Trem Descarrilhado
1 Incandescente
**FLASHBACK**
O ambiente da instituição de treinamento pulsava com o eco das respirações aceleradas dos alunos, todos imersos em um labirinto repleto de desafios.
De repente, uma força interior tomou conta da mente da adolescente, instigando-a a desenhar um plano que rapidamente conquistou a aceitação de seus companheiros. Ágil e atenta, ela assimilava conhecimentos com a naturalidade de quem respira. Graças a essa habilidade, seu grupo se destacava em todas as frentes.
O cronômetro foi ativado novamente. Com destreza, eles evitavam lasers, chamas, espadas, machados, facas, descargas elétricas e arames farpados. Embora alguns arranhões tenham surgido — consequência de saltos apressados, impulsionados pelo medo —, eles cruzaram a linha de chegada mais uma vez, verdadeiros campeões.
**Outro Momento**
O estúdio irradiava cores vibrantes de roxo e amarelo, com paredes adornadas por obras de arte. Do lado de fora, uma arena aguardava crianças que duelavam com armas de brinquedo e lançavam bolas de borracha em alvos de isopor. Uma garotinha se divertia em um pijama de unicórnio, seu capuz cobrindo parte dos cabelos. Ao sentir uma presença atrás de si, virou-se e quase esbarrou em seu algoz, que segurava um copo de suco.
Com um sorriso gentil, ele ofereceu a bebida a ela.
— Sei o quanto você adora este suco de hortelã; não seria educado da sua parte rejeitá-lo — murmurou ele.
A menina olhou-o com desconfiança, até que, de repente, o copo com o suco voou longe.
— Ei, pequena Cinderela... compramos um presente para você — anunciou Dan, o chefe de segurança, fazendo com que ela corresse imediatamente em sua direção. Ele a pegou no colo e a levou para dentro, enquanto ela vibrava de alegria.
Dominado por uma raiva insuportável por seu plano ter sido frustrado, Ampudia prometeu que, na próxima vez, conseguiria. Retirou do bolso um pequeno pote de vidro contendo um sonífero, o mesmo que estava no copo.
**PRESENTE**
As expressões "Garota Problema" e "Bomba Relógio" marcaram a vida da jovem loira por um longo tempo. Sua luta constante contra pensamentos suicidas e alucinações era sufocante, e a presença de Oscar Ampudia a deixava inquieta, especialmente quando ouvia seu tom repulsivo a chamando de bonequinha desde quando era um bebê.
Protegida a todo vapor por seguranças, de confiança de seu pai. Enfrentou situações insanas que, embora dolorosas na época, hoje agradecia por terem moldado seu caráter.
Agradecia por ter encontrado seus melhores amigos, que desempenharam papéis cruciais em sua vida, sempre a mimando em diversas ocasiões. Em um parque de diversões, conheceu Adam Marchetti, um menino que trouxe surpresas e alegrias sem fim.
Adam a presenteava de maneiras sempre criativas e, três vezes por ano, viajavam juntos para o exterior, convidando amigos para se juntarem a eles. As cartas que ele escrevia eram uma fonte de emoção profunda; ela acreditava que o que sentiam um pelo outro era eterno.
Entretanto, em uma noite fria e chuvosa, a vida do jovem foi misteriosamente interrompida, deixando um vazio doloroso em seu coração.
"Amor da minha vida, minha estrela dourada, saiba que nem mesmo a distância poderia diminuir meu amor por você. Pode soar tolo, mas tenho certeza de que, em outras vidas, eu te escolheria de novo. Seu sorriso e suas covinhas são um encanto, minha princesa. Sei o quanto você ama gatinhos e todas as suas guloseimas; marshmallows cobertos de chocolate e jujubas são seus favoritos. É maravilhoso ver você desabrochar em talentos e expressá-los tão lindamente. Se, por acaso, minha missão nesta vida chegasse ao fim, quero que saiba que eu, Adam Marchetti, fui incrivelmente feliz ao seu lado, meu arco-íris."
Enquanto enxugava uma lágrima que escorria pelo rosto, relia a carta, mergulhando nas memórias que ela trazia.
