Notas iniciais
Oi, gente! Chegando mais cedo again! Seguinte, quero agradecer muito as duas midgardianas ungidas que recomendaram TD esta semana e me deixaram muito happy! AngieCrazy e CahDowneyLaufeyson, muchas gracias!!!! Amei e fico muito feliz em saber quem gostam mucho do meu devaneio lokiano! Capítulo dedicado às duas! Obrigada!!! Por falar em capítulo, ele se chama Crek por causa de um novo personagem que vou inserir na trama. Explicações sobre ele nas notas finais. Espero que gostem! Apertem os cintos e lá vamos nós!

Mama Mia! Que vontade de beijar o gafanhoto asgardiano... Aqui e agora.

É o que estou desejando profundamente, enquanto Loki caminha e finalmente para diante de mim, na entrada do meu cafofo.

Com as mãos atrás de si, uma postura superior e um sorriso discreto, mas insuportável, em seu rostinho nada lindo, ele me encara um tanto intrigado.

E eu, simplesmente, continuo pensando em como quero beijá-lo...

Cuma? Ãn? Hein? Como assim? Cruzes! Olivia Mills, pare agora mesmo de cogitar essa insanidade e se recomponha, menina!

Pisco algumas vezes, me obrigando a retomar a consciência, puxo em minha memória o que Loki me disse, há apenas alguns segundos, e me ouço redarguindo:

— Por que eu estaria fugindo de você, gafanhoto?

Loki finge pensar na minha pergunta e, em seguida, responde de um jeito dissimulado e cheio de si:

— É uma ótima pergunta, midgardiana. E a minha melhor aposta é que você ficou profundamente constrangida por ter tentado me... Atacar na noite passada.

Desgraçado...

Meu orgulho é ferido diante de tais palavras e o meu sangue ferve nas veias. Apesar disso, fico aliviada, já que o Deus da Trapaça acabou de cortar um possível clima entre nós, me impedindo de fazer uma besteira — não que eu fosse fazer mesmo, mas vai que, né? — e afastou de vez a vontade que tenho de beijá-lo. Eu acho. Tenho certeza. A vontade nem é tão grande assim. Eu acho.

Sendo assim, o fuzilo com o olhar, cruzo os braços contra o peito, dou de ombros e digo algo que, com certeza, minha avó não aprovaria:

— Eu estava bêbada. — e na sequência, acrescento: — Além disso, eu não sou do tipo de pessoa que ataca os muchachos por aí.

Mentirosa... Estou culpando o álcool e ignorando os meus dois últimos ataques de piriguetismo, um para cima de Steve Fofo Rogers e o outro para cima do Dr. Banner. Mas, Loki não precisa saber disso, é claro.

Para meu desespero, o dito cujo não parece ter ficado convencido com os meus fracos argumentos, já que questiona:

— Se é assim, então por que você está tão nervosa, Olivia?

Meu nome em sua boca. Arrepio inevitável.

Pisco de novo, tentando me recompor de tal efeito e disposta a retrucar prontamente, mas então me dou conta de que estou nervosa mesmo. Minha respiração está descompassada e a tensão que sinto deve estar estampada no meu rosto, já que Loki está me encarando ainda mais intrigado e até com satisfação, constatando que está certo.

Desgraçado!

Para piorar a situação, Loki resolve desenterrar um acontecimento completamente sem importância:

— E por que você ficou tão nervosa, naquele dia em que seu amigo desprezível veio até aqui e eu... — indicando a porta atrás de mim, ele completa: — Te encurralei contra esta mesma porta.

Procuro não pensar naquele fatídico dia e no gafanhoto de toalhinha, desfilando luxúria e sensualizando diante dos meus olhinhos de noite serena. Mas, obviamente, não consigo.

E não sei o que este traste pretende com essa conversa fiada — além de me provocar, é claro —, mas contorço meu pâncreas, para não esboçar nenhuma reação, me esforçando ao máximo para manter uma postura indiferente e, quando percebo que o dito cujo está se aproximando mais um pouco, me imponho de um jeito sério, firme e direto:

— Se você lembra mesmo daquele dia, mais precisamente de algo que eu fiz ao Loki Jr., é melhor não se aproximar demais, gafanhoto.

Loki Jr. Não acredito que me referi aos documentos dele desta forma. Paciência. Agora já foi.

Quase no mesmo instante, o infeliz detém o passo e desvia do meu olhar. Em seguida, uma risada sonsa escapa de sua garganta, como se ele quisesse dizer que não está nem aí para o que eu fiz ou para a minha nova ameaça.

Apesar dessa postura, eu sei que no fundo, Loki ficou com medinho de que eu lhe desse outra joelhada antológica. E isso me dá coragem para prosseguir. Ou melhor, para mentir muito bem:

— E eu não estou nervosa, não quis atacar você e, certamente, não estou fugindo. Eu já disse, eu estava bêbada, fora de mim. Somente isso para justificar o meu comportamento insano ontem à noite, entendeu?

Loki me encara com um discreto e cretino sorriso nos lábios, e parece incrédulo quando assente de um jeito cínico:

— Se você está dizendo, eu acredito em você, Olivia.

No controle da situação, finalmente passo por ele e me lembro da conversa com Thor e Jane. Mais do que isso. Me lembro da minha decisão e do que tenho que fazer. Me lembro de que tenho que colocar o gafanhoto asgardiano para fora. Mas como farei isso, Santo Odin?

