Total Drama: Tudo ou Nada Brasil!
12 Uai, que trem doutro mundo, sô! [Parte 2]
Notas iniciais
Enquanto consertam a transmissão do segundo helicóptero, já nas proximidades do aeroporto da próxima cidade, os competidores do primeiro helicóptero ainda desconfortáveis com a comilança, são surpreendidos quando Os Jogadores de Futebol começam a apontar para algo através da janela em direção ao céu noturno.
— Eu acho que aqueles pães de queijo estavam batizados – ri Paulo apontando para uma luz colorida que flutuava longe entrando e saindo das nuvens de chuva.
— Será – desconfia Alice – Também estou vendo.
— Acho que é ET – ri Mateus subindo nas costas de Tony para olhar pela janela.
— Você que é um ET – reclama Tony jogando um travesseiro na cabeça do garoto – Garoto que num sossega! Tá falando a viagem toda, perturbação.
— Tomara que te levem pro espaço! – ameaça Mateus apontando para o rival como se lançasse um feitiço.
— Tomara mesmo! Tô de saco cheio desse Brasil – riu o rapaz com os outros competidores e até o cameraman— Lugar que não evolui!
— Ai, deve ser um drone – diz Alice com medo – À lá, até já sumiu.
— Preparem-se para o pouso – anuncia o comandante desviando a atenção deles da janela.
— Até que enfim! Cadê Olávio pra terminar esse dia! – reclama Alice apertando o cinto.
Assim que as portas do helicóptero se abrem em um heliporto de um pequeno aeroporto, um vento gélido e o cheiro de terra molhada anunciavam que uma chuva inesperada estava pairando sobre a cidade. Acostumados com os mais estranhos aeroportos do Brasil, as equipes encontram a Caixa do Olávio a poucos metros no meio do estacionamento. Assim que Lilith aperta a cabeça do mini-Olávio, uma dica é cuspida e logo depois não emite nenhuma outra.
— “Equipe n° 1” – Lilith interrompe tirando o cabelo que cismava em entrar em sua boca devido ao vento – “Para chegar ao último desafio entrem na van prateada” Ugh, já to quase rezando pra me ver livres de vocês.
— No próximo Super-Time não quero você no meu lado não – diz Brianna entrando na van que já estava esperando por eles.
— Claro que não – responde Lilith – Estaremos no time vencedor, darling. Diferente de vocês...
— É impressão minha ou esse prédio parece um disco voador – interrompe Jéssica apontando para um prédio em formado parecido a da nave.
— Motorista, dá uma parada no manicômio, por favor, temos um paciente aqui – pede Tony garantindo como sempre o animo dos competidores.
Enquanto a van segue seu rumo ao desconhecido, no segundo helicóptero a transmissão finalmente é restabelecida em meio ao segundo round de uma nova briga.
— Aquilo é um avião cacete! – gritou irritada Vera para Lana que insistia que aquilo era um disco voador – Garota chata! Já tem meia hora que tá falando em ET pra essa câmera dela. Cadê o Otávio!? Pode isso produção?
— Você tem um canal no youtube? – pergunta Lana.
— Não.
— Estão fica quietinha aí, por que no contrato tá falando que se for youtuber, pode trazer uma câmera portátil. Aposto que nem leu...
— Ô piloto! Liga o rádio numa música aí! É melhor que escutar essa voz de taquara rachada falar o tempo todo!
— Pelo amor de Jeová! – pede Raimunda – Calem a boca!
— Olha tá brilhando mais forte! – grita Angélica apontando pela janela.
— Aonde pirralha? – pergunta Raul já ficando com medo – Tá é relampeando.
— Ih é... – concorda Guilherme olhando desconfiado para Os Índios, que não pareciam surpresos, e para Capitão Guerra, que parecia ansioso por algo.
“ – Se vocês passarem uma semana no meio do nada lá na Amazônia vocês vão ver cada coisa – diz Quaraçá sério.
— É mesmo – concorda o irmão – De vez em quando aparecem umas luzes no céu que somem num piscar de olhos.
— Eu já vi uma vez – revela Soldado Mello – Mas era um drone. Paguei maior mico no quartel quando mostrei a foto.
— Era o drone que eu estava pilotando – diz Capitão Guerra irritado – e você estava a poucos metros de mim!”
— Por que tá tão calado? – pergunta Guilherme desconfiado.
— Porque eu sei onde estamos indo – diz o militar olhando fixo para as luzes da cidade.
Em terra, os competidores da van tentam enxergar pelos vidros escuros para onde estavam indo, mas a pouca luminosidade das ruas a noite só indicava que estavam em meio a um bairro residencial. Minutos depois, em meio a um chuvisco gélido, as equipes encontram Olávio vestido com roupas à prova de radioatividade no meio de um terreno baldio cercado de curiosos.
— Boa noite competidores! – anuncia o apresentador assim que retirou a proteção de sua cabeça.
— Pronto. Vamos fazer o quê agora? Recolher lixo tóxico? – diz Tony se aproximando.
