Tortura
3 Capítulo 3
Notas iniciais
-18/03 06h: 29 min-
Depois que saiu do banho enrolou-se em uma de suas toalhas e foi até o guarda-roupa escolher algo para vestir. Optou por um vestido branco florido com cerejeiras fazendo jus ao seu nome. Era um vestido de alças finas colado ao seu corpo até a cintura, dali em diante era solto e um pouco franzido, adorava aquela peça.
Foi até sua cama e pôs as sapatilhas vermelhas, olhou o objeto encima de seu criado-mudo. Era o “presente” de Sasuke. Em pouco tempo já tinha se acostumado a chamá-lo assim, era melhor do que pervertido ou desconhecido.
Pegou e abriu a caixa que guardava o objeto, sentiu-se um pouco envergonhada em fazer aquilo, não que fosse virgem, pois já não era mais, mas não tinha contato com essas de coisas. Sempre fora uma menina muito recatada e que não dava tanta importância a essas coisas, estava sempre centrada em livros e responsabilidades que não ligava muito para a “diversão”. Sua desculpa era sempre essa: “Estou sem tempo.”.
Mas agora... Esse homem chamado Sasuke tinha aberto essa nova porta a ela, talvez devesse aceitar sua proposta, porém nem o conhecia, apesar de essa ser uma das vantagens de experimentar algo novo, não deveria nenhuma satisfação de seus atos a ele, até porque ele não daria a mínima a isso, ele queria a ver como uma pervertida maníaca. Retraiu seus pensamentos.
- Que Kami-sama me ajude!
Levou sua bolsa ao ombro e pegou sua pasta com as apostilas. Então saiu do quarto.
-18/03 11h: 45 min-
- Sakura, que prova foi essa?!
- Foi a mais fácil que já fiz.
Caminhava a loira e a rosada até o refeitório pelo corredor.
- Diz isto porque não está com essa dor de cabeça...
A loira massageava as têmporas.
- Por isso mesmo... Eu estava em casa, não ingeri nenhum tipo de bebida alcoólica e claro dormi cedo.
- Blá, blá, blá... É tudo que consigo ouvir quando você começa com seus sermões.
- Tudo bem, não vou dizer mais nada, mas vamos logo! Você está precisando de um café pra ver se melhora.
Puxou a loira pelo braço.
Já em seus costumeiros acentos.
- Amiga você não sabe... Eu te disse que você deveria ter ido.
- O que houve?
Franziu o cenho curiosa.
- A nojenta da Mitsuki estava praticamente se esfregando no ruivinho.
- O Sasori-kun?
- Quem mais poderia ser? Eu até tentei impedir, mas não deu certo por muito tempo...
Em menos de cincos minutos já tinha os dois perdido de vista.
Senti meu coração ficar um pouco apertado, imaginei Sasori se agarrando com a tal Mitsuki, pelo que sabia ela também era da República que Ino e Sasori compartilhavam.
- Se quiser eu posso dar um chega pra lá naquela vaca...
- Não Ino. Ela não fez nada de errado. Sasori-kun é livre e desimpedido.
Ino me conhecia o suficiente para saber que estava magoada com a notícia.
- Sakura...
- Estou bem, ou melhor, ficarei bem.
Terminamos de comer nossa refeição e voltamos para próxima aula. Fiz mais esforço para me concentra somente nela e consegui, pelo menos assim não pensaria no ruivo e na garota. Era difícil aceitar isso, mas o pior era saber que não teve chance com ele por ser quem ela era, a certinha, responsável e “santinha” como muitos a chamavam. Odiava esses rótulos, isso não era nenhum terço do que ela realmente era e provaria isso a Sasori.
-18/03 15h: 56 min-
- Sakura. Chegaram clientes nas mesas 1,3 e 9.
- Certo. Obrigada Yuuka.
Terminou de limpar uma das mesas e foi até as outras três respectivamente.
Ao chegar a três quase escorregou por conta de uma poça de café expresso que alguém havia derramado no chão, mas seu cliente foi mais rápido e a salvou da queda segurando seu braço.
- Tenha cuidado.
Envergonhou-se pela queda que teria tomado. Olhou para o rapaz nostalgicamente.
- Perdão senhor.
Recompôs-se e ajeitou seu uniforme.
- O que vai querer?
- Apenas um amargo.
- Okay.
Andou até os últimos clientes da mesa nove e depois foi até o balcão.
- Quais são os pedidos?
Folheou sua caderneta.
- Um capuccino, um café amargo e três duplos expressos. Ah... Por favor, também preciso de alguém para limpar a sujeira que fizeram ali no chão.
- É pra já!
Viu o colega se afastar.
- 18/03 20h: 13 min –
Chegou em casa agradecendo por já está lá, o dia tinha sido muito cheio, a tarde tinha passado rápido demais que nem lembrara do ruivo e isso a fez se sentir um pouco melhor. Contudo algo não saia em nenhum momento de sua cabeça. O telefonema de Sasuke...
