Tortura
9 Capítulo 9
Notas iniciais
–03/04 13h: 36min –
– Alô? Okaasan?
– Ohayou Sakura-chan.
Estava tão ansiosa para dizer à novidade que dispensou os bons modos para com o cumprimento de sua Mãe.
– Estarei ai daqui a uma semana e meia!
Pelo breve silencio e depois uma risada empolgante presumiu que sua Mãe ansiava por sua visita.
– Que bom Sakura-chan, eu e seu Otousan estamos morrendo de saudades.
– E ele Okaasan? Como está?
Sua Mãe deu uma breve risada, provavelmente seu Pai vazia algum gesto para que a esposa não o delatasse.
– Está aqui birrento como sempre, você não sabe o sacrifício que é para fazê-lo seguir a nova dieta que o doutor o passou.
Sakura avistou Sasori em meio algumas pessoas que passava pelo correndo e vinha na direção oposta a sua.
–Posso imaginar... Mas diga a ele Okaasan, que quando eu voltar para Tóquio ele não irá ter sossego.
Sua voz era risonha, sabia que o mais velho escutava atrás da linha. Então continuou.
– Tenho que ir Okaasan, dê um beijo no Otousan por mim e amanhã ligarei novamente. Amo vocês.
– Também te amamos. Não se esqueça de alimentar-se bem.
Revirou os olhos, sempre o mesmo sermão.
–Certo. Muitos beijos nos dois.
– Tchau.
O ruivo já vinha com um sorriso maroto nos lábios, ao se aproximar mais a abraçou em comprimento.
– Como você está?
Ela sabia que ele referia-se ao estado de seu Otousan.
– Um pouco melhor, logo irei vê-lo, consegui uma folga boa para visitá-lo.
Ele passou a me acompanhar teríamos aula como o mesmo professor. Olhei sorrateiramente para Sasori, ele era bem diferente de Sasuke, suas feições eram mais emocionais, era mais fácil de decifrar, além da forma de vestir-se, o moreno era mais reservado que o ruivo, nesse momento, por exemplo, Sasori usava uma bermuda creme que lhe caia muito bem.
Tentou afastar esses pensamentos, mas desde que tinha visto Sasuke o comparava com todos os homens que via. Isso estava começando a virar uma obsessão. Resolveu olhar para as pessoas que passavam a sua volta, só assim tiraria aquelas baboseiras da cabeça.
Olhou rapidamente novamente para Sasori e percebeu que esteve esperava algo, se praguejou mentalmente mais uma vez estava absorta em reflexões e acabou perdendo-se do mundo real.
A expectativa do ruivo era grande, dava para ver no brilho de seus olhos amendoados, teve medo e vergonha em pedir para que o mesmo repetisse o que havia dito então apenas confirmou.
– Sério?
Ele pareceu muito animado, até assustou-se com sua reação.
– E quando posso arrumar as malas?
Parei de repente ao ouvir aquilo. Malas? Ele pretendia vim comigo? Aquilo parecia até um sonho... Não pude evitar um sorriso bobo, acho até que foi imaginação minha, é melhor confirmar.
– Pra ir junto comigo?
Apontei para mim mesma, feito uma idiota.
– Sim e com quem mais seria?
Juro que vi um arco-íris se forma atrás de Sasori-kun. Aquilo realmente estava acontecendo? Kami-sama me ajude!
– Bom estou pensando em ir daqui a uma semana mais ou menos.
Disse voltando a andar ao seu lado, a julgar pela ardência em minhas maças, deveria estar bem vermelhar no momento.
– Então está querendo ir quando chegar recesso?
– Sim, mas vou esperar mais alguns dias por conta do meu trabalho.
– Entendo.
Continuamos a conversar até por os pés na aula, literalmente, pois quando chegamos lá e eu vi o professor no quadro me desesperei, fui logo para meu lugar para não perder o assunto que ele havia escrito só depois me lembrei de ter deixando o pobre Sasori-kun na entrada do local um pouco surpreso pelo meu ato, mas logo este riu um pouco sem graça para mim indo para seu assento provavelmente achando que eu sou uma pessoa muito estranha.
– Estou sempre estragando as coisas...
Murmurei a mim mesma cabisbaixa.
– 03/04 21h: 13min –
Agradeci a Kami-sama assim que passei o trinco na porta e sentir o doce aroma da minha residência, enfim aquele dia exaustivo havia acabado e agora só me restava descansar e claro que para isso teria ajuda do meu querido amigo íntimo Sasuke.
Enrubesceu ao lembrar-se de seu rosto, pelo menos agora teria em quem pensar quando sentisse aquele prazer imenso.
Negou com a cabeça ao concluir aquilo, parecia errado pensar Sasuke quando estivesse nesses momentos, parecia até que estava traindo seus sentimentos por Sasori. Resolveu logo tomar seu banho para não ocupar a cabeça com besteiras.
Livrou-se do peso de seu uniforme de trabalho e não demorou a entrar no Box do banheiro. Deixou que a água morna percorresse toda sua extensão, foi inevitável não sentir o ardor sobre a palma da mão esquerda, não quis olhar o lugar, preferia só o ver quando sarasse mais, era desconfortável olhá-lo por lembrar de todo sangue que escorreu do mesmo, mas também lhe vinha à mente o encontro com Sasuke, eram tantas perguntas sem respostas sobre o moreno, no fim era melhor, até porque o trato que haviam feito envolvia a indiscrição de ambos.
Seu celular toca.
Assustou-se e quase perdeu o equilíbrio pelo seu movimento brusco. Desligou a água e inclinou-se para pegar o aparelho que não estava muito distante. Olhou o visor, era ele.
