Transgressões

3 Perturbação


Notas iniciais
Olá pessoal! Mais um capítulo de Transgressões para vocês Quero agradecer à Claray por ter comentado no último capítulo. Muitíssimo obrigado ^.^

PERTURBAÇÃO

As árvores viçosas tinham os galhos a balançar pela brisa úmida e morna que passava pelo local. Algumas folhas se soltavam de seus galhos e passavam a dançar ao vento na companhia das pétalas alvas que se desprendiam das flores que a árvore possuía. Um rio cristalino passava pelo local dando sua contribuição ao espetáculo da natureza com o som das águas. Um bando de borboletas de todas as cores atravessavam o lugar em revoada. O aroma do local era inebriante, uma mistura de terra molhada com o perfume doce das flores.

Com um vestido alvo e esvoaçante, uma donzela de pele clara e cabelos áureos completa a paisagem com sua notável beleza e pureza. Ela dançava e rodopiava pela campina enquanto era acompanhada por um bando de pássaros que cantavam a mais perfeita sinfonia natural. Ela olhou ao seu redor encantada e encontrou um par de olhos castanho-claros, como avelãs, a encarando. Seus olhos azuis e límpidos se fixaram no seu admirador. A donzela ajeitou a coroa de lírios em suas madeixas douradas e caminhou-se ao mancebo que trajava calças largas e brancas e um colete de couro escuro. Ele estava descalço, sentado em uma rocha recostado à uma árvore.

Assim que ela o notou, Kennedy abriu um largo sorriso e Jessika repetiu o gesto. Ela estendeu sua mão macia e delicada e ele enlaçou seus dedos nos finos dedos dela. O rapaz levantou-se e a seguiu por uma estradinha que ele não notara até então. Aos poucos estavam ambos correndo por entre a relva alta e úmida, dando gargalhadas prazerosas sem motivo algum durante o caminho.

Eles pararam abruptamente e Kennedy ergueu seu olhar para o castelo imponente guardado por muralhas gigantescas com várias guaritas por onde passavam guardas equipados de armaduras reluzentes e espadas longas. A moça acenou para um deles e este imediatamente deu um comando. Uma pesada ponte levadiça começou a descer assim que se pôde ouvir o tintilar das grossas correntes se movimentando. Acompanhando a loira, o rapaz não pode deixar de notar o profundo fosso que protegia o local.

A loira conduz o rapaz até um jardim tão paradisíaco quanto a campina em que estavam. A água jorrava de uma escultura de ninfa numa fonte magnífica. Os mais variados tipos de árvores e flores rodeavam o local e alguns animais eram vistos passando celeremente por ali como algumas lebres e rouxinóis. Jessika o conduziu até uma cadeira e o fez sentar.

— Quero que você conheça o meu pai – ela disse sorridente e o rapaz apenas aquiesceu — Não saia daí – a loira piscou para ele e saiu.

Algum tempo após a saída da moça, um vento gélido e ominoso soprou por todo o espaço causando muitos calafrios no jovem. De repente, a grama se torna seca, frágil e amarronzada, as árvores perdem todas as suas folhas e sua vida. Nuvens negras cobrem o céu deixando tudo mergulhado na penumbra. Os animais fogem apressados aos guinchos de terror e Kennedy fica assustado. Ao tentar se levantar da cadeira, grossos cipós e heras se enrolam sobre seu corpo o prendendo ao encosto da cadeira desconfortavelmente.

Um homem com absurdos três metros de altura e de estrutura corporal musculosa surgiu com uma longa capa negra que cobria quase todo o corpo. Os braços pálidos de veias azuis visíveis traziam um florete prateado afiadíssimo e um chicote feito de vinhas negras e longos espinhos nas largas mãos.