Tratou logo de subir para seu quarto e tomar um bom banho, colocou uma camisola suave e pegou o “presente” mesmo que a contra gosto, foi até a sala e lá ficou parada olhando o aparelho fixo.
Trinta minutos... Quarenta e cinco... Uma hora... Uma hora e meia... Duas horas...
- Desisto!
Irritou-se. Ligou a TV e deixou em um canal qualquer.
- Vou comer algo.
Levantou-se, mas então o telefone toca. Não pensou duas vezes.
- Alô?
- Sou eu.
Sorriu involuntariamente. Ficou contente em ser ele. Sasuke era sua parte do dia que mais fazia se descontrair.
- De novo pra variar...
- Pensei que estivesse feliz em ouvir minha voz.
- Não estou boa para ironias hoje Sasuke.
- Quem te mordeu?
- Não te interessa.
- Talvez eu possa ajudar.
- Desconfio de sua bondade...
- Me pegou em cheio... Estava tentando ter sua confiança.
Mais sátiras...
- Queria saber se pessoalmente você é tão sarcástico como por trás de um telefone.
- Quem sabe um dia.
Respirou fundo.
- É Sasori.
O desconhecido ficou mudo esperando que a rosada continuasse.
- Foi ele que me mordeu... Na verdade, fui eu mesma.
- Preciso mesmo escutar isso?
A rosada sorriu debochada. Homens... Eram todos iguais.
- Não, mas pode fazer algo.
- E o que seria?
Não acreditava que estava fazendo aquilo...
- Que me prove que devo aceitar sua proposta.
Sasuke ficou calado por alguns segundos.
- Agora você me surpreendeu.
- Sério? Que estranho sabe... Um dia desses alguém me disse que eu era bem previsível.
Pode ouvir uma breve risada do outro lado da linha.
- Então vamos ao que interessa. Diga-me, como está agora?
- Estou me deitando no sofá...
A voz da rosada estava sexual, ela fazia aquilo propositalmente.
- E eu estou explorando seu colo com minha boca.
Fechou os olhos sentido a sensação.
- Me permite?
Ela sabia o que ele se referia.
- S-sim...
Disse entre gemidos. Desceu as próprias alças da camisola azul bebê que usava deixando parte dos seus seios aparecer.
- Quero que massageie um dos seus seios.
Assim o fez descendo um pouco mais sua camisola deixando a mostra seus medianos seios rosados que no momento estavam enrijecidos pelo prazer. Mesmo que ela os tocasse parecia que o mesmo estivesse fazendo aquilo.
Fez movimentos circulares no bico e apertou delicadamente. Soltou um gemido abafado.
- Isso é muito bom.
- Eu sei...
Sasuke também se deliciava com o momento.
- Vá até sua intimidade com a outra mão Sakura.
Desceu a mão direita até a barra da veste e a subiu com certa urgência.
- Posicione seus dedos no clitóris e sinta-se livre para acariciá-lo.
Pôs o indicador e o polegar e apertou levemente a região, logo a primeira contração surgiu ainda fraca, aquilo foi tão prazeroso que aumentou a velocidade dos movimentos massageando cada vez mais vigorosamente o local.
Sasuke percebeu que os gemidos da rosada aumentavam cada vez mais.
- O que está esperando? Rompa logo o limite que a está impedindo.
Sakura afastou a borda da calcinha e penetrou um dos dedos em sua intimidade.
- Ah...
Gemeu.
- Isso... Está sentido? Tenho certeza de que você é bem apertada...
Aumentou os movimentos de estocada e logo gozou. Ainda sim queria repetir a dose.
- Pegue o vibrador.
Obedeceu aquela voz tão rouca e sexy. Estava completamente tomada pela excitação. O utensílio era rosa e se assemelhava a um pênis ou caneta... Não sabia dizer. Não era muito grande talvez um pouco maior que seu dedo. Estranhou não achar o controle, essas coisas sempre vinham com isso. Sem pensar em mais nada se posicionou novamente no sofá retirando a própria calcinha e o penetrou lentamente em sua intimidade.
- Ahh... Já estou com ele.
Fazia movimentos de vai e vem com o mesmo que logo pegou mais velocidade de acordo com sua vontade.
- Sakura...
- O-Oii... Ahhh... Ah...
- Quer que vá mais rápido?
- Si-sim... Por favor, mais rápido... Ahh...
Sentiu o objeto dentro de si começar a vibrar, pensou que fosse enlouquecer. Sentiu vontade de gritar de tanto prazer que sentia. Cruzou as pernas tentando fazer a sensação ficar mais forte e melhor.
- Mais... Ahhhhhh... Oooh... Aahh...
Por isso não vira o controle. Sasuke tinha o pegado... Era de se imaginar.
Logo a vibração ficou maior e não conseguiu pensar em mais nada... Só conseguia gemer.
- Mais rápido Sasuke... Sasu-sasuke... Ahhhh...
O desconhecido também estava em êxtase. Atendeu ao pedido de Sakura.
Logo os dois chegaram ao ápice.
- Tenha bons sonhos Sakura.
Ouviu o telefone da outra linha desligar e logo adormeceu.
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