Trigêmeos

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Capitulo 6 de 50.

- É provável que meus irmãos ainda não tenham percebido, ou parado para pensar no que sentem, mas não pode dizer que há apenas desejo entre nós. _ Suavizou a expressão. – Eu te conheço, Thais, melhor do que eles. Sei que isso te incomoda e que teme os resultados, mas tem que admitir que haja algo mais que desejo.

- Não consigo pensar em outra coisa. _ Desviou o olhar para porta do quarto.

- Você não quer pensar em outra coisa. _ Corrigiu ele. – E nem precisa. _ Beijou-lhe o rosto. – Mas quando o fizer... _ Ela o olhou. – Lembre-se que não estamos convidando-a a nossa cama, mas a nossa casa e a nossa vida.

- Lembrarei.

Ele colocou o notebook no criado mudo ao lado da cama e a puxou, pondo-a sobre ele. Ela rodeou seu pescoço com o braço, sorrindo. Com as mãos na cintura dela, aproximando-a mais, ele a beijou. Desceu as mãos da cintura para o quadril e por fim até as nádegas firmes e as apertou.

- Dante não pegou a parte dele? _ Ela nada disse, ruborizando-se por completo. – Isso me deixa livre para pegá-la para mim.

- Faça isso e te darei uma substancia que te deixará broxa para o resto de sua vida. _ Dante diz fechando a porta e se aproximando da cama, sem alterar o tom de voz.

- Faria isso com seu irmão mais novo? _ Daniel diz divertido.

- Certamente. _ Afirma Dante, com incrível naturalidade.

- Irmão mais novo? _ Thais pergunta olhando para Daniel, sem se afastar dele.

- Sim, Dante é o mais velho de nós. Três minutos mais velho que o Danilo, que é dois minutos mais velho que eu. _ Sorriu roubando-lhe um beijo, antes de voltar a encarar Dante. – Mas o que faz aqui, irmão? Pensei que só sairia do laboratório à noite, como sempre.

- Preciso de uma amostra de sangue dela. Pode solta-la, irmão?

- Minha? _ Perguntou assustada.

- Não se preocupe. _ Abraçou-a mais forte. – Há anos ele trabalha em um projeto que não conta a ninguém o que é. Já pegou amostra do meu sangue também, e do Danilo.

- Solte-a, Daniel. _ Rosnou, fazendo Daniel rir.

- Depois ele pedirá um fio de cabelo, um pedaço de unha. _ Listou divertido enquanto a liberava para ir até o irmão. – Ah! E saliva, saliva também.

- Mas para quê? _ Sentou-se na cama com as pernas para fora, quase totalmente descoberta.

- Vai saber. _ Sorriu. – Onde estão as coisas para tirar o sangue dela, irmão?

- Vou levá-la ao laboratório. _ Puxou-a pelo braço, forçando-a a se levantar e deixando-a de pé completamente nua.

- Nua? _ Sorriu malicioso.

- Tem algo contra? _ Questiona Dante.

- De forma alguma. _ Rebate Daniel.

- Eu tão pouco. _ Conclui Dante.

Thais olhou de um a outro, ruborizando, não sabendo se de vergonha ou de raiva por falarem dela como se não estivesse ali. Dante retirou a camisa azulada, de botões, que tinha sobre a regata branca, e a ajudou a vestir, abotoando botão por botão antes de dá as costas a Daniel para saírem do quarto.

- Você está tão sexy. _ Thais olhou para trás e encontrou o olhar de Daniel sobre si. – Se ele não quisesse tanto seu sangue, era provável que não chegassem ao laboratório.

Dante puxou Thais para fora, resmungando algo, e ao longo do corredor puderam ouvir as gargalhadas de Daniel. Thais estava aturdida. Era provável que estivesse perdendo as rédeas de sua razão, sua preciosa razão.

No quarto, Daniel, depois de quase perder o ar de tanto rir, procurou ver a hora para se preparar para a reunião. Parou, subitamente, e ergueu uma sobrancelha, pensativo. “Laboratório? Ele... vai levá-la ao laboratório?”

Thais passou apreensiva pela porta especial e fortemente trancada, do lugar. Dante não soltou sua mão um só instante. Atenta em averiguar cada canto, ela tropeçou, nos próprios pés, duas vezes antes dele sentá-la em uma maca. Sim, havia uma maca e isso não era tudo. Havia também diversos aparelhos hospitalares, balcões, muitas prateleiras, muitos vidros, aparelhos que ela desconhecia e achava extremamente estranhos.

