Torque.

6 Capítulo 5 - Encurralados.


Notas iniciais
Nossa, como um mês passa rápido, chénte! Mas estou aqui, depois de 30 dias certinho, hahahahahaha. Primeiramente, MUITO OBRIGADA pelas lindíssissississimas Donara e Notme pelas recomendações amáveis, esse capítulo é dedicado ~especialmente~ á vocês! ♥ ♥ ♥ E também não podemos esquecer das que deixaram reviews (Kuranlaaura, Sophie Hatake, Zoey, Hyrla Potter, jusamurai, SasaUchira, Meilyn, Eveebaby e riko-nee) Obrigadão queridas ♥ ♥ ♥

Penso que ando me perdendo em meus próprios medos, meus receios e em

minhas borboletas.

.

.

.

.

Haruno, Sakura.

Entrei no aposento já me arrependendo de ter ido procurar ajuda. Olhei cada canto do quarto, tentando me sentir confortável, ou menos desconfortável. Vendo que Sasuke estava ocupado com alguma coisa, decidi caminhar até a cama e me acomodar na beira da mesma. E então o encarei tentando transmitir uma clara mensagem de: “Eu não dormirei no chão.”.

Porém vi que ele estava abaixando a camisa fazendo todo mísero conforto que eu pensei ter adquirido, se esvair juntamente com a minha autoconfiança. E então discutir o lugar em que eu dormiria não pareceu tão adequado naquele momento.

Vendo que ele parecia ter se esquecido de minha presença, aproveitei para ocupar minha mente; coloquei minhas cotoveleiras, minhas luvas, e claro, o hitaiate. Ficaria com eles se caso uma emergência ocorresse. Mas apesar de ter melhorado em dez por cento minha segurança, lamentei mais uma vez a perda de minhas armas e antídotos.

E então me pus a esperar por qualquer ordem dele, e enquanto isso fiquei assistindo o mesmo enfaixar o torso; me peguei olhando cada movimento dele, pensando em como ele visava agilidade em tudo que fazia. Ele transpirava praticidade.

‘ – Um shinobi.’ – Registrei, e minha mente acabou por me levar a Naruto, trazendo consigo uma melancolia momentânea.

E então Sasuke se virou pra mim, me tirando de meus devaneios.

“– Onde você viu o Kabuto?”

Ele fez uma pequena pausa, parando apenas para encarar o hitaiate com o quê pareceu um misto de nostalgia e desprezo.

“– Nos corredores, pouco antes de encontrar você. E ele...”

Parei por um momento, lembrando da aura que rondava Kabuto.

“– Não estava bem.”

Sasuke então sentou na outra ponta da cama colocando suas luvas e pegando sua katana. Foi então que entendi a gravidade da situação, se Sasuke estava preocupado, já era pra estarmos longe do covil. Virei para ele, receosa, esperando qualquer ordem emergencial.

“ – Hn.” – Ele murmurou, olhando para o chão, me deixando frustrada. E então se virou para pegar a Katana que estava na cama, quase dando de cara com meu nariz. Minhas bochechas queimaram e me forcei a virar o rosto.

“– Onde estão seus equipamentos?”

Antes que eu pudesse responder, a porta abriu com um estrondo, quase a arrancando das dobradiças, e por um milésimo de segundo pensei ser Kabuto, porém a figura se mostrou ser o espadachin que eu havia visto a pouco tempo atrás. Porém, respirei aliviada um pouco cedo demais.

“– Sasuke, prepare suas trouxas. O lunático está se rebelando e quebrando tudo que vê pela frente.” – Falou o homem esboçando um sorriso que não se encaixava na atual situação.

Após falar isso, o ninja correu para o quê eu pensava ser a saída daquela joça e eu me preparei para ir atrás dele, se Sasuke já não tivesse agarrado meu braço e estivesse me puxando para fora do quarto. Diante daquilo, me irritei e desvencilhei dele, alcançando a porta do aposento.

Assim que saí do quarto, a atmosfera tremulou ao meu redor. No momento não identifiquei o quê poderia ter causado isso, e quase acreditei que era o prédio que estava tremendo devido ás contínuas explosões. Preparei para começar a correr, se não fosse impedida por uma voz que ressoou do corredor.

“– Pra onde está indo, kunoichi de Konoha?”

Apesar de saber que o certo era continuar correndo, virei-me para o corredor, desesperada. E então o vi.

Saindo da escuridão, Kabuto vinha em minha direção com um sorriso que me causou uma náusea atípica. Por reflexo, coloquei as mãos na perna, procurando por minhas armas. Lembrando tarde demais que eu estava sem elas, virei para o extremo oposto do corredor, me dando de cara com outro Kabuto.