Uma mistura de aromas invadiu as narinas de Kennedy. Algo misto entre terra molhada e esgoto. O ar tornou-se rarefeito e o rapaz sentia o ar lhe faltar. Grossas gotas de chuva negra caíam no céu e encharcavam o rapaz. Ele esticou a língua para tentar reverter a sede que sentia, mas a água era ácida e amarga e lhe causou náuseas e irritações. Após este curto momento de distração, Kennedy voltou a sua atenção para o gigante que até então estava parado. O chão tremia e rachava a cada passo que o homem dava. Kennedy não conseguia ver o rosto dele, mas pôde reconhecer Jessika ao lado dele. Ela estava sem o brilho que apresentara anteriormente, seu vestido estava manchando do sangue rubro que caía do sorriso vermelho que ia de orelha à orelha e do corte que perpassava pela garganta. Seus braços e pernas também possuíam alguns talhos de onde escorria sangue, formando uma larga poça no chão.

À medida que o gigante se aproximava, as heras se agitavam ainda mais e pressionavam o corpo de Kenny com mais força. Um sorriso sinistro estava estampado na face do homem, mas, por mais, que tentasse Kennedy não conseguia ver seus olhos. Um estalido do chicote atingiu seu rosto e alguns dos espinhos ficaram presos em sua pele clara. Com um puxão, o chicote deixou o rosto de Kennedy que ficou com a face dilacerada. O sangue que pingou nos cipós parecia alimentá-los porque o aperto se tornou mais intenso e Kennedy podia sentir os ossos começarem a quebrar.

— Não se meta aonde não é chamado – a voz rouca e fantasmagórica de seu algoz ecoou em seus ouvidos. O hálito fétido deixou o rapaz ainda mais nauseado. O olhar vazio e opaco de Jessika foi a última coisa que viu antes de receber uma profunda estocada do florete em seu peito.

Um sonoro grito ecoou pela residência dos Aguilar despertando Cristina instantaneamente que correu assustada até a origem do grito, o quarto de seu filho. Abrindo a porta ruidosamente, Cristina foi até o filho que se revirava entre os lençóis preso em um pesadelo.

Com um chacoalhada forte o garoto desperta e para de gritar. Ele encara sua mãe assustada e com os olhos marejados que o abraça forte e o acalenta. O pai de Kennedy chegara ao quarto algum tempo depois da mulher e ficou observando a cena de perto. Renato ainda estava atordoado de sono.

— O que... O que aconteceu? – perguntou o jovem atordoado que não entendia o que estava acontecendo.

— Eu que te pergunto! – falou a mãe do garoto — Acordamos com você gritando.

— Está tudo bem com você? – perguntou o pai do menino que coçava a cabeça tentando entender o que acontecera ali.

Ele se soltou do abraço de sua mãe suavemente e se endireitou na cama. Tomou fôlego e tentou compassar a respiração. Ele percebeu o olhar de preocupação de seus pais e tentou dar um sorriso. Uma gota de suor frio escorreu pela sua nuca.

— Está tudo bem. Acho que só foi um pesadelo.

— Tem certeza que está tudo bem? – indagou a mãe que não se convenceu com a fala anterior do filho ­

— Alguma coisa vem te incomodando ultimamente? – o pai perguntou também.

— Só estou nervoso com o começo das aulas. Só isso. – o garoto suspirou. Ele se sentia culpado por mentir para os seus pais. Às vezes ele omitia detalhes que não julgava interessantes a eles, mas não costumava mentir. Mas, ele conhecia bem seus pais, eles eram muito preocupados com Kennedy e eles não ficariam satisfeitos até terem certeza que estava tudo bem com o filho.

Seu pai o olhou de um jeito desconfiado, mas levantou-se da cama e saiu. Sua mãe o abraçou mais uma vez e beijou sua testa fazendo um estalido alto.

— Levante-se logo ou vai se atrasar para o colégio. – sua mãe deu um sorriso enquanto limpava a umidade em seus olhos e se dirigiu à porta.

— Você não muda nunca – ele disse para a mãe antes que ela saísse.

