Tortura

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Muito feliz com os comentários xDD. Obrigada a todos. Mais um capítulo para vocês, espero que comentem mais! Digam o que gostaram o que não gostaram, isso ajudará para o próximo capítulo! Boa leitura.

- 16/03 04h: 37 min-

- Não!

Levantou em busca de ar, a casa estava em silêncio e só sua respiração reinava no ambiente, a visão que estava embaçada logo foi tomando forma e teve certeza que se encontrava em seu quarto.

Percebeu que havia sido o sonho. Um dos piores que já teve, estava sendo perseguida por um estranho e tentava inutilmente pedir socorro a outras pessoas que caminhavam pelas ruas onde passava correndo, mas ninguém a ouviu, parecia invisível, só o desconhecido conseguia vê-la, por fim se encontrou em um beco sem saída, fechou os olhos esperando o pior, porém só a aterrorizou mais, pois ouvia o ecoar dos passos dele.

Depois disso acordou.

Certificou-se de que ainda era cedo demais para levantar, preferiu não dormir novamente, teve medo de que o pesadelo continuasse. Por fim decidiu-se aprontar logo sua refeição matinal e depois tomar um banho para poder estudar algo. Assim o fez.

-16/03 09h: 04 min-

Caminhava absorta em pensamentos pelo corredor da faculdade.

- Sakura!

Alguém pronunciou seu nome, olhou para trás e teve certeza que era o ruivo do qual estava apaixonada. Desde que o viu pela primeira vez teve certeza de que ele seria o cara certo para ter um relacionamento.

- Sasori-kun. Ohayou.

Deu um de seus melhores sorrisos e pelo visto surtiu efeito, o ruivo ficara desconcertado.

- Err... Onde estava? Te procurei pelo campus inteiro.

- Estava tendo aula com Asuma-sensei.

- Não sei como ele ainda está vivo...

Estranhou o que o rapaz disse.

- Porque diz isto?

- Você já viu o tanto de cigarros que esse cara fuma em um só dia?

Agora entendera. Era verdade, não havia uma única vez que não vira o professor com um maço de cigarros na mão.

Perdeu-se no rosto de Sasori, ele tinha traços perfeitos, era impossível não encantar-se por ele. Sabia que tinha muita concorrência afinal havia outras garotas que como ela estavam afim dele. Ele falava algo, contudo suas reflexões a impediram de ouvir.

- O que disse?

Ele corou levemente com a perguntar, parecia ter dificuldade em repeti-la.

- Se eu poderia estudar com você um dia desses, a Ino disse que você é uma excelente professor de Química.

Só poderia ter sido Ino. Agradeceu a porca mentalmente.

- Claro. Que dia você está livre?

- Qualquer dia... O que você decidir está bom para mim.

Ele deu seu sorriso sonso. Que sorriso... A rosada voltou ao foco se não o ruivo perceberia sua veneração.

- Bom... Não tenho muito tempo livre na semana, mas meu final de semana está livre.

- Então sábado está bom pra você?

Afirmou com a cabeça.

- Passo na sua casa às três da tarde.

Logo Sasori se despediu. Voltou a andar pelo corredor, mas desta vez com os pensamentos em certo ruivo, um sorriso brotou de seus lábios. Abraçou seus livros que estavam em suas mãos contra si.

- Valeu porquinha.

-17/03 21h: 23 min-

Mais um dia cansativo, mas estava satisfeita. Preparava um lanchinho rápido enquanto revisava algumas apostilas. Foi até a sala e depositou seu prato encima da mesinha para grifar um parágrafo que julgou importante no papel em mãos.

O telefone toca e uma batida de seu coração falhou por conta do susto.

Por impulso já iria atender, de repente seu corpo parou.

- É ele.

O desconhecido não tinha ligado na noite passada, o que desapontou a expectativa da rosada, já tinha se preparado psicologicamente para atendê-lo, mas agora... Nem fazia idéia de que ele ligaria... Pensou que tivesse desistido de importuná-la.

Da mesma forma que começou parou. Aliviou-se. Mas logo seu celular começou a tocar. Nesse, ela poderia identificar quem quer fosse, atendeu. Era a loira.

- Oi Ino.

- E ai, Testuda. Porque não atendeu ao telefone quando liguei?

Não sabia o que responder, quando pensou em dizer algo a loira foi mais rápida.

-Esquece. Vamos sair hoje?

- Sabe que não posso.

- Qual é Sakura? Vamos, vai ser legal! O Sasori também vai...

Ficou tentada em aceitar, mas negou-se, amanhã era dia avaliação, lutou muito para conseguir entrar nessa faculdade, não iria vacilar agora.

- Não.

- Por favor...

- Não.

- Você está me devendo essa! Não se esqueça que fui eu que lhe recomendei a Sasori para estudar Química.

- E sou grata a você, mas não vou. Amanhã tenho prova Ino. Aliás, nós duas temos...

- É eu sei, nem por isso vou deixar de curtir a vida.

- Bom proveito.

-Chata! Depois não ache ruim se perder o Sasori para uma qualquer.

- Também te amo.

Encerrei a ligação e em seguida desliguei o aparelho para que ela não insistisse. Se fosse em outra ocasião aceitaria ir.

