Tortura

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Demorou mais chegou!
Não preciso dizer a felicidade que sentir ao ver a recomendação linda da Katherina néh? Muito obrigada flor! xDD Adoreii! Meus sinceros agradecimentos! Ahh e muito obrigada a todas as outras pessoas pelo comentário, eu li tudinho!! :DD
Gente eu tenho que ser sincera, eu tive um folga boa para fazer esse cap. mas acabei demorando muito pra postar porque tive muita dificuldade em faze-lo...Não posso dizer porque se não vou dar pesca sobre o capítulo...(risos) Continuando... Depois de muito escrever e apagar saiu o que vocês vão ler..KKKKKK Espero que gostem, mas se não gostar tudo bem também, faz parte da vida! xDD
Beijos à todos e um BOM DIA!

-02/04 22h: 01 min-

A residência inteira da rosada estava silenciosa, só ouvia o movimento dos carros lá fora.

Conhecem aquela sensação de estar entre a cruz e a espada? Pois é... É assim que me sinto agora. Cheguei a ponto de pedir ajuda a um desconhecido...

Estou preocupada com esse corte também, não para de arder e latejar, isso só me faz lembrar do sangue que está saindo dele.

Kami-sama, eu espero que Sasuke chegue logo...

- Cheguei a ponto de clamar por um estranho!

Gritei para mim mesma tentando esquecer a ferida na mão. Não adiantou...

Maldita hora que não falei com a própria Mitsuki, mesmo não gostando dela, talvez a mesma me ajudasse. Eu sou uma idiota mesmo!

Vejamos pelo lado positivo... Sasuke não é totalmente um estranho, eu sou até muito íntima dele se é que me entendem... Mas se ele tentar algo contra mim?

Balancei a cabeça negativamente livrando-me desses pensamentos pessimistas.

A campainha toca.

Instintivamente engoliu a seco. Receosa e deveras cambaleante a rosada vai até porta e da um leve arfada ao encostar a mão na maçaneta.

- Seja o que Kami quiser...

Sussurrou e logo abriu a porta.

- Porque está de olhos fechados?

Conhecia aquela voz irônica, só poderia ser de Sasuke. Estava com tanto medo de ser golpeada ao abri a porta que fechou os olhos por impulso.

Lentamente afrouxou suas pálpebras, aos poucos sua visão se tornava nítida.

Ele era lindo, foi tudo que conseguiu pensar. Nunca tinha visto alguém tão bonito assim pessoalmente.

Seus olhos eram tão intensos e penetrantes, não parava um segundo de olhar mim e eu só conseguia olhar para eles.

Não poderiam mentir, os dois ansiavam por esse momento de pura curiosidade em versem.

Então ele era Sasuke, o desconhecido que tinha contatos íntimos comigo?

Seus traços faciais eram familiares, mas ao mesmo tempo eram novos para mim, será que já o vi antes? Impossível... Se não teria notado.

Desculpem-me, estou tão absorta em pensamentos que nem o descrevi: Sasuke é moreno, estatura média alta, cabelos arrepiados e negros fazendo conjunto aos seus olhos. Estava vestido socialmente, deveria estar trabalhando até agora, o que era estranho pelo horário...

Porque ele está aqui na minha porta mesmo? Ah é... O machucado na mão... Droga! As sensações voltaram, já estou enjoada de novo...

- Pode entrar Sasuke, aqui fora está frio.

Dei espaço para o mesmo. Ele me olhava de uma forma estranha, talvez fosse minha palidez por conta do momento, eu não estava nos meus melhores dias. Não estava nem um pouco apresentável... Mas o que importa? Dane-se! Não tenho porque me preocupar com isso agora, se ao menos fosse o Sasori...

- Onde está machucada?

O moreno já havia reparado o local um pouco ensangüentado, mas preferiu perguntar para que a mesma mostrasse. O clima não era dos melhores, era perceptível a tensão no local.

Sua voz era tão mais grave pessoalmente, isso me deixou um pouco constrangida, afinal eu tenho momentos eróticos com essa voz, vê-lo assim pessoalmente era embaraçoso!

Não era hora pra pensar nisso, nem tenho cabeça para tal assunto, ainda estava me sentido mal, apesar de já está bem melhor que antes. Já de volta a terra, mostrei a mão e ele a segurou. Virei o rosto para o lado, não queria ter que vê-la novamente.

- Vamos ao hospital.