— Pessoal, estamos no último desafio do dia, e será um dos mais difíceis do programa até o momento. Em 1996, três mulheres andavam a noite por um terreno parecido com esse, quando de repente viram um ser agachado no meio do mato – narra Olávio com suspense vendo Os Melhores Amigos tremendo de mãos dadas – Estamos falando do caso que deixou o Brasil e o mundo em pânico! Estamos falando do ET de Varginha!!! – revelou em alto e bom som junto com uma trovoada que assustou a todos no local, inclusive os vizinhos curiosos com a movimentação — E foi AQUI que tudo aconteceu.
— Chega! – disse Alice dando as costas – Tô fora!
“ – Tenho PA-VOR de ET! – revelou Alice na sala de entrevistas ignorando as risadas do parceiro – Nunca vou esquecer daquilo quando eu era pequena. Eu estava lá, sozinha brincando com minhas bonecas de lojinha de roupa, na qual eu era a gerente, lógico, quando de repente aquela maldita chamada da sessão da tarde começou.
— Já to até vendo – ria Luis.
— E de repente aquela coisa horrenda surgiu com aquele maldito dedo aceso voando naquela bicicleta na frente da lua – disse passando as mãos nos braços arrepiados – ‘ET: O Extraterrestre’. DEUS-DO-CÉU, com certeza aquilo que eu senti era um ataque cardíaco! UGH, ODEIO aquele bicho!”
— Pessoal, foquem aqui! – chama Olávio com um assovio – Enfim, em 1996 dizem que, aquele ET, não era o único – continuou o apresentador tentando não rir da cara de medo dos participantes – Em uma floresta próxima daqui, dois outros extraterrestres foram vistos e um quarto ser usando um capacete foi visto dias depois perto da grade que circunda o restaurante do zoológico local. Sendo esse, provavelmente, o único que não foi capturado, pois os outros foram pegos por militares e nunca mais foram vistos, pois teriam sidos levados para os Estados Unidos. Dizem que naquele dia, um dos militares morreu ao entrar em contato com um dos seres, assim como diversos animais que foram encontrados mortos na região nos dias seguintes ao avistamento, que muitos dizem continuar até hoje...
— Gente, tô toda cagada aqui – riu Tony aliviando a tensão com o riso do povo – Ri não gente, é sério!
— O desafio de hoje, como disse, será complicado.
— Tiou, isso é vingança pelo o que a gente fez de manhã? – pergunta Mateus já roendo as unhas.
— Vingança? – gargalhou o apresentador – Logo eu?
— SIM – confirmaram os competidores.
— Talvez – riu novamente com uma piscadela – Enfim, um labirinto foi montado aqui perto e o objetivo, obvio, é chegar até o final. Como estará tudo escuro, lanternas serão dadas a vocês, assim como capas de chuva, já que o tempo parece que vai mudar igual em 1996 quando caiu uma misteriosa chuva de granizo no dia seguinte ao ocorrido. Sigam o caminho de luzes brilhantes – indicou o apresentador apontando para uma trilha de LEDs azuis que seguia para dentro do matagal cercado de seguranças – e encontrem nossos staffs que colocarão relógios especiais em seus pulsos. Cada relógio além de marcar a hora em LED, tem um rastreador e indicará onde vocês estão dentro do labirinto que é bem básico e para não matar ninguém, não têm pegadinhas.
— Ah tá, senta lá Olávio – riu Brianna.
— É sério, já são sete e meia da noite! – responde o apresentador – Boa sorte, e que o Desafio de Outro Mundo comece! Ah, já ia esquecendo é justamente nessa floresta onde os ETs foram vistos. Boa sorte!
— QUÊ!? – berraram os competidores, que decidiram enfrentar o medo e correr pelo caminho iluminado em pânico, chegando a um grupo de staffs sob uma elevação cercada de mato.
— Olha— sussurra Lucio para a parceira indicando com os olhos a cintura do segurança.
— Armado?— sussurra a garota de volta – Que estranho...
Após terem colocado o equipamento e recebido as lanternas, as equipes entram pelo matagal e seguem entre as arvores um próximo do outro. Mesmo um pouco fechada, com cheiro de lixo e com mato até a cintura, as equipes logo chegam a uma elevação que revela ser uma rua que parte a floresta ao meio. Fechada ao transito, as equipes atravessam-na tranquilamente e se assustam com um clarão que risca o céu e em seguida explode em um trovão.
— Ai gente cancela isso! – pede Alice agarrando o braço de Luis.
— Se desistirmos é eliminação na certa – diz o rapaz apontando a lanterna para a floresta escura a frente – O jeito é seguir em frente.
— Tô literalmente com o fiofó na mão – diz Tony segurando a Brianna e entrando na segunda parte da floresta.
Logo não demora muito para que os primeiros sons estranhos começassem a surgir, mas para alívio de todos era só o começo de uma chuva. Andando com cuidado, Mateus quase tem um infarto ao apontar a lanterna para um lado e ter sua luz refletida por fitas metálicas que escondiam a entrada do labirinto. Imaginando que o lugar seria parecido com o labirinto que enfrentaram em São Paulo, as equipes se surpreendem ao ver que todo o seu interior é feito de madeira pintada de preto com pelo menos três metros de altura. Outro fato que chamou atenção é que não havia teto, o que deixava a chuva, morcegos e insetos circulando, e que não tinha piso, já que era o próprio terreno capinado, com exceções das árvores, pedras e tábuas que cobriam certos buracos. Após caminharem por um único e largo corredor, são surpreendidos novamente ao ver dezenas de portas brancas lado a lado, cada uma com uma luz acesa no interior.