Respirou fundo e atendeu.
– Sou eu.
– Deveria para de fazer isso sabia?
Pelo silêncio presumiu que ele tentava entender seu pergunta, logo se explicou.
– Liga assim de qualquer jeito... Poxa! Eu não tava esperando, quase despenquei no chão!
Pude ouvi nitidamente seu sorriso de canto, como adora aquele som.
– Onde você está?
– No banheiro! Acabei de chegar, estava tomando banho quando fui interrompida.
Quis ser irônica, mas não chegava aos pés de Sasuke.
Esperou que o mesmo dissesse algo, foi então que se arrependeu do que falou, ele já deveria estar tendo fantasias com ela sem roupas. Ficou rubra.
– Seu tarado de uma figa!
Ele deu risada e fingiu-se de desentendido.
– O que houve?
– Não se faça de inocente!
E mais uma vez ele fez seu teatro barato.
–Estou começando achar que você tem algum problema mental. Custo acreditar que tenho contatos íntimos por telefone com uma desequilibrada.
A rosada forçou um riso para demonstrar a falta de graça na “piada” do amigo íntimo. Então ele decidiu dizer a verdade.
– Não posso negar que esse “detalhe” nos poupara mais tempo.
Logo a Haruno sorriu vitoriosa.
– Eu sabia que você tinha pensado em algo do tipo.
– Como está a mão?
O moreno desviou o assunto. Sakura não pode evitar a surpresa pela pergunta, não era típico de Sasuke saber de seu bem estar.
– Acho que está um pouco melhor.
– Sinal de que poderá exercitá-la hoje.
Agora tudo fazia sentido...
– Suas piadinhas estão infames hoje.
Os dois riram brevemente e logo Sakura suspirou.
– Tenho que te agradecer.
–Vai começar de novo com isso?
– Não foi por ontem, apesar de estar realmente grata, mas é por outra coisa...
Sasuke ficou em silencio para que a mesma continuasse.
– Em breve farei uma viagem e bem... O Sasori se ofereceu para ir comigo.
A voz da rosada era aveluda e doce, parecia estar bastante satisfeita e feliz.
– Só estou cumprindo nosso acordo.
Os dois ficaram novamente em silêncio e aquilo estava começando a incomodar a rosada, não demorou a Sasuke se pronunciar novamente.
– Tudo bem se começarmos agora?
Ela sabia ao que ele referia e o motivo dele fazer aquela pergunta.
– Tudo bem, não mudará nada ter visto você.
Depois de um breve pausa o moreno se manifestou.
– Estou acariciando um seu joelho e lentamente invadindo um íntimo de suas pernas.
A rosada deu um longo suspirou ao tocar-se daquela forma.
– Posso senti a umidade de sua pele e a leve textura de sua virilha.
A Haruno deu um breve gemido, aquilo estava sendo enlouquecedor, a sensação de ser atiçada era imensurável.
– Não me provoque assim.
A voz da rosada era rouca.
– Só estamos começando...
Mal o moreno sabia que Sakura tinha em mente suas mãos a acariciando, seu ser já fazia parte de suas imaginações.
–08/03 23h: 32min –
Os dias se passaram arrastados para Sakura, esta não via a hora de poder ver seu Pais e sua família o quanto antes, a rotina era a mesma, faculdade, trabalho e casa. Ino como sempre em suas noitadas, Sasori cada vez mais próximo, chegava a passar horas no telefone com o mesmo, por conta disso Sasuke estava tendo que ligar um pouco mais tarde.
– Sasuke-kun é sério...
Andava de um lado para outro, estava arrumando a mala para a viagem que varia no meio da semana.
– Isso não importa.
Sakura o questionava sobre a data de seu aniversário. Ela por fim suspirou e sentou-se sobre sua cama.
– Então eu mesmo vou decidir o dia.
– Que ótimo.
Seu tom era entufado. Ele dizia mais pra si mesmo que para ela, logo continuou.
– Eu te ligo para poder me entreter e não o oposto disto.
Irritou-se, a forma como o mesmo fala a fazia parecer um utensílio que só servia para ser usado e joga fora.
– Que saber? Vai se catar!
Desligou e jogou o aparelho na cama. Não demorou um minuto para se arrepender, estava mesmo muito agitada por conta da viajem com Sasori.
Logo o aparelho tocou. Agradeceu por ser Sasuke.
– Me desculpa Sasuke-kun, estou uma pilha de nervosos.
– Dá pra perceber.
Sua voz era arrogante, o que não era novidade, mas estava mais do que o de costume.
– Sei que o objetivo era só ter contatos íntimos e não sociais, fui uma idiota.
– E irritante também.
O moreno deu um breve riso.
– Cala sua boca, Sasuke!
Não suportou muito tempo e riu também, obviamente diferente de Sasuke que tinha um riso elegante.
Deitou-se na cama descontraída, se sentia a vontade quando falava com Sasuke, era a única pessoa que a via como ela realmente era, ele já tinha a ajudado muito nesse dias.
– Queria poder vê-lo agora.
Aquela frase era mais para si mesma do que para Sasuke, mas só notou seu erro ao ouvir a pergunta deste.
– Por quê?
Ficou calada esperando que ele mudasse o rumo do assunto, mas isso não aconteceu.
Levantou-se rapidamente e começou a anda de um lado a outro, não sabia o que dizer e nem sabia o porquê de estar tão nervosa para respondê-lo.
Resolveu ser sincera, não havia motivos para esconder-se dele.
–Porque é o único que me entende.
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