Após guardá-la em uma delicada caixinha lilás, deu uma última olhada no espelho. Com o cabelo meio preso em uma trança e uma combinação de roupas pretas, sentiu-se satisfeita com o resultado antes de sair para se encontrar com os amigos.
---
---
---
**San Pedro — México**
**José Miguel – Ponto de Vista**
Sentado em uma banqueta de bar, todo vestido de preto, refletia meu estilo. Meus cabelos, embora bem cuidados, exalavam um charme sutil de desalinho, enquanto minhas botas conferiam um toque distinto à minha silhueta. Saboreava um gole de vodka, sentindo sua queima aquecida na garganta, perdido em meus pensamentos e desconfianças.
— Nenhuma família merece perder de forma tão brutal como aconteceu com aquela moça que infelizmente cruzou o caminho de Pablo — dizia meu pai em uma mesa afastada, acompanhado de minha mãe e Isabel.
A descontração foi abruptamente interrompida quando Oscar Ampudia fez sua entrada, imponente como sempre, cercado por seus seguranças.
— É lamentável que Miranda tenha morrido, meu caro. Não consigo imaginar perder alguém tão importante. Nada escapa aos meus olhos por muito tempo. Somos amigos há tanto tempo que quero lhe revelar um segredo: desde que me entendo por gente, desejava que sua filha, a minha bonequinha, se tornasse minha esposa, presumivelmente desde seu nascimento — disse ele, revelando um sorriso lascivo, apenas para receber um soco contundente de Gavilán.
Quando estava prestes a revidar, um estrondo assustou os presentes; assim que saímos do estabelecimento, avistamos labaredas na colina. Sem hesitação, os moradores seguiram em direção ao local.
Percebi LeBlanc se afastando da multidão, enviando uma mensagem de voz para a filha.
— Esteja ciente, minha girassol, se decidir vir para cá com seus amigos, saiba que Oscar se encontra em San Pedro de Las Peñas. É sua hora de se vingar. — e logo, ligou para a companhia de bombeiros.
Ao se virar, deu de cara comigo, um tanto ansioso. Dando tapinhas em meu ombro, disse:
— Não fique tão surpreso se houver uma barreira entre vocês, mas mantenha a esperança de que esse reencontro dê certo. Uma coisa é certa: você subestimou muito a minha filha. — Faça o possível e o impossível para proteger nossa cinderela, nem que tenham que matar alguns — deu ordens a Dan e Will, que imediatamente pegaram o carro e rumaram para o lado contrário. Correndo para acompanhar, pensei: “Por favor, minha senhora de Guadalupe, faça com que ela fique feliz em me rever. Sempre tão apaixonada, não irá me ignorar.”
---
---
---
**Los Angeles — EUA**
O ambiente, imerso em suaves tons de marfim e dourado, era acariciado por uma música delicada e reconfortante. O cinema e as lojas de conveniência se destacavam como os destinos favoritos daquela noite, enquanto o fliperama, quase deserto, reluzia em vibrantes tons de lilás e amarelo.
— Strike! — anunciou uma voz robótica na televisão, celebrando os pontos conquistados na pista de boliche.
A moça sorriu, envolvida pela magia do momento ao lado de Bracho, Lina, La Vega e Imperatriz, todos confortavelmente acomodados no sofá. Entre risadas, relembravam episódios caóticos que viveram juntos ao longo dos anos.
— No dia 12 de agosto, tivemos nossa festa anual de pijamas na escola. Dançamos enlouquecidamente na pista, e, ao final da noite, estávamos cobertos de tinta brilhante, uma ideia genial do Andrés Rojas. Semanas depois, celebramos o Día de los Muertos, de novo com tinta e confetes, graças ao nosso amigo Andrés. Tínhamos a sorte de contemplar as estrelas quando Marchetti ainda estava conosco — Luiz Fernando recordou, com um tom brincalhão e nostálgico, enquanto saboreava sua bebida.
