até encontrar os dele. – Vocês são muito diferentes.
- Com o tempo saberá. _ Dante diz ganhando a atenção dos três. – Tenho certeza que com dois, conseguirá lidar. _ Levantou-se e saiu.
~OoO~
Danilo se ocupava em tirar sua própria roupa e a dela, enquanto ela se livrava da de Daniel. Estavam no corredor, próximos da porta do quarto, seguiam assim desde a mesa. Thais gemeu na boca de Daniel quando Danilo conseguiu finalmente adentrar uma mão na peça intima dela.
Daniel tinha as costas apoiadas na porta do quarto, a boca de Thais em seu pescoço e as mãos apertando firmemente seu traseiro. Danilo beijava-lhe a nuca e ombro, e roçava sua excitação nas costas dela, ao mesmo tempo em que a incitava com os dedos em sua calcinha.
Os bicos rígidos em que Danilo dava leves beliscões, roçavam no peito nu de Daniel. Thais mordeu o lábio inferior quando Danilo lhe penetrou um dedo. Logo depois Daniel lhe puxou para um beijo. Enquanto Daniel devorava sua boca, ela sentiu um hálito quente contra sua orelha.
- Abra a porta. _ Sussurrou.
Thais estremeceu. Levou a mão tremula a maçaneta e girou devagar. Danilo levou os dedos a boca, murmurando algo. Daniel a pegou no colo e entrou no quarto, pondo-a sobre a cama. Afastou-se dela e terminou de tirar suas roupas, assim como Danilo. Uma vez despidos e encarando-a, um brilho faiscou nos olhos mel-esverdeado, escuros pelo desejo.
Eles, por sua vez, admiravam o corpo seminu. Ela se encontrava deitada, as pernas dobradas, os joelhos afastados. Sem blusa, o sutiã ainda preso em um dos ombros, a calça jeans no meio das coxas e a calcinha lilás visivelmente molhada. Aproximaram-se quase em sintonia. A luz estava acesa e eles não pareciam querer apagá-la.
~OoO~
Já era madrugada, o quarto estava escuro e Thais piscou algumas vezes para despertar ao sentir um outro peso na cama e uma mão gelada em sua perna. Ela olhou o corpo que se punha sobre o seu, era Dante. Ele afastou uma perna e um braço de Danilo, e em seguida afastou Daniel que tinha o rosto contra o pescoço dela e um braço rodeando-a.
Uma vez que ela estava livre e afastada dos corpos masculinos, Dante a puxou e a pegou no colo. O corpo nu se agarrou a ele. Thais prendeu as pernas em seu quadril e colocou os braços ao redor de seu pescoço, descansando a cabeça em seu ombro. Ele a levou até seu quarto, deitou-a na cama e manteve-se sobre ela. Thais suspirou e virou o rosto, fazendo-o beijar seu queixo ao invés de sua boca, como pretendia.
- Pensei que não me quisesse. _ Disse ressentida.
- Eu já tenho que dividir você com meus irmãos, não vou dividir a cama. _ Beijou-lhe o pescoço, fazendo uma trilha de beijos até a orelha. – Nem nosso momento. _ Sussurrou.
As mãos ásperas deslizavam pelo corpo dela. Não havia delicadeza no toque, mas havia pressa, desejo e uma pontada de desespero. Ele sorriu torto ao deslizar um dedo pelo clitóris duro. Virou-a de costas, controladamente. Ele tentava não ser muito bruto, Thais percebia isso.
- Você é perfeita. _ Ele diz enroscando os dedos nos cachos ruivos. – Tem uma boca maravilhosa, como Danilo gosta. _ Virou o rosto dela e a beijou.
O rosto dela ganhou um rubor ao lembrar-se de Danilo, que enquanto ela cavalgava sobre Daniel, empurrava seu membro contra a garganta dela, dizendo que a sua boca pertencia a ele.
- Agrada o Daniel com estes. _ Aperta-lhe ambos os seis enquanto traçava um caminho de beijos por sua coluna, de cima para baixo.
O rubor aumentou ao lembrar-se da língua de Danilo deslizando dentro dela, do membro de Daniel entre seus seios e da voz rouca dele dizendo que aquela parte do corpo dela, era dele.