É o que estou me perguntando, quando o deus trapaceiro volta a se manifestar:

— De onde você está vindo?

Ignorando a sua pergunta e a sua costumeira desconfiança, hesito diante da estante, onde ele estava parado quando eu abri a porta momentos antes, e observo o porta-retrato com a foto da minha falecida avó. Ela está sorrindo na imagem, com uma cara engraçada e surpresa, envergonhada por eu ter tirado a foto de repente e sem a sua autorização.

Me lembro deste dia. Nós estávamos bem. Fazia um bom tempo que não discutíamos por causa do mistério acerca do ET de Varginha — lê-se meu pai.

Enquanto me recordo disso, uma lâmpada se acende ao lado da minha têmpora e uma ideia brilhante surge em minha mente no mesmo segundo. É isso! Minha avó! É ela que vai me ajudar a me livrar do gafanhoto asgardiano e a retomar o controle da minha vida de uma vez por todas! É isso!

Não preciso jogar este traste na rua da amargura. Posso, muito bem, realocá-lo na fazenda onde cresci, desocupada desde que minha avó se foi. Loki pode viver lá, temporariamente, enquanto eu continuarei aqui em Nova York, livre dele, distante dele, a salvo dos sentimentos e desejos que desenvolvi... Por ele.

Não é o ideal e será uma grande provação voltar àquele lugar, mas posso fazer isso. Tenho que fazer. Não tenho outra escolha, afinal.

Pensando desta forma, caminho apressada até uma cristaleira do outro lado da sala, abro uma porta e procuro por uma caixinha de madeira, na qual não mexo há muito tempo.

— E o que você está fazendo? — a voz do deus trapaceiro soa curiosa e impaciente.

Sinto que ele está se aproximando, mas ignoro isso e me concentro apenas em procurar algo dentro da caixinha. Logo, encontro um molho de chaves e fecho minha mão em torno dele, sentindo um aperto em meu peito no mesmo instante. São as chaves da fazenda.

Não acredito que terei que voltar naquele lugar cheio de lembranças minhas e da minha avó...

— Eu estou falando com você, Olivia. — Loki diz impaciente, bem perto de mim e me surpreendendo ao segurar o meu braço, fazendo com que eu me volte em sua direção sobressaltada e arrepiada ao mesmo tempo.

Droga... Ele está tão perto. Tão perto que eu poderia beijá-lo agora mesmo se quisesse. Se tivesse coragem...

Prendo a respiração sem perceber e solto o ar devagar, enquanto me obrigo a parar de olhar para a boca do deus trapaceiro.

Em seguida, o fito nos olhos e digo com a voz mais fraca do que eu gostaria que ela soasse:

— E eu estou te ouvindo, Loki.

Então, olho para a sua mão em meu braço, engulo em seco e volto a encará-lo. Com isso, o Deus da Trapaça parece entender o que eu quero dizer, já que percebe o que fez, solta o meu braço na sequência e dá um passo para trás, desviando do meu olhar.

Sinto que Loki ficou sem graça por ter perdido o controle por um instante e me tocado. No entanto, não vou conseguir confirmar isso, já que o dito cujo se recompõe rapidamente, volta a olhar para mim e intima de um jeito seco:

— O que está acontecendo?

— É uma ótima pergunta... — sibilo, pensando no que ando sentindo por ele e me perguntando se, por acaso, Loki sente o mesmo por mim.

Será? E será que isso mudaria alguma coisa?

Não e não! Não posso pensar desta forma, não posso me dar esperanças, não posso me iludir, não posso fraquejar! Tenho que prosseguir com a minha decisão covarde, apenas isso.

Sendo assim, me obrigo a relaxar um pouco, pigarreio e me corrijo:

— Digo... É hora de dar um passeio, gafanhoto.

Imediatamente, Loki endireita a postura, me analisa com desconfiança e questiona:

— Um passeio? Como assim? Do que você está falando? — antes que eu possa pensar no que responder, ele arqueia as sobrancelhas e supõe: — Por acaso, isso tem alguma coisa a ver com o bracelete? — e então conclui com ironia: — Com mais alguma das suas lições geniais?

— Sim. — respondo meio no susto. Porém, percebendo que não fui muito convincente, articulo melhor: — Eu tive uma ideia que pode, finalmente, te livrar do bracelete. É isso. — como Loki ainda parece pouco convencido e um tanto desconfiado, resolvo ser ainda mais covarde e minto na maior cara de pau: — É sério, gafanhoto. Tudo o que você tem que fazer é confiar em mim e vir comigo. Vai dar certo. Desta vez, vai dar certo. Você vai ver.

Se minha avó estivesse aqui, com certeza, ela iria puxar a minha orelha por estar mentindo deste jeito. Mas, o que posso fazer? É a única forma de convencer o Deus da Trapaça a vir comigo. Mentindo para ele, já que duvido muito que Loki iria concordar com isso, se eu lhe contasse a verdade. E a verdade é que eu vou abandoná-lo naquela fazenda. Me julguem, mas não tem outro jeito. Será melhor assim.

Por fim, o deus asgardiano assente com um discreto meneio de cabeça, mas, para minha surpresa, não parece muito animado com a ideia de se libertar do bracelete.