Kennedy desvencilhou-se dos lençóis e se levantou com preguiça. Esticou todo o seu corpo e deu um longo bocejo. Ele foi para o banheiro, se despiu, ligou o chuveiro e deixou a água quente escorrer pelo seu corpo levando embora a lembrança daquele sonho perturbador. Assim que terminou seu banho, secou-se e vestiu uma cueca boxer vermelha, calça jeans surrada e uma blusa vermelha, hoje provavelmente seria a única ocasião que ele poderia ir sem uniforme para o Colégio Madre Teresa de Calcutá, um colégio católico e conservador e também um dos únicos particulares da cidade. Seu pai era professor de sociologia e história lá há um bom tempo então todo mundo o conhecia.

Colocou o caderno na sua mochila bege desgastada pelo uso e pelo tempo. Não achou que realmente fosse usar algum material escolar no primeiro dia de aula, mas sua professora de geografia fazia questão de “estrear” o caderno dos alunos. Calçou seus tênis rapidamente e desceu as escadas até a cozinha americana, sentou-se no banco alto e começou a encher sua caneca que estava em cima do balcão de granito com café e leite.

— Meu pai já saiu? – Kenny indagou enquanto passava manteiga em um pão francês.

— Sim – a mãe respondeu.

— Droga! Ele foi sem mim de novo. – ele falou com a boca cheia de pão.

— Não fale de boca cheia! – Cristina o repreendeu — Ele precisava conversar com a diretora sobre algum assunto do colégio.

Ele ia reclamar pelo fato de seu pai não ter esperado por ele, mas lembrou-se que deveria passar na casa de Jessika. Olhou para o relógio de parede e viu que se não se apressasse não chegaria no horário combinado com a vizinha. Ele mal mastigou o pão e o fez descer pela garganta com alguns goles apressados de café com leite que quase queimou sua boca.

— Quando você vai tirar aquelas tralhas do seu quarto? – sua mãe indagou visivelmente irritada com a situação a qual se referia.

— A gente resolve isso depois. Tchau mãe! – Kennedy saiu apressado rumo a mais um dia de aula.

— Mas o que deu nesse menino? – perguntou-se Cristina estranhando a atitude do garoto. Aquele dia começara estranho.

O garoto bateu o portão ruidosamente e atravessou a rua. Tocou a campainha estridente da casa esperando ver a nova vizinha. Ele estava animado para conhecê-la melhor e também curioso para checar os boatos que se espalhavam sobre a família alemã. A demora em responderem ao toque da campainha começou a deixar Kennedy nervoso, mas ele não quis ser incômodo e tocar novamente. Suas mãos começaram a suar e ele sentia o nervosismo aumentar por nenhuma razão aparente. A porta se abre e ele sentiu um alívio. Todavia, uma silhueta estranha surge pela porta.

Decepção: Ilusão perdida, desapontamento, malogro de uma esperança, desilusão. Estas palavras explicitavam o que ele sentia no momento em que surgiu um homem por aquela porta. Isso mesmo. Um homem, varão, macho, ser humano do sexo masculino ou qualquer descrição que queira atribuir. Ele era bem alto, forte, músculos ressaltados pela camisa justa, olhos azuis e cabelos loiros e parecia ter uns dezoito anos. Para quem esperava por uma garota bela, surgir uma espécie de versão masculina dela é algo bem estranho. Ele até se indagou se aquela era a casa certa, mas no fundo ele sabia que não estava errado porque tinha uma boa memória.

O loiro tinha um olhar mal encarado e Kennedy já ia ser virar para não ter que responder nenhuma pergunta constrangedora quando a pessoa que ele esperava surge detrás do mal-humorado e vai abrir o portão. Jessika estava usando uma blusa azul-bebê com um gato estampado e uma calça jeans escura que contrastava com a cor clara da blusa. O cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ela carregava uma mochila branca com desenhos florais. Kennedy olhou em seu relógio prateado. Ela chegara as seis e quarenta e cinco exatamente como haviam combinado.

— Guten morgen! — ela disse sorridente.

— Seja lá o que for isso, desejo o mesmo a você – ele respondeu brincalhão.