- E a mim, isso. _ Ele apertou-lhe as nádegas com força, abrindo mais suas pernas, expondo seu anel e lambendo-o.
Ela gemeu diante de uma caricia tão erótica. Sentia ele forçando a língua contra a entrada e seus dedos foram de encontro ao clitóris para massageá-lo. Ele riu com o gesto dela e desceu suas lambidas, encontrando os dedos dela e a umidade do sexo desejoso, retornando logo em seguida.
- E isso... é seu? _ Ela quis confirmar.
Ele gargalhou, excitando-se mais com as palavras que mais pareciam gemidos. Ele molhou bem o dedo com saliva e penetrou lentamente, fazendo movimentos de vai e vem enquanto ela mesma se ocupava de brincar com seu clitóris.
- Sim, esse é meu.
~OoO~
Dante acordou quando sentiu o corpo de Thais se afastar. Abriu os olhos e a encontrou em um caloroso beijo com Danilo. Virou de costas para a cena, se irritando com seu próprio aborrecimento. Danilo tinha de encontrar com um cliente, mas antes quis se despedir dela.
- Volto para o almoço. _ Beijou-lhe a testa. – Daniel falou que tem uma reunião às dez horas, e se você quiser pode ir com ele.
- Ele disse sobre o que?
- Não.
Thais admirou o homem naquele terno. Lindo, de um porte poderoso e sexy. Aquele sorriso torto, as mãos ágeis... Ela suspirou sentindo o corpo esquentar. No que tinha se tornado? O toque deles, as vozes, o cheiro, a aproximação ou a simples imagem deles, excitava-a. Despertou de suas divagações ao ser puxada de encontro a um corpo firme e quente.
- É muito cedo, volte a dormir.
Ele parecia irritado, mas não ligou. Não estava totalmente feliz com ele. Tinha ficado decepcionada por ele não tomar o que disse ser dele, não entendia o porquê de não tê-lo feito, ela havia se entregado totalmente aquele desejo dele. Ele a recusara, como fizera na mesa. Thais não o entendia, talvez nunca entendesse. Resolveu dormir.
~OoO~
Dante levantou nas primeiras horas da manhã, depois do nascer do sol, quando ele começou a esquentar. Não querendo deixar Thais sozinha na cama, ele a pega no colo e a leva até onde estava seu irmão.
Deitou Thais ao lado dele, que a abraçou ainda sonolento. Dante tomaria um banho, faria um café bem forte e se trancaria em seu laboratório, Daniel já sabia. Esperava que Thais o mudasse um pouco, e o fizesse querer passar um pouco mais de tempo longe daqueles tubos de ensaio.
~OoO~
Thais se surpreendeu ao acordar ao lado de Daniel. Ele estava sentado na cama, apoiado na cabeceira, com um notebook no colo, lendo algo. Ela se espreguiçou, sentando na cama ao lado dele. Ele a olhou, os cabelos revoltos ao redor do rosto, o corpo nu pouco coberto pelos lençóis, e se inclinou para beijá-la.
- Onde está o Dante? _ Ele selou-lhe os lábios.
- Imagino que tenha deixado você aqui antes de ir para o laboratório.
- Hum... _ Apoiou a cabeça no ombro dele. – É para a reunião?
- Sim. _ A abraçou. – Espero conseguir fechar esse contrato, ou entrar em algum acordo.
- Quer que eu vá junto? _ Beijou-lhe o pescoço.
- Queria poder apresentá-la como minha mulher. _ Ela o olhou. – Desculpe. _ Tirou alguns fios do rosto dela. – Não quero pressioná-la, sei que só poderá escolher um.
- Por que é necessário que me case com um de vocês?
- Para levar nosso nome. _ Respondeu categórico.
- Tem certeza que não é para me amarrar a vocês? _ Perguntou divertida.
- Talvez. _ Deu de ombros. – Pode ser que seja um modo de mostrar que você não está disponível. _ Thais gargalhou.
- E eu? Como garanto isso?
- Não é necessário garantia. _ Disse sério. — Tem nossa devoção e nossa fidelidade.
- O que eu tenho de vocês, Dan, é o desejo. _ Sorri amargamente. – O que você e seus irmãos sentem por mim é isso, nada mais, e isso passa com o tempo.
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