Trigêmeos
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Felicidades! Postando esse capitulo para comemorar! Temos muito o que comemorar:
Atingimos 100 comentários! Parabéns para a fic! E para a leitora Mia que fez o centésimo comentário!
Eu passei na segunda fase do vestibular! Parabéns para mim!
O Pedro, personagem base de nosso querido e amado Dante, esta fazendo 22 aninhos hoje dia 13 de setembro. Parabéns para ele!
Capitulo dedicado ao Dante (e ao Pedro). Um pouquinho de ficção e fantasia para vocês. Espero que gostem.
Thais estava mergulhada até a cabeça em sua nova banheira. Amara o novo quarto, tão espaçoso. Sentia-se à-vontade ali, em seu espaço pessoal. Adorou a nova cama grande, a banheira grande, o closet grande... Eles já ocupavam tanto sua vida, enfiando-se em todos os aspectos, que sentiam a necessidade de dar algum espaço a ela. Um bem grande.
Seu quarto era esse espaço. Pensava ela afundada na banheira. Tinha conseguido distribuir todos os seus cremes, óleos e sabonetes, shampoos e condicionadores, perfumes e afins, pelo banheiro. Era um grande banheiro, um grande quarto, mas muito vazio apesar de cheio.
Vazio porque já se acostumara a estar com os três irmãos, ou dois deles, ou um deles. Quase necessitava suas presenças. Sentia falta. Do carinho em seus toques, em seus olhos, em suas vozes. O perfume de seus corpos, tão distintos...
Ergueu-se na agua encontrando um par de olhos escuros sobre ela. Ignorou-os. Estava pensando tanto nos irmãos que começava a vê-los. Voltou a afundar-se na agua aromatizada devido aos óleos.
Por que tinha que imaginar logo ele, logo Daniel? Estava tão chateada com ele. Custava ter lido toda a matéria? Já era um absurdo ter duvidado dela, mas sequer ler para confirmar? Doía-lhe. Ele pedia tanto sua confiança e dizia tanto que confiava nela, mas na primeira prova acusa-a sem cogitar qualquer possibilidade de estar errado, de ser mentira.
Não lhe dera chance de falar, se defender. Não que precisasse, longe disso. Ele era o errado. Não tinha feito nada. E poderia muito bem ter aceitado a proposta. Era ética, todos sabiam. Jamais utilizaria de seu conhecimento sobre a empresa de Daniel para prejudica-lo, ou para alavancar a empresa do Leandro.
Voltou a elevar-se, buscando ar com força. Tinha ficado mais tempo embaixo da agua. Voltou a ver os olhos escuros. Piscou para ter certeza, limpando a agua que escorria de seu rosto.
- O que faz aqui Daniel? _ Questionou recostando-se na banheira.
- Vim me desculpar. _ Ele coloca as mãos nos bolsos, abaixando a cabeça, encarando os próprios pés.
- Hummm... _ Ergue uma sobrancelha. – E?
- Fui um idiota... _ Lhe encara envergonhado.
- Tenho ouvido muito isso. _ Comenta ela.
- Não consegui pensar quando vi a foto de vocês juntos. _ Admite.
- Ele é um homem encantador. _ Diz Thais quase rindo com o som ultrajado que ele emitiu. – Mas é apenas um homem e eu tenho três belíssimos homens, não preciso de mais nada, mais ninguém.
- Me desculpe. _ Diz sem conseguir conter seu sorriso orgulhoso. – Estava com a cabeça quente e agi sem pensar.
- E já está frio? _ Questiona maliciosa.
- Nunca estou totalmente frio ao seu lado. _ Sorri, retribuindo a malicia.
- E não esta com calor. _ Se aproxima da borda da banheira. – Talvez precise de um pouco de agua para esfriar-se.
- Sim, devo precisar. _ Começa a desabotoar a blusa. – Acho que preciso muito.
~OoO~
- Então Dante, estamos todos aqui. _ Diz Daniel acomodando-se no sofá.
