Tortura

7 Capítulo 7


Notas iniciais
HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Surtei com a recomeçadão *------------------------* . Tá parei... Mas estou muito feliz pelas belas palavras de Androgma, muito obrigada!!! xDDDD Tô feliz demais da conta! :D
Bom gente, mas um cap. pra vcs, espero que gostem... Não pude ver todos os comentários direito, mas na próxima postagem com certeza vou vê-los atenciosamente e com calma, vida corrida sabe... Obrigada a todos por estar comentando sempre!!! Beijoss ;*

-25/03 10h: 05 min–

Já dizia um provérbio Chinês: “Se um problema tem solução, não esquente a cabeça, tem solução. Se o problema não tem solução, não esquente a cabeça, porque não tem solução”.

Era isso que eu estava tentando fazer, não esquentaria a cabeça com Sasori. Do que adiantava ficar pensando em todos possíveis foras que levaria quando o visse novamente... Maldita hora que fui inventar de recusar seu beijo!

Meu pensamento foi interrompido por ninguém menos que o próprio ruivo!

- Sasori-kun!

Assustei com sua proximidade. Logo o nervosismo apoderou-se de mim. Mas não daria o braço a torcer, mesmo sendo dispensada ficaria por cima!

- Queria te ver.

Aquele sorriso desarmava qualquer pose de durona que eu fizesse com ele... Antes que eu pudesse falar algo ele continuou.

- Ontem nem tive tempo de falar com você, minha carga horário estava cheia...

Ele passava a mão atrás da nuca, estava desconcertado. Aquilo era tão Kawaii! Foco Sakura! Foco!

Abri a boca, tentaria amenizar sua culpa, se é que ele tinha culpa afinal a faculdade nesse semestre ficava mais puxada mesmo, mas a infeliz voz de Sasuke surgiu em minha mente.

“Homem gosta de desprezo, faça pouco caso dele”.

Desculpa Sasori-kun...

Usei minha melhor encenação de desinteresse.

- Tanto faz...

Esperei que o ruivo dissesse algo, mas ele estava mais surpreso que eu, com o que acabei de falar. Continuei.

-Olha se não se importa preciso ir...

Olhei para o relógio em meu pulso em sinal de atraso. O que na verdade era mentira, não tinha nada para fazer. Assim que virei de costa para ele comecei a andar de volta a meu caminho.

Sasuke seu idiota! Isso não funcionou! Sasori-kun... Kami-sama, o que eu fiz?

Senti alguém segurar meu pulso.

- Espera! Serei breve...

Aqueles olhos cor de amêndoa estavam me deixando inerte.

- Vai inaugurar uma nova boate no centro e eu queria que você fosse comigo...

Oi? Ele está me pedindo para sair com ele?!

Retiro o que disse! Que Sasuke seja abençoado pelo resto de seus dias na terra!

- Claro!!

Repreendi-me pelo tom alto da voz.

-Quer dizer, por mim tudo bem... E quando será?

- Na próxima semana, ouvi dizer que ela...

Falamos sobre a tal boate por mais um tempo e então nos despedimos, não pude deixar de notar que Sasori reparou e muito em minhas pernas, estava com uma saia jeans a qual Ino tinha me emprestado e uma bata branca. Sorri satisfeita. As coisas estavam começando a mudar desde que Sasuke entrou em minha vida e para melhor... No final sua proposta realmente veio a calhar.

-02/04 16h: 57 min-

- Cuidado Sakura!

Yuuka salvou a xícara que iria ao chão em poucos instantes. Havia inclinado a bandeja que segurava sem perceber, o objeto tinha se desequilibrado. Ao se recuperar do susto a rosada sentou-se próximo ao balcão e escorou-se ali.

- Desculpa...

- O que deu em você hoje?

- Tenho um encontro...

Apoiou a cabeça na mão encima do balcão enquanto via a amiga acomoda-se na cadeira a frente da sua.

- Hoje?

- Sim. Sasori-kun me convidou para ir como ele em uma nova boate que inaugura hoje.

- Não me parece contente.

- Está tão na cara assim?

Yuuka apensa confirmou.

- É porque não vou muito nesses ambientes, não sei o que vestir ou como me portar...

- Você já falou com ele sobre isso?

- Não posso...

- Por quê?

Queria explicar toda a história a Yuuka, mas estava em ambiente de trabalha, sem falar que teria o infortúnio de mencionar o nome de Sasuke.

- É complicado...

- Senhorita Sakura.

Ouviu alguém pronunciar seu nome. Virou-se imediatamente, era um dos outros funcionários, sua cara não era das melhores.

- Sua mãe que falar com você.

Ficou preocupada, aquilo não era comum. Sua Okaasan não ligaria para ela em seu trabalhou. Olhou rapidamente para Yuuka que também estava apreensiva e voltou-se novamente para o colega. Ele a guiou até o telefone que ficava em uma sala nos fundos da cafeteira.

- Okaasan?

- Sakura-chan...

Sua voz estava fraca.

- O que houve?

- Não se preocupe. Agora estar tudo bem. Seu Otousan sofreu um enfarte.

Sentiu seu rosto esquentar e logo as lágrimas brotaram, pôs a mão na boca sufocando-se, a respiração estava ficando descompassada, logo os soluços começariam.

- Não chore flor, já está tudo normalizado, só foi um susto daquele velho bobão.

- Okaasan, eu quero falar com o Otousan!

Só teria certeza que ele estaria bem ao ouvir sua voz.

- Ele não pode falar agora, está descansando. Todos nós tivemos dia cansativo por aqui...

Não conseguia dizer mais nada, só queria ir para casa em Tóquio. Engoliu o choro.