Pessoalmente ele sabia ser mais frio que o de costume... Talvez fosse pelo encabulação do momento.

-02/04 22h: 58 min-

Estou sentada na maca em um completo silêncio dentro de uma sala de hospital, só conseguia ouvir minha respiração, isso estava realmente muito tranqüilizador, não havia mais sangue e nem sintomas da fobia. Levei alguns pontos na palma da mão. Sasuke estava do lado de fora da sala.

Quando saímos de casa só deu temo para por um sobretudo escuro por cima do conjunto que usava para dormir, não acredito que deixei um homem me ver usando aquilo, no mínimo Sasuke achou que estava lhe dando com uma criança.

O caminho inteiro foi de puro silêncio, ele me levou ao hospital mais próximo.

Ouvi alguém abrir a portar.

- Desculpe a demora, hoje o movimento está mais intenso que o comum no hospital.

Era o médico que me atendeu, ele se aproximou da maca.

- Não se preocupe com a mão, apesar de ter sido um corte profundo, não trará problemas.

Apenas confirmei com a cabeça.

- Por a caso tem hematofobía?

- Tenho.

Não queria prolongar aquele assunto.

- Já procurou ajuda para tratá-la?

- Uma vez...

Acho que ele notou meu incomodo.

- Bom... Senhorita Sakura. Está liberada.

Desci da maca e peguei a bolsa que trouxe comigo. Antes de sair o médico continuou.

- Tome esses antiinflamatórios.

Entregou-me o pequeno fraco.

- E não se preocupe com os pontos na mão, eles caíram sozinhos.

Despedir-me do médico e dirigir-me a saída, o que eu menos desejava acontecer seria inevitável, dar de cara com Sasuke sentado no corredor, ele observava algo em seu celular. Foi mal fácil interagir com ele quando ainda estava em pânico, não conseguia pensar em outra coisa que não fosse o corte na mão, mas agora... Tudo vinha átona em sua cabeça, as ligações na calada da noite, a troca de carícias imaginárias e os gemidos que ambos compartilhavam.

Depositou-se em sua frente, logo o moreno levantou o dorso, que estava inclinado, ao notá-la.

- Obrigada.

Agradeceu ruborizada, era difícil não corar com aqueles pensamentos.

Sasuke não respondeu nada, apenas levantou-se do assento nada confortável e começou a andar em direção a saída, fiquei parada no mesmo local sem entender suas ações. De repente ele parou e torceu o pescoço para me olhar.

- Você não vem?

Ainda confusa voltei a andar e o alcancei.

A volta para casa estava sendo silenciosa, como não havia nada para fazer fiquei observando o veículo que por sinal era muito ostentoso, não sei exatamente dizer a marca, não sei muito sobre carros, mas tive certeza de que Sasuke era uma pessoa de condições e isso me deixou mais curiosas ainda... Porque uma pessoa rica iria querer perder seu tempo tendo contatos íntimos por telefone?

Lembro do mesmo dizendo que era algo novo que ele queria experimentar, até ai eu posso entender, as pessoas tem cada desejo esquisito... Mas porque comigo? Poderia ser com uma profissional do sexo ou então alguém que tivesse mais experiências nessas coisas que eu... Fala sério! Com esse corpo e esse rosto, aposto que opção de mulheres não faltaria a ele.

Olhei disfarçadamente para o moreno que estava concentrado na direção, seus traços faciais eram perfeitos... Não recordo de ter visto alguém com tamanha perfeição. Afinal o que ele queria comigo? Não tenho nenhum atrativo que se compare a sua beleza...

Ouvi um longo suspiro do mesmo.

- Isso vai me dar dor de cabeça...

Voltei à realidade ao escutá-lo.

- O que?

- Você ter me visto.

Quis prolongar a conversar que quase não tínhamos ao vivo e a cores.

- E porque acha isto?

Ele deu o breve sorriso de canto, eu conhecia aquele som... Sempre o escutava no telefone... Então era assim que ele sorria?

Em segundos ele parou por conta do sinal que havia fechado e logo me fitou.

- Nós dois sabemos muito bem como você é neurótica... Tenho certeza de que depois de hoje não irá mais querer ter contato comigo.

Ele não estava errado, já tinha pensando nessa possibilidade, mas ao vê-lo falando aquilo tive certeza de que não era isso que eu realmente queria. Mesmo sua consciência lutando para vencer suas reais vontades.

- Você me acha mesmo muito previsível não é?