- Como vocês sabem, estive trabalhando em uma pesquisa quase toda a minha vida. _ Começa ele, caminhando nervosamente a frente deles. – Meu interesse pela bioquímica começou quando nossa mãe nos falou da previsão. _ Recorda ele. – Quando ela nos disse que via uma criança em nosso futuro, uma única criança dos quais seriamos os pais biológicos, nós três, uma criança extraordinária.
Dante tinha estado tão inquieto durante vários dias. Coisas flutuavam em seu pensamento. Muitas perguntas, mas nenhuma resposta concreta. A mãe tinha dito que só via um, um único filho. Como seria possível que fossem os pais biológicos, os três?
- Isso foi o que impulsionou tudo. Comecei com a bioquímica, fertilização e então cheguei à mutação genética. _ Ele estala a língua no céu da boca, girando em passos nervosos sobre o tapete. – Ela sabia, ela tinha visto. Tinha ido ao meu quarto uma noite, disse que sentia minha inquietação, mas que era para eu não me preocupar porque eu acharia as respostas. _ Para de andar e vira para enfrenta-los. – E eu achei.
- O que exatamente você achou? _ Diz Daniel, rompendo o silencio que se instalara.
- Uma forma de utilizar DNA diferentes para criar características em um feto. _ Retorna aos passos nervosos pelo tapete. – Posso formar uma criança com as características que eu quiser, e que os DNA disponham. Não é algo sem risco ou 100% certo, mas possível. Detalhar o formato do sorriso, a cor e textura da pele, do cabelo, desde que os DNA usados sejam compatíveis. Assim utilizamos a fertilização in vidro e com alguns compostos determinamos a quantidade de cromos que vai para cada característica, aumentando ou diminuindo a probabilidade de obtenção daquele resultado.
- E como isso...? _ Começa Danilo.
- O feto ganha parentesco com cada DNA utilizado em sua formação. _ Responde encarando-o.
- Certo. _ Respira Daniel. – E porque está nos contando isso agora?
- Porque ele quer testar. _ Responde Thais, se pronunciando pela primeira vez. – Era pra isso a licença que ele pediu ao Danilo.
- Sim. _ Responde procurando um lugar para se sentar perto dela. – Você não precisa aceitar isso. Posso passar essa fase da pesquisa para outra pessoa, eu ganharia os créditos de igual forma.
- E sem os medicamentos que tomamos desde por causa dessa pesquisa, voltamos a ser férteis. Podemos fazer do jeito normal, quando estiver pronta. _ Diz Daniel.
- Não responda agora. _ Dante a corta quando ela abre a boca para falar. – Pense, pense muito antes de dar uma resposta. _ Lhe acariciou a mão. – Será um processo lento e não completamente seguro, mesmo você sendo totalmente compatível e...
- Em mim? _ Ela lhe encarou com olhos muito abertos. – É em mim que você quer testar? _ Silencio.
- Com quem...? _ Começa Danilo, mas se detém quando Thais salta sobre Dante, abraçando-o.
- Thais... _ Ele retribui encarando aos irmãos, sem entender.
- Pensei que não pudesse fazer comigo, que eu não servisse e estivesse me pedindo para testar em outra. _ Diz chorando. – Sei que é importante pra você, mas eu não conseguiria Dante, juro que não conseguiria suportar isso.
- Tola. _ Lhe afastou, pondo-se a secar as lagrimas que já molhavam sua camisa. – Se você não fosse compatível, procuraria outro grupo de pessoas compatíveis. Jamais teria um filho com outra mulher, nem por minha pesquisa.
- Não permitiríamos, tampouco. _ Concorda Daniel.
- Como funciona? _ Ele suspirou afastando os cabelos dela atrás da orelha.
- Criamos a mistura de DNA e cromossomos, adicionamos um espermatozoide forte e fechamos tudo em uma capsula. O espermatozoide absorve os compostos, formando assim suas características. _ Afasta o olhar dela. – Existe o risco dele não suportar as mudanças de suas características naturais. _ Respira. – Depois disso, implantamos a capsula no canal para que ele possa seguir seu caminho natural, quando a capsula se dissolver. _ Olha para o outro lado da sala. – Para garantir que ele chegue ao seu destino é necessário induzir ao corpo uma necessidade de fecundação. Apenas um comprimido, nada demais.