Será que estou imaginando coisas? Será que Loki não quer mais voltar para Asgard? Ou será que apenas não acredita na minha ideia milagrosa e repentina?

Com certeza é a última opção, é claro. Loki está inseguro, já que todas as lições que o obriguei a cumprir não o levaram a lugar algum. É totalmente normal que o gafanhoto esteja hesitante agora. Mas, essa hesitação é apenas devido a certa incredulidade e desconfiança. Nada mais.

Pensando assim e disposta a ir até o fim com o plano desesperado de me livrar do deus trapaceiro que virou a minha vida de cabeça para baixo, sorrio levemente, passo por ele, caminhando na direção da porta, e oriento:

— Sigam-me os bons! — percebendo como tal frase soou contraditória, detenho o passo, olho para trás e corrijo: — Digo... O malvado. — abro a porta e concluo antes de sair do meu cafofo: — Você, chuchu.

Tensa, caminho até o elevador e aperto o botão para chamá-lo. Evito olhar para trás, mas ouço os passos do gafanhoto asgardiano quando ele cruza a porta e a fecha devagar. Respiro fundo, quando ele para ao meu lado e me olha de soslaio por um breve instante.

Que bom. Consegui convencê-lo, afinal. O pior já passou. E agora não tem mais volta.

Algum tempo depois

Faz uma hora que deixamos Nova York para trás e meu possante segue por uma rodovia interestadual em direção a Pensilvânia. E agora o meu plano genial não parece mais tão genial assim, afinal, a fazenda de minha avó fica no interior do Texas. Ou seja? A quilômetros e mais quilômetros daqui. Serão dias de viagem, cruzando vários estados até finalmente chegar em Far Far Away.

Como farei quando o gafanhoto asgardiano ao meu lado se cansar da viagem? Como farei quando eu me cansar da viagem? Não posso parar, não posso voltar atrás e também não posso pegar um avião até lá, já que Loki não tem documentos deste Reino e acabaria sendo preso, se alguém o reconhecesse no aeroporto. Então, como farei?

Estou perdida, não pensei nos detalhes, sou uma anta. Meu plano genial é um péssimo plano, mas é tarde demais para pensar em algo melhor, então decido seguir viagem até onde der ou até quando o Deus da Trapaça se encher.

— Para onde nós estamos indo, afinal? — ele questiona, me despertando de tais pensamentos.

Pelo retrovisor, o vejo com o braço apoiado na janela e uma expressão entediada em seu rosto. Resumindo, a viagem mal começou e Loki já está ficando de saco cheio e com cara de limão azedo. Que ótimo...

— Você vai ver. — respondo do jeito mais natural que consigo, lhe lançando um sorriso falso.

Pela segunda vez hoje, sinto como se eu estivesse prestes a abandonar um animal de estimação. Um cachorrinho inocente. A culpa me consome.

Não, não e não! Loki não é um cachorrinho inocente! Ele está mais para um gato traiçoeiro e muito do folgado! Isso sim!

É o que estou repetindo para mim mesma, numa tentativa nula de me sentir melhor com esta situação, quando o infeliz volta a se manifestar:

— E como você pretende resolver o meu problema com este bracelete? Eu estou curioso, midgardiana. Qual é o plano?

Engulo em seco e, com os olhos fixos na deserta rodovia, desconverso:

— Você vai ver.

Sinto a impaciência de Loki emanar de seu corpo e chegar até mim, mas me mantenho firme e indiferente.

Acelero um pouco e, quando menos espero, o dito cujo resolve começar outro assunto:

— Por que há tantas imagens daquela senhora midgardiana no seu apartamento? Quem é ela?

Não acredito que Loki tocou no assunto proibido. Como se não bastasse os Vingadores — exceto meu ex-futuro marido e Capitão América — terem desenterrado o meu trauma, agora este infeliz resolveu demonstrar interesse pela minha vida também?

Sempre tive medo que Loki fizesse perguntas deste tipo. Sempre tive medo que, de alguma forma, ele descobrisse a minha fraqueza e usasse isso para me atingir. Por isso eu fiquei tão apavorada, quando deixei escapar que já fiz terapia. Por isso respiro fundo, esperando a dor e a culpa me consumirem, como sempre acontecesse quando alguém resolve perguntar sobre a minha avó ou minhas origens de uma forma geral.

No entanto, para minha surpresa, não me sinto incomodada com a pergunta de Loki. E, por mais que eu odeie isso, acho que não me incomodo porque é justamente ele que está perguntando.

De certa forma, sinto que o gafanhoto asgardiano é a única criatura no mundo — ou melhor, nos Nove Reinos — capaz de me entender. Afinal, eu me culpo pela morte de minha avó, Loki se culpa pela morte da Rainha Frigga, sua mãe adotiva. Eu não conheci minha mãe biológica, Loki também não conheceu a dele. O seu pai não era flor que se cheire, e o meu... Bem, o meu pai abandonou a minha mãe grávida, então com certeza, também não era um bom exemplo de alienígena.

Resumindo, eu e Loki somos parecidos. Nossas histórias são parecidas. Nossas fraquezas também.

Pensando nisso, me ouço respondendo quase automaticamente:

— Ela era minha avó. Susan Mills. Ela me criou, mas está morta agora.

