Notas iniciais
Hello, amores! ♥ E por isso vim correndo postar mais um capitulo para vocês. *--------* Queria agradecer de coração os comentários que recebi de vocês. SÃO TÃO LINDOS *---------* Estou apaixonada! Obrigado pelo carinho e fico muito feliz que tenham acolhido minha ideia. Obrigado, meus amores. Á quem favoritou, meu sincero obrigado também. Sejam todas muito bem vindas! Informações IMPORTANTES > ESSA FIC SE PASSA DEPOIS DOS EVENTOS DE CAPITÃO AMÉRICA: SOLDADO INVERNAL. Informações IMPORTANTES > Sei que Cap 2 estreou em 2014 e Era de Ultron em 2015. Só que o espaço desses dois eventos serão de 02 anos em tempo. Vão se passar 02 anos entre eles e vocês entenderão o motivo bem á alguns capítulos adiante. Importante 2 > Amber tem 20 anos, mora sozinha e em Washington. E sim, ela é deficiente visual desde o nascimento. QUALQUER DÚVIDA OU ERRO, ESTAREI NOS COMENTÁRIOS! *---* Sem delongas. Enjoy!

Aquela sensação que percorria meu corpo era algo novo. O que significava aquilo? Andava com Ares de volta para minha casa, eu tinha a sensação que estava sendo seguida. Um pressentimento. Um instinto de sobrevivência. Andei mais depressa a fim de chegar ao meu apartamento. Sabia que aqui era o semáforo, o único no caminho da minha casa.

Você precisa se acalmar, Amber. Pensei, tentando entender. Por que um estranho tinha tanto poder sobre mim? Por que ele não saia da minha cabeça? Se eu me concentrasse podia ouvir sua voz intensa, novamente. Ou sentir seu toque em minha mão. Bucky era seu nome. Eu gostava de como soava.

Talvez, eu nunca mais encontrasse Bucky. Coloquei um pé para atravessar o semáforo, tentei me concentrar nos sons ao meu redor. Mas, hoje o dia estava... Barulhento. Eu não conseguia entender.

— Menina, cuidado... Ouvi, uma mulher gritar. Deus! Ouvi uma freada brusca e alta. Ares... Não! Senti um impacto rápido de alguém me segurar nos braços, me tirando do caminho. Senti um braço firme e frio ao meu redor, já o outro era mais humano. Que estranhas sensações! Tudo tão rápido que mal pude gritar pelo susto. Oh não! O que aconteceu? Eu quase fui atropelada. Ofegava em pânico nos braços daquele que havia me salvado. Ares... Senti as lagrimas descerem ao sentir a ausência do meu melhor amigo. Em compensação, me sentia tão bem abraçada a um estranho.

— Ares! Ares... Chamei, assustada. Senti uma mão segurar meu rosto checando meus ferimentos. Se algo acontecesse com ele, pelo o meu descuido. Não poderia me perdoar.

— Ele está bem. Por favor, se acalme. Ouvi a voz de Bucky em meu ouvido. E ele havia me salvado.

— Bucky? Disse, levantando meu rosto. – Você me salvou. Obrigado! Sussurrei, o abraçando. Estava muito grata.

— Você precisa tomar mais cuidado. Não quero imaginar, se você fosse atropelada. Disse, com um tom autoritário e repreensivo. Franzi o cenho, confusa. Me levantei, saindo dos seus braços. Ele me soltou, relutante. – Aquele maldito carro! Não respeitou o sinal. Filho da puta! Disse, furioso. Sua voz mandava arrepios pelo meu corpo.

— Obrigado, Bucky. Disse, realmente agradecida e encantada. Aquele homem era diferente. – Ares, meu amor. Venha aqui... Abaixei minhas mãos para que ele chegasse à mim. O senti, imediatamente. Lambendo minhas mãos ansioso. Meu pequeno bebê! Eu o amava tanto.

— Onde você mora? Perguntou, mandão.

— Você é invasivo e autoritário. Afirmei, me afastando. – Espero que não seja um psicopata ou um Stalker. Devem ter mulheres muito mais interessantes para você perseguir por aí. Disse, gesticulando com a mão. Andei um pouco mais, eu estava perto da minha casa agora.

— Não sou um psicopata. Muito menos, um stalker. Afirmou, ele. Ouvia seus passos insistentes me seguindo. – Só me preocupo com você. Parece desastrada. Justificou, ele. Que ousado! Ele me conhece tem menos de 5 minutos e me chama de desastrada.

— E é comum para você, se preocupar com os deficientes visuais que caminham pelas ruas da nossa amada Capital. Ou eu sou a única premiada? Perguntei, usando todo meu sarcasmo.

