Transcendente

1 Capítulo 1 - A Origem


Transcendente
Capítulo 1 – A Origem

Agora são 9:00 horas da manhã de uma sexta-feira normal. Minha mãe está de folga, Julie e Zach estão na escola. Desci para tomar café e ouvi meu pai ao telefone:
– Esse fim de semana?
Alguém do outro lado da linha responde:
– O mais rápido possível, estamos precisando de um urgente!
– Tudo bem, segunda-feira estaremos aí! Responde Fred
Meu pai põe o telefone no gancho. Sem saber de nada, pergunto à ele:
– Quem era?
– O prefeito de Fairfield. Responde.
Eu mais confuso com uma ligação de um prefeito, volto a perguntar:
– E o que ele queria?
– Ele quer que eu cuide da cidade dele, o antigo xerife morreu.
– E o que o senhor respondeu?
– Filho, eu e o Sr. Manson eramos amigos de infância, não posso deixá-lo na mão!
– Mas pai, como assim? Não podemos ir, nossa vida está aqui... Escola, família, amigos, meu time de basquete... A minha vida está aqui.
Frederick já estressado me interrompe.
– Ryan,comece arrumar suas coisas e avise sua mãe, partiremos amanhã de manhã e sem mais.
– Mas pai, não po..
E novamente sou interrompido.
– Agora não filho, estou atrasado. Comece arrumar suas coisas e avise Anna. Disse enquanto ajeitava sua gravata e pegava sua pasta para ir a trabalho.
Mesmo triste e revoltado tive que arrumar minhas coisas e entrar no carro. Julie, Zach e Anna pareciam estar felizes com a mudança. Pior do que deixar minha vida em Durham, é ter que aguentar uma garotinha de 6 anos cantando por duas longas horas. Julie tem olhos castanhos, cabelos escuros, parecida com meu pai. Única diferença é que os cabelos dele são loiros. E que Julie apesar de cantar mal é legal, e meu pai por outro lado, só pensa em trabalhar e esquece que tem uma família para cuidar.
Quando a viagem chegou ao fim, paramos em frente a uma casa de dois andares, finalmente minha irmã parou de cantar e eu pude sair carro, pois não aguentava mais ficar no mesmo ambiente do que meu pai. Levei minhas coisas para dentro. A casa era bem grande, escolhi ficar com o quarto do segundo andar. Cheira mofo, mas de tanta raiva que eu estou, nem me importei, joguei minhas coisas na cama e desci para tomar café.
Todos na mesa estavam felizes, menos eu, que deixei uma vida e amigos para trás. E pior do que mudar de cidade e ouvir uma garota cantando por duas horas, era ver a cara do meu pai na mesa. Me encarava como se eu estivesse feito alguma coisa de errado.
Depois do café resolvi olhar a casa. E como sou curioso fui direto ao porão, procurava algo interessante. Algo que me fizesse esquecer essa maldita viagem.
Aqui é escuro,frio e com pouca iluminação. Tem caixas empoeiradas nas prateleiras. O ar é rarefeito. Tem também bastante recortes de jornais, sobre pessoas que foram mortas por supostos vampiros. “Fairfield registra 6 ataques de vampiros”. “Pessoas encontradas mortas, foram violentadas brutalmente”. “Achados os corpos de um casal com marcas de mordidas”. “Maníaco mata família e depois se queima”. Fairfield parece uma cidade tranquila, apesar de vazia e sombria aqui não parece ter esse tipo de coisa. Afinal, isso não passa de história para crianças não ficar até tarde na rua.