— Que coisa mais bizarra! – se surpreende Lucio.
— Se o Esquisito tá surpreso imagine eu! – diz Luis iluminando o local.
— Pera aí, contei errado ou tem vinte portas? – diz Alice.
— Tomara que um seja banheiro – diz Tony – Tô tão nervoso que no primeiro susto me borro!
Com o tempo correndo, as equipes engolem o medo e cada uma escolhe uma porta diferente, começando a difícil tarefa de encontrar a saída.
Enquanto isso, a segunda van já havia estacionado e os últimos competidores haviam acabado de descobrir no que se meteram.
— Isso não existe! – diz Pastor Zebedeu.
— Fica quieto aí ô Padre Quevedo – pede Raul – Teve uma vez que eu vi um ET lá na fazenda.
— Eu acho que era algum fã – duvida Rian cruzando os braços devido ao frio ou ao medo.
— Ih, me poupe desse papo – diz Vera – Já tá chovendo, meu cabelo não tá ajudando, já são oito da noite, a fome tá batendo... ‘Bora Otávio! Adianta aí.
Depois de um relâmpago e um trovão que gerou gritos no meio da floresta, Olávio dá permissão para que os competidores caminhem para pôr os relógios e começar a caminhada para encontrar a entrada do labirinto.
— Ainda bem que tomamos vacina – diz Lana matando um mosquito em seu braço.
— Cuidado onde pisa garota! – avisa Capitão Guerra salvando Lana de cair em um buraco que provavelmente a machucaria.
— Meu Deus, obrigada. Mas como você viu nesse breu?
— Alguns lugares nunca mudam – respondeu entrando entre as árvores com o recruta ao seu lado.
— Ele sabe de alguma coisa— sussurra Guilherme.
— Só agora que percebeu? – responde Quaraçá surgindo ao seu lado – É só você ligar os pontos e saberá a resposta.
— Como assim? – perguntou o youtuber, mas era tarde demais, os índios já haviam atravessado a rua e seguiam os passos dos Militares.
— Alguém percebeu que nem o carinha com a câmera veio com a gente? – estranha Angélica.
— Mas tem gente nos olhando – aponta Rian a lanterna para uma câmera presa a uma árvore.
— Quê isso? Big Brother? – pergunta Guilherme vendo outras em outras árvores.
Liderando o segundo grupo, Os Militares são os primeiros a encontrar a entrada do labirinto e também se surpreendem com as misteriosas portas, cujo cinco delas estavam com as luzes apagadas. Ao ouvir que tinham companhia, escolhem uma das portas do meio e começam o jogo. Minutos depois, Os Índios e as demais equipes chegam quase ao mesmo tempo e tentam decidir com seus parceiros onde entrar.
— Eita, que As Testemunhas de Jeová vão à loucura! – ri Vera – É só pra escolher uma, hein.
— Isso – se irrita Zebedeu – Debocha mesmo. Seu castigo tá vindo!
— Gente, rogando praga... Pode isso Jeová? – questiona Angélica deixando-os para trás e entrando em uma das portas do canto com a mãe.
Com todos os competidores dentro do labirinto, não demora muito para as confusões começarem a acontecer. Além dos sustos em encontrar outros participantes, baratas, morcegos, e da chuva que insiste em cair, logo os competidores descobrem como estão sendo filmados nos corredores.
— Que susto! — se espanta Alice vendo algo parado em um cabo muito acima de suas cabeças — Que diabos é aquilo?
— E a lá! – aponta Paulo familiarizado com o objeto – É a câmera aranha!
— Exatamente! – responde Olávio aparecendo para os telespectadores mostrando que está vendo tudo acontecer dentro do labirinto junto com sua equipe e os curiosos de plantão – A Spider Cam, ou Câmera Aranha, com foi apelidada por aqui, é uma câmera que fica suspensa em cabos de aço e são controlados pela nossa equipe técnica. Ela se move horizontalmente, verticalmente e pode descer dos seus altos quinze metros de altura até três metros acima do chão. Esse é o mais novo equipamento do programa e a partir de hoje será usado em determinados desafios. E nessa tela – aponta ele para uma série de círculos com as caras das equipes – Está marcada a exata posição dos competidores dentro do labirinto. Com podem ver, Os Esquisitos, Os Militares, Os Índios e Os LGBT estão liderando e já se encontram na metade do caminho. Hmm, mas o quê aqueles pirralhos estão aprontando? – diz se referindo para Os Melhores Amigos que são flagrados pela câmera-aranha.
— Mateus, me põe nos seus ombros que vou ver pra onde ir – pede Jéssica.
Mesmo a contragosto, o garoto obedece e põe a amiga nas costas e por poucos centímetros ela não alcança a beirada da parede de madeira para ver por cima, mas com esforço, ela consegue se pendurar e ver que estavam no meio do caminho. Com a lanterna, tentou traçar um caminho, mas como estavam longe das casas ao redor, as únicas coisas que podia ver na escuridão eram luzes das lanternas e os corredores mais próximos.