A dor pela morte de minha avó ainda reside em mim. E acho que sempre estará aqui. Porém, não sinto mais como se eu estivesse me afogando ao falar sobre ela. E é a primeira vez, em três anos, que admito em voz alta que ela se foi. Minha terapeuta não conseguiu fazer com que eu me abrisse assim. Por que Loki consegue?

Por falar no dito cujo, ele parece um tanto surpreso por eu ter respondido a sua pergunta — mesmo porque é algo bem pessoal — e visivelmente curioso, prossegue com o interrogatório:

— E os seus pais? O que houve com eles?

Novamente, a resposta sai com facilidade de minha garganta:

— Eu não conheci a minha mãe, ela morreu durante o meu parto. Já o meu pai... Bem, eu também não o conheci. E não faço ideia de quem ele seja. — surpresa comigo mesma, e me sentindo estranhamente leve, completo: — Tudo o que eu sei é algo que minha avó me disse, antes de morrer. — e, sentindo que o gafanhoto vai perguntar, simplesmente me adianto: — Ela disse que o meu pai não era daqui.

Um longo momento de silêncio se segue, enquanto me pergunto o que deu em mim para revelar até este último detalhe sobre o assunto proibido para Loki.

Por que eu estou contando essas coisas, afinal? Por que estou me abrindo com ele? Por que justo com ele? E por que Loki está perguntando? Por que quer saber? Será que se importa com a minha vida? Ou será que quer apenas descobrir as minhas fraquezas e realmente usar isso contra mim?

Se for isso, eu acabei de facilitar o seu trabalho. Mas, no fim, o gafanhoto não poderá fazer muita coisa, já que pretendo abandoná-lo em algum lugar nas próximas horas. Ou nos próximos minutos, talvez. É pouco provável que eu consiga levá-lo até a fazenda mesmo.

Sinto meu coração apertado ao me lembrar disso, do meu plano covarde de desistir da missão e me afastar do gafanhoto asgardiano definitivamente.

Todavia, isso perde a importância, quando olho pelo retrovisor e vejo que o Deus da Trapaça está pensativo demais e com um olhar intrigado no horizonte.

— O que foi? — pergunto, querendo entender por que ele está assim.

Loki demora para se manifestar, e quando o faz, está com uma expressão ainda mais intrigada e distante:

— Sua história... Soa familiar para mim. — franzo o cenho e olho para ele, que conclui me encarando de volta: — É como se eu já tivesse ouvido algo assim antes.

What? Loki de Asgard já ouviu a minha história antes? Como? Como assim? Por acaso, lançaram uma biografia de Olivia Mills sem a minha devida autorização? Ele está falando sério? Ou me manipulando de alguma forma? Loki pode saber quem é o meu pai biológico? E como Thor não?

Estou me perguntando tudo isso, e completamente alheia a estrada a minha frente, quando o deus trapaceiro olha para o bracelete em seu pulso e reflete:

— Certamente, isso explica a sua imunidade a esta coisa.

Dois minutos de conversa, poucas palavras ditas e Loki já matou a charada? Ele já concluiu que o meu pai não era ou não é de Midgard e que por isso o bracelete não tem efeito sobre mim? Porque eu não sou totalmente midgardiana?

Então, como eu demorei tanto tempo para entender o que minha avó quis dizer? E como eu poderia, se nem ela mesma entendia o que havia me dito?

E o que diabos o Deus da Trapaça quis dizer com minha história ter soado familiar para ele? Familiar como? Será que meu pai era um Gigante de Gelo também? Ai Jesus! Será que eu tenho algum parentesco com o gafanhoto??? Será que eu vou ficar azul em algum momento da minha reles existência???

Pensando em sondar, mantenho a calma e me faço de desentendida:

— Por acaso você está insinuando que o meu pai biológico não é deste planeta?

Devo ter soado muito artificial, já que Loki me encara com uma desconfiança palpável e rebate firme:

— Você não parece muito surpresa com a ideia. Por acaso, você já sabia disso?

Abro a boca para me defender, mas as palavras não saem. Rio sem graça, gaguejo um pouco, e finalmente consigo dizer algo:

— Eu? Claro que não! Como eu poderia saber?

Rio de novo, de um jeito nervoso, e me xingo mentalmente por estar mentindo tão mal. Pela cara do gafanhoto nota-se que eu não fui um pingo convincente.

Me sinto nervosa e tensa com isso mas, ao mesmo tempo, não dou a mínima. A única coisa que importa é que eu quero saber o que ele sabe sobre o meu pai. Aliás, será que Loki sabe alguma coisa mesmo ou está só brincando comigo?

Estou pronta para pagar para ver e aprofundar o assunto, quando o dito cujo olha rapidamente para a estrada e avisa tranquilamente:

— Tem um animal desprezível logo a frente.

Demoro alguns segundos para entender o que Loki disse, até que finalmente volto a olhar para a frente. Ao fazer isso, avisto um viado todo serelepe atravessando a rodovia tranquilamente.

Atônita e com muito medo de ceifar uma vida inocente, arregalo os olhos, desvio bruscamente do bicho e exclamo:

— Mama mia!

Os pneus cantam na estrada e o carro sacode violentamente, até se estabilizar de novo, alguns metros adiante.

