Traga-me para a luz.

23 Genuína liberdade


Notas iniciais
Por algum motivo que desconheço, não consigo postar capas ou a minha edição no word. Mas, okay... Penúltimo capitulo! Não, eu não desisti. Fiquem tranquilas! Se é que alguém ainda lê minhas fic... HAHAHA Bem, desculpem pelo demora. Obrigado pelos comentários, pelos favoritos e visualização. Estamos em reta final. Espero que gostam! Próximo capitulo, temos a conclusão da história de Bucky e Amber. Enjoy! PS.: VOCÊS VIRAM O TRAILER QUE A FIC GANHOU? O LINK ESTÁ NA SINOPSE. VEJAM LÁ! Beijinhos. Crédito da capa: Lady Winter :3

Respire, Amber. Respire fundo e se concentre.

É só o seu casamento com o amor da sua vida.

Normal...?

Foda!

Sinceramente, nunca conseguia entender como cheguei a este ponto. As coisas que sou capaz de fazer por Bucky. Definitivamente, não existem limites. Minhas pernas tremiam e eu mal podia senti-las, a tensão era tão grande que sentia o buque de noiva tremer em minhas mãos. Steve se ofereceu, gentilmente e insistentemente, para me conduzir até o altar. Eu, é claro, não pude deixar de aceitar.

Hoje, a feroz ‘’ Nêmesis’’ e a Amber pós-hidra, entravam em conflito com a doce e gentil Amber que meus pais criaram. A Amber que queria casamento, filhos e a Amber quase selvagem, cruel e sanguinária que a hidra criou. Um animal constantemente angustiado e ferido pela dor e pela perda. Entretanto, Bucky tirava de ‘’ sua doce Amber’’ com um sorriso e um simples estalar de dedos.

Estar apaixonada era tão perigoso...

Mas, eu adorava isso.

– Nervosa? Questionou Steve, sorrindo. Arrumando seu terno blue navy, que combinava perfeitamente com ele. Aquele era sua cor e disso, não havia questionamentos.

– Estou passando mal á horas. Começo a sorrir, tentando esconder a pitada de deboche. Era meu casamento, afinal.

– Sabe... Se sentou ao meu lado. – Nunca pensei que Bucky pudesse voltar a ser feliz. Os pesadelos, a culpa e toda a dor que ele experimentou. Ele jamais irá esquecer, Amber. Você, mais do que ninguém, sabe que esse é o tipo de ferida que não se cura. Mas, eu tenho esperança que agora, com você, isso será uma cicatriz. Marcada. Mas, curada.

Suspiro, segurando na mão de Steve.

– Obrigado. Eu entendo que hoje, eu... Talvez, não fosse a pessoa mais adequada para Bucky. Mas, prometo, Steve. Que vou protegê-lo e fazer feliz com a minha vida. Ele é todo o meu mundo, Steve. Tudo o que eu quero e amo.

– Então, a única coisa que devo fazer é leva-la pro altar agora. Diz, levantando e ajustando o terno e me estendo o braço, como um perfeito cavalheiro. Homens dos anos 40... Sorrio, internamente.

– Me segure firme, por favor. Imploro, quase chorosa. Ele apenas assentiu, rindo. E firmou seu aperto em mim. – Com cuidado. Bucky é ciumento. Digo, rindo. Enquanto, Steve dar uma gargalhada ao meu lado, conhecendo muito bem o lado possessivo de Bucky.

Uma música delicada preenche meus ouvidos, assim que pisamos no tapete os olhos que estão curiosos e presos em mim, dou um sorriso tímido. Distante da memória, de uma Nêmesis sanguinária e vingativa. Mas, meus olhos se focam no motivo de ter feito isso tudo.

Ele.

O meu lindo e maravilho sargento.

E daqui a alguns minutos, o meu marido.

Bucky Barnes.

Ele estava tão bonito. Tão bonito...

Nós havíamos simplesmente recomeçar. Esquecer o passado? Isso era possível? Eu olhava para ele em um perfeito terno preto, como um deus grego renascido, como se fosse o próprio Hades e eu, sua Perséfone. Seu sorriso é tão grande, tão grande que é até estranho vê-lo sorrir daquela forma. Mas, então, eu notei que estava chorando. O nó na minha garganta era tão desconfortável, que a única coisa que fiz foi sorrir entre lágrimas.

Eu sabia.

Que ele trazia, só ele... Conseguia trazer aquela inocente, gentil e amada Amber com um estalo dos seus dedos de metal. Bucky era o escolhido! E sinceramente, eu não imaginava que a quase dois anos trás, éramos completamente diferentes e tentando se apaixonar um pelo outro.

Tentando, não? Apaixonados um pelo outro.

A cerimonia era simples. Não havia padre, pastor... Apenas um juiz de paz e o livro a ser assinado. Iriamos para uma lua de mel nas Maldivas, insistentemente doada por Tony e depois, iriamos para Wakanda. Steve decidiu passar um tempo em Wakanda... Mas, ele sempre voltaria para Nova York e para o complexo dos vingadores.

Voltando ao que interessa...