— Desce logo! – pede o garoto com os pés da amiga na cabeça – Você tá pesada de mais!
Quase escorregando, a garota ainda consegue ver que alguém teve a mesma ideia, e estava escalando a parede, mas logo percebeu que tinha algo errado; Se não tinha cameraman ali, e pôde ver todos os outros brilhos de lanternas, quem era aquele em cima do muro? Curiosa, ela pensa em apontar sua lanterna, mas quando o vê se levantar e se equilibrar na parede como se procurasse por algo, congela. Para piorar, ao olhar para o lado, dá de cara as lentes da câmera-aranha e com um berro se desequilibra e despeça sobre o amigo.
— Que aconteceu!? – pergunta Mateus massageando a cabeça – Aquilo é uma câmera!
— Xiuu!— sussurra Jéssica puxando o pela camisa e obrigando-o a se agachar no chão molhado. Ele pôde ver que a garota estava trêmula — Mat-Mateus... Tinha alguma coisa em cima do muro— sussurrou.
— Deve ser um dos competidores.
— Não, não era— continuava sussurrando – Eu vi ao redor e contei dez brilhos de lanterna.
— Será que era algum vizinho ou curioso?
— Mateus! Aquilo tinha a nossa altura! A Angélica deve tá lá pra trás e olha o tamanho dessas paredes! Não tem como subir nisso sozinho!
— Pode ter usado uma escada— ele começou a sussurrar.
— Aquilo não era uma pessoa! Tinha uma cabeça enorme!
— P-pode ser algum doido ou V-você acha que-que era um ET?— perguntou Mateus engolindo em seco.
— Eu não sei... E não quero ficar pra descobrir!
Decididos a fugir, assim que dão o primeiro passo, a dupla leva mais um susto com um trovão e a soltam um grito tão alto que todos no local puderam ouvir. Desesperados, os coitados, começam a correr pelos corredores a procura de alguém para ajudá-los.
Adiantados, Os Esquisitos continuam suspeitando que mais alguém além da câmera estava os observando e se escondem em um canto apagando suas lanternas. Segundos depois, Os Índios passam e a dupla começa a segui-los, mas não dura muito, pois do outro lado da parede onde estavam ouvem a voz de Capitão Guerra que parecia discutir com Soldado Mello.
— Seja rápido. Esse território é hostil! – diz o Capitão controlando o tom de voz.
— Senhor, por que está agindo tão estranho, senhor – pergunta o rapaz que pelo tom de voz estava cansado provavelmente de tanto correr.
Apurando os ouvidos, Lucio tenta seguir a voz e acaba dando de cara com Aruanã que em vez de demonstrar surpresa, somente põe o dedo na boca pedindo silêncio.
— Nós sabíamos que estavam por perto— sussurra Aruanã – Um de vocês está com um perfume um pouco forte hoje.
— Parece que temos mais um “Esquisito”— sussurra Lilith de volta, sabendo que ela era quem estava usando o perfume “The Fame” – Vocês também suspeitam que tem algo de estranho aqui?
— Sim— responde Quaraçá – E eles sabem— disse se referindo aos Militares.
— Por favor, Senhor Capitão – insiste Soldado Mello do outro lado da parede.
— Cara como você é chato! – se irrita o capitão – Ok, mas se apressa!
Depois de alguns passos, sem saber que estavam sendo seguidos, a dupla para ao mesmo tempo em que a câmera aérea se afasta para filmar outro ponto. Já o quarteto espião se encontra em um beco sem saída.
— Eu era um recruta em 1996 – revela Capitão Guerra – E eu estive aqui naquele dia em que fomos visitados por ETs, e juro pela minha carreira que eu tive um contato de 3° grau com um daqueles seres.
Do outro lado da parede as duas equipes pouco conseguem ver suas feições, mas sabiam que estavam tão surpresos e assustados quanto imaginavam.
— Eles estavam exatamente nesse local – continuou o militar.
— Então é tudo verdade! Eu pesquisei um pouco sobre o senhor e li uns documentos sobre o “VGH200196”, uma vez, quando fui chamado na sala do Marechal Santos, meses atrás.
— Seu imbecil! – resmungou o Capitão seguindo de um barulho mudo como se tivesse batido com os nós dos dedos na cabeça do recruta — Se tivessem te visto você poderia nem estar vivo! Poucos sabem realmente sobre o caso. Mas enfim, tinha sim ETs por aqui, sendo que pelo menos dois conseguiram escapar e nunca foram capturados por nós. Dizem que até hoje eles veem luzes estranhas por aqui.
— Mas por quê? – pergunta Soldado Mello.
— Ninguém sabe, mas desconfiavam que pudesse ser pelo ouro. Droga a câmera! Você viu que tinha guardas armados? Então, provavelmente eles suspeitam de algo. Seja lá o que for, atualmente eles podem não estar infectados pela radiação, já que daquela vez foram expostos a radiação da nave que caiu, mas evite contato direto. Qualquer coisa salte pela parede igual nos treinamentos e avise os guardas. É só repetir o código que você leu nos documentos, ok? Agora, bico calado, finge demência e vamos dar o fora daqui!
