Trials

8 Outros caminhos


Notas iniciais
E aqui aparece o ruivo mais quente do momento e antes que alguém reclame o Sasuke vai voltar aos capítulos logo. kisskiss

Sakura estava na sala de reuniões dando uma palestra sobre o trabalho que vinha fazendo em Suna, sabia que precisava da aprovação daquelas pessoas para poder continuar. Os resultados vinham sendo bons e realmente Gaara tinha investido bastante dinheiro naquela área. Suspirou levemente sentindo a cabeça um pouco pesada e teve que se controlar.


– Vamos a uma pausa para o café, sim? — disse levemente notando que as pessoas na sala aprovaram, eles não entendiam de medicina, queriam saber de resultados.
Com todo auto-controle sobre o corpo que ser Kunoichi lhe deu conseguiu deixar a sala e se afastar alguns metros, quando estava prestes a cair sentindo as náuseas vindas do tratamente foi amparada firmemente.


– Droga, Sakura, me disse que estava bem... — ouviu a voz do Kazekage antes de vomitar no chão perto deles.


Ele abriu outra porta que os levou a um dos lavabos da mansão do Kage que era maior do que muitos banheiros. Colocou a Haruno sentada num pequeno banco que havia ali estofado e abriu a torneira molhando uma toalha de rosto.


– Oh céus... Odeio esses efeitos colaterais... — disse suspirando antes de curvar novamente, o sabaku foi mais rápido e ajudou a se ajoelhar perto do vaso segurando os cabelos médios dela.


– Me disse que eles tinham passado... — viu ela vomitar até o que não comeu e depois ajudou a voltar a se sentar.


– Não é tão simples... — disse passando a mão na testa limpando o suor frio.


– Shii... — entregou a toalha para ela limpar o rosto e ficou fitando.


A vida do kazekage mudou desde a chegada dela a vila, Naruto e ele negociaram cerca de um ano e meio trabalho no hospital de Suna o modernizando em troca da permissão para ela trabalhar com uma pesquisadora dali. Não sabia muito do projeto até Sakura passar a frequentar muito seu escritório a respeito de assuntos diplomáticos.


Naruto aparentemente só confiava nela para ir e vir com os papéis relativos. E de fato a Haruno era de um discernimento que faltava a muitos diplomatas, a presença constante dela acabou fazendo com que notasse coisas e por fim ela lhe contou tudo. Sobre sua doença, sobre o tratamento e como se aquilo não desse certo ela não tinha boas previsões de futuro.


– Eu realmente espero que não esteja mentindo sobre eficiência desse tratamento, Naruto nunca ia me perdoar se algo acontecesse a você debaixo das minhas barbas.


– Progressivamente estou podendo usar meu chakra sem quaisquer efeitos, só que esse ainda é um tratamento experimental, quando finalizado certamente todo efeito colateral ou pelo menos parte dele será minimizado, eu só não tenho esse tempo.
– Você sabe que pode fazer seu trabalho no hospital quando estiver melhor e agora cuidar apenas de sua saúde.


– Gosto de cumprir minhas promessas, e também é algo que gosto de fazer definitivamente... — sorriu de leve -


– Sinceramente não sei quem é mais teimoso, você ou o Naruto...


– Foram anos de convivência. — riu se levantando. — Não me olhe assim, quando se é mãe não tem dia de gripe que possa ficar na cama, eu estou acostumada. Agora a questão é como vamos sair daqui, Kazekage-sama? Não precisamos que os investidores achem que estamos transando no lavado.


– Bem, eu realmente venho tentando convencê-la a respeito, mas presumo que mais ninguém precise saber disso.


– Oh Kami... Está mesmo me seduzindo num lavado depois de segurar meu cabelo para vomitar?


– Nunca tive muito tempo para talhar minhas habilidades como conquistador e como já lhe disse sou um homem para bons e maus momentos.


O coração da Haruno falhou uma ou duas batidas antes de sairem dali. A convivência lhe mostrou como o Kazekage era um homem agradável e realmente interessante... Já estava em Suna a praticamente um ano e tinham se tornado muito próximos.


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Sasuke estava sentado perto de uma fogueira que fez olhando a foto de Sakura com a filha deles. Estava sentindo mais falta delas do que nunca, provavelmente era a iminência de que ele não tinha mais certeza de que teria um lar para retornar. Essa coisa de ser solteiro não combinava com ele, quando esteve num bar numa aldeiazinha pelo caminho e uma garota flertou com ele, realmente pensou a respeito, afinal Sakura o havia chutado com força, só que foi um fiasco.


Nem seu orgulho ferido queria aquilo.


Bufou olhando a mulher na foto... Se ele tivesse falado para ele antes, dado uma chance de mudar as coisas. Ela sabia que ele voltaria a ela, sempre voltaria. Sasuke não conhecia outro lugar para voltar que não fosse os braços dela. Nenhuma mulher ia ser capaz de compreendê-lo e ele não queria nenhuma outra.


Quem diria que Haruno Sakura ia ter conquistado Uchiha Sasuke daquela maneira.
Correu os olhos até a filha, Sarada era uma mistura engraçada da personalidade dele com a da mãe. Tinha o jeito sério dos Uchihas com aquela coisa acolhedora da Haruno. E ele sabia tão pouco dela...


