Trigêmeos
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Dante deixara seus óculos em casa e agradecia mentalmente por tê-lo feito. De tantas vezes que fora esbarrado, se estivesse de óculos, o mesmo teria caído e se tornado muitos pedaços.
Thais dissera muitos nomes, lhe apresentara a muitos rostos sorridentes, alegres e bêbados demais. Ela sorria jovialmente enquanto ele tentava manter a educação e a irritação em um nível aceitável.
O lugar era barulhento, tinha muitas pessoas, muito animadas e muito juntas para o gosto de Dante. Preferia lugares mais espaçosos e com menos pessoas, de preferência com algo grande e macio onde pudesse por Thais de quatro. Ele sorriu com o pensamento enquanto abria caminho na multidão.
Thais era escorregadia entre as pessoas e Dante passara as ultimas duas horas só tentando manter-se próximo a ela, caçando-a sempre que sumia de seu campo de visão, como naquele momento. Encontrou-a no meio de dois moleques que sorriam maliciosamente e se esfregavam nela.
Dante respirou fundo o cheiro de suor e álcool do lugar antes de puxar Thais pelo braço para longe dos corpos masculinos. Eles pensaram em retrucar, mas retrocederam diante do olhar de Dante. Ele não estava feliz. Nada feliz. Queria colocá-la sobre seus joelhos e deixar aquele belo e arredondado traseiro vermelho com a marca de seus dedos.
- Não posso tirar os olhos de você. _ Ele resmunga, sabendo que ela não podia ouvir devido ao barulho.
- Deixa de ser chato, Dante! _ Ela grita para que ele pudesse ouvir. – Eu quero me divertir. _ Fala um pouco enrolado devido ao excesso de drinks da noite.
O sangue de Dante borbulhava, de raiva e de ciúme. Ele precisava mostrar a ela que podia se divertir com ele. Ah, sim. Ele mostraria. Só precisava de uma parede. E a encontrou, um canto afastado onde outros casais se agarravam praticamente despidos. Jogou-a contra a parede com força, prensou seu corpo contra o dela sem se importar em ser delicado. Ele não o era, nunca.
- Você quer se divertir? _ Ele diz em seu ouvido fazendo-a estremecer com o tom de voz. Não se sabe se de medo ou excitação. – Me diz como quer se divertir? _ Diz num tom ameaçador. – Quer que eu arranque suas calças e te faça gemer? Ou prefere se ajoelhar e tirar você as minhas?
Ela o encarou com olhos muito abertos. Sua voz era cortante em raiva, pura irritação, mas cheia de promessas. Ele realmente faria se ela dissesse que o queria. E ela queria, mas não em publico. Não era nenhuma adolescente louca ou alguma adepta a fetiches. Mas queria-o sob o domínio dela, ao menos uma vez.
- Carro. _ Ela lhe disse, tocando sugestivamente o tecido de sua blusa. – Quero-o no carro.
- No carro? _ Ele questionou em duvida. – Você quer...?!
- Posso arrumar alguém, se não quiser... _ No mesmo instante ela se viu sendo arrastada para fora do lugar.
Dante a arrastou até o carro, estacionado em uma esquina próximo dali. Um beco escuro e vazio aquela hora, inicio de madrugada. Abriu a porta e praticamente a tacou para dentro do veiculo. Seu sangue queimava em suas veias. Estava com raiva, estava duro.
Rodou o carro rapidamente e entrou. Thais o olhou, sua expressão em branco.
- O que está esperando para tirar a roupa? _ Ele diz baixo e grave. – Não quer que eu aja como um adolescente?
Ele resmungou a pergunta enquanto desatava o cinto e abria a braguilha da calça jeans. Antes mesmo de liberar seu membro, que já se elevava por conta própria, sentiu a pele lisa e quente roçar a sua. Thais já se punha sobre ele, agarrando seu membro e guiando-lhe a sua entrada, morna, úmida e desejosa.
Um suspiro de deleite tomou o espaço, sendo acompanhado de muitos outros. Thais se movia sobre ele lentamente, controladamente. Dante levou a mão a sua cintura na esperança de forçar seus movimentos a seu gosto, mas foi inútil. A posição a favorecia, ela tinha o controle. O roçar do tecido da calcinha, que havia sido posta para o lado, estava atormentando-o.
- O que é isso? _ Ele questionou tocando o tecido de algodão estampado com caveirinhas.
- Minha calcinha. _ Diz erguendo-lhe a camisa para tocar-lhe a pele.
- Cal...? _ Ele se detém, rindo. – Pretendia enlouquecer alguém essa noite, verdade?
- Só queria me divertir. _ Gemeu.
- Está divertido o suficiente? _ Thais gritou quando sua mão estalou em sua firme carne, fazendo-a estremecer.
~OoO~
Dante passou pelos irmãos, que estavam sentados na sala, com Thais jogada sobre seu ombro. Ela acenou para eles antes de Dante entrar pelo corredor e abrir a porta do quarto. Jogou-a sobre a cama ao mesmo tempo em que os irmãos entraram no quarto.
- Está bêbada? _ Questiona Daniel, fechando a porta.
