Traga-me para a luz.
14 Vingança é um prato que se come... Quente!
Notas iniciais

O alivio, quando o avião pousou na China havia sido nítido da minha parte. Eu estava parcialmente, longe do território da hidra. Mesmo, que ela tivesse olhos e ouvidos em todos os lugares. Mas, eu tinha comida, dinheiro e água... O idioma era o maldito problema. Para quem nunca tinha nada, além do inglês e algumas conversas mínimas em russo. Falar mandarim, era um problema. Minha prioridade é entrar em contato com a minha família, dizer ‘’ Hey mãe, eu estou bem. Eu te amo! ‘’
Eu sentia saudades, sentia saudades de Ares. Eu queria a minha vida de volta! Mas, eu bem sabia que não podia ter. Não sem colocar mais pessoas em risco, pessoas que eu amava. Algumas semanas depois, eu já estava juntando algum dinheiro para ir ao Japão. Peguei o telefone do pequeno hotel que eu estava e disquei o número de casa.
Uma chamada. Duas, três, quatro. Cincos chamadas. Caixa postal.
Mais uma vez. E outra, outra e outra.
Porque, ninguém atendia? Sinto a fisgada em meu coração. Um pressentimento ruim ecoa na minha cabeça, me assustando. Encosto minha cabeça no telefone afim de me acalmar. Porra! Não podia ter acontecido nada com minha família, me recuso a acreditar. E Ares?
Disco o telefone da minha vizinha imediatamente, afim de conseguir alguma informação. Na primeira chamada, sinto uma voz conhecida dizer um mínimo ‘’ Alô!’’
— Bom dia! Disfarço a voz, imediatamente. – A senhora é vizinha da Helena? É que sou prima dela e não consigo entrar em contato a algumas semanas. Minto, minha mão suava e estava tremendo. O silencio permanece por alguns minutos entre nós e eu
— Oh querida! Eu sinto muito informar... Mas, Helena faleceu á meses com o marido. Sua voz está embargada. Sinto dor amortecer todo o meu corpo, desligo o telefone e as lagrimas descem. Minha família, a hidra tinha matado minha família.
Não. Não. Não... Por favor.
Estava sozinha. Sozinha... Gemo de dor ao constatar que minha família estava morta. Me levanto, cambaleante sendo imediatamente sufocada pela multidão que me cercava. Os olhares assustados cravados em mim. Porque, eu?
Caminho pela rua, até o pequeno hotel que estava hospedada. Sentia que estava sem folego e iria morrer. Era tanta dor... Tanta dor. Entro correndo em meu quarto. Maldita hidra! Maldita. Mataram minha família. Os assassinaram.
Ninguém para procurar a frágil Amber, ninguém para se preocupar. Mas, uma experiência esquecida no porão. Mas, uma garota órfã no mundo. Sem amor, sem carinho, sem nada. Onde estava Bucky? Os Vingadores? Qualquer um... Porque, ninguém os salvou? Porque, eu não os salvei?
Se eu tivesse fugido antes. Chegado em casa, os protegido do fim. Sinto minhas mãos, aquecerem novamente e as pequenas chamas deslizarem pela superfície dos meus dedos. Isso era a chave, a chave da minha vingança. Alguém tinha que para-los. E se o Capitão América, Os vingadores e o governo não os parou, eu deveria fazer.
Que ironia seria, se a hidra foi destruída por algo que eles criaram. Porque, se as cabeças não podiam ser cortadas... Eu as queimaria de dentro para fora, até que pudesse ver as cinzas.
***
Dois meses depois. Eu estava nas montanhas, no interior da China. Não havia motivo para voltar para os EUA, não havia mais casa, não havia mais nada para mim lá. Meu objetivo estava estabelecido, o meu conhecimento, poderes e habilidades, usaria contra hidra. Precisava derruba-la, precisava fazer que ela caísse. Não deveria sobrar nada, nem ninguém. Hidra era um câncer que se espalharia, se apenas um membro dela vivesse.
Eu precisava consumir todos eles.
— Sua vingança pode lhe cobrar um preço alto. Meu mestre pronunciou, se sentando em minha frente. – Não destruía sua vida, Nêmesis. Pediu. Mas, eu não podia ceder à seus pedidos. Era muito maior que eu.