— A mais bonita delas. Confirmou, ele. Soltando uma risada, prendi o suspiro ao ouvir aquele som. Era um som tão bonito...

— Você é sempre bem humorado assim, Bucky? Questionei, contendo um sorriso. Isso era um dia bem incomum! Esse homem... Só sentia que precisava conhecê-lo melhor.

— Não, eu não sou. Na verdade, eu sequer lembrava que essa parte de mim existia. Parece até que estou em outra época. Disse, com certo humor na voz. — Eu tenho passado por uma fase... Uma fase difícil. Você muda o meu humor para melhor. Disse, sua voz carregando surpresa. Como se fosse uma confissão, até para ele.

— Eu tenho passado por uma vida difícil. Resmunguei, erguendo a sobrancelha. Difícil era um eufemismo para vida que eu levava.

— Aposto 20 dólares e um encontro, que eu ganho. A minha é pior. Disse, me alarmando.

— Um encontro? Você está pulando algumas fases, jovem gafanhoto. Mal sabe o meu nome! Disse, recomeçando a andar. Minha casinha estava perto... Um puta dia estranho, foi o dia de hoje.

— Só você me dizer... Esclareceu, andando ao meu lado. Como eu sabia? Sua voz estava perto demais.

— Meu nome é Amber. Disse, chegando a minha casa. – E é somente isso, que irá conseguir de mim. Avisei, subindo para entrar em meu prédio.

— Isso é uma pena, pequena ruiva. Disse, com uma voz que transbordava charme. Ele parecia ser um cara que tinha a mulher que quisesse, quando quisesse. Mulherengo...

Pequena ruiva? Adorável. Mas, não iria rolar.

— Olha, Bucky... Obrigado por ter me defendido e me salvado. Você deveria ser um vingador ou um super herói, na verdade. Disse, rindo. – Mas, eu não sou o seu tipo... Eu sou uma garota muito problemática. E eu sou quebrada, Bucky. Eu vivo na escuridão. Apontei para minha testa, perto dos meus olhos. O que eu deveria fazer para ele sair correndo como um cara normal faria?

— Eu também sou quebrado, Amber. Acredite em mim. Disse, ele. Com sua voz, transparecendo imensa dor e tristeza. Não sabia nomear com palavras, como aquilo me incomodou. O que será que havia acontecido com ele?

— Eu sinto muito, Bucky. Disse, usando toda a sinceridade do meu coração. – A gente se vê. Me despedi dele, entrando pelo prédio.

— A gente se vê, ruivinha. Se despediu, soando divertido. Eu tinha realmente a impressão que o veria novamente. Sorri ao constatar aquilo.

— Tivemos um dia bem diferente, não é Ares? Disse, o acariciando.

— Quem era o bonitão lá fora? Ouvi, uma voz bem conhecida.

— Mamãe! Me assustei, com sua pergunta. Ele era bonito? Oh, como eu queria poder vê-lo.

JAMES BUCHANAN BARNES (BUCKY)

Eu estava no museu. Eu já havia vindo várias vezes.

Era o meu rosto ali, ao que parece aquele era o meu nome. Meu nome era James Buchanan Barnes e eu era o melhor amigo do Capitão América. De melhor amigo de uns dos maiores heróis da terra á um assassino de uma organização nazista que eu havia dado a vida para parar. Vida... Se eu pelo menos estivesse morto, a dor seria menor.

Mas, eu era um fantasma. Sem vida, sem alma, sem memória. Somente uma vida mergulhada em sangue inocente e imundo. Eu não era nada. Apenas, uma alma condenada. Desde, da minha última missão no Triskelion pela maldita hidra contra Steve.

Eu ainda ouvia sua voz em minha mente. Me chamando de Bucky, me chamando de amigo. Sua rosto machucado por minhas mãos, desacordado no rio. Eu era assombrado, faziam dias que eu não dormia. Pesadelos, memórias voltando... Lembrando os congelamentos, as torturas, os assassinatos e tudo o que eu fiz.

Eu era atormentado.

Caminhei por entre a exposição, até que meus olhos se prenderam nela. Tão pequena, parecia tão frágil. Com um cachorro, estranhei aquilo. Que eu saiba animais não eram permitidos no museu. A menos que...

Andei lentamente e discretamente à sua frente. Seus olhos desfocados em uma cor tão incomum, quanto bela. Suas mãos nas placas e dedilhando sobre elas, ouvindo com atenção a voz do locutor da exposição. Ela era cega e aquilo parecia tão injusto. Senti uma agonia que não conseguia distinguir com aquilo e eu não entendia o porquê. Porque, aquela garota me despertava esse sentimento?