— E como poderíamos esquecer nossa viagem à Colômbia? Exploramos Salento e nos deliciamos com aqueles maravilhosos patacones. Lembro que voltamos para o hotel após apenas quinze minutos de passeio e encontramos aquele mauricinho desolado — Emperatriz disse, com um tom de deboche. — Foi assim que descobrimos a traição de Maria com Luiz Fernando, nada mais nada menos do que com seu próprio irmão em Amsterdã — acrescentou, enquanto La Vega a observava com uma falsa resignação, dando-lhe um selinho que provocou uma leve euforia entre o casal Martins-Bracho.
Ao tomar um gole de seu milkshake, os olhares da loira e da ruiva se cruzaram. Segurando a mão da amiga, que se acalmou com o gesto, Ivana falou com sinceridade:
— Mesmo que o mundo estivesse desmoronando, nada mudaria nossa amizade, minha flor de laranjeira... Vocês combinam tanto. É curioso, pois o Adam comentou uma vez que vocês se tornariam um casal na hora certa; eu amo vocês — terminou com um sorriso radiante, sendo acolhida em um abraço caloroso.
— Nós também te amamos, moonlight — respondeu Lina, dando um beijo carinhoso na bochecha da loira, enquanto os outros replicavam o gesto afetuoso.
Decidiram aproveitar a noite indo ao rinque no centro da cidade, onde a canção "Me & Mr. Jones" preenchia o ar. Deslizando elegantemente pelo gelo, a loira executou saltos e acrobacias com maestria, atraindo olhares admirados. Para encerrar a noite, foram ao Knott's Berry Farm, um local repleto de diversão entre as diversas atrações, especialmente na colossal montanha-russa, que oferecia emocionantes curvas e descidas bruscas, além dos bate-bates. Capturaram mais fotos para eternizar as memórias, enquanto se deliciavam com algodão-doce e pipoca.
Colocando os bichinhos de pelúcia que ganharam no tiro ao alvo no porta-malas, partiram em direção ao aeroporto. Em menos de vinte minutos, estavam acomodados na primeira classe, saboreando champanhe, até que o sono os acometeu. Nem sequer imaginavam o perigo iminente estava por perto, pronto para atacar.
**23:50 AM**
**Ivana — Ponto de Vista**
A estrada, densa e misteriosa, era interrompida apenas pelo som da fauna noturna, especialmente os chamados das corujas que cortavam o ar. As folhas dançavam ao vento enquanto os veículos passavam em alta velocidade.
Em um carro preto, meus amigos e eu consumíamos suplementos para nos manter acordados durante a madrugada; não demorou a ocorrer uma colisão na lateral do veículo, fazendo-o girar na pista.
Não fiquei nem um pouco surpresa, pois sabia que meu algoz, em mais uma tentativa de me submeter às suas ordens, tinha a ideia fixa de me tornar sua esposa antes mesmo de eu nascer. Ele era, aliás, o principal responsável pela morte misteriosa do meu primeiro amor.
Retomando o controle, Luciano conduziu até uma ruína abandonada, observando pelo retrovisor um outro veículo seguindo pelo mesmo caminho.
Só não imaginávamos que, ao sair do carro, eu, Lina e Triz estaríamos em desvantagem quando fomos recebidas com eletrochoques potentes e pontapés em pontos vitais, fazendo-nos desabar no chão de cascalho e terra.
Girando uma barra de ferro e usando um golpe arriscado, Belmonte e Bracho desmaiaram Nino e Saulo que vinham do lado leste.
Vindo por trás de Belmonte, Bellocchio foi surpreendido por uma facada na costela; mesmo cambaleantes, eu e as meninas unimos forças para nos levantar e pegar as armas, atirando em Norberto, escondido no lado sul.
Não demorou muito para que eles nos envolvessem em um abraço coletivo, com a esperança de que nosso inferno particular chegasse ao fim dessa vez.
---
**01:40 AM**
Em uma manobra arriscada, quase colidindo com um caminhão, o carro disparou pela estrada novamente; em pouco tempo, chegamos a San Pedro.
A nostalgia era visível em meus olhos ao retornar à cidade após dois anos. Mesmo sem querer, pensei em um certo moreno, de sobrenome Montesinos. O tão temido Santíssimo Trindade, filho de meus padrinhos.