Assim que a dupla se cala e os espiões puderam ouvir os passos apressados se distanciando, as equipes que ouviram tudo veem que a câmera estava se aproximando e mesmo com mil dúvidas se dividem e partem em busca da saída e da segurança longe do labirinto.
— Olha! Parece que Os Esquisitos e Os Índios juntaram força! – diz Olávio vendo-os pela câmera e pela tela onde os quatro pontos não estavam muito longe dos Militares – Mas só um vencerá! Quem será o ganhador hoje?
Com a chuva voltando a engrossar, as equipes começam a se desesperar com a quantidade de raios riscando o céu. Já aos prantos, Os Melhores Amigos tentam engolir o choro a cada beco sem saída que encontram, sem contar quantas vezes bateram de cara com a madeira, e não são os únicos irritados ali:
— Já tô de saco cheio desse lugar! – grita Tony dando voltando de outro corredor sem saída.
— Tinha que ser a escandalosa! – berrou Vera dando de cara com Os LGBT.
— Olha quem fala! A dona do morro! – retruca o rapaz.
— Mas quem tá gritando uma hora dessas!? – Paulo e André surgem por outro corredor.
— Sô mermo! – Vera arranja tempo para bater palmas.
— Ih, gente, vambora! – pede Brianna impaciente – Vamo que a gente se ajuda nesse cacete pra dar o fora dessa lama.
Com mais de uma hora de competição e uma chuva que não dá trégua, as três primeiras duplas, refletindo sobre o segredo militar, se penduram nas paredes para atravessar, sem tocar nas águas sujas de um córrego que cruza o labirinto. Enquanto outros tentam não escorregar na lama que se tornou o local.
— Já viu se a gente dá de cara com um ET – riu Guilherme sentindo a meia encharcada.
— Prefiro um ET do que dar da cara com bandido de moto – gargalhou Lana vendo que algo acabara de saltar por cima de sua cabeça. Por um momento pensou ser a câmera, mas estranhou quando viu o objeto passar novamente no mesmo sentido – Isso não tinha passado aqui ainda agora?
— Tu tá é vendo coisas – disse Guilherme antes de escorregar e cair sentado na lama.
Enquanto As Testemunhas de Jeová rezam e são guiados por fé pelos caminhos escuros, Os Sertanejos levam um susto quando alguém passa correndo por eles.
— Seus pirralhos! – grita Raul – Nem aqui vocês sossegam!
— Parece até as ratazanas correndo da chuva – riu Rian continuando por um caminho à esquerda onde segundos depois dão de cara com Os Melhores Amigos tremendo feitos varas verde.
— Ué, acabei de passar por um de vocês! – diz Raul.
— Quê? Não era a gente! – diz Jéssica apavorada, piorando quando outro trovão estoura no céu.
— Escuta— diz Mateus sussurrando – Fiquem de olho aberto. Ela viu alguma coisa entrando no labirinto e não era um ser humano.
— Essas crianças... – ri Rian dando de ombros.
— Eu juro! – diz Jéssica – Olha meu estado! Tô apavorada!
Preocupados, Os Sertanejos decidem acompanhar os mais novos até se acalmarem, enquanto não muito longe, porém adiantados, Vera se queixa da lama em seus pés.
— Perturbação! Todo dia a gente tá na lama!
— Né nom! – concorda Brianna – Será que nunca vamos ter um dia normal?
— Aqui? No Total Drama? – riu André — Já é um milagre não termos caído numa armadilha.
— ‘migo, esse labirinto já é uma armadilha – diz Tony parando ao ver algo à frente.
— Gente, quê que é aquilo? – pergunta Angélica apontando a lanterna para algo que os espiava no final de um corredor à esquerda.
— Ah, deve ser um daqueles moleque aprontando, SAAAAI – berrou Vera pegando a sandália e tacando em direção a figura que solta um grunhido e para pânico de todos salta pela parede e some na escuridão, deixando os seis boquiabertos.
— Gente aquilo não era humano, mexxmo— se assusta Brianna.
— A-A-Aquilo e-era o ETÊÊÊÊ!- berrou Jéssica, puxando a mãe e correndo para longe de onde o ser subiu, assim como os LGBT e Os Jogadores de Futebol que correm apavorados em direções opostas.
Tremendo sem saber se era de frio, ou de medo devido aos gritos, As Testemunhas de Jeová aumentam as vozes de oração à medida que avançam no labirinto, enquanto Os Youtubers enfrentam o medo usando sua câmera portátil à prova d’água para gravar a caminhada e fazer um V-log especial para seu canal no youtube. Já Os Sertanejos, em pânico ao ouvir novos gritos, se perdem dos Melhores Amigos que fogem para o lado oposto dos cantores. Adiantados, Os Esquisitos e Os Índios desligam suas lanternas para não chamar atenção de qualquer ser estranho, sem saber que já estavam sendo observados por Olávio e sua equipe que usam a câmera-aranha para tentar entender o motivo de tanta agitação no labirinto. Pelos monitores eles tentam focar em quem estava saltando sobre as paredes, mas a chuva impossibilita o foco e para piorar, tudo desliga quando um relâmpago atinge as proximidades e leva consigo a luz da região. Dentro do labirinto, algumas equipes ouvem o estouro e o estranho silêncio que se formou logo após, sem contar com a gritaria abafada do povo que indicava que algo havia acontecido. Mesmo distantes Lucio e Aruanã percebem a diferença no ar e se agacham como se esperassem uma abdução, a tempo de ver algo saltando sobre as paredes como se caçasse alguém.