Ela deu uma risada e se explicou:

— Significa bom dia, em alemão.

— Bom dia. Desculpe a grosseria.

— Dante! Vem! – ela gritou para o rapaz que ainda estava vendo a cena entre os dois no portão.

— Quem é ele? – Kennedy perguntou assim que viu o loiro se aproximar.

— É o meu irmão mais velho. Normalmente ele iria de moto para o colégio, mas ele também não sabe o caminho. Falei para ele procurar onde fica a escola na internet, mas ele é implicante e teimoso e não fez isso só pra me contrariar. Depois decidiu vir conosco assim que soube que eu seria acompanhada por um rapaz.

— Ele parece bem... – Kennedy não encontrou nenhum adjetivo bom que ele usaria para definir sua primeira impressão do rapaz, mas quando o loiro se aproximou ele estendeu a mão amigavelmente — Oi, eu sou o Kennedy.

— Vamos, Jessika – ele falou com um sotaque bem mais carregado que o dela e ignorando Kennedy completamente. Kennedy recolheu a mão após ter sido “deixado no vácuo”.

Kennedy entendeu rapidamente que deveria mostrar o caminho e começou o percurso. O bairro deles era o mesmo da escola, então eles não levaram mais do que dez minutos para chegarem ao local. Não conversaram muito no caminho, por que os olhares ameaçadores de Dante deixaram Kennedy intimidado. O loiro parecia bem durão.

Ao ver a escola, um pensamento invadiu a cabeça do rapaz. Quando se está em período letivo, tudo o que você deseja é entrar em férias. Mas, quando você passa tempo de mais em férias – teoricamente não fazendo nada — , você quer voltar a estudar. Não era o que todo mundo achava, mas ele estava feliz por rever toda aquela gente e sair cumprimentando os conhecidos e os antigos colegas de classe.

Jessika estava aliviada por ela e seu irmão não serem os únicos novatos daquela escola. Pelo menos fora isso que Kennedy lhe dissera. Ele ia apontando para alguns poucos rostos novos que tinham na escola. Sem contar com os alunos recém-saídos do quinto ano para o sexto ano. No período matutino, o Colégio Madre Teresa de Calcutá recebia alunos do sexto ano até o ensino médio. Jessika reparou em como o colégio era extenso e o seu pátio era bem grande com alunos espalhados pelos bancos ali existentes entre os jardins numerosos e bem cuidados. A arquitetura local trazia claras marcas do período barroco. Ela se indagou se o colégio fora uma igreja algum dia devido às semelhanças existentes sem contar com as imagens de santos presentes pela instituição. Era bem diferente de seu colégio laico de arquitetura moderna na Alemanha.

— Nossa! Que novato gostoso! – gritou uma menina que usava fones de ouvido no volume máximo ao ver o novato alemão passar. A sentença deveria ter sido um cochicho entre as amigas, mas ela nem percebera que gritara aquilo para o colégio todo. Quando foi advertida disso, ela ficou vermelha e envergonhada. Jessika também ficaria se estivesse no lugar dela.

Graças a aquele comentário, ela e seu irmão se tornaram a nova atração. Todos olhavam para eles e comentavam sobre os dois. Dante encontrou um canto mais isolado e se escorou na parede com expressão de tédio. Ela olhou ao redor e encontrou Kennedy conversando com um rapaz alto de pele morena e olhos cor de mel. Jessika se controlou para não correr até lá. Ela gostou de já ter conhecido alguém naquele lugar. Isso a fazia não se sentir um completo “peixe fora d’água”. Ela sabia que Dante não queria que a “irmã fedelha” dele ficasse no seu pé.

— Então você é a vizinha bonitona do Kennedy! – o garoto moreno exclamou assim que Jessika se aproximou.

— Acho que sim. Obrigada pelo elogio – ela disse corando de vergonha.

Jessika notou o olhar de repreensão que seu vizinho mandou para o amigo.

— Pedro, esta é a Jessika. E Jessika, este é o meu melhor amigo Pedro.