Fechou os olhos um minuto e tudo o que tinha eram imagens esparsas dela em diversas fases da vida, e parecia que cada vez mais que crescia a raiva dela por sua ausência ia crescendo até sobrepor a admiração. Admiração? Era isso que a filha tinha por ele? Afinal tudo o que Sarada conheciam eram histórias, principalmente de guerra, mas ela não sabia quem ele era de fato... aparentemente nem a mãe sabia.


Era mesmo um idiota fracassado!


Se lembrou do irmão e tudo o que ele fez para que um dia pudesse ter uma chance de ser feliz e o que ele fez com isso? Merda! Porque afinal estragar tudo era o que ele melhor sabia fazer! O silêncio ao redor o machucava muito mais que qualquer confusão, estava sozinho, sempre sozinho... Só que não queria mais isso. Há anos os únicos momentos realmente bons estavam em Konoha.


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– Sarada, mas não pode, a gente ia para Konoha? É seu aniversário, filha...


Sakura fez beicinho olhando a filha fazer uma mochila.


– Mãe, meu time tem uma missão, eu não posso não ir só porque é meu aniversário!! Na verdade, meu aniversário vai ser depois.


– Mas não vai dar tempo de irmos para Konoha!! Seus avós vão querer minha cabeça!! Eu posso te conseguir um atestado...


– Okaa-san!! — olhou feio para ela -


– Okay, okay... me desculpe, mas é que nunca estivemos separadas no seu aniversário. Na verdade você nunca passou mais que uma noite longe dos meus olhos... Eu carregava você pra todo lado desde que nasceu!


– Okaa-san, eu vou estar aqui, depois a gente vai para vila, mas eu sou uma gennin e eu tenho missões agora.


A Haruno sorriu e se aproximou abraçando a filha.


– Eu nunca vou me acostumar com isso, está levando suprimentos médicos? Lembra do que eu te ensinei sob primeiros socorros? E na dúvida, use esse seu katon poderoso...


– Estou levando tudo, pode deixar!! É só uma missão C, não vai ser nada demais... Não confia na Matsuri-sensei? Ela treinou com o Kazekage.


– É... Eu nunca vou confiar em ninguém para cuidar da minha filhinha!! Mas ela dá para o gasto...


Viu a filha ajeitar a mochila nas costas e amarrar a bandana da vila na testa... Tão bonitinha que Sakura não queria que fosse fazer uma missão, mas sabia que não dava para mudar isso. Gostava da intensidade do olhar dela, lembrava Sasuke e como ele era focado em tudo o que fazia.


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Gaara saiu do banho com uma toalha ao redor do pescoço e sorriu vendo Sakura andando de um lado para o outro.


– Vai fazer um buraco no chão se continuar assim.


– Meu bebê está lá fora, Gaara, eu posso ficar preocupada, okay?


– E seu... bebê... — ele imaginou que aquela garotinha decida não gostava de ser chamada de bebê — É um dos gennins mais promissores dos últimos dez anos.


– Oito anos!! Sabia que ela usa pantufa de ursinho? Que ainda vai para sala enrolada na coberta ver tv? Pega doces escondidos na lata no alto do armário?


– Infelizmente essa é a dualidade de uma criança shinobi... — se aproximou passando as mãos pelos ombros dela — Pense que ao menos hoje o mundo é bem menos cruel do que quando tinha a idade dela.


– Eu me sinto tão despreparada para deixá-la sair de perto de mim... Todos esses anos tem sido só eu e ela, a gente virou uma dupla sabe, agora ela está crescendo e tão rápido, logo não vai precisar de mim.


Gaara notava como o peso de ser mãe solteira pesou em Sakura, como ela tentava a todo custo sanar as faltas da família que elas tinham. Não era qualquer um que podia fazer isso. Ela lhe contava coisas ás vezes sobre o desafio de cuidar da filha e trabalhar sem ajuda de ninguém.


Uchiha Sasuke foi apenas uma sombra na vida delas.


– Um filho sempre precisa dos pais, você mesma não é adulta, mãe, médica e se sente totalmente protegida na presença dos seus pais?


– Na verdade eu me sinto uma criança, minha mãe sempre tem um pitaco para dar e eles não esquecem que meus talentos culinários são restritos.


– Bem... — o ruivo riu — Não podemos culpá-los.


– Hey? O que está insinuando? A comida que fiz para você estava ótima, foi o que disse!!


– Bem... talvez ótima eu tenha usado porque eu não queria estragar nosso encontro.


Viu as sobrancelhas dela se juntarem em confusão e depois se levantar afastando.


– O que?? Seu Kazekage mentiroso! Como vou acreditar em você agora?


– Sua companhia é a melhor, Haruno, e sempre podemos encomendar comida. Entretanto Kankuro comeu tudo o que ficou do nosso jantar, mas ele nunca teve um paladar muito requintado, gostava da comida da Temari.


– Eu vou contar para ela disso, okay? Eu não posso bater no Kazekage, mas ninguém vai falar nada se ela fizer!


– Fique a vontade, no final vai sobrar para o Shikamaru mesmo...


– Oh, você é um homem cruel.... Fica feliz com ela infernizando seu cunhado...


– Ele dorme com a minha irmã, eu nunca vou gostar de saber disso... e como ela me proibiu de bater nele, não me importo de ver ela fazendo isso. — o ruivo sorriu e viu ela se sentar ao seu lado novamente.


Sakura ficou em silêncio algum tempo e depois fitou-o.


– Obrigada, Gaara, é ótimo ter alguém para dividir essas coisas bobas... Parece que sai cem quilos das minhas costas.


Continua...