Em seguida, olho pelo retrovisor e observo o viado. Completamente ileso e feliz. Ufa! Esse nasceu de novo.

Ainda estou me recuperando do susto, quando o deus trapaceiro insinua:

— Agora sim você pareceu surpresa.

Sei que Loki está desconfiado de que eu já sabia a origem do meu pai e se perguntando o motivo para eu estar fingindo que não, mas eu não me importo com o que ele está pensando. Preciso descobrir o que o gafanhoto sabe sobre este assunto e, por isso, intimo:

— O que você sabe sobre o meu pai?

Ao invés de me responder, o Deus da Trapaça rebate com outra pergunta, retomando um assunto que eu pensei que ele tinha deixado para lá:

— Para onde você está me levando, Olivia?

Estremeço diante da frieza em sua voz, mas me encho de coragem e insisto:

— Eu te fiz uma pergunta.

— Eu também fiz. — ele devolve no mesmo tom. — E se você quer que eu responda a sua, eu sugiro que responda a minha primeiro. — completa de um jeito cínico, inclinando um pouco a cabeça.

Desgraçado...

O que Loki está planejando com isso? Ele sabe alguma coisa ou não? E por que está tão desconfiado? Por que está sempre desconfiado de alguma coisa? Sempre me enchendo de perguntas e mais perguntas... Por quê? Por que parece que matou outra charada? Ou que está prestes a fazer isso?

Sem conseguir responder tais questões e disposta a não dar o braço a torcer, fecho a cara, fazendo um bico do tamanho da Via Láctea, e me concentro na estrada.

Acelero, decidida a deixar esta mala sem alça asgardiana na próxima cidadezinha por onde passarmos. Sem remorso. Eu acho.

No entanto, para minha surpresa, o gafanhoto ordena simplesmente:

— Pare este veículo rudimentar.

— O quê...? — balbucio confusa.

Então, ele repete sem qualquer paciência, mas ainda assim, frio e controlado:

— Eu disse para você parar este veículo rudimentar. Agora mesmo, Olivia.

Eu até poderia retrucar e seguir viagem como se nada tivesse acontecido, mas ouví-lo dizendo o meu nome assim, tão P da vida, me desconcerta um pouco — muito — e quando dou por mim, já estou desacelerando e parando no acostamento.

Assim que desligo o meu possante, me volto para Loki, disposta a insistir no assunto sobre o meu pai misterioso. Mas, o traste simplesmente me ignora, sai do carro e bate a porta com força, me causando um sobressalto. E um arrepio também.

Me julguem, mas ver Loki assim, com raiva e tentando manter o controle, e ainda por cima todo mandão, está mexendo comigo de um jeito engraçado. E impróprio. Até me esqueço do assunto envolvendo o meu pai biológico. Talvez o gafanhoto não saiba de nada e só estava me provocando.

Do carro, o observo andando de um lado para o outro no acostamento. E é impossível não me lembrar de uma situação semelhante, quando Loki despencou do céu numa noite chuvosa e ficou andando feito barata tonta em uma avenida de Nova York. Diante de mim, como agora.

É impossível não rir um pouco, ao ver isso acontecendo de novo. Parece até que eu e o gafanhoto estamos andando em círculos desde que nos conhecemos. Ou quem sabe tenhamos chegado ao final da linha? Sim, é o mais provável.

Desmancho meu sorriso ao constatar isso e penso em ir embora. É a oportunidade perfeita para concluir o meu plano covarde. Posso deixar o deus trapaceiro bem aqui e voltar para Nova York, como se nunca tivesse topado com ele. Finalmente, posso deixá-lo para trás. Deixar tudo isso para trás. Simples assim.

No entanto, apesar de ser a oportunidade ideal, de repente, me lembro da minha avó, me dizendo para enfrentar os meus medos e elogiando a minha coragem quando eu os vencia. Me lembro dos Vingadores também e da ideia que eles tem de mim, de que eu sou uma pessoa corajosa. E, por fim, me convenço de que sim, eu sou mesmo corajosa. E sendo corajosa, eu não posso fugir. E não vou.

Em questão de segundos, tudo o que eu havia planejado até aqui desmorona completamente, perde a importância e a razão de ser, me fazendo me sentir estranhamente livre, forte e, ao mesmo tempo, pequena e frágil. Me sinto viva de novo. Como há muito tempo eu não me sentia. E eu sei por que. Ou melhor, eu sei por quem eu estou me sentindo viva de novo.

Não tenho ideia do que estou planejando, mas decidida a não fugir mais, abro a porta e saio do meu possante também.

Com o coração incrivelmente acelerado, dou alguns passos em direção ao Deus da Trapaça, mas paro no meio do caminho, quando ele se volta para mim e me acusa duramente:

— Se você queria que eu fosse embora, era só ter pedido, midgardiana desprezível! É por isso que você está me contando essas coisas, não é? Por isso que está tentando arrancar informações de mim? Porque não tem mais nada a perder, porque não fará diferença, quando você voltar para aquela cidade desprezível sozinha, certo?

E lá vamos nós... Digo, então era isso? Loki matou a charada mais uma vez? Ele percebeu o que eu tinha em mente e agora está possesso com isso? Legal. Só que não.

E não, não foi por isso que eu me abri com ele. Espero que, no fundo e de alguma forma, Loki saiba que não foi por isso.