Achei um quadro de Max, meu falido avô paterno, com um homem do lado, pareciam ser bem amigos. No meio dessas coisa velhas e sujas, encontrei também um diário e uma caixinha preta com um anel extremamente bonito, com uma pedra vermelha de um brilho intenso. Peguei os objetos e os levei para meu quarto. Logo na primeira página do diário, havia uma foto preto e branca do meu avô e seu amigo. Parei de ler na décima folha. Era muito conto vampírico para um diário só. Estava deixando de ser um diário e virando um livro idiota. Mas segundo Max, sim, vampiros existiam, mas isso não bastava, a imaginação dele ía além, até bruxas ele falou que existiam. Estranho para um homem daquela idade acreditar nessas histórias.
Nicolau é o nome do homem que está na maioria das fotos ao lado de Max. Meu avô trabalhava com ele, que era prefeito de Fairfild. Os dois eram tão amigos que fundaram essa cidade com mais três pessoas, que mais tarde, Nicolau os matou para tomar posse sozinho, junto ao seu aliado, que era meu avô. Tudo bem, se Nicolau era o suposto vampiro mau de Fairfild, porquê Max não fugiu? Ou não o matou? Sim Ryan, isso é apenas uma história.
Ouço Fred me chamando e desço as escadas.
– Ryan, aqui é o endereço da escola nova e algumas outras informações, você começará amanhã.
– Tudo bem. – respondo com tom de ironia e puxando o papel da mão dele.
– Posso te levar se quiser.
– Não, obrigado, vou com meu carro.
Olho pela janela e vejo Zach empurrando Julie na balança. Guardo o bilhete no bolso e saio para dar uma volta. Andei aproximadamente 200 metros, avisto no final da rua, uma grande casa antiga rodeada por um bosque, escuro e silencioso, o lugar perfeito para ouvir um bom e velho Rock. Era a casa de Nicolau, primeiro prefeito de Fairfild, tido pelo diário do meu avô como o local de inúmeras carnificinas.
Sento nos pés de uma árvore enorme e coloco meu fone de ouvido, estou ouvindo Psycho Killer tão alto, que mal posso ouvir meus pensamentos. Após um tempo sentado, tenho a sensação de estar sendo observado, tiro o fone, levanto e olho ao redor, mas não há nada. Sento novamente mais atento e volto a ouvir meu rock, quando vejo algo se mover entre os galhos. Desta vez eu tinha certeza de que havia uma garota ali. Estava parada me olhando fixamente. Possuía uma pele pálida, longos cabelos loiros e amarrados, olhos azuis, magra, usava uniforme da escola e um allstar preto.
– Ryan, Ryan! Mamãe está te chamando! Disse Julie puxando minha camiseta
– Ahh Julie, não faz isso! Quer me matar de susto? Perguntei assustado
– Calma Ryan, parece que viu fantasma! Disse inocentemente rindo
– Vai indo lá e avisa que já estou indo, vai vai vai!
Julie volta correndo para casa, e eu mais que depressa, olho para as folhagens, mas a garota já não estava mais ali. Depois de meu avô, quem está ficando louco sou eu!
Retorno a minha casa. O prefeito Mason está na sala com meu pai, cumprimento-o com um aperto de mão e ele puxa assunto:
– Olá Ryan, como vai?
– Estou bem, obrigado. O senhor é que está parecendo meio tenso, aconteceu alguma coisa?
Fred, curto e grosso responde a pergunta que fiz ao Sr. Mason.
– Ryan, eu e o Sr. Manson somos amigos de infância. Normal ele vir nos visitar!
– Tudo bem! Vou ajudar Anna.
Me retiro da sala e vou para cozinha ajudar minha mãe preparar o café. Enquanto isso na sala de estar, meu pai e o Sr. Mason conversam sem parar. Paro de fazer as coisas, começo a prestar atenção na conversa e ouço Mason dizer:
– Você deve tomar muito cuidado quando for fazer ronda á noite. Temos um assassino solto em Fairfild. Semana passada perdemos nosso amigo de trabalho, o xerife Chris.
– Meus pêsames! Tomarei cuidado, estou preparado para qualquer coisa.
Achei muito estranho estar acontecendo algo numa cidade tão pequena.