— Ele está aqui pelo Capitão Guerra— sussurram Lucio e Aruanã quase ao mesmo tempo.
E estava.
Quando Os Militares entram em um beco sem saída, ao dar meia volta dão de cara com um ser de 1,60 parado no meio do caminho. Soldado Mello não consegue se calar e acaba soltando um grito que por um segundo espanta seu Capitão, que com todo o treinamento e situações que já passou, sabia muito bem como agir diante daquele momento.
— O que você quer! – enfrentou com o punho cerrado e voz firme.
O extraterrestre nada diz a não ser por mais um passo dado em direção a dupla que não entendia o motivo das lanternas não funcionarem. Um novo relâmpago atravessa o céu e dessa vez ilumina o labirinto, e o Capitão pôde ver por alguns segundos – que pareceram minutos — a fisionomia do possível inimigo: Nunca que ele iria esquecer aquele corpo magricela, amarronzado, com olhos grandes avermelhados e seus calombos na cabeça, cujo um deles parecia ter sido machucado há pouco tempo. Outra coisa que notara era uma cicatriz no ombro frágil que sustentava seu braço e mão fina de três dedos, cuja palma para cima mostrava algo que há tempos não via.
— Você ainda está vivo!?
O extraterrestre deu mais um passo na penumbra com a mão estendida e Capitão Guerra entendeu que não era um inimigo, e sim um velho conhecido que poderia ter voltado apenas para devolver um item muito valioso.
— Como você achou? Você veio só para devolver?
O ET acenou com a cabeça como se concordasse, inclinou-a de leve e se aproximou ainda mais a ponto do Capitão ouvir a respiração ruidosa e perceber que ele tinha uma espécie de pulseira metálica em seu punho. Ignorando a tremedeira do recruta que segurava sua camisa, e o medo de uma retaliação ou contaminação, o militar pega a insígnia em forma de V levemente enferrujada e com um aceno de cabeça agradece. Sem mas, e nenhuma troca de palavras em outro idioma, a criatura faz um leve aceno de cabeça e rapidamente escapa por entre os corredores.
— O-o que foi aquilo! – pergunta Soldado Mello tremendo dos pés a cabeça.
— Aquilo – explica Capitão Guerra firme checando se a lanterna havia voltado a funcionar e iluminando o local e a mão para conferir o objeto – “Aquilo” era um dos ETs que conseguiu escapar do exército no dia que a nave deles caiu. Eu cheguei a encurralar um, mas ele estava com o ombro fraturado e parecia estar com muita dor. Eu era muito novo naquela época e deixei-o fugir para dentro da mata. Meu capitão ficou tão irritado naquela noite que me deu um soco tão forte que caí no chão e acabei perdendo essa insígnia que havia ganhado dele mesmo dias antes. Acho que esse ET só voltou para devolver em forma de agradecimento por ter poupado a vida dele.
— Que bizarro — diz Soldado Mello tentando recuperar das pernas bambas – Você não ficou com medo?
— Recruta, se você quer ser um verdadeiro militar tem que ser frio e calculista. E ai de você se abrir esse seu bocão – ameaça Capitão Mello guardando a insígnia no bolso e seguindo enfrente pelo corredor enlameado.
— Não! Será o nosso segredo.
— Ótimo agora que você teve seu primeiro contato de terceiro grau, vamos terminar a droga desse desafio!
Enquanto Olávio tenta resolver o problema da luz, que apagou todos os equipamentos ligados na energia elétrica, Os Índios e Os Esquisitos se aproximam do final do labirinto, e logo atrás Os Melhores Amigos, tremendo de mãos dadas, levam um susto quando dão de cara com o extraterrestre. Jéssica dá um grito tão alto que até o ser põe a mão na cabeça, o que obriga Mateus a tampar a boca da amiga. Em seguida, o extraterrestre foge por outro corredor e a dupla se apavora ao ver que ou seguiam em frente ou voltavam tudo de novo. Apavorados, a dupla engole o medo e se impressionam ao ver que cada vez mais se aproximavam do final do labirinto. Ao ouvir passos, a criatura dá de cara com Os Esquisitos que por um segundo pensaram em dar um grito, mas preferem correr ainda mais ao ver a saída à frente.
— Vamos pirralhos, é a saída – diz Lilith para a dupla que continuava assustada.
Quando a dupla pensou em correr, num passe de mágica, o extraterrestre aperta a pulseira no punho e num brilho de um relâmpago o ser desaparece. Ao mesmo tempo, a luz volta em toda a região e a câmera-aranha volta a tempo de registrar o final da movimentação no labirinto.
Adiantados, Os Esquisitos escapam do labirinto e correm pelo mato em direção á uma avenida, e assim que põem os pés no asfalto se assustam ao descobrir no outro lado da rua um disco voador.