Me sentindo envergonhada e arrependida por ter cogitado desistir dele e sem saber como consertar essa situação, resolvo dizer a primeira coisa que me vem à cabeça:

— Se eu tivesse pedido, você teria ido embora?

Loki me encara por tempo demais, depois desvia do meu olhar e resmunga com uma raiva contida:

— É claro que sim. Ou você acha que eu faço questão de viver naquele cubículo com você? Me sujeitando a suas ideias malucas que não me ajudaram em nada?

Em seguida, Loki me dá as costas e se afasta a passos largos. Deduzo que ele está decidido a ir embora, mesmo não tendo para onde ir. E isso me deixa inevitavelmente... Triste. Não quero que ele vá, afinal. Me julguem.

— Mentiroso! — grito, cruzando os braços contra o peito.

Quase no mesmo instante, Loki detém o passo. Lentamente, ele se vira e me encara de um jeito confuso e feroz ao mesmo tempo. Com certeza, não gostou do meigo adjetivo que usei para me referir a ele.

Sendo assim, resolvo explicar:

— Eu sei quando alguém mente para mim, gafanhoto. A pessoa não me olha nos olhos, sabe? Lição aprendida com a minha avó e nunca esquecida.

Um longo momento de silêncio se passa, sendo cortado apenas pelo vento contínuo que passa pela estrada. Eu e Loki estamos no meio do nada e nenhum veículo passou por nós até agora.

Me sinto estranha, mas profundamente viva. E nervosa, quando o dito cujo começa a se reaproximar devagar.

Quando Loki para diante de mim, me obrigo a voltar a respirar e o ouço como se estivesse hipnotizada pelo seu sotaque divo:

— Então me diga por que, Olivia. Por que você ia me mandar embora? Por que agora?

Vixe Maria! Agora ele me pegou. Não posso desviar do seu olhar, não posso mentir. Não tenho saída. Tenho que dizer a verdade. Nada mais que a verdade. Tenho que ser corajosa.

Então, engulo em seco, permito que a coragem fale mais alto do que o medo dentro de mim e, hesitando em alguns momentos por puro nervosismo, mas sem desviar dos seus olhos verdinhos nem por um instante, despejo tudo o que está dentro de mim:

— Porque... Porque eu não sei mais como te ajudar, gafanhoto. Porque... Às vezes, eu não sei como ajudar a mim mesma. Porque assim como você, eu também sou um caso perdido. Eu sou imperfeita, como você é imperfeito. E porque, por mais que eu tente ser corajosa cem por cento do tempo, às vezes... Você me assusta. O que eu... Sinto me assusta. Então eu fujo. Por isso eu ia te deixar para trás, porque eu estava fugindo.

O silêncio se instala, enquanto eu e o traste asgardiano nos encaramos. Minha respiração está entrecortada, minha pulsação mais acelerada do que nunca, minhas pernas um tanto dormentes e tudo o que eu quero neste momento é que Loki pare de me torturar com esse silêncio sufocante.

Socorro! Preciso que ele me diga alguma coisa. Qualquer coisa. Pode ser até uma receita de bolo, que eu estou aceitando de bom grado.

— Fugindo do quê? — ele finalmente se manifesta com um interesse palpável. Será que Loki gostou do que ouviu? — O que você sente, midgardiana, que te assusta tanto? — pressiona, dando mais um passo à frente, parando bem diante de mim e me encarando com aqueles olhos... Intensos.

— Eu não sei dizer com palavras. — respondo simplesmente, tentando não pensar na onda de nervosismo dentro de mim, tentando domá-la. Sem sucesso. — Não depois de tantos relacionamentos fracassados. Me julgue. — completo, mesmo sendo difícil para mim admitir isso em voz alta. Ainda mais para ele.

Após mais um momento de silêncio, um sorriso displicente surge no rosto do trapaceiro e ele me desafia:

— Então mostre.

Hein? Cuma? Como é que é?

Não basta ter aberto o meu coraçãozinho midgardiano com a cara e a coragem para este traste, e agora ele quer que eu demonstre o que eu sinto? Em outras palavras, Loki está me pedindo mesmo o que eu estou pensando?

Não. Não posso facilitar as coisas assim para este gafanhoto abusado, safado e metido! Tenho que, no mínimo, saber se sou correspondida ou não. Tenho que ter certeza que Loki não está apenas se divertindo às minhas custas, me dando corda, para depois sambar em cima do meu coração. E querendo descobrir isso, devolvo o desafio:

— Me mostre, você.

Sinto que peguei Loki de surpresa, mas claro que ele disfarça rapidamente, solta uma risada sonsa e desvia do meu olhar, como alguém que diz "vai sonhando, baby."

Apesar disso, não me deixo abater. Ao contrário, me encho de coragem, lhe lanço um sorriso desdenhoso, dou de ombros, me viro e me afasto dizendo:

— Tudo bem. Quem perde é você, chuchu.

Sentindo um vazio surgir e se alastrar dentro de mim, caminho na direção do carro. Mas, não chego até ele, já que, contrariando todas as probabilidades do universo, o Deus da Trapaça vem atrás de mim.

Me surpreendo, quando o dito cujo segura o meu braço, me volto imediatamente em sua direção e, sem graça com a súbita proximidade entre nós, que se torna menor a cada instante, murmuro atrapalhada:

— Opa... Oi? Tudo bem? Você vem sempre aqui?