– Sua tarefa em Fairfield é deixar com que ninguém morra e descobrir quem ou que está fazendo isso. Por isso te liguei, preciso de alguém de confiança. Acredito no seu trabalho Fred!
– Pode deixar! Vou tentar manter essa cidade em ordem!
Ouço eles se despedindo e a porta batendo, Sr. Mason deve ter ido embora. Volto a ajudar Anna, mas não paro de pensar no que acabei de ouvir, essa história de assassino a solta me deixou intrigado.
– Animado para o primeiro dia de aula na escola nova? Disse Anna querendo puxar assunto.
– Não muito. Respondi com mínima importância
Anna sabia que eu não estava feliz, e muito menos querendo ir a escola.
– Você vai gostar! Disse Anna tentando me consolar.
– Não tenho muita certeza disso.
– E os amigos novos? Já fez algum né?
– Puft! Não também, fui apenas ao bosque no fim da rua, não tive oportunidade de conhecer ninguém ainda.
– Ah, mas não se preocupe, amanhã na escola você fará alguns amigos!
– Espero que sim! Tenho que terminar de arrumar algumas coisas no meu quarto, vou subir e aproveitar para descansar!
– Tudo bem, vai lá! Disse Anna me olhando com um olhar tristonho
Abri a porta do meu quarto e logo de cara senti o cheiro de mofo, terei que dar um jeito nisso amanhã. Tirei os sapatos, deitei-me e caí em um sono profundo. Acordei no outro dia com Julie pulando em cima de mim e chamando meu nome, garotinha chata. Me levantei fui ao banheiro, fiz minha higiene, me arrumei e desci.
Chegando na escola, me espantei, era maior do que o esperado. Estacionei o carro e entrei pela diretoria para entregar uns papéis. Peguei meu horário, o número da minha sala e segui pelos corredores. Me deparo com um velho amigo, velho mesmo!
– Ryan, como assim? Você por aqui? Disse surpreso e me abraçando.
– Caleb! Não acredito! Você não mudou nada! Que bom te ver!
– Digo o mesmo! Continua o mesmo nerd de sempre! Disse rindo da minha cara.
Fomos conversando até a sala, me sentei ao lado dele.
– Como está sua família? Perguntei ainda não acreditando que estava vendo Caleb!
– Estão bem! E a sua!?
– Estão todos bem também! Meu pai agora é xerife daqui, esse é o motivo de estarmos aqui. E qual o seu?
– Depois que saímos de Durham viémos para cá. Precisavamos de uma cidade pequena e calma. Depois eu te explico! disse em voz baixa.
– Tudo bem! Ainda não acredito que vamos nos formar juntos... Depois de 10 anos. Que loucura!
– Pois é! Preciso te...
A professora nos interrompe de forma rigorosa.
– Será que os dois não querem fazer silêncio para eu começar a aula?
Todos se voltam para mim e caleb.
– Desculpa Srtª Samantha! Disse Caleb com uma voz trêmula
Ela olha com um olhar maléfico. Já percebi que eu e ela não nos daremos bem.
– Seja bem-vindo Sr. Parker.
– Obrigado!
O restante das aulas passaram bem rápido, fiquei conversando com Caleb até a hora da saída, e prometi ligar para ele depois para confirmar uma ída ao parque da cidade. Eu não estou muito afim de ir, mas vai ser bom arejar a cabeça e passar um tempo com um velho amigo. Me despedi dele e fui em direção ao meu carro. Zach já me esperava do outro lado da porta. Destraído como sempre, deixei as chaves caírem no chão ao abrir a porta. Me curvei para pegar, mas uma mão com unhas enormes e esmalte vermelho as alcançou primeiro. Me levantei para ver quem era e dei de cara com uma linda mulher. Alta, cabelos longos e loiros, olhos verdes e um corpo escultural. Parecia já ter visto ela em outro lugar. Fiquei encanrando-a boquiaberto, até que ela começou a falar e eu despertei.