Pronta para o combate extenso, estava preparada para mais uma; engolimos os analgésicos, enquanto Lina e Triz se abraçavam a mim.
— Ele não seria insensato de fazer uma denúncia contra nós, considerando que tem uma ficha de crimes pelas costas — quebrando o estado de torpor, Luciano comentou, e em seguida um carro preto apareceu perto de nós. Era Will e Dan.
— Mil perdões, Cinderela... nós falhamos. É melhor cuidar de seus ferimentos, de todos vocês. Não há escapatória dessa vez; está na hora do xeque-mate — disse o chefe de segurança, voltando a dirigir.
E logo atrás, os seguimos prontos para dá a cartada final.
---
**COMBATENDO O INCÊNDIO — Minutos Antes**
**José Miguel — Ponto de Vista**
A situação excedia as piores expectativas: o fogo se alastrava desenfreadamente, com chamas dançando de forma voraz. Urgentemente, nós, moradores da região, nos mobilizamos, enchendo baldes de água no depósito e lançando-os nas labaredas que ameaçavam consumir tudo ao nosso redor. Não demorou para que a equipe de bombeiros chegasse, pronta para agir. Os estalos dos destroços ecoavam ao nosso redor, fazendo com que alguns recuassem, tomados pelo terror.
O esforço era intenso, mas, com o passar do tempo, as chamas começaram a ceder. Finalmente, os bombeiros conseguiram apagar o incêndio, e uma onda de alívio permeou o ar entre os presentes.
LeBlanc observava atentamente quando um de seus subordinados se aproximou discretamente para lhe falar.
— Se soubéssemos que Oscar tramaria esta armadilha, teríamos enviado reforços — a culpa era visível nos olhos de Eliot.
— Não havia como prever que os passos de nossa afilhada seriam vigiados por tanto tempo; ele, sem dúvida, está prestes a cometer um ato cruel contra ela. Infelizmente, ela já foi marcada. Ele é o responsável pela morte daquele garoto, de uma forma que não deixou rastros — a indignação e o desprezo transpareciam no rosto de minha mãe, enquanto as peças se encaixavam na minha mente.
— É inadmissível o que aconteceu; não duvido que ele esteja preparado para executar algo tão horrendo — observou meu pai, ao perceber que aquele maldito já havia desaparecido de vista.
— Não se alarmem com a desordem ao nosso redor; concedi plena liberdade para que fossem adotados métodos ousados na proteção da minha filha, custe o que custar. Agora, tudo que nos resta é torcer para que minha girassol esteja a salvo, mesmo sendo uma verdadeira guerreira — disse LeBlanc, sua voz carregada de apreensão. Às vezes, a realidade me dava um choque, fazendo-me lembrar que a bebê que eu segurava nos braços era, na verdade, uma tigresa de olhos famintos diante dos momentos mais críticos. Ao refletir sobre isso, percebo o quanto subestimei sua grandiosidade; sinto até um certo receio do impacto psicológico que ela poderia causar em mim.
Com os equipamentos guardados, os bombeiros — que, para minha surpresa, faziam parte de uma instituição que eu não compreendia completamente, exceto que era dedicada a lutas marciais — se dirigiram à fazenda, acompanhados pelos moradores.
A mente fervilhando, desci rapidamente o morro, ansioso pela oportunidade de ter minha jujuba em meus braços, torcendo para não perder a razão diante daquele que causou tanto sofrimento.
---
**FLASHBACK**
Uma tarde ensolarada proporcionava o cenário perfeito para uma confraternização que reunia amigos e familiares na casa da adorável garotinha. As paredes estavam decoradas com quadros repletos de memórias alegres; um bolo de aniversário brilhava em uma mesa de mármore, rodeado por lembrancinhas nas cores roxa e verde.
As risadas infantis ecoavam por toda parte; balões coloridos adornavam o local, e bolhas de sabão divertiam a pequena princesinha, que balançava as pernas no ar.