Loki não diz nada. Apenas se aproxima mais e mais, me fazendo andar aos tropeços para trás, até que não tenho mais para onde ir, já que esbarro no meu possante.

Engulo em seco e fico extremamente ansiosa, quando percebo o olhar do gafanhoto asgardiano recair em minha boca. Sem perceber, olho para os lábios dele também. E aquela vontade que eu senti de beijá-lo volta com força total e mais irresistível do que nunca.

Volto a fitá-lo nos olhos, no instante em que ele faz o mesmo em relação a mim.

— Você é uma midgardiana muito abusada. — Loki fala com aquele maldito sotaque que me deixa, inevitavelmente, arrepiada.

Eu estou perdida. Eu me apaixonei pelo vilão da história, quase enlouqueci ao me dar conta disso e, neste momento, não estou dando a mínima. Tudo o que quero é beijá-lo. Tudo o que quero é que ele me beije.

Desejando isso mais do que qualquer outra coisa na vida, o provoco:

— São seus olhos, Loki de Asgard.

É a última coisa que falo. Na sequência, sou silenciada por seus lábios e fecho os olhos instintivamente, sentindo suas mãos firmes em meu rosto, como se Loki quisesse tomar posse de mim. Como se estivesse com raiva por ter cedido e, ao mesmo tempo, feliz por ter cedido. Como se estivesse tão vivo quanto eu e tivesse se dado conta disso. Como se sentisse o mesmo que eu.

Me chamem de maluca, mas, neste momento, me sinto plenamente correspondida.

Por um momento, eu até me lembro de quem Loki é, das coisas que ele já fez e de que eu deveria afastá-lo. Repudiá-lo. Porém, tudo o que faço é me lembrar de quem eu sou, das coisas que eu também já fiz e simplesmente passo meus braços em volta do seu pescoço, deixando nossos corpos mais próximos e nossos rostos tão colados que mal consigo respirar direito.

E é como ser atingida por uma onda, sabe? Um tsunami, na verdade. Um tsunami cheio de energia e força que me atinge e me percorre por completo. Essa é a sensação da boca de Loki na minha. Dos seus lábios envolvendo os meus. E de sua língua travessa me explorando com uma intensidade que me assusta um pouco. Só um pouco. Logo me acostumo e me entrego. Logo me perco. Logo me acho.

Pergunta valendo um milhão de dólares! Como eu não ataquei esse trapaceiro irresistível antes? Sério. Como não banquei a piriguete para cima dele? Que burra! Dá zero pra mim.

O jeito é recuperar o tempo perdido. Aqui e agora. Me esbaldar. E é o que faço, deixando-me levar de vez pelo que, bem ou mal, sinto por este traste.

E antes que alguém me pergunte sobre os sinos, faço questão de esclarecer: não ouço apenas eles, mas uma sinfonia completa e caótica de todos os instrumentos musicais e objetos ruidosos que existem. E até os que ainda serão inventados. Todos juntos em uma música irreproduzível no mundo real e de arrepiar cada terminação nervosa do meu corpo.

Antes que alguém me pergunte sobre as borboletas no estômago, faço questão de esclarecer também: tem um bando delas batendo suas asas coloridas dentro de mim. Não só no meu estômago, mas na minha alma inteira e no meu coração, mais acelerado do que nunca. E as danadinhas não estão sozinhas. Libélulas, esperanças, grilos e até gafanhotos se juntaram a festa também.

E antes que alguém me pergunte sobre o beijo em si, tenho que confidenciar algo bem curioso: Loki tem gosto de algodão doce. E eu amo algodão doce. Sempre me deixa com vontade de quero mais.

Por isso, o beijo sem culpa, sem pudor, sem pressa e com pressa. O beijo simplesmente e sou beijada de volta com a mesma intensidade.

Ainda não acredito que este serzinho petulante é mesmo o meu par perfeito, mas, agora sei que ficaria completamente desapontada, se ele não fosse.

Achei a minha tampa. Não sou uma frigideira, afinal. Rá!

Quando, infelizmente, cessamos o beijo e nossos rostos se afastam alguns milímetros, procuro recuperar o fôlego, mas permaneço de olhos fechados, pensando nas sensações que ainda reverberam por meu corpo.

Sinto que estou sorrindo de leve. Sim, devo estar sorrindo.

E eu não sei ao certo o que planejava dizer neste momento — provavelmente "Mama mia" — mas as palavras morrem em minha garganta, quando ouço um crek. Sim, um crek. Um ruído metálico de algo se abrindo, se partindo, se separando.

Abro os olhos ao mesmo tempo em que o Deus da Trapaça faz isso e ambos trocamos um rápido e confuso olhar, antes de nos concentrarmos em outra direção. Na direção do bracelete.

Então, Loki se afasta um pouco, ergue o braço na frente do corpo, entre nós, e ambos assistimos o bracelete brilhando intensamente em várias matizes coloridas, se abrindo por completo, desencadeando mais e mais creks, se desintegrando pouco a pouco e evaporando no ar, como num passe de mágica. Como a imagem de Frigga desaparecendo diante do gafanhoto, há alguns dias, na minha sala.