Os olhos de Bucky estavam colados em mim. Mas, naquele dia, que o costume. E seus olhos brilhavam como nunca, capazes de iluminar uma cidade e DEUS! Como eu o amava. Ele estendeu a mão e Steve me cedeu gentilmente, se colocando atrás dele.

Bucky enlaçou carinhosamente minha cintura, encostando a testa na minha e fui absorvida pelo seu poder de me hipnotizar. O silencio tomou conta dos convidados e podia se ouvir uma flor caindo da arvore, todos respeitando nossa bolha intensa, experimentando uma felicidade nunca sentida. Mas, que pertencia a nós para sentir.

– Então, finalmente? Perguntou, me olhando, com lágrimas nos olhos.

– Finalmente. Sorri, de volta. – Oficialmente, pertencemos um ao outro.

Alguns minutos depois, Ares entrou com as alianças amarradas em um laço na coleira. Fazendo todos os nossos 10 ou 15 convidados soltarem ‘’ Awwwwwwn! ‘’

Meu bebê era muito fofo, realmente. Eu e Bucky trocamos algumas palavras carinhosas, mas havíamos combinado de trocar nossos votos apenas nós dois. Na nossa noite de núpcias, sob as estrelas.

Então, o juiz de paz pediu que assinássemos. E disse a frase que eu queria ouvir, desde que ouvi a voz de Bucky e o senti na ponta de meus dedos.

– Eu vos declaro, marido e mulher. Podem se beijar! Como na primeira vez, que o beijei, como em todas as vezes que o senti, como na primeira vez que o olhei. Eu senti cada grama do seu poder sobre mim, quando ele me tocava. A perda do folego, as pernas tremulas, o coração acelerado.

Todos os temores e demônios esquecidos. Só uma alegria infinita e uma promessa cheia de esperança que finalmente, eu e ele – Que, merecia muito mais que eu, depois de 70 anos. – seriamos felizes e livres.

Livres, principalmente.

***

Ares e Steve foram da cerimonia, direto para Wakanda. T’Challa foi generoso em nos ceder, com a permissão do seu pai e até então, rei de Wakanda, T’Chaka. Shuri ajudaria a zerar, qualquer resquício do soldado invernal e Nêmesis, de mim e Bucky. Suspiro, um pouco chateada. Eu sentiria falta do meu soldado... De seus apelidos em russo, de sua possessividade que me excitava e de como, mesmo não querendo admitir ele tinha a mim e a Nêmesis enroladas na ponta de seu dedo.

Não que ele precisasse saber... Mas, se fosse o melhor para Bucky. Eu só podia dizer adeus. Será?

– Temos que agradecer ao Tony por isso. Acho que isso é ele, dizendo para fazermos as pazes. Digo, descendo do avião, com um vestido florido de ombro a ombro.

– Ou presente de comemoração com ‘’ Finalmente, me livrei deles.’’ Escrito na porta do avião. É melhor checarmos... Insinuou, se virando para o avião. Me fazendo gargalhar. O abraço, deslizando minhas mãos até chegar em seu pescoço.

– Tenho algumas coisas mais interessantes para você checar, Sargento. Digo, piscando, me virando e correndo.

Agora, eu era tão rápida e forte como ele. E havia chegado ao nosso ‘’ chalé’’ primeiro, por incrível que pareça eu não estava nervosa ou tensa, Bucky e eu chegamos tão perto da porta ‘’ sexo’’ que para mim não era um tabu ou motivo de receio.

Eu sabia que ele seria carinhoso, gentil e insuportável sexual para mim. E que meu corpo implorava e gritava toda vez que ele colocava as mãos e os olhos em mim. Não havia uma gota de medo ou receio em mim, como deve ser.

Apenas queria pertencer a ele, de todas as formas.

Deixo meu vestido cair no meio do chalé, como um aviso. Ele saberia assim que visse, deito na cama e espero por alguns segundos. Sinto sua mão de carne deslizar sobre minha perna com as pontas dos dedos, o azul dos seus olhos havia sumido completamente.

– Você não sabe quantas vezes, sonhei e te desejei te ver assim, Amber Barnes. Disse, meu novo nome deslizando como uma oração, me fazendo suspirar extasiada.

– Então, creio que seja uma vontade que compartilhamos. Responde, o puxando para mim. Não havia mais amarras em nós, ele se livra a camisa com rapidez e pressa, assim como sua bermuda. Por um momento, ele parece ter vergonha das suas cicatrizes.

Mas, a única coisa que consigo ver. É a extrema perfeição.

Não consigo conter minhas mãos, que deslizam por seu corpo.

– Baby, você é perfeito. O beijo com tranquilidade, diferente do vulcão de ansiedade que domina o meu corpo. Seguindo para a divisão do seu ombro e braço de metal, aonde tinha uma cicatriz vermelha bem marcada. – E todo meu. Bucky se deita em cima de mim, se apoiando na cama, observando com carinho enquanto beijo seu ombro. E acaricio seu braço de metal.

Excitante para caralho!

Estava ansiosa para o que o restante da noite me traria.