“- Tá de sacanagem! – diz Lilith na sala de entrevistas secando o cabelo com uma toalha – Eu já estava preparada pra descer do salto e correr pra dentro da nave que eu pensava ser de verdade.
— Mas quando nos aproximamos. Lá estava ele, Olávio com uma roupa prateada e papel laminado na cabeça – diz Lucio desapontado balançando a cabeça – É por isso que os extraterrestres não fazem contato!”
No meio de um terreno, ao lado de uma única árvore, a Zona de Relaxamento e todo seu redor foram iluminados por canhões de luz, e o disco voador especialmente feito por um arquiteto local, começou a emitir luzes multi coloridas e fumaça de gelo seco. Mais ao longe, pessoas embaixo de guarda-chuvas acompanhavam o final da competição com empolgação, diferente dos vencedores que chegam em primeiro lugar com um misto de alivio e constrangimento depois de tanta confusão e por serem recebidos por Olávio vestido de papel alumínio.
— Que ótima noite para chegar em primeiro lugar, não é Esquisitos? – pergunta Olávio assim que a dupla pisa no tapete o símbolo do programa.
— Perfeito – responde Lilith jogando longe a capa de chuva – Mas podia ser melhor.
— Como? – pergunta o apresentador passando o microfone para Lucio.
— Não tendo essa última etapa – responde vendo que o interior da nave era o a zona de descanso para a equipe.
— Que comemoração calorosa! – debocha Olávio vendo mais duas equipes correndo estrada acima, sendo que uma delas escorrega no capim molhado e rola morro abaixo.
— Gente, todo dia eu me pergunto como esses marmanjos perdem pra essa dupla de pirralhos – se impressiona Olávio vendo a dupla mais jovem chegar com lama em quase o corpo todo – Melhores Amigos! Parabéns, vocês ganharam a medalha de pr...
— TIOU! – berram agarrando-o e falando ao mesmo tempo – Tinha um ET lá dentro! Eu juro, era o ET de vagina!
— Varginha – corrige Olávio tentando não se juntar a gargalhada do povo.
— ISSO! – diz Jéssica nervosa – Acho que ele nos ajudou! Era marrom com uns olhão vermelho igual de cracudo.
— Falando em cracudo – diz Capitão Guerra pegando-os pelas golas da camisa e empurrando-os para dentro da nave – Esse pirralhos devem estar com febre e delirando.
— É! – concorda Soldado Mello – Não tinha nada de errado lá dentro. Não vimos nenhum ET do mal, quer dizer legal...
— ENTRA! – ordena o militar puxando o recruta pela capa de chuva.
— Não usem drogas crianças – alerta Olávio para a câmera antes de voltar a dar atenção à próxima equipe.
— Em quarto e por algum milagre não estão manchados, Os Índios! Vocês não sentem frio? – pergunta entregando toalhas para a dupla.
— Não – responde Quaraçá irritado por ter chegado em quarto lugar.
— Simples e direto, eu gosto assim! – ri Olávio sem graça – Toalha branca? Aja Vanish pra tirar essas manchas! – ele deu uma piscadela ignorando os participantes que sacaram a propaganda do patrocinador — Olha lá quem vem virando a esquina vem OS LGBT com toda a alegria, festejando – aponta o apresentador cantando uma musica do Rouge.
— CADÊ – berra Tony chegando aos saltos com Brianna.
— Quem – pergunta Olávio pulando junto.
— Ué a nave tá aqui, cadê a Xuxa? – perguntou causando uma explosão de gargalhadas do público e dos staffs.
— Pra que Xuxa sem tem eu, Olávio, o galã da televisão – ri o apresentador.
— Chega né, tá a cara do Dengue do Xou da Xuxa – ri Brianna – E pra que esse treco na cabeça, mongolão?
— Ti contar, hein – ri Tony — Aposto na Xuxa acerto na Praga
— Entrem logo na nave! – pede Olávio os empurrando.
— A gente viu cada coisa estranha que nem to com paciência pra discutir – diz Brianna indo direto se secar.
Minutos depois, Mãe e Filha chegam meladas de lama e descalças. Olávio por um momento pensou em chamar a segurança pensando ser alguma invasão zumbi ao ver a cara de espanto das duas.
— Que susto! – ri Olávio – Vera, nunca te vi correr tanto! Isso tudo é vontade de vencer?
— QUÊ – berrou causando um chiado nos equipamentos de som – Eu não sei que diabos era aquilo lá dentro, mas acertei uma tamancada na cabeça de neguinho – gargalhou – Quero minha melissa de volta, cacete!
— Não era tua filha não? – perguntou o apresentador reparando na garota com os cabelos encharcados caídos no ombro, com lama até o joelho e um pé sem a sandália.
— TOMARA QUE OS ETS TE COMEM! – grita a garota que tenta saltar sobre Olávio, mas a mãe a segura.
— Calma capeta! – ri Olávio pondo o chapéu laminado na cabeça da garota, que arranca e destrói em pedacinhos.
Com Os Sertanejos, que chegam mais brancos que papel e Os Desempregados e Os Youtubers garantindo os próximos lugares na competição, quase uma hora após a chegada dos primeiros colocados, As Testemunhas de Jeová, por fim, chegam ao tapete imundo, que agora era marrom, e a primeira coisa que fazem é se ajoelhar e agradecer ao céus.