Não sei como aconteceu, mas estou atônita demais para tentar entender como o Deus da Trapaça se livrou do bracelete neste exato momento. Ele deveria se tornar minimamente digno para tal, certo? Então, como? O que aconteceu? O que mudou a ponto de desencadear essa reação da joia mágica feita por Frigga? Loki mudou?

Confusa e surpresa, procuro pelo seu olhar e o encontro no mesmo instante. E, enquanto nos encaramos em silêncio, eu só consigo pensar em uma coisa. Que agora o deus trapaceiro está livre. Livre para voltar a ser ele em toda a sua glória. Livre para voltar para Asgard. Como ele sempre quis.

De repente, ouço um trovão estrondoso, que se propaga rapidamente pelo ar em torno de nós. Percebo que o tempo está fechando rápido também, mas, sei muito bem que não é uma tempestade chegando. É alguém a caminho.

Thor está vindo. A missão realmente acabou.

Notas finais
E então? Valeu a pena esperar pelo beijo Lokivia???? Gostaram??? Surtaram???? Suspiraram???? Preciso dizer que eu amei escrever este capítulo e principalmente esta parte da beijoca??????? Eu ameiiiiiiii!!!! Aleluia!!!!! Eles beijaram!!!! E-L-E-S B-E-I-J-A-R-A-M!!! Aeeeeeehhhhh!!!! Gostaram do "novo personagem Crek?" kkkkkkkk Sorry por ter mentido nas notinhas iniciais, mas fiquei com medo de vocês matarem a charada antes da hora. Me julguem! Well, algumas leitoras tinham palpitado que quando rolasse o beijo, talvez Lokito finalmente fosse se livrar do bracelete, que o amor iria mudá-lo etc. Bem, vocês acertaram. Este era o meu plano desde o começo. E foi por isso que o primeiro beijo teve que demorar, teve que ser assim, neste momento da história, desta forma. Dizem que um beijo de amor verdadeiro cura qualquer maldição (Once upon a time feelings...) e foi isso que eu quis mostrar aqui. Mas, na ideia inicial da fic, não ia ter beijo. Oi? Pois é, ia ser um quase beijo. E mesmo assim, Lokito ia se livrar do bracelete porque o love iria tocar seu heart. E embora a Olivia tenha ficado boiando e se perguntando por que o gafanhoto se libertou da joia de dona Frigga, lá no fundo ela sabe o motivo. Olivia só está negoçada com o beijo e com o lance do bracelete evaporar justo agora (tipo, muitas coisinhas para processar), mas já já a ficha cai. Tanto para ela, quanto para o deus trapaceiro. Por falar nisso, gostaram do papo entre ele e a Olivia sobre as origens da moçoila? Será que Loki tem alguma ideia de quem é o pai da midgardiana? Gostaram da Olivia abrindo o seu coraçãozinho para Loki, tanto em relação a avó, ao papi, quanto em relação aos sentimentos? Ah! Conforme a Olivia disse aí, esse lance de falar com todas as letras "Te amo, estou completamente apaixonada por usted, muchacho" não é com ela. Nem com o Lokito que eu, honestamente, não consigo imaginar se declarando abertamente. Maaaaaaas, do jeito deles, os dois mostraram o que sentem e voltarão a mostrar ao longo da fic. Ao longo da fic... Isso me lembra que nós já passamos da metade da história. Pelas minhas estimativas, TD deverá ter uns 40 capítulos. Porém, como eu me empolgo às vezes, nunca se sabe... Quem sabe os 40 virem 45 capítulos? Who knows? Tem tanta coisa ainda para desenvolver. E quando eu comecei a escrever, pensei que seriam 15 capítulos kkkkkkk e que seria uma única temporada. Mas ultimamente, já tenho pensado nas sementinhas que poderei plantar para uma segunda season. Não surtem, é só uma ideia por enquanto kkkkkkk Bem, voltando ao capítulo de hoje, e este finalzinho aí? Thor is coming e Loki está livre para zarpar para Asgard. Será que ele ainda quer voltar para lá? Será que ele vai? Sozinho ou acompanhado? Oi? Ahhhhhh a Olivia ouviu os sinos (e uma pá de outras coisas kkkkk), ela sentiu as borboletas (gafanhotos e afins kkkkkk), Lokito tem gosto de algodão doce!!! Gostaram das sensações que ela teve e do beijo em si???? Já falei que eu amei escrever esta parte??? Ah! Por falar nisso, eu meio que imaginei este momento ao som de Give me love do menino Ed Sheeran. Mais por conta da melodia e do refrão, porque o resto da letra, acho que não se aplica muito a Lokivia. Bem, depois deste capítulo, nada mais justo que o próximo seja narrado por Lokito, não? Sim, vem mais um POV gafanhoto por aí e será outro capítulo bombástico e cheio de emoções! Desculpem por ter mentido para algumas pessoas, dizendo que o beijo não seria neste capítulo, desculpem por ter enrolado um tiquin, desculpem por qualquer coisa, mas espero que tenha valido a pena no final das contas eheheheh Outros beijos virão... E um tiquin de pegação saliente também. Oi? Sim, digamos que em algum momento, o clima entre Lokivia vai ficar mais hot. Enfim. Reviews? Beijos de luz e inté mais! PS: Querendo conferir pequenos trechos do próximo capítulo... Twitter: @Priniscinislais. Postarei ao longo da semana que vem.