- Não muito. _ Diz Dante deslizando a calça por suas pernas. – Nada que um banho frio não resolva. _ Segurou-a firmemente quando ela tentou se afastar da cama.
- Dan... _ Ela gemeu pedinte erguendo os braços para Danilo que tinha dado a volta na cama.
- Deixa. _ Danilo a pega no colo. – Eu cuido dela. _ Segue para o banheiro.
- O que vocês fizeram? _ Pergunta Daniel.
- Fomos ao inferno e ao céu.
- Vocês transaram? _ Daniel quase saltou da cama. – Onde?
- No carro. _ Sentou ao lado do irmão.
- No carro? _ Daniel diz surpreso. – No seu carro?
- É. _ Resmunga.
- Você nunca fez isso, nem na época do colégio! _ Ri ele. – Nem na faculdade, quando a Mona pediu. _ Continuou rindo.
- Não pretendo repetir.
- Não foi bom? _ Daniel pergunta descrente.
- Foi, mas...
- Controle. _ Ele recordou as preferências do irmão. – Ela controla.
- Sim. _ Dá de ombros. – Prefiro tê-la debaixo de mim.
- O que ela fez pra você aceitar? _ Questiona curioso.
- Já viu a calcinha que ela está usando? _ Daniel ri.
~OoO~
Danilo foi carinhoso ao retirar suas roupas. Colocou-a debaixo de uma água morna e agradável, retirou suas roupas e a acompanhou. Ensaboou seu corpo gentilmente e permaneceu debaixo d’água com ela, abraçando-a e acariciando seu corpo. Depositava beijos em seu ombro e pescoço, as vezes tomando sua boca.
- Dante lhe castigou? _ Ele questiona deslizando a mão por suas costas, descendo até a carne avermelhada.
- Ele é muito ciumento. _ Ela diz divertida.
- Sim. _ Concorda. – Daniel é ciumento, mas não se compara ao Dante.
- Você é ciumento também?
- Não. _ Ele diz com uma tristeza não característica.
- Que bom.
- Bom? _ Sorri.
- Sim.
- Eu não sou ciumento, mesmo. _ Ele diz olhando-a nos olhos. – Se Daniel ou o Dante lhe vissem com um homem enlouqueceriam. Dante o torturaria, Daniel o mataria. Eu não reagiria de forma alguma.
- E isso não é bom?
- Pode parecer que não me importo.
- Pra mim, parece que não terei problemas com você. Já tenho dois, estou bem. _ Sorri.
Danilo ri, um riso com pouco humor. Então, pouco a pouco, ele desaparece. Ele a encara, estudando-a. Toca seu rosto com a ponta dos dedos, desenhando a linha de seu queixo. Afastando os cabelos úmidos, ele escorrega a mão por seu ombro até seu pulso.
- Eu já fui casado. _ Diz baixo, mas firme.
De imediato ela pegou em sua mão, levantando-a a altura de seus olhos. Ele imaginou ser para procurar alguma marca de aliança, mas ela só queria esconder seu sorriso. Ele lhe contara seu segredo, começava a compartilhar sua vida. E ela estava mais que disposta a retribuir.
- Já faz algum tempo que me separei. _ Ela solta sua mão e o encara.
- Por que se separaram?
- Ela sempre reclamava da minha falta de ciúme, dizia que não me importava com ela. _ Explicou ele. – Um dia a encontrei com outro. Ela pediu o divorcio porque não reagi como ela esperava.
Ela assentiu em consentimento saindo do box junto com ele. Enrolou-se em uma toalha e logo depois fez o mesmo com os cabelos. Permaneceu em silencio, sentindo o peso da tensão de Danilo.
- Como se conheceram? _ Diz casualmente.
- Ela é promotora, tivemos um caso em comum.
- Ela é bonita? _ Ela diz encarando a própria mão que firmava a toalha em seu corpo.
Danilo permaneceu calado, olhando-a. Diante do silencio Thais ergueu o rosto para olhá-lo e ele a encarava em um pedido mudo. Implorava que ela não o obrigasse a responder. Thais sustentou uma expressão aborrecida e saiu do banheiro com ele em seu encalce.
Não achou os irmãos no quarto, Dante tinha ido para seu quarto trocar de roupa e Daniel o seguira para saber mais da noite. Thais os achou conversando animadamente. Detiveram o dialogo com a imagem.
- Vocês conhecem a ex do Danilo? _ Parou na porta com a mão na cintura.
- Pilar Goreth. _ Diz Daniel olhando o irmão que parara atrás dela só de toalha.
- Ela é bonita? _ Diz deixando a insegurança transparecer em sua voz.
- Aquela fresca? _ Zomba Dante. – Se amordaçá-la dá até para ficar no mesmo quarto que ela.
- Ela não... _ Danilo começa a falar, mas se detém diante do olhar de Thais.
- Não sei como conseguiu ficar com ela por mais de um ano. _ Diz Daniel balançando a cabeça em descrença. – A mulher é insuportável.
- Você ainda tem contato com ela? _ Ela diz se abraçando, recordando que não levava nada alem da toalha.
- Não. _ Ele a abraça, guiando-a para voltar ao quarto. – Ela é passado.
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