‘– Kage Bunshin?’

Vendo que eu estava sem saída, fiquei lá petrificada, vendo os dois Kabutos se aproximarem cada vez mais de mim.

“– Penso que sua morte acabará por me trazer vantagens...” – Falou o Kabuto de minha direita.

“–... Sasuke ficará sem uma ninja médica em seu time” – Continuou o Kabuto da esquerda. Ambos cada vez mais perto.

“ – E terá menos uma pirralha insolente de Konoha para lidar.” – Engoli em seco.

E então, uma ideia me ocorreu, virei para a porta do quarto que eu havia saído, e Sasuke não estava lá. Havia alguma coisa errada, já que ele estava logo atrás de mim.

‘– Sério, Sakura, duas vezes no mesmo dia?!’

Me xingando mentalmente, concentrei o chakra restante, e executei o jutsu. Uma leve tontura me abateu indicando que eu estava fraca, porém a quantidade foi o bastante para quebrar a ilusão. Acordei do transe, e então os barulhos voltaram, o covil estava desabando, e eu tinha que sair dali o mais rápido possível.

‘– Por Naruto...’

Me posicionei para sair dali, apesar de um dos Kabutos ter se dissipado junto com a ilusão, ainda havia um Kabuto demente vindo em minha direção. Corri para o lado oposto ao dele, porém uma parede de pedra, que parece ter sido conjurada pelo mesmo caiu bem em minha frente, me deixando encurralada. E a única saída era confrontá-lo, porém meu estado me impedia, e eu estaria assinando meu atestado de óbito.

“– Eu estou te fazendo um favor, Sakura-san.”

O encarei aterrorizada, me encolhendo no pouco espaço que ele fechava em volta de mim. Assim que ele estava próximo o suficiente para executar um simples taijutsu que poderia ser letal, a parede atrás de mim tremeu.

Por um minuto, Kabuto parou, olhando para o montante de pedra. Quando ele já havia se convencido de quê foi apenas uma irradiação das explosões, a parede rachou e uma fresta se abriu, e foi se alargando até que um braço a perfurou formando um buraco. Ao ver quem era, dei um suspiro aliviado. Sasuke continuou abrindo mais o buraco, até conseguir passar todo seu torso por ele. Agarrando meu antebraço, ele começou a me puxar para ‘fora’ do beco sem saída que Kabuto improvisara.

“ – Olha só quem veio salvar a donzela indefesa...” – Kabuto riu.

E então a fria realidade caiu sobre mim. A dolorosa verdade que me perseguiu por anos.

Você é um estorvo.

“– Mas que puta sorte eu tenho!” – Kabuto gritou.

Por estar petrificada, acabei por não vê-lo investir contra o abdômen de Sasuke, cortando-o profundamente de ponta a ponta. Foi só quando o sangue começou a jorrar pelos meus pés que finalmente entendi a situação que me encontrava. Concentrei tudo o que restava de meu chakra e soquei o med-nin com toda minha força, fazendo-o desaparecer pelo corredor.

Sorri por um momento a vitória que não era minha, e então me pus a passar pelo buraco, e tentar ajudar Sasuke, que agora havia se encostado à parede com a mão no ferimento tentando inutilmente conter o sangue.

“– Ah meu Deus.” – Falei com a voz arrastada, correndo para dar uma olhada no estrago feito por Kabuto.

“– Apenas se concentre em sair daqui, droga!” – Sasuke urrou.

Forcei-o a se apoiar em mim, e começamos a caminhar entre os destroços do covil. Eu sentia minha força se esvair a cada passo, meu chakra estava esgotado, e minha resistência estava mais baixa que o saudável. Então vi a – no momento – gloriosa cabeleira vermelha logo a frente. Assim que nos avistou, correu para nos socorrer.

“– Ei! O quê diabos aconteceu?”

“– Só nos leve á saída...” – Falei.

“– Rosinha, você tá bem?” – o espadachin saiu de trás da ruiva, ambos surpresos pela nossa condição.

Aliviada por tê-los encontrado, senti meus joelhos falharem e então cedi, desfalecendo.

Tão fraca...

Foi a última coisa que me passou pela cabeça antes de perder os sentidos.

Continua...

Notas finais
Hola! Qual a porcentagem da vontade de me matarem? hihihi. Pois é, tá ficando cada vez mais tenso minha gente. E posso dizer que esse capítulo foi o início para a "verdadeira história". Vamos lá, e se preparem que o 6 está por vir, com muitas emoções (propaganda, heh).
PS:. Esse capítulo ficou cruzão, quase nem revisei ele, peço que me avisem se eu tiver escrito algo errado, ou em algum momento fui infiel ao mangá!
beijobeijo e até o próximo!