— Minha vida já foi destruída. Eles já me tiraram absolutamente tudo! Meus pais, o amor de um homem, a minha liberdade. Nada mais pode ser tirado, todos os preços foram cobrados. Aviso, enquanto desvio de seu golpe. Kung fu era fascinante, era mais que uma arte marcial, era um estilo de vida. Que me traria a disciplina e o equilíbrio que precisava. – É mais que vingança, quero me vingar. Quero mata-los... Eu sei que não são sentimentos positivos e que possivelmente me destruirão, um dia. Sinto dor e raiva, desde o momento que eu acordo ao momento que vou dormir. Não consigo viver livremente mais... Os grilhões só cairão, quando o sangue da hidra escorrer por eles.
Acreditava nisso. Todos os dias, repetia para mim mesma.
Mate a Hidra e será livre.
Mate a Hidra e será livre.
Mate a Hidra e seremos livres.
— Mate a hidra e serei livre. Sussurro, me protegendo do golpe. Todos os dias, treinava do nascer ao pôr do sol. Por meus pais e por mim! Sem vacilar, sem desistir. Nos primeiro mês, eu não sentia meus músculos, tamanha dor que sentia. Mestre Chan me achou em meio a uma plantação de arroz no interior da China, chorando pela morte de meus pais. Prestes de me afogar em uma depressão.
Então, ele me ofereceu a primeira arma para derrotar meus demônios e meus inimigos. Aprender a lutar, contra mim e outros. Focar a mente, reconhecer meus limites e respeita-los. O meu maior inimigo é aquele que você olha no espelho, mas seu melhor amigo também.
Depois de 5 meses na China e quase 10 meses longe dos EUA, eu havia decidido que caminharia para minha próxima jornada. Eu voltaria para casa, buscar informações, reunir dados, destruir a primeira base da hidra e todos que tivessem nela. Meu mestre meditava, ele havia se tornado uma luz e um caminho seguro que eu devia seguir. Um pai que eu havia perdido, mas nossos caminhos não seguiriam juntos.
Ele se levanta, sereno e tranquilo. Sorri, como se eu fosse a melhor das pessoas.
— Eu já sei o que dirá. Sei que a chama em você clama por algo que a paz dessas montanhas não pode lhe dar. E por isso, tenho um presente que lhe ajudará nessa jornada. Diz, enquanto caminha a uma caixa de bambu, escondida debaixo da cama. Ele a abre, estendendo um machado negro com alguns desenhos em sua lamina.
Tão bonito e tão mortal.
— Isso é... Digo, sem palavras, quando ele o estende para mim. O metal brilhava e parecia tão cortante, quanto.
— Vibranium. O mesmo material sob o qual o escudo do capitão américa é feito. É um segredo de minha família, ele pertence à nós por centenas de anos. De acordo com a história, um presente dado pelo rei de uma tribo na África a meu ancestral. É seu agora. Diz, sorrindo. Assinto, deslizando o machado por minhas mãos, sentindo o peso dele. Ele era perfeito! Como um pressagio para Hidra.
Algo que eles temeriam ao ver. Sinto as chamas em minhas mãos fluírem por todo o machado, o envolvendo até sua lamina, o fazendo ficar inumamente bonito. Sim, eu voltaria para casa. Não para reencontrar ninguém, mas para derrubar a Hidra. Fazer o sangue daqueles que mataram minha família escorrer por entre as chamas.
Mas, antes disso, eu ainda tinha coisas a fazer. Habilidades a adquirir, eu não poderia deixar que a Hidra tivesse uma vantagem sequer sobre mim.
***
2 meses depois.
Miami – Flórida.
O vestido preto com um decote em V, deixava muito pouco para imaginação. Colado ao corpo, ficando um palmo em cima do joelhos. Um ano atrás, ela jamais vestiria algo assim. Bem, isso era passado. E ela havia deixado tudo para trás... Os saltos de 10 centímetros não a impediam de andar, ela havia treinado bastante para o primeiro passo de sua vingança.
Ou seria de sua justiça?
O cabelo ruivo estava cuidadosamente cuidado e escovado na cintura. Amber havia sido minuciosa... Seus olhos vermelhos se escondiam atrás de lentes verdes, dando em seus olhos uma cor singular. Um ex sargento da Hidra, se refugiava sob as ensolaradas praias da Flórida. Pela informação, ele sabia, onde estavam algumas bases da Hidra no EUA e Amber estava disposta a ir atrás delas uma a uma.
Sorri, calmamente. Para o meu alvo, que não fazia ideia que morreria essa noite.
Fale com o autor