Tortura

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Boa Leitura. Comentem se gostarem e tbm se não gostarem.

-06/03, 10h: 37 min-

- Okaasan, eu adorei a locação! A vizinhança é bem tranqüila, tenho certeza de que achei o lugar certo.

Brincava com os dedos dos pés enquanto falava com sua Mãe por telefone.

- Que bom Sakura-chan! Não vejo à hora de você se forma nessa bendita faculdade de nutricionismo e voltar para Tóquio.

- Okaasan!

- Perdoe sua Okaasan... Já estou com saudades, prometa que vai se alimentar direito e que não irá dormir tarde.

- Prometo. Okaasan, eu tenho que desligar... Ainda vou arrumar as coisas por aqui, está uma bagunça!

- Tudo bem, mas ligue mais tarde.

- Okay, okay.

Desliguei o dispositivo.

- Por Kami-sama! Não terminarei isso tão cedo...

Começou a desembrulhar seus pertences para equipar toda a imóvel de dois andares. O ambiente era simples, mas bem aconchegante. Quem o visse diria que era uma perfeita casa de bonecas. No andar de cima tinha dois quartos, um para hóspedes e o principal com suíte. Embaixo ficava a cozinha, a sala, a área de serviço e o banheiro.

-07/03, 07h: 02 min-

Consegui arrumar boa parte da casa, não restava muito que fazer por isso ao contrário de ontem pude comer tranquilamente minha refeição. Preparei duas torradas e um copo de leite.

Fui até a mesa e apreciei meu café da manhã. Ainda hoje iria passar no supermercado e fazer algumas comprinhas para abastecer a geladeira, estava bastante vazia. Amanhã sua rotina pesada começaria, pela manhã cursaria a faculdade e a tarde iria para seu emprego de garçonete na cafeteira de um conhecido de seu Otousan, não pretendia trabalhar enquanto estudava, mas percebeu que para conseguir se manter em Konoha precisaria ter um dinheiro extra além do que seus pais lhe davam para continuar lá, o aluguel da casa era alto, sem falar nas outras despesas.

- 15/03, 20h: 00 min-

- Estou exausta!

Jogou-se no sofá retirando os saltos apertados que usava no emprego. Acabará de chegar. Decidiu-se ficar ali por um tempo, suas pernas estavam pesadas do tanto que correu para pegar a condução na hora certa. Seu uniforme incomodava um pouco, mas não se importou. Acabou por adormecer.

Telefone toca.

Levantou de supetão.

- Ai...

Pôs a mão na cabeça sentindo uma pontada pelo susto.

- Que horas são?

Perguntou embargada no sono enquanto o telefone não parava de tocar. Checou, eram dez e meia. Atendeu.

- Okaasan está tarde...

- Boa noite.

Uma voz rouca e incrivelmente sedutora invadiu a linha. Estranhou. Nunca a ouvira antes.

- Quem é?

- Isso não é importante...

- Por favor, se identifique se não irei desligar.

- Se eu fosse você não faria isso.

- Mas não é...

Desliguei, mas logo o objeto voltou a alarma. Atendi novamente.

- Por favor, não seja impertinente.

- Não lhe custa apenas me ouvir. Serei breve.

O silêncio permaneceu permitindo que o desconhecido continuasse.

- Venho te observando há um tempo e tenho que admitir que fiz a escolha certa. Sakura não é?

- O que você quer?

- Vou entender isso como um sim. Sakura preste bem atenção no que irei te dizer.

A rosada engoliu em seco esperando que o desconhecido continuasse, apesar do medo, ele a tinha provocado curiosidade.

- Estou tocando em você nesse exato momento. Sua pele é bem macia por sinal.

Por um momento teve a imagem de alguém acariciando seu braço. Abriu os olhos negando a imagem.

- O que está fazendo?

- Ainda não terminei.

Sakura ficou novamente em silencio, mesmo que não admitisse queria provar mais.

- Suas mãos são bem delicadas, as beijarei como se estivesse tocando o íntimo de sua perna.

A parte interna de sua coxa formigou, degustou da sensação em silêncio.

- Por falar nela... Tem um belo par de pernas, porque não vê-las? Sei que me deu a permissão de subir sua saia.

Como ele soube que usava uma saia? Inconscientemente subiu a veste deixando sua pelas pernas a vista e uma boa parte da lingerie rosa que usava.

- Está sentido? Está sentindo a pressão de minhas mãos em suas coxas?

Afirmou com a cabeça arfando.

- Estou trazendo você para mais perto de mim e encaixei perfeitamente suas pernas em minha cintura.

A rosada lançou um murmuro gemido que não passou despercebido pelo ser atrás da linha.

- Percebeu o quanto estou excitado? Ele já está latejando.

Sentia como se um membro pressionasse sua intimidade.

Seu celular tocou.

Logo estava consciente de suas ações... Meu Deus o que tinha feito? Estava sendo acedida só por um simples telefonema? Sem nem ao menos dizer um “Tchau” desligou na cara do desconhecido. Só agora percebera que sua respiração estava descompassada pela excitação.

- Alô?

Disse atônita.

- Sakura?

Era Ino.

- Oi porca...

Recompôs-se.

- Está sozinha?

- Porque está perguntando isso?

Seu coração acelerou como se tivesse sido flagrada.

- Você esta falando como uma mulher que acabou de uma cessão de sexo selvagem.

- Ino!

- Sei, sei... Você não é de fazer essas coisas. Mudando de assunto, quero te pedir um favor.

A loira sempre fazia isso.

- Fala.

- Vou sair com um gatinho hoje e só pretendo voltar amanhã, tem como você pegar a matéria para mim?

- Claro. Isso não é novidade.

- Ai Sakura... Essa doeu.

- Você sabe que mora em meu coração.

- Acho bom mesmo. Estou indo, beijos e tchau.

- Espera Ino.

- O que foi? Fala rápido!

- Calma! É sobre o Sasori-kun.

- Sakura, não porque eu moro em uma República com o cara que você está afim que vou saber tudo o que se passa com ele.

A rosada arrependeu-se de ter falo aquilo com Ino.

- Tudo bem, me desculpe.

- Foi mal Testuda, acabei descontando minha ansiedade em você... É que já estou atrasada.

- Não tem problema. Vá logo se não vai se atrasar mais!

- Certo. Prometo fazer uma sonda no ruivinho. Beijos, beijos e fui!

Desligou o celular. Respirou fundo. Olhou mais uma vez para o telefone fixo, o estranho não voltou a ligar, talvez tivesse desistido de continuar com aquilo.

Lembrou das palavras de Ino e negou que aquela cena de minutos atrás havia acontecido. Tratou de levantar-se do sofá e ir tomar um banho quente para relaxar os músculos, amanhã seria mais um dia cansativo. Subiu os degraus recordando a voz rouca. Passou pelo correndo até sua suíte enquanto tentava compor um homem que tivesse aquele timbre.

- Só pode ter sido uma alucinação.

Notas finais
E ai? Em que posso melhorar os próximos capítulos?