— Aleluia JEOVA! – berra Raimunda – Graças a Deus, chegamos!
— Oh glória! – concorda Olávio – Pensei que tivessem se perdido lá dentro.
— Tudo na vontade de Deus – testemunhou Zebedeu.
— Amém! – responde Olávio apontando a entrada da nave.
— Mas que lugar é esse? – pergunta a pastora vendo o interior colorido da nave.
— É a nave da Xuxa – respondeu Tony – É o Xou Da Xuxa, nem!
— Daqui a pouco vou tocar o disco ao contrário – riu Brianna se satisfazendo com os petiscos.
— Estaremos esperando – alegra Lucio entregando alguns petiscos á parceira.
Finalmente, junto com o fim da chuva, Os Jogadores de Futebol surgem com lama até o pescoço e caem no tapete exaustos.
— Por onde vocês andaram? – pergunta Olávio vendo o estado da dupla.
— Cara, não sei! – responde Paulo.
— A gente se perdeu lá dentro, voltamos pro começo do labirinto, vimos alguém pulando o muro e daí apagamos mano – completa André.
— Vocês tão usando tóxico? Fizeram exame o exame anti-doping? – pergunta Olávio rindo – Pois, é... infelizmente, meus amigos jogadores de pelada de fim de semana, ainda teremos que aguentar vocês, pois a competição de hoje era uma rodada não eliminatória! Vocês estão salvos!
— OBRIGADO SENHOR JESUS!- comemora a dupla dando um salto no ar e abraçando o apresentador, sujando a roupa prateada.
— Graças a Deus nós vamo continuar representando nosso time! – comemora Paulo espirrando lama a cada salto.
— UH-HUL – comemorou André dando uma cambalhota no ar.
— Isso, cai e quebra o pescoço! – riu Olávio — Aqui não tem emergência não!
— Deixa no mato! – berra Vera com a boca cheia de comida de dentro da nave assistindo toda a cena – Perturbação de rodada não eliminatória. Tem que acabar com isso.
— Se quiser pode se eliminar, tem uma vaga aberta – responde Olávio.
— AO VIVAÇOOO! – gritam Os Melhores Amigos e Os Jogadores de Futebol juntos.
— Depois dessa eu pediria até pros ETs me levarem – riu Luis ainda incrédulo sobre essa história de outro mundo.
— Ufa! – respira fundo Olávio tentando esconder o cansaço – Finalmente, mas um episódio chega ao fim! Depois dessa verdadeira maratona, que marca os primeiros 1/3 completados da Competição, é hora de descansar e repor as energias, pois amanhã estaremos de volta e de partida para um novo e desconhecido destino, em mais um episódio do meu, do seu, do nosso, TOTAL-DRAMA-TUDO-OU-NADA-BRASIL! – terminou acenando para um drone que filma a todos ao redor da nave.
Com as gravações encerradas, e as equipes aguardando a carona para o hotel, os staffs começam a desmontar o set enquanto um câmera ainda grava os competidores, para usos futuros.
— Pessoal, tinha alguma coisa no labirinto não tinha? – pergunta André tirando as chuteiras.
— TINHA! – berram Mãe e Filha.
— Parece que tem alguém que não precisa beber pra ficar vendo coisas – debocha Zebedeu imitando a resposta que Vera deu no segundo desafio mais cedo.
— YAAASSS – comemorou Os LGBT – É Hoje que o circo, quer dizer a nave pega fogo! – ri Brianna.
— HAA! Fala em fogo não! – lembra Tony as gargalhadas – Lembra quando a nave da Xuxa pegou fogo?
Todos menos Os Melhores Amigos e Capitão Guerra, que não eram nascidos, ou já estavam a serviço do exército, caem na gargalhada.
— E a Xuxa; “Vem gente vem gente” – gargalhava Alice – Coitada, foi uma correria!
— Culpa do Ilari-lariê – ria Lucio ignorando sua infância colorida.
— Bem feito! Isso é musica do demônho! – testemunhou Raimunda com a bíblia suspensa no ar – Por isso pegou fogo! Tem que por música evangélica!
— Para de graça, que tu até sambava quando tocava a música – riu Tony.
Enquanto os participantes desfrutavam aos risos de um descanso merecido, no lado de fora Olávio e um staff vem um estranho brilho no céu.
— Ainda não desceu o drone? – pergunta Olávio.
— Que estranho... já descemos sim. Aquilo ali parece um disco voador! – se impressiona o staff, deixando o apresentador nervoso, piorando mais ainda quando algo se mexe no meio do mato. Apavorado Olávio, corre para dentro da nave e deixa o staff rindo ao ver um cachorro sair do mato e a luz no céu revelou-se ser um avião.
— Disco voador – riu o staff— Esse povo inventam cada besteira...
— Gente, alguém tem o CD da Aline Barros aí? – riu Vera – Por que hoje foi demais! Vou até ler a bíblia antes de dormir!
Mapa da Competição em Minas Gerais [Parte 2]!
...Continua...
(^_^)/
by Hikari-Ouji.
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