Ele realmente precisava de mais espaço, havia muitas coisas e isso dificultava a circulação no lugar. O ar condicionado estava muito frio e ela com apenas uma peça, isso fez com que sua pele se arrepiasse e ficasse fria rapidamente. Dante apressou-se em concluir seu objetivo, cumprindo todas as regras de higiene. De todo o lugar, aquele onde estavam era o mais limpo e mais organizado.

Guardou o sangue dela em tubinhos, dentro de um frigorifico especial. Tirou as luvas, foi até um armário em um canto, onde havia também uma cama de solteiro, e pegou uma colcha, depois de desviar das coisas que desmoronaram em cima dele, ao abrir a porta do armário.

- Precisa de ajuda para arrumar isso aqui? _ Se cobrindo com a colcha.

- Depois das obras terei mais espaço para organizar tudo.

Ele a desceu da maca, abraçando-a, e a guiou de volta a porta para saírem. Uma vez do lado de fora, Thais suspirou de prazer por não sentir tanto frio, mas sua pele ainda estava gelada, então manteve a colcha sobre seu corpo. Dante a beijou, calmamente, para liberá-la para ter com Daniel.

- Te vejo no almoço? _ Ele olhou para o laboratório e depois para ela.

- Sim. _ Ela lhe sorriu e virou para ir, mas ele a segurou. – Tem outras coisas que quero. _ Disse um pouco sem jeito, como se pedisse algo proibido. – Mas não posso fazer aqui, não tem o que é necessário.

- Fará experiências comigo? _ Perguntou divertida.

- Não, por enquanto não. _ Ela ri.

- Tudo bem. _ Sorri. – Podemos fazer depois das obras, ou em outro lugar, como quiser. _ Ele assentiu.

Thais retirou a colcha, uma vez que não sentia mais frio, e entregou a Dante. Ele sorriu malicioso, olhando os cabelos revoltos ao redor do belo rosto, as curvas cobertas pelo tecido azulado tão fino, as pernas expostas e os pés descalços. Tão singela e sexy.

- Daniel tem razão.

- Hum?

- Você está sexy. _ Uma curva fina modelou-lhe os lábios. – Seria bom se devolvesse minha camisa. Está frio aqui, sabe? _ Ela ruborizou.

- Você sobrevive. _ Deu-lhe as costas e saiu andando, deixando-o rindo para si mesmo.

~OoO~

- Se fecharam o contrato por que Daniel estava tão irritado hoje, no almoço?

Danilo ajudou-a a se sentar a mesa e se sentou ao lado. Ambos com os cabelos molhados de um recente banho a dois. Daniel juntou-se a eles a mesa, bufando irritado com a lembrança do fechamento do contrato, e do velho que chamará Thais para sair.

- Porque ele é muito ciumento, e cismou que o adorável Sr. Burque estava dando em cima de mim. _ Respondeu Thais, divertida.

- Como foi lá? _ Dante perguntou a Danilo, ao se juntar a mesa.

- Produtivo, vou conseguir essa licença para você.

- Licença? _ Thais perguntou olhando Danilo, depois olhou para Dante. – Não me diga que está pedindo permissão para fazer experiências com pessoas.

- Falando nisso. _ Danilo bebe um pouco de suco. – Onde os dois foram essa tarde?

- Fomos ao centro, para eu conhecer o laboratório dele. _ Disse animada. – É muito maior que esse.

- Conhecer o laboratório? _ Danilo piscou. – Você a levou? _ Olhou para Dante que deu de ombros.

- Por que a surpresa? _ Thais perguntou sem entender.

- Ele nunca nos deixou entrar. _ Daniel sorriu. – O que fizeram lá?

- O que o Marco disse? _ Dante perguntou a Daniel, tencionando mudar de assunto.

- Que é melhor procurarmos uma casa maior, ou comprarmos uma casa vizinha.

- Duvido que a Sra. Dankred queira vender a casa onde seus bisavôs cresceram. _ Zomba Dante.

- Tem os Faust. _ Lembra Danilo.

- Da casa de trás?

- Sim, estavam querendo alugar, depois que o Sr. Faust morreu. Posso convencê-los a vender.

- Comprar outra casa? Isso é mesmo necessário? _ Thais diz apreensiva.

Notas finais
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