Me aproximei dela, ela passava as mãos sobre as placas e sorria. Um sorriso tão encantador que me desarmou completamente. Eu não conseguia tirar meus olhos dela, só queria admira-la.

Como, uma pequena boneca ruiva. Um instinto de proteção que me dominou naquele momento, eu só queria que ela ficasse bem e segura.

Não entendia aquilo. Por Deus! Eu só sentia. Chegamos a parte que explicavam a minha suposta morte, um grande engano. O mesmo governo ao qual servi com paixão, me caçava hoje com o mesmo empenho. Eu era um procurava, foragido. Continuei, a observando curioso.

— James Buchanan Barnes. Disse ela, sussurrando. Meu corpo reagiu forte ao ouvi-la dizer meu nome. O que infernos, aquela menina fazia comigo?

— É um nome estranho. Respondi, sem me conter. Eu achava meu nome estranho, por isso preferiria Bucky. Até, porque se James existiu... A hidra havia se livrado dele á muito tempo. Então, só Bucky. Como Steve me chamava. Ela recuou ao ouvir minha voz, parecia assustada e abalada. Seu labrador chocolate rosnou para mim, se colocando entre nós. Sorri ao ver aquilo.

— Ares, quieto. Me desculpe, ele é muito protetor. Não gosta de estranhos, apesar de conviver com eles. Me explicou, solicita. E lá, estava meu corpo reagindo a sua voz novamente. Ares? Não era o deus grego da guerra? – E sobre o nome, eu já vi piores. Esclareceu, segurando o cachorro. Sorri ao ouvir aquilo, talvez o meu nome não fosse uns dos piores.

— Temos algo em comum, então. Disse, me referindo ao fato de não gostar de estranhos. Não gostar de pessoas, no geral. Minha voz mais tranquila e animada que nos últimos dias, eu me sentia até mais leve. Estranho...

— Menina, esse cachorro... É perigoso. Quase mordeu esse moço. Disse, apontando para mim. Eu havia pedido defesa? Ares não me assustava. Nada me assustava, na verdade. Olhei mortalmente para aquela mulher. Como ela ousava falar assim com ela? Pensei, furioso.

— Senhora, meu cachorro é mais que um cachorro. Ele é os meus olhos. Limite-se, quando se referir a ele. Disse, defendendo o cachorro com unhas e dentes. Fiquei absolutamente encantado com aquilo. Um pequena corajosa! Me posicionei em sua frente, a fim de reagir se aquela mulher tentasse algo. Segurei sua mão instintivamente, aquilo era maior que eu. Eu só queria a proteger.

Assim, que dei um passo à frente. Eu o senti, me dominando ou tentando. Como, um demônio em minha mente. O demônio da Hidra. Querendo sangue e morte, fazer aquilo para que ele devia ser criado. Arranhando a borda, saindo para a superfície.

Querendo ela. Não! Eu tentava me concentrar em ser apenas o Bucky, balancei a cabeça. Tentando voltar a mim. Mantê-lo afastado, mantê-lo bem longe dela.

— Senhora, a moça já lhe explicou. Então, afasta-se e siga o seu caminho. Disse, minha voz saindo ameaçadora. Aliviado, por não falar em russo ou alemão. De tão descontrolado, que eu estava. Respirei fundo, para me acalmar e apertei com leveza a mão dela. – Me desculpe por isso. Pedi, a olhando.

— Não tem problema. Eu é que peço desculpas, não sei o que deu em Ares. Pediu, angustiada. Aquela situação parecia a ferir muito. Como, foram os seus anos de vida até aqui? Será que ela não tinha ninguém que a protegesse? Quis a abraçar e afastar aquele medo e angústia dela. – Já causamos muitos problemas. Vamos, Ares. Finalizou, saindo apressada. A segui, apressado antes que ela sumisse das minhas vistas.

— Hey, hey! Fique calma. Por favor, eu não queria assusta-la ou machuca-la. Pedi, eu não queria que ela ficasse com medo de mim. Já haviam pessoas demais com medo de mim pelo mundo. Eu queria que ela se sentisse segura comigo.

— Está tudo bem. Me garantiu, estendendo a mão em um gesto inconsciente. – Obrigado por me defender. Qual é o seu nome? Disse, sorrindo. Por um momento, eu queria que seus olhos se focasse em mim. Senti a necessidade que ela me visse, soubesse como eu sou. Porque eu sentia aquilo sobre aquela garota, seria algo que eu descobriria.

— Bucky. Pode me chamar de Bucky. Disse, alegre de verdade. Pela primeira vez em muito tempo.

Notas finais
Gostaram? O que acharam? Bucky ama vocês! Até o próximo.