Ele apenas inclinou o canto da boca, era um sorriso convicto.

- Sou Haruno Sakura. Quero me casar com o amor da minha vida, ter dois filhos, de preferência uma menina e o menino. E claro... Um cachorro chamado Bob.

Não posso mentir, ele descreveu a vida que eu realmente queria ter, mas afinal que não iria querer ter isso?

- Isso não é verdade! O cachorro irá se chamar Rex...

Nós dois demos risada, eu feito uma louca como sempre e ele todo elegante... Até rindo o cara não perdia a pose...

Logo chegamos em frente a minha casa. Novamente o silêncio permaneceu.

- Sasuke, muito obrigada mesmo por me ajudar. Se você não ti-

Ele me interrompeu com a voz um pouco ríspida.

- Pare de me agradecer, isso está ficando repetitivo.

Como sempre ele tinha que estragar o momento com sua rudez, ele fazia a mesma coisa por telefone.

- Grosso!

- Irritante.

- Estúpido!

- Irritante.

- Ahhh! Desisto!

- Eu sempre ganho.

Ainda por cima era convencido... Realmente esse era o Sasuke com quem falava todas as noites, sorriu ao constatar isso.

- O que foi agora? Está rindo como uma idiota.

Fingiu que não tinha escutado aquilo e continuou amigável.

- Vai ligar amanhã?

- A pergunta certa é: Você vai atender?

- Responda você já que sou tão previsível assim...

- E irritante também.

Bateu de leve em seu braço pelo o insulto e desistiu de incentivar mais as provocações.

- Boa noite.

Sabia que o mesmo não responderia, então saiu do carro. Assim que chegou à porta de casa deu um último aceno e logo o carro de Sasuke saiu.

-03/04 12h: 04 min –

Almoçava tranquilamente quando viu uma loira bastante conhecida sua entrar no refeitório, suas feições não era das melhores e fazia idéia do por que... Nem se quer havia aparecido na aula.

- Me deixa adivinhar... Festa mais excesso de bebida é igual à ressaca?

Perguntei assim que a vi sentar em minha frente.

- Minha cabeça está terrível...

De tanto a ouvir dizer aquilo parecia que sempre estava tendo um Déjà vu.

Ino massageava a testa enquanto apoiava os cotovelos na mesa. Continuou falando, parecia ter se lembrado de algo.

- Mitsuki disse que alguém me ligou ontem à noite, foi você?

A raiva da noite passada voltou a assumir meu corpo, tinha até esquecido disso.

- Foi! Aliás, estou muito irritada com você!

- Por quê?

Ela ficou preocupada.

Segurei-me para não falar o motivo, pra que raios eu fui falar isso! Que ódio de mim!

- Por quê? Como assim por quê? Você muito bem o por que...

Ela vai acabar notando meu nervosismo...

- Você tá estranha...

Ela está sorrindo! Kami-sama ela vai perceber!

- Não me diga que o Sasori não te falou sobre o enfarte do Otousan?

A loira arqueou as sobrancelhas em preocupação, pelo visto ela acreditou. O que foi um alívio para mim, afinal eu iria falar sobre isso com ela mesmo. Antes que ela perguntasse algo eu me adiantei.

- Não se preocupe, já está tudo bem com ele.

- E como foi isso?

- Ainda não sei exatamente, mas pretendo ir em breve para lá, só estou esperando uma folga do trabalho e da faculdade.

- Me desculpe testuda... Sasori não me contou porque eu não estava em casa...

A loira me pareceu um pouco triste, mas não deveria, ela não tinha obrigação nenhuma de estar sempre disponível para mim...

Refletir por um instante e só agora reparei totalmente no que ela havia dito.

- Onde você passou a noite porca?

O sorriso voltou a brotar dos lábios da loira, só que dessa vez cheio de segundas intenções.

- Não me diga que foi com aquele tal de Gaara?

Ela confirmou com a cabeça, estava explodindo de alegria, não sabia muito sobre ele, só que Ino encontrou o mesmo em uma de suas noitadas.

- E você não saber o que eu descobri! Além de ser gato é independente!

Os olhos dela estavam quase me cegando com tanto brilho.

- E o que ele faz?

- Não sei exatamente, ele só me disse que trabalhava numa empresa bem famosa no mundo dos negócios... Qual era mesmo o nome... A sim, Uchiha.

Aquilo ficou martelando na minha cabeça, eu já ouvi esse nome antes, mas aonde?