– Acho que você deixou cair isso! Disse com uma expressão estranha e entregando as chaves
– Ah, sou desastrado! Obrigado! Prazer Ryan!
– Elisabeth. E de nada, a gente se esbarra por aí! Exclamou se afastando de mim
Toquei em suas mãos quando ela entregou as chaves e senti um calafrio estranho. Ela se virou e foi embora, então entrei no carro e segui para minha casa.
Anna e Julie foram ao mercado fazer compras. E meu pai como sempre, trabalhando. Depois que viemos para Fairfild, mal o vejo, ele chega tarde em casa, quando todos estamos dormindo.
Três horas se passaram, e eu não fiz nada. Fiquei apenas pensando naquela garota. Então resolvi falar sobre isso com Zach.
– Zach, conheci uma garota muito estranha!
– Que garota?
– Elis... Elisabeth é o nome dela.
– E porque ela é estranha? Perguntou Zach sem dar muita atenção á conversa
– Eu não sei, mas...
– Transa com ela! Disse de forma rápida e deboxando da situação.
– Zach! Eu estou falando sério.
– Tudo bem, tudo bem! Porque ela é estranha! Puft!
– Não sei bem o que é, mas... Sei lá!
– Quando descobrir me fale. Agora sai que você está atrapalhando meu jogo.
Já vi que Zach não é a melhor pessoa para eu compartilhar meus sentimentos! Nunca nos demos bem. Ele é meio antipático, egoísta, arrogante e só pensa em sí mesmo, mas ainda é meu irmão, e eu o amo.
“Alô, Caleb sábado ás 22:00 te encontro no parque da cidade. Te liguei várias vezes, mas você não atendeu, provavelmente você verá umas mil ligações perdidas. Estou preocupado, você vem faltando na escola. Se ouvir isso retorna”
Graças a Deus, o fim de semana chegou, mas estou preocupado com Caleb, ele não foi a escola durante a semana toda, e Julie está estranha, está tendo pesadelos todas as noites e falando coisas sem sentido do tipo “Ta tuleb, paha on tulemas”. Algumas palavras assim.
Estou tentando achar o que está cheirando mofo e o telefone toca.
– Alô! Ryan? Preciso falar com você! Disse Caleb em voz baixa.
– Oi Caleb! Onde posso te encontrar?
– Me encontre no Fairfild Bar!
– Tudo bem, estarei aí em meia hora!
– Estou te esperando.
Desligo o telefone, me arrumo, pego as chaves do carro e vou para Fairfild Bar. Famoso café da cidade. Vou meia hora mais cedo do que eu havia marcado. Presumo que aconteceu alguma coisa ruim. Cheguei, avisto Caleb sentado em uma mesa distante das outras, está com uma cara de abatido, como se tivesse passado a noite em claro e visto o sol nascer. Vou em sua direção, sento-me e com uma voz triste e com os olhos lagrimejando ele diz:
– Meu pai está morto.
O silêncio tomou conta, fiquei cinco longos segundos olhando para ele achando que fosse brincadeira. Mas a lágrima rolou no rosto de Caleb e tive certeza de que isso realmente havia acontecido.
– O que? Mas Caleb, você havia dito que sua família estava bem...
– E eu não menti! Eles estavam, foram os vampiros! Disse enquanto a lágrima rolava.
– Até você com essa história! Caleb, vampiros não...
– Existem sim, e tem mais... Lembra quando eu fazia os objetos flutuarem? Quando as pedras se moviam sem ninguém tocá-las? Quando as luzes apagavam e acendias sozinhas?
– Não Caleb, você não é...
– Bruxo, sim Ryan, eu sou! Disse completando minha frase.
– Já chega dessa palhaçada, eu vou embora!
Não queria acreditar nessas coisas, mas sei que estava acontecendo algo muito errado e ruim.