Eles se cumprimentaram e Pedro ia voltar ao assunto que eles estavam conversando anteriormente se não ouvissem um ruído agudo e irritante vindo de um microfone. Todos se viraram na direção e encontraram uma freira idosa com um microfone na mão. Ela usava um hábito branco com duas listras azuis nas pontas semelhantes aos da Madre Teresa de Calcutá.

A senhora começou o seu discurso falando sobre a importância de mais um ano letivo, como o colégio estava com saudades dos seus alunos entre outros clichês que permeavam o seu discurso de todo ano. Os alunos começariam a ficar entediados se continuassem naquele ritmo, mas a freira foi breve. Depois a coordenadora deu boas vindas aos alunos e apresentou a equipe do colégio. Kennedy notou que havia um professor novo e reparou também o quanto Jessika e Pedro se deram bem. Mas isso já era de certa forma esperado considerando que ambos eram bem-humorados, só que Pedro era mais “cara-de-pau” e Jessika um pouco mais tímida.

—... Agora peço que vocês se dirijam à suas respectivas salas. Novatos, peçam ajudas aos veteranos e tenho certeza que eles os auxiliarão com maior prazer – falou a coordenadora.

— Foi bom te conhecer, Jessika – falou Pedro que puxou Kennedy em direção à sala deles, que era a mesma do ano passado pelo que dizia o cartaz colado na porta. Kennedy se sentiu mal por não acompanhar Jessika, mas viu que uma das veteranas a estava ajudando e ele se sentiu menos culpado.

— Caramba! Você nem deixou eu me despedir dela!

— Tenho altas tretas pra falar com você e tem que ser agora. Se for pelo telefone, você não presta atenção em nada!

“Ele vai jogar isso na minha cara até quando?” – pensou Kennedy.

— Eu já pedi desculpas!

Eles se sentaram em seus lugares costumeiros, próximo ao fundo da sala e Pedro começou a contar toda a sua conversa com Melanie enquanto Kenny rabiscava a última página do seu caderno. Constantemente ele pedia para que o amigo repetisse tudo que já tinha tido para ter certeza que estava prestando atenção. No final de toda a conversa, Kennedy suspirou por ter que falar sobre aquele assunto novamente.

— Cara, eu já disse a minha opinião sobre isso. Acho que você deve tentar com ela e pronto. Se ela realmente estiver afim, vai dar certo. Simples assim.

— Não é simples assim – debochou Pedro imitando a voz de Kennedy ­— Poxa, eu estou com um problema aqui e você nem está se importando. Só ficando riscando essa droga de papel.

Pedro estava irritado e Kennedy começou a ficar estressado também.

— Qual é?! – Kennedy exclamou enfurecido — O que mais você quer que eu diga? Como você deve falar com a Melanie? Você é o maior Don Juan!

Pedro fez menção de dar uma resposta, mas Kennedy continuou.

— Não é só você que tem problemas. Eu também estou perturbado com algumas coisas e você não está nem aí.

— Tipo? – Pedro arqueou uma das sobrancelhas.

— Eu tenho que descobrir quem matou a minha antiga vizinha, por exemplo. – Kennedy baixou o tom de voz enquanto olhava para os colegas temendo que ouvissem sua conversa. Pedro também baixou o tom de voz.

— Até a polícia já deixou isso pra lá. Deve ser coisa de gente poderosa. Do tipo com quem você não deve se intrometer.

— Eu sinto que tenho a obrigação de descobrir quem fez isso.

— Eu entendo que ela gostava de você, mas por que você não deixa isso pra lá? – Pedro tentou desencorajá-lo.

— Não é só isso. – disse Kennedy e ele se inclinou para mais perto do moreno e cochichou no ouvido do amigo: — Eu me sinto na obrigação por que fui eu que encontrei o corpo...

Notas finais
Link do banner esquisito, mas que tem ligação com o capítulo: http://i4.minus.com/jbngcqgVHKwVt1.jpg E então? Espero que tenham gostado! Até a próxima!