- Eu estou indo para ir, se eu pegar o metrô agora... Devo chegar ai pela madrugada.

- Sakura-chan, não pode vim agora tem a faculdade...

- Dane-se a faculdade!

Reprimiu seus modos.

- Desculpe Okaasan...

- Eu sei como está se sentido, mas não pode tomar decisões agora de cabeça quente.

Lembre-se que não foi fácil chegar aonde você chegou. Acredite em mim, seu Otousan está bem.

Sua Mãe tinha razão, mas sua vontade era de sair agora de Konoha e ir para sua verdadeira casa.

Relutante cedeu.

- Tudo bem. Okaasan...

- Diga querida...

- Fale ao Otousan que eu amo muito vocês dois e que assim que surgir uma folga eu irei ai pessoalmente.

- Nós também te amamos... Eu direi.

Terminou de falar com sua Mãe e ainda um pouco desnorteada pediu para sair mais cedo do trabalho por hoje, prontamente liberaram sua saída. Chegou em sua atual casa e a única coisa que conseguiu fazer foi deitar na cama e chorar até pegar no sono.

- 02/04 21h: 32 min-

Acordou assustada. Esperou a respiração voltar ao normal e logo se sentou na beira da cama. Recordou dos fatos de mais cedo, queria que aquilo tudo fosse um pesadelo. Esfregou o rosto com as mãos e levantou-se. Pela falta de claridade presumiu que já fosse noite, confirmou ao olhar seu celular no criado mudo ao lado da cama.

Sentiu uma pontada na cabeça ao lembra de Sasori. Não tinha cabeça pra mais nada hoje, foi até o celular.

- Droga!

Praguejou pela falta de sorte. Mandou uma mensagem de texto para o mesmo explicando sua situação e prontamente o ruivo respondeu dizendo que entendia, mas que a mesma não escaparia tão fácil dele. Logo marcaria outro encontro com ela.

Sorriu fracamente ao ler aquilo.

Foi até o guarda-roupa e pegou apenas uma blusa azul bebê e um short de ursinhos que fazia seu conjunto. Depois se dirigiu até o banheiro.

Assim que saiu do banho voou até a cozinha, estava com muita fome.

Já no local, resolveu fazer uma sopa de legumes. Começou descascar a abóbora e perdeu-se em pensamentos.

Sakura-chan!

Sakura-chan!

O que foi Otousan?

Onde estão minhas canetas?

Inconscientemente sorriu, ela havia as pegados para escrever, mas como não tinha achado papel rabiscou a si mesma. Pensou que levaria uma bronca do mais velho, contudo quando o mesmo viu seu sorriso sapeca amoleceu.

Menina levada!

Distraída forçou a faca para parti o pedaço do legume ao meio, mas acabou fazendo um corte considerável na palma da mão.

Não, hoje não... Isso não pode estar acontecendo!

Logo seu corpo formigou por inteiro, já estava trêmula. Segurou na pia, sentia que se largasse cairia no chão. Começou a se desesperar por estar sozinha. A visão já estava ficando turva. Respirou fundo, não podia desmaiar agora, tentou se acalmar e pelo visto isso tinha melhorado, mas logo a visão lhe traiu, tudo estava girando, não suportou e logo vomitou dentro da pia. Ligou a torneira para limpar o local e a boca, mas novamente viu a mão machucada o sangue pingava deixando seu rastro. Sentiu-se ainda pior.

O cheiro, a textura, a cor, tudo aquilo a enojava, o ar começava a faltar em seus pulmões, se continuasse daquele jeito iria mesmo desmaiar. Pôs a mão feria das costas para não vê-la e com dificuldade chegou a seu telefone. Ligaria para Ino, a loira sempre a ajudava quando isso acontecia.

Ligou para o celular dela.

- “O número que você ligou está fora de área ou desligado”.

- Cadê você porca?!

Desesperou-se. Ligou para a residência da mesma.

- Alô?

- Ino?!

- Não. É a Mitsuki.

Odiou-se por ter que falar com a garota.

- Que falta de sorte...

- O que disse?

- Nada. A Ino está?

- Não. Já faz um tempo que ela saiu, quer deixar algum recado?

Desligou para não ouvir mais aquela voz chata, não se rebaixaria pedindo ajuda à mesma, além de ter certeza que ela não faria nada se soubesse que era a rosada que estava no telefone, desde que soube do interesse do ruivo por Sakura passou a destratá-la.

Perdeu o número de vezes que ligou para Ino, mas nada da loira...

Pôs o telefone no gancho e atreveu-se a olhar mais uma vez pra a ferida, as lágrimas ameaçavam cair. Estava aflita! Sua boca já seca procurando por ar e o suor era evidente em sua testa.

- Alguém, por favor...

O telefone toca. Atendeu imediatamente.

- Ino?!

- Não, Sasuke.

Deixou as lágrimas descerem, mas de alívio.

- Sasuke-kun. Eu preciso de sua ajuda...

- O que houve?

A voz rouca estava mais grave, pelo tom da rosada, sabia que havia algo de errado.

- Sabe onde eu moro, não sabe?

O silêncio permaneceu e presumiu que aquilo fosse um sim.

- Eu sou hematófoba...

Falava com dificuldade. E logo Sasuke a interrompeu presumindo o que ocorreu.

- Você se feriu idiota?

Sasuke sabia ser muito gentil, como sempre...

- Sim, foi sem querer.

Ouviu um longo suspiro na outra linha.

- Sasuke está doendo muito, tem muito sangue aqui, eu não consigo nem olhar... Por favor, me ajude, não consegue falar com ninguém, só com você...

Depois de muito tempo na espera pensou em desligar, mas Sasuke foi mais rápido.

- Eu vou ai.