– Sente-se e veja! Disse Caleb me puxando para a cadeira e segurando em minhas mãos.
– Ver o que Caleb? Você está ficando louco!
– Tudo que você precisa fazer é fechar os olhos e segurar firme em minhas mãos.
– Caleb...
– Feche os olhos. Disse me interrompendo e apertando minhas mãos.
Parece loucura, fiz o que Caleb pediu. Fechei meus olhos. Parecia estar em FairlFild Bar. Não havia ninguém aqui, de repente, as lâmpadas foram apagando uma a uma, e os objetos da cozinha começaram a voar por todo lugar. Então a escuridão tomou conta de F&F Bar. As luzes agora, começaram a acender, uma por uma, mas já não estava no mesmo local, e sim numa praça vazia, à 6 quarteirões da minha casa. Caleb já não estava mais comigo, estou sozinho aqui. Avisto o Sr. Joseph andando pela calçada quando de repente um homem branco, alto, cabelos lisos e pretos se aproxima do pai do Caleb com uma rapidez sobre humana e diz:
– Vai fazer o que eu quero? Disse com uma voz maléfica.
– Não posso fazer o que você quer que eu faça, desculpe! Disse Joseph aflito e tentando sair daquela situação.
– Então sua mulher e seu filho vão ter que dar conta sem você. Disse o homem quebrando o pescoço de Joseph.
Fiquei apavorado, mas não pude fazer nada, não tentaria lutar contra um demônio que nunca morre, segundo a lenda. Tudo o que consegui fazer foi gritar, mas nada poderia ser feito. Então esse homem saiu andando como se nada estivesse acontecido. Ouço a voz de Caleb que começou baixa e foi aumentando:
– Abra os olhos!
Assustado e ainda em choque, abro os olhos rapidamente e vejo Caleb ainda segurando em minhas mãos. Vi que aquilo foi uma espécie de transe ou visão, não sei definir e nem o que pensar sobre o fato de vampiros e bruxos existirem.
– Viu? Meu pai morreu assim, e sim Ryan, vivemos em um mundo com segredos ocultos.
– Não quero falar sobre isso. Quer carona? Falei com arrogância e tentando desviar o foco daquele assunto horrível.
Entro no carro com Caleb e vejo o quão ele está abatido, deve ser difícil perder o pai, ainda mais com uma morte rápida e dolorosa. O caminho para a casa dele foi sem conversa e o silêncio só era rompido quando ele falava onde dobrar. Chegamos.
– Ryan, eu sei que isso é tudo muito novo, tudo aconteceu muito rápido, mas você precisa acreditar em mim. Fairfild está cercada de demônios da noite...
– Não sei o que pensar. E sinto muito pelo seu pai! Boa noite.
Ele apenas me olha de cabeça baixa, bate a porta do carro e entra. Em seguida ligo o carro, dou partida e saio. Estava voltando para casa e resolvi parar em frente ao bosque. Desci do carro, sentei no gramado e fiquei observando a lua, enquanto mil e um pensamentos vinham a minha mente. Não sei o que pensar. Sei que isso é real, e que eu tenho que encarar a realidade, mas estou com medo, aflito. Ouço Highway to Hell, quando sinto um toque gelado em meu ombro, viro-me lentamente e me deparo com Elisabeth.
– Sozinho no bosque esse horário, Ryan ? Disse em um tom de voz um tanto quanto sombrio.
– Elisabeth! Sim, gosto de vir aqui e colocar meus pensamentos em ordem.
– Deveria ter medo, tem assassinos soltos em Fairfild.
– Não tenho. O que faz aqui?
– Nada em especial, estava passando, te vi, fiquei curiosa para saber o que estava fazendo e vim até você!
Sorrimos um para o outro, me despeço, então volto para o carro e sigo para minha casa. Vou descansar, amanhã é outro dia. Espero que não seja como esse. Apaguei as luzes e dormi.