- Foi para isso aqueles testes no laboratório? _ Questionou avermelhando-se sem qualquer motivo.
- Sim. _ Diz olhando os próprios pés. – Aguentou bem, mas será pior com o remédio. _ Ela deixa escapar um gemido. – Estará em uma espécie de... cio.
- Se me permitem perguntar... Que testes são esses? _ Questiona Danilo.
- E isso importa? _ Diz Daniel. – Quero saber por que é que não estávamos lá também.
- Vocês não teriam o controle necessário. _ Ri Dante.
- Oh, verdade. _ Zomba Daniel. – Conte para nós, Thais, como ele foi controlado. _ O rubor dela aumenta consideravelmente.
- Acho que isso significa que ele não foi assim tão controlado.
- Talvez. _ Dante ri com os irmãos.
~OoO~
Thais parecia muito pensativa encarando-se no espelho de seu quarto. Os cabelos estavam úmidos pelas costas, seu corpo enrolado em uma grossa toalha branca. Tinha um brilho diferente nos olhos e uma mão sobre a barriga lisa. Pensou que ela se assustaria ao vê-lo, mas lhe encarou séria através do espelho.
- Você está bem? _ Dante caminhou para ela, abraçando-a pelas costas.
- Estou com medo. _ Admite.
- Não precisa fazer isso, já lhe disse.
- Não é por isso que estou com medo. _ Põe uma mão dele sobre seu ventre. – Isso implica muitas coisas e me assusta, mas temo mais por essa criança.
- Não tem por que se preocupar. Será amada e cuidada, como você.
- Mas ela será normal, Dante? _ Se afasta. – Quero dizer, ela vai poder ir à escola, brincar e sorri como uma criança normal? Ou vai ser sempre marcada como um experimento?
- Vem aqui. _ Lhe puxa e lhe abraça. – No inicio ela será um marco da evolução da ciência e todos vão saber seu nome e de onde é, quem são seus pais e seus criados. Mas só por um tempo. _ Lhe acaricia os cabelos. – Então outra coisa vai acontecer ou apenas vão cuidar de suas vidas e vão esquecer. E nosso filho será pequeno demais pra saber que em algum momento todo o mundo soube que ele não foi gerado da forma convencional. _ Ergueu seu rosto para olhá-lo nos olhos. – Quando ele for pra escola, será só mais um menino.
- Obrigada. _ Lhe sorriu.
- Coitado do nosso menino. _ Ri ele selando seus lábios. – Ainda nem nasceu e você já esta pensando em sua vida escolar.
- Bobo. _ Sorri, batendo em seu braço. – Por que diz menino?
- Posso escolher o sexo, bem, quase. Daniel prefere uma menina, mas Danilo e eu preferimos um menino.
- E eu não conto na escolha? _ Franze a testa, mas sem conseguir esconder o sorriso que brincava em seus lábios. – Quem é a mãe afinal? Meu desejo devia valer em dobro.
- Vou pensar. _ Sorri travesso.
- O que tem contra as meninas?
- Nada contra as meninas. _ Da de ombros. – Apenas sou ciumento. _ Ela lhe encara sem entender. – Não faria a vida dela fácil. _ Explica.
- Oh, sim. _ Diz rindo. – Entendo perfeitamente. _ Ele ri.
- Amo você. _ Thais o encarou, muda pela surpresa. – Não precisa me olhar como se eu tivesse dito algo impossível. _ Lhe beija. – Também não precisava parecer tão surpresa.
- Des... _ Ele põe um dedo contra os lábios dela.
- Não é o que eu quero ouvi. _ Ela sorri.
- Amo você também.
Notas finais
Meu objetivo para a historia, agora que atingimos 100 comentários, é chegar a 100 leitores registrados, depois a 100 favoritos. *-*
Como falta pouco pra chegar a 100 leitores, vou fazer um especial muito especial.
Gostou?
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