As outras crianças se divertiam no pula-pula, no escorregador e em brincadeiras de pega-pega. Em um momento de pura euforia, uma menina de cerca de oito anos derrubou um garoto de dez.
— Desculpa, JM, me empolguei — disse, corando.
— Sem problemas, Tininha. Essas coisas acontecem — respondeu o garoto, dando de ombros enquanto se dirigia para seus pais, que conversavam com um amigo.
Soltando risadas gostosas, a loirinha era entretida por Eliot, acompanhada de um filhote de gatinho. Até que algo chamou sua atenção. Quando pôs a cabeça no ombro dele, foi levada até um menino sentado em uma cadeira branca.
— Ei, filho, ela gostou de você — proclamou Leonor, encantada, passando a mão na bochecha da afilhada.
Balbuciando, a bebê, segurando seu amado ursinho, estendeu os bracinhos para o menino, que a pegou com cuidado, sendo guiado pelos adultos. Curiosa, ela levou uma das mãozinhas até o cordão que pendia no pescoço do garoto e começou a brincar com o objeto. O gatinho rodeava a dupla.
— Você é a definição da mais bela flor, tem cheirinho de morango. Vou cuidar de você, pequena jujubinha — prometeu ele, enquanto era observado de forma raivosa pelo empresário.
“Ah, minha bonequinha, usarei de todos os meios para corromper você a tal ponto de se tornar refém de mim; nem que eu tenha que eliminar todos os seus futuros namoradinhos ou até mesmo cometer o ato mais asqueroso com você.” Com um sorriso sombrio, o Sr. Ampudia pensava, segurando a esposa Nádia, que ignorava completamente a verdadeira face do homem ao seu lado.
**FLASHBACK OFF**
O cenário que encontraram era de puro caos. Manchas de sangue marcavam o piso e os tapetes. Vidros quebrados pelo chão eram cuidadosamente recolhidos e jogados em um saco de lixo.
A maioria teve a visão de Ampudia, o aliciador e criminoso, estirado em uma maca, todo machucado e com as roupas rasgadas; algemado, apresentava marcas de tiros e cortes na clavícula, no lado posterior do antebraço direito e no ombro.
A ambulância e os carros de polícia saíram em disparada pela estrada de pedra.
Obras de arte assinadas pela loira de olhos esmeraldinos foram entregues aos moradores, que, genuinamente felizes, se dissipavam para suas casas.
No andar de cima, em uma das suítes, o sexteto dormia pacificamente, curativos cobrindo os ferimentos; o vento suave balançava os cabelos deles, e algumas tatuagens eram visíveis em pontos descobertos.
Gatinhos faziam companhia, ora quietos em suas caminhas, ora deitados ao lado da loira, imersa em um profundo mundo dos sonhos. Em seu pescoço pendia uma correntinha, o último presente de Marchetti.
Pequenas marcas avermelhadas estavam presentes em seu corpo e boca; depois de aplicar um medicamento em cada uma delas, a equipe médica saiu do quarto.
"Deveríamos ter dado cabo dele naquela festa de aniversário em que ele ficou trancado com ela no escritório; nosso chefe vai querer nos demitir, e com razão. Foi satisfatório ver lá descontando toda a raiva naquele algoz" — comentava Dan com Will, quando ouviram batidas na porta.
Abrindo-a com as armas em punho, foram surpreendidos por LeBlanc e Montesinos, que automaticamente deram passos para trás, aturdidos.
Abaixando as armas em sinal de respeito, receberam tapinhas nos ombros por parte de Juliano.
“Vejo que escolhi os melhores para trabalhar para mim; o erro foi meu por não ter mandado uma mensagem de aviso” — recomposto, o pai logo entrou e se sentou em um banquinho, deixando um beijo na testa da filha.
"Está claro que a situação é mais complicada do que se imagina; certamente ele será condenável. Vou fazer o impossível para que nada mais aconteça com você." Com a voz trêmula, José Miguel acariciava os cabelos sedosos da loira.
Como se estivesse despertando, a moça se moveu e deitou a cabeça em seu colo, adormecendo novamente.
Fale com o autor