Teve medo do que poderia acontecer com Sasori em relação a outras garotas. Sacudiu a cabeça espantando esses maus pensamentos.

O Telefone fixo voltou a tocar. Irritou-se.

- Ino! Eu já disse que não vou!

- Sou eu Sakura.

Gelou por dentro, até a voz tinha falhado. Era ele.

- Você...

- Vejo que ainda se lembra de mim.

- Como poderia esquecer de um tarado como você...

- Então é essa a imagem que você faz de mim?

- E por acaso teria outra?

- Teria, ou melhor, tem. Mas ainda está cedo para você saber.

Sakura permaneceu em silêncio, não soube por que, mas algo dentro se preencheu ao saber que ele ligaria mais vezes.

- Vamos ao que interessa. Trouxe um presente para você.

- Como disse?

Ele a surpreendia mais uma vez.

- Vá até seu correio, tem um pacote te esperando.

- Como vou saber se não tem uma bomba ou um tarado me esperando lá fora?

Ouviu uma risada sarcástica do outro lado, aquilo soara algo incrivelmente sexy. Arrepiou-se.

- Ainda está cedo para nos conhecermos e sobre a bomba... Não se preocupe, não sou tão idiota para matar minha diversão.

Porque sentia verdade em suas palavras? Ele passava tanta confiança a ela... No primeiro dia que o desconhecido ligou pensou que fosse um imbecil qualquer que não tinha mais o que fazer, então resolveu passar trote para alguém, mas agora pode reparar melhor. Ele era muito maduro e culto pelo seu linguajar. Decidiu que ele só poderia ser um psicopata.

Não falou mais nada e foi até a porta de saída e entrada da casa,estava curiosa para saber que presente era esse, abriu sorrateiramente certificando-se de que não havia ninguém lá fora a esperando, a rua estava deserta, então tratou logo de ir até sua caixa de correu e pegou o embrulho, voltou para a residência e novamente estava na linha com o estranho.

- Estou com ele em mãos.

- Abra-o.

Assim o fez.

- Não acredito.

- Gostou?

Dava para perceber que a tonalidade da voz havia mudado, ele deveria estar segurando o riso. Sakura corou de raiva e constrangimento.

-Depois diz que não é um tarado. Acha mesmo que vou usar essa porcaria de vibrador?

- Claro que sim. Tenho quase certeza de que nunca se masturbou, não é?

- Isso não lhe diz respeito.

- Isso foi um sim?

Era verdade...

- Idiota.

Novamente escutou sua risada, mas desta vez mais descontraida, gostou do timbre, queria ouvi-la mais vezes.

-Sakura. Estamos em pleno século XXI. Se masturbar é a coisa mais comum que existe.

- Não vou falar sobre essas coisas com você.

- Tudo bem. Sei que ainda é nova nisso, vamos ir com calma.

- E quem disse que irei compartilhar disso com você?

- Você mesma. Desde o momento que aceitou meu presente.

Pensou em soltar um monte de palavrões aquele insolente, mas não quis perder sua compostura.

- Sakura. Quero lhe fazer uma proposta.

Permaneceu em silêncio.

- Sei que é uma garota com poucas instruções sexuais e antes que me pergunte como sei disso é simples, você é uma mulher bem previsível.

- Para quem quer me convencer de algo começou muito mal...

Irritou-se com o “previsível”.

- Não me leve a mal. Além do mais podemos nos ajudar.

- Como assim?

- Com disse na primeira ligação: Venho te observando a um tempo e admito que fiz a escolha certa.

- Por quê?

- Você deve estar querendo conhecer o mundo e eu já o conheço. Eu quero uma experiência nova e você é ela.

- Por favor, vá direto ao assunto.

- Está disposta a ter contatos íntimos comigo por telefone?

- Mas que espécie de proposta é essa?

- Sakura, eu não te conheço nem você me conhece. Não precisa esconder suas vontade de mim.

Ficou em silencio.

- É um via de mão dupla. Eu te ajudo a se tornar uma verdadeira mulher e você me proporciona uma experiência diferente.

“Verdadeira mulher”. Isso soou várias vezes em sua cabeça. Não podia negar. Toda sua vida nunca tinha feito loucura alguma e agora surge esse homem com essa proposta, venhamos e convenhamos que não teria o que perder, era tudo por telefone, ninguém saberia, eles nem se conheciam pessoalmente. Lembrou-se de Sasori, se sentia uma criança inocente perto dele, talvez isso pudesse mudar. Não! Isso não estava certo.

- Claro que não aceitarei algo desse tipo.

- Pense direto. Não irá se arrepender.

- Já disse. Não quero.

- Façamos um trato, vou provar a você que não irá se arrepender de aceitar. Vai sentir prazer como nunca antes em sua vida, aí só depois farei à mesma proposta, caso não queria será definitivo.

Ficou em silencio negando o trato, mas não tinha coragem de dizer nada.

- Tomarei isso como um sim. E a propósito me chamo Sasuke, quero que saiba por quem irá gemer quando eu ligar amanhã.

O então desconhecido que atendia pelo nome de Sasuke desligou o telefone.