Notas iniciais
Bem gente é aqui que o arco da fic muda temporariamente para Suna, espero que gostem e aproveitem!! Muito obrigada por todo carinho de vocês e comentários!! Kisskiss


Estava aos portões da vila acompanhada da filha, como era difícil deixar Konoha para trás, mesmo que fosse só um tempo. Olhou para Naruto e Hinata sorrindo, eles não precisavam ter vindo.


– Tem certeza que não quer um ninja para acompanhar vocês, Sakura-chan?


– Absoluta, é uma viagem segura e dou conta do recado! Sem dizer que eu tenho a minha gennin aqui comigo! — falou piscando um olho -


A menina ficou vermelha e olhou para o chão. Hinata se aproximou dando um beijo nela e depois um abraço em Sakura.


– Vamos todos sentir falta de vocês! Himawari falou que não vai mais no médico, nunca mais! — falou rindo.


– Oh... Coitada, crianças não gostam de mudanças assim, mas não é de fato definitivo, Hinata. Vamos voltar.


– Eu sei só que... Vai fazer falta. Você é o puxão de orelha que eu não consigo dar no Naruto-kun de vez em quando.


– Hey!! Eu não preciso de puxão de orelha!!


Todos riram e o Uzumaki pegou a afilhada no colo mesmo sabendo que ela era meio como o pai e não ficava a vontade em abraços.


– Lembra sua mãe de comer e dormir direitinho, viu Sarada? E sabe que qualquer coisa é avisar!


– Obrigada, tio!! — estava vermelha e coçando a nuca -


– E você Sakura-chan, eu nem quero saber do Gaara querendo roubar você da gente, isso é um empréstimo!


– Pode deixar, Hokage-sama! Um ninja da folha sempre volta para casa!


– Cuidado pelo caminho, Sakura-chan e avisem quando chegar!


Enquanto iam andando para deixar a vila, Sakura riu e olhou para uma árvore perto do fim da rua.


– Acho que o Bolt veio te dar tchau. — disse baixinho a filha e apontou com a cabeça.
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Suna era quente.


Definitivamente quente e seco.


As pessoas ali não eram tão receptivas quanto em Konoha e a casa delas não era tão grande quanto antes. A mãe estava muito ocupada desde que chegou, mas nunca deixava de prestar atenção em cuidar dela. Sarada não podia pensar em uma mãe melhor.


Caminhava devagar até onde estaria sua equipe enquanto estivesse ali, eles eram três anos mais velhos. Sua turma tinha se formado cedo. E se fosse por ela nem teria feito o teste de graduação ainda. Apesar de não ter problemas quaisquer com habilidades, a menina ainda não tinha encontrado sua vocação ninja.


Viu que a garota e o garoto a encararam, eles eram muito mais altos e provavelmente queriam fazer troça com seus óculos. Os ajeitou e se aproximou da mulher que seria sua sensei.


– Você deve ser Uchiha Sarada. — a mulher loura sorriu — Eu sou Matsuri e esses são Emiko e Satsuki.


– Uchiha? — viu o menino, Satsuki se assustar -


– Bem eu já conheço eles, se importaria de um treino para conhecermos suas habilidades?


Acenou com a cabeça e deixou a mochila de lado. A pequena Uchiha era de muitas formas um pequeno gênio, aprendeu a ler antes de ir a escola com a mãe em casa e não houve nada que tentou aprender que não conseguiu com certa facilidade, mas preferia refrear isso, não queria ser vista como nenhum gênio.


Só que os olhos de um jounin conheciam talentos.


E a maneira com que se movimentava e como se mexia com facilidade, fazia poucos e limpos movimentos, sem dizer que aquele era um Katon impressionante para alguém de oito.


– Oh isso foi muito bom para começarmos em!! Vamos com certeza ser um bom time!!


Matsuri parecia feliz demais e Sarada só os acompanhou para o almoço porque realmente tinha que se enturmar. Estava com saudades de casa... E aquele calor todo. Talvez com o tempo se acostumasse melhor.


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Sakura colocou a comida na mesa e sorriu para filha.


– Eu encontrei Matsuri na rua e ela só tinha elogios, filha.


– Estou me esforçando, Okaa-chan...


– Sempre está se esforçando, querida... — deu a volta na mesa — Eu sei que sente muita falta de casa e que provavelmente queria estar numa equipe com amigos seus, prometo que vamos voltar assim que der.


– Não se preocupe, okaa-chan... — sorriu a mãe — Tudo o que quero é que fique boa logo para poder ver fazer todas as coisas legais que me contaram.


– Só quero ficar boa para trabalhar no hospital e cuidar de você. — fez um cafuné nela -


– Não gosta de fazer missões?


– As vezes é bom... Mas eu desenvolvi um amor maior pela pesquisa e a medicina.


– E todo mundo fala só em ser ninja! Tem um monte de outras coisas legais para se fazer!


– Bem, cada um tem uma vocação... — disse lavando as verduras da salada — Não é obrigada a querer tudo o que os outros querem.


– E se eu não quiser ser ninja? — perguntou sem nem pensar muito.


– Então não é obrigada a ser uma.


A Uchiha arregalou os olhos, a mãe era talvez a única pessoa que não a chamaria de louca por dizer aquilo.


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No terceiro mês e depois de uma visita a Konoha, estava melhor habituada a Suna. Ir para os treinos não parecia mais tão massante, estava até tendo bastante muito carinho pela sensei e os colegas. Naquela noite iriam jantar na casa do Kazekage novamente, já era a terceira vez.


Aparentemente foi um pedido do tio Naruto sobre assuntos das vilas que ele não confiava em muitas pessoas para levar a informação. Sentia orgulho da mãe dela ser assim importante da confiança de não só um kage. Ajeitou o vestido vermelho pegando o casaco. Apesar de ter roupas com o leque Uchiha raramente usava.


A mãe bateu a porta colocando a cabeça para dentro sorrindo.


– Pronta, querida?


– hai. — disse correndo e foi até a mãe


Ela usava um vestido até perto dos joelhos precido com a blusa que usava geralmente, sapatos muito altos e o cabelo jogado de lado. Muito bonita. Tinha uma mãe muito bonita.


– O que foi? — perguntou ao vê-la fitar tão curiosamente -


– Está muito bonita, okaa-san.


– São seus olhos, Sarada, vamos sim? Não vamos deixar o Kazekage esperando.


Na rua as pessoas já sabiam quem era a mãe e do trabalho que fazia no hospital. Esse reconhecimento parecia bom, afinal, a mãe era reconhecida por salvar vidas e não por quebrar coisas e afins. Sentiu todo aquele orgulho seguido de um sentimento estranho sobre como só o pai parecia não achá-las boas os suficiente.


Apertou a mão da mãe que lhe sorriu, Sakura sempre sorria para ela.


O sorriso da mãe estava em suas mais antigas lembranças.


continua...